Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

25/12/2017

Vale de Cambra - Percurso de Trebilhadouro



Este Sábado, para abrir o apetite para o bacalhau e para as rabanadas, eu, o Francisco, o Figueiredo e o Luís fomos até Vale de Cambra para realizar o percurso pedestre "PR4 - Trebilhadouro".

O dia esteve muito bom, com Sol e até quente, o que permitiu realizar uma caminhada bastante agradável.

Percurso situado entre as serras do Arestal e da Freita, tem cerca de 11 km e é, em geral, muito agradável.

Iniciámos a actividade em Trebilhadouro, uma aldeia típica que esteve abandonada durante mais de uma década, mas que entretanto foi recuperada e é umas das Aldeias de Portugal. 
 
Durante o percurso visitámos as Gravuras Rupestres do Trebilhadouro, um pequeno núcleo rochoso onde se podem observar algumas manifestações gráficas datadas do 4º ao 1º milénio antes de Cristo.

Depois desce-se abundantemente até ao Rio Caima. Pelo caminho é possível apreciar as paisagem para as serras do Arestal e Freita e para o vale, onde é possível ver diversas povoações e, num dia límpido como foi o de Sábado, até se consegue ver o mar.

Na passagem na povoação de Rôge também é possível ver algum património interessante do qual se destaca a Igreja de São Salvador e o magnífico cruzeiro que é monumento nacional desde 1949.

A passagem pela Ponte do Castelo dá-se num lugar de grande beleza onde o Rio Caima alegra o lugar com o ruído das suas águas.

Ainda antes de se iniciar a subida a Trebilhadouro surge a Barragem Duarte Pacheco que infelizmente, por se encontrar vazia perdeu certamente alguma da sua beleza.

A subida também é longa, pontualmente mais íngreme, e a passagem em Fuste indicia a aproximação ao final do percurso.

A chegada a Trebilhadouro e percorrer as suas ruelas é um final muito interessante para a actividade.

Mais um momento bem passado que culminou com o almoço convívio, desta vez apelidado de Natal, e contou, para além dos caminheiros com a presença do DJ e do Cardoso.

Alberto Calé


06/12/2017

Serra do Alvão - Fisgas do Ermelo



Depois de algumas desistências de última hora constatámos que ainda havia quórum suficiente para fazer esta actividade, pelo que bem cedo eu, o DJ e o Cardoso partimos para Trás-os-Montes a fim de realizarmos o percurso pedestre denominado "PR3 – Fisgas do Ermelo", que começa e acaba na povoação de Ermelo, em Mondim de Basto.

Estacionado o carro, junto à Igreja local, iniciámos o percurso descendo até à Ribeira de Fervença que atravessámos pela bela ponte de madeira. Aí começou a subida mais íngreme que tem uma corda lateral para auxiliar na subida. 

Os terrenos à volta ainda se encontravam cobertos da geada matinal.

Chegámos ao primeiro "leitor de paisagem" que tem informação sobre a Lomba do Bulhão. Ao longo do percurso existem diversos placards informativos que ajudam a interpretar a paisagem envolvente.

Depois, ainda com declive mais acentuado, começámos a ver a fraga amarela e também o próximo "leitor de paisagem" sobre o Alto da Cabeça Grande. Lá pudemos admirar as famosas fisgas, umas quedas de água com mais de duzentos metros, que se impõem na paisagem já de si deslumbrante.

Seguiu-se novo miradouro e a aproximação ao leito do Rio Olo, que alimenta as Fisgas. Neste havia zonas geladas que aguentavam o nosso peso sem partir. 

Pelo caminho encontrámos um moinho antigo, na margem do rio, e chegámos ao lugar de Varzigueto onde atravessamos o rio por uma ponte asfaltada. Saímos logo depois para o trilho de montanha. Um pouco mais à frente existe um desvio para as "Piocas de Cima", pequenas lagoas no rio onde haveremos de tomar refrescantes banhos quando fizermos o percurso no Verão.

Mais um "leitor de paisagem" sobre a Cancela do Miradouro e eis-nos chegados ao ponto mais próximo das fisgas. É possível chegar a este miradouro de automóvel pelo que encontrámos algumas pessoas a admirar a paisagem envolvente: as quedas de água, o vale estreito e fundo, a vista para a Aldeia de Bilhó e para o Monte Farinha, com o famoso Santuário da Senhora da Graça.

