Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Linha do Vouga...

18/06/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Vouga



A Linha do Vouga, originalmente conhecida como Linha do Vale do Vouga e apelidada de Linha do Vale das Voltas devido ao seu sinuoso traçado, é um troço ferroviário português que liga a Linha do Norte, em Espinho, à Linha do Dão, em Viseu, numa extensão de 140 km, e que entronca em Sernada do Vouga com o Ramal de Aveiro. É uma linha de via estreita cuja bitola utilizada em ambos os troços é de 1000 mm.

Situada geograficamente nos distritos de Aveiro e Viseu, esta via-férrea possuía uma extensão total de, aproximadamente, 175 Km (a Linha do Vouga com 140 Km e o Ramal de Aveiro com 35 Km).

A Linha do Vouga atravessa os concelhos de Espinho, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda, São Pedro do Sul e Viseu.

O Ramal de Aveiro contempla o troço de via-férrea que atravessa os concelhos de Águeda e Aveiro.

Hoje apenas subsiste a ligação de Espinho a Sernada do Vouga, continuando os serviços pelo Ramal de Aveiro até à localidade com o mesmo nome.

A Linha do Vouga é actualmente uma linha secundária, registando maior movimento nos troços Aveiro - Águeda e Oliveira de Azeméis - Espinho. Tem ligação à Linha do Norte em Aveiro e Espinho.

Perspectiva-se a inclusão do troço entre Oliveira de Azeméis e Espinho nos urbanos do Porto da CP/Porto. Contudo, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha é contra o encerramento do troço Oliveira de Azeméis - Sernada do Vouga.

A linha apresenta um perfil acentuado com rampas de declive até 25%, curvas e contra-curvas de raio, por vezes, inferior a 90 metros.

No seu traçado constam inúmeras obras de arte, entre as quais dezanove túneis entre Espinho e Viseu (Linha do Vouga) e um túnel no Ramal de Aveiro. Apresenta, ainda, nove pontes na Linha do Vouga e cinco pontes no Ramal de Aveiro.

Na sua chegada a Viseu a mesma entroncava na Linha do Dão a poucos metros da estação desta cidade.

O Troço Activo (Linha do Vouga)

Estações: Espinho, Espinho-Vouga, Paços de Brandão, Vila da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Pinheiro da Bemposta, Albergaria-a-Velha, Sernada do Vouga.

Apeadeiros: Silvalde-Vouga, Monte de Paramos, Lapa, Sampaio-Oleiros, Rio Meão, São João de Ver, Cavaco, Sanfins, Escapães, Arrifana, Faria, Couto de Cucujães, Santiago de Riba-Ul, Ul, Travanca-Machinata, Figueiredo, Branca, Albergaria-a-Nova, Urgueiras.

Outros: Esta linha conta ainda com dois túneis: o túnel do Minhoto (43 m) e o de Açores (116 m).

O Troço Activo (Ramal de Aveiro)

Estações: Sernada do Vouga, Macinhata do Vouga, Águeda, Eirol, Eixo, Aveiro.

Apeadeiros: Carvalhal da Portela, Valongo-Vouga, Aguieira, Mourisca do Vouga, Águeda, Oronhe, Casal do Álvaro, Cabanões, Travassô, São João de Loure, Esgueira.

Outros: Esta linha conta ainda com cinco pontes e um túnel: o túnel de Eirol (74 m) e as pontes ferroviárias de Azurva (28 m), de Araújo (14 m), do Rio Águeda (64 m), de Marnel (23m) e a ponte rodo-ferroviária de Sernada (173 m).

O Troço Desactivado (Linha do Vouga)

Ao longo da parte actualmente desactivada, de Sernada do Vouga a Viseu, num total de 79,5 km, existiam nove estações, actualmente, apesar de já terem iniciado a recuperação de património, algumas ainda se encontram em ruínas ou mesmo desaparecidas, e dezassete apeadeiros, que se passam a discriminar:

Estações: Paradela, Ribeiradio, Pinheiro de Lafões, Oliveira de Frades, Vouzela, São Pedro do Sul, Bodiosa, Campo e Viseu.

Apeadeiros: Carvoeiro, Foz do Rio Mau, Poço de Santiago, Senhora de Lourosa, Cedrim, Arcozelo das Maias, Quintela, Santa Cruz, Nespereira do Vouga, São Vicente de Lafões, Termas de São Pedro do Sul, Fataunços, Real das Donas, Mocâmedes, Travanca de Bodiosa, Moselos e Abraveses.

Obras de Arte: Nesta linha encontram-se, ainda, várias obras de arte, entre elas, oito pontes e dezassete túneis. As pontes: Ponte Ferroviária sobre o Rio Caima, Ponte Ferroviária do Poço de Santiago, Ponte Ferroviária dos Melos, Ponte Ferroviária de Pinheiro de Lafões, Ponte Ferroviária de Vouzela, Ponte Ferroviária sobre o Rio Zela, à entrada de Vouzela, Ponte Ferroviária das Termas de São Pedro do Sul e Ponte Ferroviária do Pego em São Pedro do Sul. Os túneis: Ródão (29 m), Carvoeira (42 m), Vale Côvo (16 m), Bouço Pedra (60 m), Zebadinho (32 m), Tapada Velha (47 m), Modorno I (34m), Modorno II (45m), Póvoa da Ursa (78 m), Outeirais (25 m), Portela (25 m), Batôco (41 m), Monte Cavalo I (37 m), Monte Cavalo II (33 m), Lamas (25 m), Couraceiro (44 m) e São Miguel do Mato (50 m)

A Ecopista do Vouga

A ecopista de Sever do Vouga resulta da parceria entre o Município de Sever do Vouga e a REFER para a reabilitação da antiga Linha Ferroviária do Vouga, entre Sernada do Vouga e Viseu, correspondente ao troço da antiga Linha do Vouga, hoje parte do Ramal de Viseu.

Começando junto à antiga estação da Paradela, a ecopista segue sempre paralela ao Rio Vouga e à Estrada Nacional 16 até pouco depois da Foz do Rio Mau, no Lugar da Foz. Este percurso é constitído por betuminoso pintado a vermelho.

Em 2013, o percurso entre a Foz do Rio Mau e a estação de Paradela foi prolongado um pouco além do antigo apeadeiro de Cedrim na direcção da estação de Ribeiradio.

Nos restantes Municípios estão a decorrer obras de reconversão, pelo que já é possível percorrer quase toda a antiga via-férrea em bicicleta do tipo BTT.

24/05/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Sabor


A Linha do Sabor é uma linha ferroviária portuguesa, actualmente extinta, que ligava a estação do Pocinho (Linha do Douro) à estação de Duas Igrejas, em Miranda, nos arredores de Miranda do Douro. Construída de forma faseada, o seu longo atraso na conclusão ditou, por falta de verbas, que nunca chegasse à cidade de Miranda do Douro.

O primeiro troço da Linha do Sabor, entre Pocinho e Carviçais, só foi inaugurado em 1911. A conclusão da linha efectivou-se com a chegada a Duas Igrejas-Miranda, em 1938.

Com uma extensão total de 105,3 km, esta linha de caminho-de-ferro possui a maior rampa ferroviária contínua em Portugal. Na passagem dos 12 km que vão da estação do Pocinho à estação de Torre de Moncorvo vencem-se 280 metros de desnível num traçado sinuoso, razão essa que obrigou a criar a meio do percurso uma paragem técnica na denominada "estação da Gricha", para que as locomotivas a vapor pudessem recuperar pressão e continuar a longa subida.

De Moncorvo até Felgar a rampa continuava, vencendo-se, em 13 km, os 260 metros de desnível, o que perfaz uma rampa contínua de 25 km, vencendo 540 metros de desnível, para que os comboios subissem do Douro, contornassem a Serra do Reboredo e pudessem entrar no longo planalto mirandês.

Além do serviço de transporte de passageiros, o caminho-de-ferro foi igualmente utilizado para efectuar o transporte dos minérios das Minas do Carvalhal (Torre de Moncorvo), do mármore e alabastro de Santo Adrião, de adubos e trigo, e foi, também, o grande responsável pelo escoamento da produção agrícola desta região.

Os serviços ferroviários na Linha do Sabor foram suspensos em 1988.

Património

Estações: Pocinho, Moncorvo, Carviçais, Freixo de Espada à Cinta, Lagoaça, Bruçó, Mogadouro, Variz, Sendim e Duas Igrejas - Miranda.

Apeadeiros: Quinta de Água, Larinho, Zimbro, Quinta Nova, Carvalhal, Cabeço da Mua, Felgar, Souto da Velha, Mós, Fonte do Prado, Macieirinha, Fornos - Sabor, Santa Marta, Vilar de Rei, Sanhoane, Urrós e Fonte de Aldeia.

Pontes: Ponte Rodo-ferroviária do Pocinho.

Ecopista do Sabor

A Ecopista do Sabor é o resultado do aproveitamento da linha de Caminho-de-Ferro, no troço entre Torre de Moncorvo e Carviçais, num total de 24 km de percurso pedestre.

A ecopista está vocacionada para passeios cicloturísticos, pedonais, patins e similares.

A totalidade da via está coberta por sinalização vertical específica, bem como por placards informativos sobre a identificação e localização dos vários espaços da ecopista.

Da ecopista observa-se a paisagem deslumbrante sobre o Vale do Sabor e da Serra do Reboredo, o Convento do Carmelo da Sagrada Família e, na aldeia do Larinho, a antiga estação do Larinho, recuperada e transformada em Cafetaria.

No lugar do Carvalhal podem ser contempladas as antigas minas de ferro, as minas do Carvalhal, e no sopé do Cabeço da Mua, as aldeias de Felgar e Souto da Velha.

16/05/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Minho


A Linha do Minho é uma ligação ferroviária que une as cidades do Porto e Valença. Primeiro até Barcelos, entre serras e vinhas, e depois segue em direcção ao norte de Viana do Castelo, tendo o Atlântico por companhia e, na fase final, bordejando o rio Minho, entre a respectiva foz e Valença.

Daí para a frente, é possível percorrer a pé ou de bicicleta a ecopista que resultou do aproveitamento da plataforma do antigo troço desactivado da Linha do Minho até Monção.

A Linha do Minho foi inaugurada em 6 de Agosto de 1882 com a chegada a Valença, tendo o troço entre esta estação e Monção sido aberto à exploração em 15 de Julho de 1915 e encerrado a 31 de Dezembro de 1989.

De bitola larga, a Linha do Minho possui, aproximadamente, 134 quilómetros de comprimento.

Fazem parte desta linha as seguintes estações de Caminho-de-Ferro: Porto São Bento, Porto Campanhã, Contumil, Leixões, Rio Tinto, São Gemil, Ermesinde, Leandro, São Romão, Trofa, Lousado, Guimarães, Famalicão, Nine, Braga, Midões, Barcelos, Tamel, Barroselas, Darque, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, São Pedro da Torre e Valença (Inicio do Ramal de Monção).

Ramal de Monção - Troço Extinto da Linha do Minho

O projecto para o plano estratégico de desenvolvimento da ferrovia a norte do Douro consistia em duas linhas principais, ambas partindo do Porto, em que uma delas seguiria em direcção ao Norte, a Linha do Minho, e outra em direcção a Este, a Linha do Douro.

Destas duas linhas principais, sairiam posteriormente um conjunto muito vasto de linhas, a grande maioria em bitola estreita, que ligariam as cidades do norte do país à ferrovia.

O projecto da Linha do Minho era vital para o desenvolvimento a norte do país, pois faria a ponte entre a região norte de Portugal com o norte de Espanha e, consequentemente, à Europa.

Ficou decidido que o traçado da linha seguiria mais a Oeste, pois as regiões contempladas à sua passagem detinham uma elevada densidade populacional e empresarial.

Este troço de linha férrea de bitola larga, denominação que se dá às ferrovias cuja bitola é maior a 1,435 mm da bitola padrão, com um percurso total de, aproximadamente, 16 km, tinha como pontos de partida/chegada, as cidades de Valença e Monção, passando por Monção (Estação), Senhora da Cabeça (Apeadeiro), Friestas (Apeadeiro), Verdoejo (Apeadeiro), Ganfei (Apeadeiro), Ganfei (Apeadeiro) e Valença (Estação).

Com o encerramento do Ramal de Monção à circulação ferroviária a 1 de Janeiro de 1990, o leito ficou abandonado até que em 2004 os carris deram o lugar à ecopista do Minho na quase totalidade da extensão deste troço (entre Valença e a Senhora da Cabeça, num total de 13 km).

Actualmente a ecopista chega até à estrada que liga à ponte que atravessa o Rio Minho para Espanha, em Monção.

A Ecopista do Rio Minho

Os Municípios de Monção e Valença celebraram protocolos com a Refer para que, em 2004, abrisse ao público uma ecopista que ligasse as duas localidades, destinada ao cicloturismo e a passeios pedonais, aproveitando as antigas linhas ferroviárias desactivadas.

A ecopista do Rio Minho, com uma extensão de, aproximadamente, 16 km, tem como objectivo contribuir para a promoção do desenvolvimento integrado da região, reunindo pontos de interesse histórico/culturais, o turismo, o recreio e o lazer, incentivando à conservação da natureza e valorização dos sistemas naturais existentes. Ao longo do Percurso os painéis de interpretação e toda a sinalética fornecem os elementos necessários para que os seus utentes, na ausência de guias, possam compreender os recursos culturais, naturais e paisagísticos que vão percorrendo.

Património do Ramal de Monção

A ecopista do Rio Minho, na parte que percorre a antiga via ferroviária, começa quase na continuidade da estação de Valença, onde existe um interessante museu ferroviário com belos exemplares de locomotivas e carruagens do tempo do vapor.

Ao longo do percurso do troço encerrado é possível observarem-se alguns viadutos ferroviários, os edifícios das estações, alguns recuperados, bem como o convento de Ganfei e a aldeia que rodeia a medieval Torre da Lapela, já perto de Monção.

Aconselha-se, ainda, a visita às praças-fortes de Valença e Monção, obras-primas da arquitectura militar setecentista, bem como ao mosteiro de Sanfins de Friestas, acessível a pé por meio de um outro trilho.

10/05/2017

Serra da Freita - Nas Veredas do Pastor



No passado Domingo, dia 7 de Maio, resolvemos regressar à Serra da Freita para voltarmos a realizar um percurso que não percorríamos há já alguns anos, o PR3 de Vale de Cambra denominado como "Nas Veredas do Pastor"

O encontro dos caminheiros, num total de 12, foi no café da Frecha da Mizarela. O grupo foi constituído pelo Cardoso, o DJ, eu (Francisco), o Zé Figueiredo, o Pina Jorge, o Quim, o Amaral, a Sãozita, e 4 novos "recrutas", a Miléna, a Patrícia, o Hugo e o Zé.

Tomado o cafezito matinal, seguimos para a povoação do Côvo, que segundo consta é a  mais alta aldeia do Concelho de Vale de Cambra, situada a 930 m de altitude. Lá se iniciou o percurso.

Este percurso  encontra-se bem marcado, encontrando nós por vezes uns novos postes em material reciclado, com a indicação de "Vale Mágico".

Essencialmente o trilho até Agualva é quase em descida permanente o que nos trouxe à lembrança que "tudo o que desce muito paga-se sempre caro mais tarde".

Em Agualva continuámos a descer tendo a beleza da paisagem, principalmente no sítio onde se começa a ver o local da Lomba, aumentado o que nos deixou mais satisfeitos. Por momentos deixámos de pensar na inevitável subida que depois nos aguardava.

Na povoação fomos até à tasca para beber umas cervejolas. Depois descemos até à igreja. Pelo caminho encontrámos o que parece ser uma nova extensão ao percurso original. Esta extensão segue até à Cascata das Porqueiras que nunca visitámos anteriormente. 

O facto da placa indicar que a cascata ainda ficava a 1 km de distância desmotivou um pouco alguns dos participantes pelo que, levou o grupo a não percorrer o trilho. Mesmo a descida à Capela da Nossa Senhora dos Milagres, muito inclinada, já não foi do agrado de todos.

Começou então a longa e penosa subida para o Côvo, com algumas paragens pelo caminho para reagrupar, pois havia ritmos diferentes entre os participantes.

Com maior ou menor dificuldade lá fomos chegando à povoação. Notou-se que ao contrário do que aconteceu durante a descida, as pessoas foram caminhando muito mais caladas. Por que terá sido?

Parece que a Freita está na moda e arranjar lugar nos restaurantes começa a ser difícil.

Francisco Soares



04/05/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Douro



Linha do Douro é uma linha de Caminho-de-Ferro em Portugal de bitola ibérica (1,67 metros), que ligava Ermesinde a Barca d'Alva, numa extensão de, aproximadamente, 200 Km.

Em grande parte do seu percurso acompanha as margens do Rio Douro, contendo a maior extensão de via-férrea ladeada por água de Portugal, superando mesmo o grande troço ribeirinho da Linha da Beira Baixa (ao longo do Rio Tejo).

Destas duas linhas sairiam um grande conjunto de "linhas secundárias" que as ligariam a quase todas as cidades importantes do Norte do País.

O principal propósito da Linha do Douro foi, além de providenciar transporte para as povoações ao longo da via, transportar igualmente adubos, sementes e outros produtos para o interior e escoar a produção agrícola destas regiões.

A Linha do Douro e a Linha do Minho partilham o mesmo troço até a localidade de Ermesinde, local onde divergem.

Ao longo do seu trajecto a linha contava com vinte e três estações, vinte e sete túneis, trinta e cinco pontes e trinta e dois apeadeiros, que são:

De Ermesinde ao Pocinho - Património da parte activa da Linha

Estações: Ermesinde, Valongo, Recarei-Sobreira, Cête, Penafiel, Caíde, Vila Meã, Marco de Canaveses, Juncal, Mosteirô, Aregos, Ermida, Rede, Godim, Régua, Covelinhas, Pinhão, Tua e o Pocinho.

Apeadeiros: Cabêda (Alfena), Suzão, São Martinho do Campo, Terronhas, Trancoso, Parada, Irivo, Oleiros, Paredes, Santiago, Bustelo, Meinedo, Oliveira, Recesinhos, Pala, Portuzelo, Mirão, Porto de Rei, Caldas de Moledo, Godim, Bagaúste, Gouvinhas, Ferrão, Chanceleiros, Cotas, Castedo, São Mamede do Tua, Alegria, Ferradosa, Vargelas, Vesúvio e Freixo de Numão - Mós do Douro.

Pontes: Sete Arcos, Ferreira, Fervença, Sousa, Vila Meã, Póvoa, Tâmega, Juncal, Cocheca, Quebradas, Pala, Ovil, Portuzelo, Laranjal, Zêzere, Teixeira, Sermenha, Corgo, Pinhão, Roncão, Loureiro, Tua, Riba Longa, Ferradosa, Vargelas, Arnozelo, Teja, Murça, Gonçalo Joanes, Vale do Nedo e o Pocinho.

Túneis: Caíde, Gaviarra, Campanainha, Juncal, Vila Meã, Póvoa, Tâmega, Juncal, Riboura, Loureiro, Má Passada, Salgueiral, Peso da Régua, Três Curvas, Pedra Caldeira, Rapa Velha, Valeira, Vargelas, Arnozelo I, Arnozelo II, Arnozelo III, Fontainhas, Meão, Saião e Veiga.

Do Pocinho a Barca d'Alva - O património do troço ferroviário extinto da Linha do Douro

Estações: Côa, Castelo Melhor, Almendra e Barca d'Alva.

Pontes: Canivais, Côa, Aguiar e da Gricha.

Túneis: Castelo Melhor e Almendra.

Encerramento da ligação internacional e do troço até Barca d'Alva

A 30 de Setembro de 1984 foi aprovado, pelo governo espanhol, o encerramento a todos os tipos de tráfego, de várias ligações ferroviárias, incluindo o troço entre La Fuente de San Esteban e La Fregeneda. Este encerramento deixou sem quaisquer serviços o troço internacional entre esta última localidade e Barca d'Alva.

No dia 1 de Janeiro de 1985 foi encerrado o troço entre Boadilla e Barca d'Alva, terminando, assim, com o carácter internacional da Linha do Douro.

Em 31 de Dezembro de 1987 foi desactivado o troço entre o Pocinho e Barca d'Alva, vindo a encerrar definitivamente a 18 de Outubro de 1988.

A Linha do Douro passa a ser utilizada apenas entre o Porto e a estação do Pocinho e abandonada a exploração do restante troço até Barca d'Alva.

Em Agosto de 2009 foi anunciado, pela então Secretária de Estado e dos Transportes, Engenheira Ana Paula Vitorino, a intenção de reabrir o tráfego internacional desta linha, ficando agendados para breve o início dos trabalhos para a recuperação do troço entre o Pocinho e Barca d'Alva mas, até à data, este troço ainda se encontra encerrado.

Actualmente, o património existente ao longo deste troço desactivado encontra-se em estado avançado de degradação, resultado do declínio e da falta de preservação.

29/04/2017

Por serras de Sanabria em Espanha





Aproveitando o feriado do 25 de Abril eu o DJ e o Luís Sousa partimos no sábado de manhã rumo a Vigo (de Zamora), um pouco a Norte de Pueblo de Sanabria. 

Chegados à localidade, almoçámos e partimos para fazer a primeira caminhada denominada de "Cascadas de Sotillo".

Baseados na experiência do DJ, que já conhecia a zona e os percursos, para além de estar apetrechado com os mapas, não foi difícil encontrar o início, em Sotillo de Sanabria.

O percurso tem cerca de 8 km com um desnível não muito elevado até um máximo de 1375m de altitude. O caminho é empedrado até às cascatas que dão origem ao nome do percurso. A cascata, segundo o DJ, encontrava-se com pouca água o que, no entanto, não retirou a beleza ao local.

O regresso foi uma excelente surpresa devido à diversidade e à beleza da flora e dos riachos e penedos por onde passávamos. Creio que é considerado um dos percursos mais bonitos da zona e com razão.

Acabado o percurso era hora de passar no supermercado para adquirir alguns mantimentos necessários, o que fizemos da povoação de El Puente. Por lá aproveitámos para beber uma caña (cerveja).

O jantar foi no Bar La Terraza em San Martin, onde nos deliciámos com um chuletón de ternera depois duma entrada de habones de sanabria, realmente espectaculares.

Decidimos no domingo fazer a caminhada mais dura, "De Peces a Peña Trevinca".

Bem cedo, que as indicações eram de 10 horas de caminhada, partimos para a lagoa dos Peixes, onde deixámos o carro. Iniciámos o percurso, com 25 kms de extensão (ida e volta) e com grau de dificuldade muito elevado. Viríamos a perceber o porquê mais tarde.

Os primeiros quilómetros são em subida ligeira tendo passado por algumas manadas de vacas que pastavam sossegadamente.

Quando começámos a descer, uns quilómetros depois, apareceu, do nosso lado esquerdo, um lago muito bonito que recebe e contém as águas do Rio Tera, o qual se estende por um vale glaciar lindíssimo, a fazer lembrar algumas cenas do filme "O Senhor dos Anéis".

A paisagem é realmente de estarrecer!

A descida até ao vale ainda demorou algum tempo, o qual aproveitamos para ir apreciando a beleza do lago e do próprio vale. Lá encontrámos uma nascente, com indicação de água não tratada, que nos viria a ser muito útil na vinda.

Passámos por um refúgio de montanha e seguimos pela parte mais baixa do vale, onde atravessámos uma ponte de pedra e vários pequenos regatos que formam o Rio Tera.

No fim do vale já se viam as montanhas, ainda com neve, e o pico mais elevado, Peña Trevinca com 2127 m de altitude.
 
A grande dificuldade começou quando faltavam apenas 1800 m para o cume, onde passamos de uma cota de 1650 m para os tais 2127m. A subida é muito acentuada, o frio começa a apertar e o ar a rarear, o que torna penosa esta parte do percurso. 

Já sem a presença do guia DJ, optámos por subir pelo lado esquerdo até ao cume, numa zona onde ficamos mesmo ao lado da enorme escarpa e onde tivemos, por vezes, que escalar as pedras para vencer os desníveis.

Tendo o DJ ficado um pouco para trás, eu e o Luís chegámos vitoriosos ao cume, onde as fotos da conquista foram tiradas.

Apreciada a paisagem a 360º, era altura de esperar ou procurar o DJ, cujo último contacto visual tinha sido junto a um pedaço de gelo a meio da encosta, onde dois casais jovens se lhe tinham juntado. Como estava atrasado, resolvemos almoçar um pouco abaixo do cume, numa zona mais abrigada. 

Depois de mais de meia hora de espera, sem sinais do DJ, começamos a ficar preocupados e desatámos aos gritos chamando pelo seu nome, sem obter qualquer resposta.

Descemos mais um pouco, cada vez mais preocupados e a pensar o que fazer. Tínhamos ainda várias horas de caminhada para regressar e sendo então 15 horas a situação poderia ficar complicada.

Finalmente vi um vulto a cerca de 200/300 metros, numa encosta acima de nós, que me pereceu o nosso companheiro. Mais uns largos minutos de espera e lá apareceu o desejado DJ a quem abraçámos.

Tinha ido até ao cimo, chegando primeiro que os dois casais que o tinham ultrapassado e a quem deu indicações de como lá chegar. Na volta, decidiu vir por um sítio mais complicado, entre duas placas de neve, o que o fez demorar mais tempo.

Juntos de novo e agora inseparáveis, regressámos pelo vale, onde começámos a pagar o desgaste físico sofrido na íngreme subida a Peña Trevinca. A velocidade de progressão era cada vez menor.

Chegámos ao fim da caminhada, embora o DJ e o Luís tivessem que reabastecer na nascente de água não tratada depois do abrigo de montanha.

Chegados a casa, um bom banho e o tratamento de algumas mazelas, fizeram esquecer a dureza do percurso. Fomos jantar a outro restaurante de San Martin, onde assistimos ao Real Madrid - Barcelona que passava na TV. 

Para o dia de 2ª feira, o DJ optou por se reservar de fazer qualquer actividade mas eu e o Luís fomos fazer a última caminhada, de dificuldade média/alta, denominada "Los Cañones del Cárdena y Segundera" com cerca de 12,5 Km, com partida e chegada em Ribadelago, na ponta Oeste do Lago de Sanabria.

Esta povoação sofreu uma catástrofe em 9 de Janeiro de 1959, quando uma ruptura na barragem de Vega de Tera inundou e arrasou a povoação ceifando a vida a 144 dos seus habitantes.

Partindo duma cota de cerca de 1000 metros fomos subindo a montanha pelo lado esquerdo do Rio Cárdena até ao embalse do mesmo nome, seguido da passagem pela Lagoa Roya e pelo embalse Guarandones. Chegámos a atingir uma cota de 1637 m com vistas muitos bonitas sobre os lagos e arredores.

A descida, mais curta em comprimento portanto mais inclinada, foi penosa devido à maior parte do piso ser em pedra solta o que obrigou os joelhos a esforço redobrado e os pés a ficarem massacrados.

No fim o DJ, que tinha ficado a recuperar em casa, veio-nos buscar e levou-nos de volta para um merecido descanso antes do jantar.

Para a refeição da noite, demos uma volta por El Puente mas resolvemos ir até Puebla de Sanabria onde optámos pela Posada de Sanabria, um restaurante junto ao Castelo, onde não nos arrependemos do belo solomillo de corzo com boletus, uns cogumelos típicos da zona.

No último dia fizemos novamente uma visita a Puebla de Sanabria, agora com mais detalhe, incluindo uma visita ao castelo/museu e aproveitámos para comprar uns produtos típicos da terra, habones e boletus.

Ficámos com grande curiosidade de fazer outros percursos na zona, nomeadamente o canhão do Tera, actividade a programar para outro fim de semana comprido.

Francisco Soares

 

27/04/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Dão




A Linha do Dão é uma ferrovia histórica de via estreita (1000 mm) localizada no centro de Portugal.

Situada geograficamente no Distrito de Viseu, atravessava os concelhos de Santa Comba Dão, Tondela e Viseu, numa extensão total de 49,3 Km.

Património

Estações: Santa Comba Dão, Treixedo, Tonda, Tondela, Sabugosa, Parada de Gonta, Farminhão, Torredeita, Figueiró e Viseu.

Apeadeiros: Nagozela, Porto da Lage, Naia, Casal do Rei, Várzea, Mosteirinho, Travassós de Orgens, Tondelinha e Vildemoinhos.

Obras de Arte: Ponte de Treixedo, ponte de Nagozela, ponte de Tinhela ou da Dinha, ponte de Mosteirinho, túnel de Santa Catarina ou da Parada e o túnel de Figueiró. 

Factos Relevantes

O serviço de mercadorias foi suspenso em 1972 e em 1988 foi a vez do serviço ferroviário de passageiros terminar.

A infra-estrutura viária (carris, travessas e balastro) foi quase totalmente retirada até 1999. 

A Ecopista do Dão

Em 2011 foi inaugurada uma ecopista em todo o antigo traçado da Linha do Dão, ligando Viseu a Santa Comba Dão.

São quase 50 kms de um projecto que atravessa os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão, sendo uma das maiores ecopistas do país.

A Ecopista do Dão, para além de aproveitar integralmente a plataforma do antigo ramal ferroviário, inclui a requalificação e revalorização ambiental de pontes, algumas estações e envolventes.

A título de exemplo, é a recuperação da antiga Estação de Figueiró, em Viseu, transformada em sede de Junta da Freguesia de São Cipriano.

21/04/2017

Linhas Ferroviárias Extintas - Linha do Corgo



A Linha do Corgo é uma linha de Caminho-de-Ferro desactivada, que unia as localidades de Chaves e da Régua, em Portugal. Inaugurada em 1 de Abril de 1910 com a chegada do comboio a Vila Real, ficou concluída a 28 de Agosto de 1921, com a chegada a Chaves.

Com uma extensão de, aproximadamente, 96,2 km, a Linha do Corgo é uma ferrovia de bitola métrica estreita, denominação que se dá às ferrovias cuja medida iguale os 1000 mm, portanto, mais estreita que a bitola internacional, que é de 1435 mm.

O troço entre o Ribeiro de Varges e Vila Pouca de Aguiar media, aproximadamente, 14.076 metros, com 3803,16 metros em curva, e um desnível de apenas 73 metros.

Em termos de obras de arte, este troço incluía numerosos sifões e aquedutos, dois pontões, com 6 e 4 metros de comprimento, e duas pontes metálicas: uma sobre a Ribeira de Tourencinho e outra sobre o Rio Corgo.

Após Vila Pouca de Aguiar, a linha segue o vale do Rio Avelâmes até à povoação de Pedras Salgadas.

O troço entre Vila Real e Chaves foi encerrado em 1990. A ligação entre a Régua e Vila Real foi desactivada para obras em 25 de Março de 2009 e totalmente encerrada pela Rede Ferroviária Nacional em Julho de 2010.

Património

Estações: Régua, Alvações, Povoação, Carrazedo, Vila Real, Abambres, Samardã, Zimão, Vila Pouca de Aguiar, Pedras Salgadas, Vidago, Tâmega e Chaves.

Apeadeiros: Corgo, Tanha, Cruzeiro, Cigarrosa, Fortunho, Tourencinho, Parada de Aguiar, Nuzedo, Sabroso, Loivos, Oura, Salus, Campilho, Vilarinho das Paranheiras, Peneda, Vilela do Tâmega e Fonte Nova.

Obras de Arte: Para além de numerosos sifões, aquedutos e pontões, esta linha contava ainda com sete pontes: as pontes ferroviárias do Corgo, do Tanha, de Carrazedo, de Tourencinho, de Parada de Aguiar, ponte sobre o Rio Oura e a ponte do Tâmega.

A Ecopista do Corgo

Actualmente, a extinta Linha do Corgo conta com diversos troços do percurso convertidos em Ecopista ou de circulação reservada a peões, ciclistas e cavaleiros. Existe um troço em cimento que liga Samardã (umas centenas de metros após a passagem pela antiga estação) a Pedras Salgadas, passando por Vila Pouca de Aguiar e um troço em terra batida entre Abambres e Samardã (interrompe umas centenas de metros em Fortunho).

Para além da Ecopista, existe o percurso cicloturístico do Vale do Corgo. Os primeiros quilómetros deste percurso desenrolam-se na antiga Linha do Corgo. Com início junto à Capela do Senhor, em Vila Pouca de Aguiar, é um percurso que se desenvolve paralelamente ao Rio Corgo, tanto no Vale do Corgo como na serra sobranceira, a Nascente. O piso é variado ao longo dos cerca de 30 quilómetros, desde o empedrado ao asfalto, passando pelos caminhos de terra nas zonas da serra.

Prevê-se que a Ecopista do Corgo seja, futuramente, mais extensa, ligando as cidades de Vila Real - Chaves - Verín (Espanha).

13/04/2017

Serra de Montemuro - Minas de Moimenta



No passado Domingo reunimo-nos em Arouca para mais uma actividade.

O grupo foi constituído pelo DJ,  Zé Figueiredo,  Francisco, Tiago e, pela primeira vez connosco, a Fernanda e o Coelho.

Tomado o café e o inevitável pastel de nata, partimos em direcção a Tulha Nova, início do percurso que resolvemos fazer, o "PR2 de Castro Daire".

O percurso está bem marcado e ainda bem vivo na nossa memória, uma vez que o realizámos em Novembro de 2015. 

Passámos pela Capela de São Martinho, situada no cima do monte, e de seguida chegámos à ponte sobre o Rio Tenente e ao caminho empedrado que antecede as Minas de Moimenta.

Na entrada das Minas verificámos que o fio condutor ainda se mantinha por lá, pelo que, resolvemos entrar e explorar algumas galerias mineiras. Por vezes o fio encontra-se partido, mas procurando com atenção e com cuidado volta a surgir mais à frente. Esta parte do percurso é sempre entusiasmante, requer alguma agilidade e algum cuidado quando as galerias ficam mais baixas.

Não fosse ter ido de capacete e teria ferido a cabeça quando bati com ela num dos tectos baixos da galeria. Aconteceu isso da última vez.

O trajecto dentro das galerias ainda demora cerca de 20 minutos e, tal como esperávamos, na parte final da galeria, onde já não existe o fio condutor, encontrámos a luz que indica a saída das galerias. 

Algumas galerias encontram-se cheias de água valendo umas pedras no solo para quase conseguirmos passar sem molhar os pés.

À saída das galerias retomámos o trilho para iniciar a penosa subida para a povoação de Sobrado. Durante a subida tem-se uma vista esplêndida sobre todo o vale e as várias aldeias vizinhas.

Até Moimenta a caminhada continuou sem problemas de maior a não ser o calor que começava a apertar. Na aldeia resolvemos fazer uma paragem estratégica no Café "O Emigrante" para uma merecida e refrescante cervejola.

Após descansarmos seguimos na direcção da povoação das Levadas, uma aldeia com casas em xisto, supostamente abandonada. Um cão serra da estrela recebeu-nos com ar agressivo, mas afinal apenas queria “meter conversa”.

O caminho seguiu depois pelas várias levadas que provavelmente deram nome à localidade e, sem dificuldade de maior, chegámos junto dos carros.

Partimos depois para Alvarenga para o merecido bife.

Francisco Soares

03/04/2017

Aldeias Históricas - Trancoso (Novo Formato)...

Trancoso é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro, sub-região da Beira Interior Norte.

Situada numa zona de montanha, possui cotas muito elevadas, chegando a alcançar os 985 metros nas freguesias de Sebadelhe da Serra e Guilheiro e 890 metros nas freguesias de Terrenho, Moreira de Rei e Trancoso.

Trancoso foi elevada a cidade a 9 de Dezembro de 2004. Este município, com 364,54 km² de área e 9 878 habitantes (2011), está subdividido em 29 freguesias, dispersas por 70 povoações.

Esta cidade, enquadrada no programa das Aldeias Históricas de Portugal, delimita-se a Norte pelo município de Penedono, a Nordeste por Mêda, a Leste por Pinhel, a Sul por Celorico da Beira, a Sudoeste por Fornos de Algodres, a Oeste por Aguiar da Beira e a Noroeste por Sernancelhe.

O concelho de Trancoso teve um fluxo populacional pouco variável, com diversos índices populacionais desde 1801, tendo estado sujeita a ciclos migratórios, pestes e guerras. No entanto, nunca houve uma grande variação, destacando-se a época de 1960, em que a emigração para outros países da Europa ultrapassou os 18 000 habitantes.

Nos nossos dias, o concelho de Trancoso sofre o flagelo da desertificação do interior, sendo a cidade de Trancoso e Vila Franca das Naves dois pólos que albergam quase cinquenta por cento da população do concelho.

Quanto à economia do concelho, predomina o comércio e a agropecuária, a pastorícia e a pequena indústria de transformação de carnes. Para além disso, possui indústrias ligadas aos sectores dos lanifícios, confecções, calçado, mobiliário, mármores e granitos, madeiras, construção civil e panificação.

30/03/2017

Aldeias Históricas - Sortelha (Novo Formato)...


Sortelha, o Anel de Prata, está localizada no concelho do Sabugal, entre Belmonte e a sede concelhia.

Situa-se numa zona raiana, a cerca de 45 quilómetros da Espanha, onde foi erguida num esporão granítico dominante, entre o cabeço de São Cornélio e a serra da Opa, a uma altitude de máxima de 786 metros. Toda a malha urbana de Sortelha foi construída de forma a adaptar-se à paisagem e à irregularidade do terreno.

A singular localização de Sortelha, resultante de uma apurada estratégica na sua selecção, permite-lhe o domínio de todo o espaço que a envolve e, deste modo, a observação e a prevenção das invasões inimigas.

O topónimo da povoação está envolto em controvérsia. Segundo alguns autores, a denominação deriva, eventualmente, de um anel, "Sortija" ou "Sortela", utilizado num jogo medieval, no qual os cavaleiros tentavam enfiar a sua lança. Por outro lado, este significado poderá estar relacionado com o formato circular/ovalado do aglomerado urbano.

Também o facto dos terrenos de Sortelha não serem muito férteis poderá ter originado a denominação de "Sorticula", que significa "sorte pequena".

Sortelha tem como particularidade o fraco número de construções, poucos edifícios monumentais e o facto da planta das muralhas do Castelo terem formato ovalado.

O espaço intramuros de Sortelha organiza-se em torno de um eixo principal, salientando-se dois espaços fundamentais: o Largo do Corro e o Largo do Pelourinho.

As habitações do interior das muralhas são tipicamente beirãs, havendo uma distinção funcional entre os dois pisos que as compõem e um balcão ou escada com patamar. O alpendre é raro.

Sortelha foi sede de concelho até 4 de Outubro de 1885.


20/03/2017

Aldeias Históricas - Piódão (Novo Formato)...

Piódão, a aldeia das casas de pedra sobrepostas umas nas outras e dispostas socalco a socalco ao sabor do monte, oferece, a quem a visita, a impressão de ter encontrado uma aldeia imaginária onde só é possível encontrar nos contos de fadas.

Situada numa encosta da Serra do Açor, as habitações possuem as tradicionais paredes de xisto, tecto coberto com lajes e portas e janelas de madeira pintada de azul. O aspecto que a luz artificial lhe confere, durante a noite, conjugado pela disposição das casas, fez com que recebesse a denominação de "Aldeia Presépio".

Piódão é a freguesia portuguesa mais longínqua do concelho de Arganil, distrito de Coimbra, distando 23 quilómetros da sede do concelho.

Situa-se num vale profundo no sopé da Serra do Açor, uma ramificação da Serra da Estrela, cujo ponto mais alto – Picoto do Piódão – atinge os 1400 metros.

Esta aldeia tem 36,36 Km² de área e 178 habitantes (2011) e inclui as seguintes aldeias e quintas: Piódão, Malhada Chã, Chãs d'Égua, Tojo, Fórnea, Foz d`Égua, Barreiros, Covita, Torno, Casal Cimeiro e Casal Fundeiro.

A desertificação das zonas do interior afecta praticamente todas as povoações desta freguesia. As populações mais jovens emigraram ou deslocaram-se para as zonas litorais à procura de melhores condições de vida. Regressam às suas origens, sobretudo, durante as épocas festivas e no Verão, como forma de reviver o passado e de se reencontrarem com os seus congéneres.

Classificada como Imóvel de Interesse Público, é considerada uma das aldeias mais bonitas do país e uma das doze Aldeias Históricas de Portugal.

Recebeu nos anos 80 do século XX, o Galo de Prata, condecoração atribuída à "Aldeia Mais Típica de Portugal".

16/03/2017

Aldeias Históricas - Monsanto (Novo Formato)...


Construída em pedra granítica, Monsanto avista-se na encosta de uma grande elevação escarpada, designada por "Cabeço de Monsanto" (Mons Sanctus). Situada a nordeste de Idanha-a-Nova, irrompe repentinamente do vale, com as suas casas de granito e xisto aninhadas no meio de gigantescos penedos, atributos estes de rara beleza.

A sua localização, no cimo de uma elevação de um abrupto cabeço com 758 metros de altitude, foi, desde o tempo dos Lusitanos, um refúgio por excelência. Importante praça militar, os feitos históricos ligados ao castelo e à defesa da região são inúmeros.

Monsanto dista cerca de 25 quilómetros de Idanha-a-Nova, sede do concelho, possui 131,76 km² de área e 829 habitantes (2011). O acesso a esta localidade faz-se pela Estrada Nacional 239 e pela Estrada Municipal 567.

À freguesia de Monsanto pertencem os lugares de Adinjeiro, Carroqueiro, Lagar Maria Martins, Lagar d'Água, Lagar de Junho, Torre, Relva, Devesa, Carriçal, Afonso Enes, Carro Quebrado, Sidral, Monsantela, Valado, Barreiro, Eugénia, Fonte Carvalho, Amial e Pomar.

Nas últimas décadas, Monsanto ficou popularmente conhecida como "a aldeia mais portuguesa de Portugal", exibindo o Galo de Prata, troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, cuja réplica permanece até hoje no cimo da Torre de Lucano ou do Relógio, como também é conhecida.

Actualmente, pelo rigor da conservação e exotismo dos seus recantos, merece a designação de "Aldeia Histórica de Portugal".

Com as páginas de Monsanto publicam-se também as Fichas Técnicas dos percursos "BTT de Monsanto às Termas de Monfortinho" e "Escalada em Penha Garcia". 



09/03/2017

Aldeias Históricas - Marialva (Novo Formato)...

Marialva é uma das dezasseis aldeias e freguesias do concelho de Mêda. A distância entre a sede de concelho e Marialva é de cerca de sete quilómetros pela EN324. Possui uma área de 19,15 km² de área e 255 habitantes, segundo os resultados obtidos nos Censos efectuados à população no ano de 2011. Esta antiga vila apresenta actualmente uma desertificação de cinquenta por cento.

Marialva encontra-se delimitada a Norte pelas freguesias de Mêda e Longroiva, a Oeste pela freguesia de Vale Flor, a Este pela aldeia de Barreira e a Sul pelas freguesias de Carvalhal, Coriscada e Rabaçal.

A parte antiga desta povoação situa-se numa vasta eminência rochosa, a 580 metros de altitude, sobranceira aos campos da Devesa atravessados pela ribeira de Marialva.

Esta freguesia é constituída por três aglomerados: a Devesa, o Arrabalde ou Vila, e a Cidadela.

A Devesa, situada a Sul da Cidadela, mais baixa e com terras férteis, estende-se pela planície até à Ribeira de Marialva, local onde, presentemente, se congrega o maior número de habitações, algumas delas construídas com a pedra da velha cidade. Aqui se ergue a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, onde se realiza, em Agosto, a festa anual em honra desta santa. Neste aglomerado, outrora cidade de Aravor, terá existido um templo dedicado a Júpiter que, com o decorrer dos anos, se transformou em habitação senhorial e, posteriormente, em santuário cristão. Possuía duas torres e terá sido demolido nos finais do século XVIII.

O Arrabalde, também conhecido por Vila, é um conjunto habitacional fora de portas construído no sentido do antigo caminho para a Mêda, a Norte do castelo, e que apresenta uma malha urbana de traçado predominantemente medieval, onde proliferam igrejas, capelas, casas quinhentistas e senhoriais a par das habitações rurais com características típicas da casa beirã.

A Cidadela de Marialva, toda muralhada, é um local onde já ninguém habita.

A área económica desta povoação baseia-se, principalmente, na actividade agrícola, e tem como principais produtos, a batata, os cereais, o vinho e o azeite.

Aldeia da Beira Interior, Marialva foi uma das contempladas no Programa de Aldeias Históricas de Portugal formulado pelo governo português, em 1991. Desde então, tem sofrido restauros e beneficiações no seu imperdível património arquitectónico.



06/03/2017

Aldeias Históricas - Linhares da Beira (Novo Formato)...


Contando com uma área geográfica de, aproximadamente, 4 hectares e perto de 200 fogos, com 15,47 km² de área e 259 habitantes (2011), Linhares da Beira é uma freguesia portuguesa do concelho de Celorico da Beira, na Beira Alta, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, encontrando-se a uma distância de 5 quilómetros da Estrada Nacional 17.

Esta aldeia foi erguida num majestoso penedo situado na meia-encosta da vertente nordeste da Serra da Estrela, à altitude de 180 metros. A sua localização permitia-lhe uma posição defensiva privilegiada durante as lutas travadas por Portugal durante a sua longa existência.

A paisagem montanhosa é a típica da Beira Alta, multifacetada, com solos férteis e água em abundância.

Do ponto mais alto de Linhares da Beira domina-se o vale do Rio Mondego.

Nas encostas podem observar-se alguns bosques de carvalhos, de castanheiros e de pinheiros, prados e planícies cerealíferas, bordeados de giestal.

Numerosos penedos graníticos dispersam-se nesta paisagem sobressaindo aquele em que assenta o castelo de cantaria, onde a passagem dos séculos deixou a sua marca.

Considerada como a "Capital do Parapente" desde 1993, esta aldeia histórica conta com uma escola onde ensina a prática desta modalidade desportiva e radical, abrilhantando os seus céus e trazendo às suas paragens novos visitantes, proporcionando-lhes momentos extraordinários de aventura e adrenalina.


Com as páginas de Linhares da Beira publica-se também a Ficha Técnica dos percursos "BTT pelos Percursos das Calçadas e dos Viveiros".



28/02/2017

Nas Escarpas da Mizarela...


Este fim de semana fomos até à Serra da Freita para voltar a realizar o percurso 'PR7 - Nas Escarpas da Mizarela'.

Partimos do café da Mizarela, situado nas proximidades da Cascata da Frecha da Mizarela. 

O tempo fresco ajudou bastante mas a descida para a povoação da Ribeira continua a ser penalizadora para os joelhos e tornozelos.

Devido ao facto das pedras se encontrarem molhadas dobrámos o cuidado ao descer por elas, na tentativa de evitar escorregadelas perigosas. Descer nestas condições aumenta, no entanto, o desgaste físico.
 
O caminho continua bem marcado, mas muita da vegetação e das velhíssimas árvores, foram destruídas pelos incêndios do último Verão, o que se torna deprimente. A paisagem em redor está desoladora tal a devastação provocado pelos incêndios.

Contudo a água que corre em abundância no rio Caima, à qual se juntam as águas das ribeiras de Cabaços e da Castanheira, continua a proporcionar paisagens deslumbrantes. 

Chegados à povoação da Ribeira parámos para descansar e comer algo retemperador, preparando assim a difícil subida que se avizinhava. 

Durante a subida encontrámos vários grupos de caminhantes, uns fazendo no mesmo sentido que nós, outros em sentido contrário.

Normalmente optamos por fazer o percurso no sentido dos ponteiros do relógio, começando por Cabaços, seguindo na direcção da Castanheira, descendo depois ao lugar da Ribeira para subir de frente para a Cascata da Frecha da Mizarela. Assim aproveitamos essa vista espectacular para a cascata.

Resolvemos, já quase no fim da subida, descer até às fabulosas lagoas situadas na base da cascata. A descida complicada de fazer e depois a subida não menos difícil, dada a enorme inclinação do terreno, é sempre um belo desafio.

Terminado o percurso dirigimo-nos a Arões onde, para além da bela comida, também pudemos usufruir de uma bela paisagem.

25/02/2017

Aldeias Históricas - Idanha-a-Velha (Novo Formato)...


Idanha-a-Velha é uma pequena aldeia de ambiente pitoresco, pelo notável conjunto de ruínas que conserva. Ocupa um lugar de realce no contexto das estações arqueológicas do País. Ao falarmos desta Aldeia Histórica, estão registadas as mudanças lentas e rápidas que transformam as civilizações.

Falamos de uma verdadeira “Aldeia Museu”, onde a história é contada com as descobertas ocorridas nos trabalhos de prospecção arqueológica, em que as suas lendas e narrativas estão em constante mão dada com a história.

Intencionalmente e ao longo dos séculos têm-se reorganizado todo o espaço urbano, revitalizando-o no domínio social, económico, político e cultural. Porém, no seu percurso histórico a desertificação estava traçada.

Idanha-a-Velha é uma freguesia portuguesa do concelho de Idanha-a-Nova, situada a 15 quilómetros desta, junto ao rio Ponsul, a 12 km da aldeia de Monsanto e a 31 km das Termas de Monfortinho (localidade termal que faz fronteira com Espanha), com 20,98 km² de área e 63 habitantes(2011).

Designada Monumento Nacional, impressiona pela força terrena da arquitectura antiga, medieval e até mesmo anterior. Basta referir que a entrada nas ruas empedradas e velhas da aldeia se faz atravessando uma Ponte Romana.

Hoje esta aldeia surge renovada. O seu património histórico encontra-se em bom estado de conservação e faz justiça à designação de "Aldeia Histórica de Portugal", atribuída em 1991.

Com as páginas de Idanha-a-Velha publica-se também a Ficha Técnica do percurso "BTT/Pedestrianismo na Rota da Egitânea".



21/02/2017

Aldeias Históricas - Castelo Rodrigo (Novo Formato)...


A vila de Castelo Rodrigo está situada no cimo de uma colina com uma altitude de 820 metros pertencente à Meseta Hispânica, tendo a seus pés, a norte: Figueira; a sul: as terras de Vilar Torpim; a nascente: Nave Redonda; e a poente, as freguesias de Colmeal e Freixeda do Torrão, encontrando-se ladeada pela serra da Vieira e pela serra da Marofa.

É uma freguesia portuguesa do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, no Distrito da Guarda, com 27,52 km² de área e 517 habitantes (Censos 2011).

Castelo Rodrigo exprime nas suas características naturais sinais evidentes do contexto geográfico onde se encontra inserido, mas revela, por outro lado, aspectos singulares que merecem ser destacados: no domínio do seu enquadramento geográfico, na sua rede hidrográfica, na sua constituição orográfica, no seu clima, na fauna e na flora.

Os campos de cereais e as árvores de fruto conferem à paisagem rural uma beleza dificilmente igualável, enobrecida pela imponente arquitectura religiosa, pelo seu Castelo altaneiro e a pela sua riqueza histórica, fruto da grande valentia das gentes de Castelo Rodrigo e da sua resistência perante as forças invasoras através dos tempos.

Eleita em 1994 "Aldeia Histórica de Portugal", a vila de Castelo Rodrigo é conhecida e reconhecida pelo seu rico património monumental, pela beleza das suas paisagens, pelo sabor da sua gastronomia e dos seus vinhos, e pela hospitalidade do seu povo.

Com as páginas de Castelo Rodrigo publica-se também a Ficha Técnica do percurso "BTT pelo Património da Humanidade".