Pela inclinação do terreno, percebemos o porquê da dureza da etapa da volta a Portugal em bicicleta que aqui se realiza.

Descendo em direcção ao local de Fojo, aparece-nos ainda uma vista deslumbrante das "Piocas de Baixo", outra possibilidade para os banhos de Verão.

Descemos novamente em direcção ao Rio Olo atravessando-o na ponte da Abelheira onde iniciámos a subida até Ermelo e aos carros lá estacionados.

O repasto foi num restaurante da aldeia onde, a preços justos, nos deliciámos com iguarias locais.

Francisco Soares


01/12/2017

Ficha Técnica - Caminhos do Sol Nascente (Serra da Freita)


Publicamos hoje mais uma Ficha Técnica de um percurso da Serra da Freita.

Este percurso pertencente à rede de percursos de Arouca e é denominado "PR3 - Caminhos do Sol Nascente" de Arouca.

Não sendo dos percursos mais marcantes da Freita não deixa, contudo, de ser agradável. Com início em Moldes, junto à sua igreja, percorre antigos caminhos, a maioria sob intensa vegetação, e atravessa diversas linhas de água. Em algumas delas é possível observar diversos moinhos, a maioria em ruína, que marcaram o modo de vida das populações em tempos idos.

A paisagem para a serra e para o vale, que percorre também, tornam interessante este percurso.

Em algumas das povoações por onde passa são ainda visíveis aspectos característicos da construção nesta região.


27/11/2017

Serra do Arestal - Aldeias do Arestal



Ontem eu, o Francisco, o Pina Jorge e o Figueiredo fomos explorar a Serra do Arestal, com um percurso situado entre Sever do Vouga e Vale de Cambra.

Sendo esta uma das quatro serras que faz parte do Maciço da Gralheira a verdade é, que comparada com as restantes, Serras da Freita, Arada e São Macário, é a menos interessante, do ponto de vista da beleza em paisagem, património e em tipo de trilhos e aldeias.

No entanto, decidimos realizar o percurso "PR5 - Aldeias do Arestal" que tem início junto ao Santuário da Senhora da Saúde em Gestoso.

O percurso segue na direcção da Capela de São Tiago por estradões entre eucaliptos onde só pontualmente é possível observar a paisagem envolvente.

A partir da capela o tipo de trilhos melhora ligeiramente, a paisagem em alguns pontos torna-se mais agradável.

Uma longa descida a uma linha de água, entre as povoações de Folhense e o Carvalhal é completamente desinteressante, apesar do nome pomposo de "O Vale Mágico" que se encontra nas placas de indicação do PR. Depois melhora com uns trilhos e paisagens mais interessantes, e alguns aspectos interessantes em algumas das povoações.

Após a passagem em Chã volta-se aos estradões e aos eucaliptos. Alguma boa visibilidade para a Serra da Freita e para o mar animam esta parte.

Pelo que recordei, de actividades lá realizadas há muitos anos atrás, parece-me ser esta serra interessante para a BTT mas não muito para pedestrianismo. No entanto admito que há certamente mais a descobrir por aquela zona.

Alberto Calé

12/11/2017

Pelos Caminhos do Sol Nascente (Serra da Freita)



Finalmente, após o meu regresso a Portugal, juntei-me ao Pina Jorge, Francisco, Cardoso e Figueiredo para uma actividade na Serra da Freita.
 
Já ansiava por fazer qualquer coisa relacionada com o montanhismo, pelo que, logo que surgiu a primeira oportunidade aproveitei.

Decidimos realizar um percurso que não fosse demasiado exigente fisicamente, dado que após tanto tempo afastado destas andanças, eu pelo menos não estou em grande forma. Sendo Domingo o dia escolhido para a actividade escolhemos um percurso perto da povoação de Moldes para depois podermos usufruir das iguarias gastronómicas do café local.

Assim sendo optámos pelo "PR3 - Caminhos do Sol Nascente" um percurso pedestre dos diversos existentes na Serra da Freita.

Este percurso circular inicia e termina junto à Igreja local. Não sendo dos melhores que esta serra oferece não deixa, no entanto, de ser um percurso com algum interesse. 

Pelo caminho ainda se podem encontrar em certas povoações alguns vestígios da arquitectura tradicional, inúmeras alminhas, uma velha ponte com aspecto medieval e algumas bonitas linhas de água com moinhos.

Pontualmente a paisagem envolvente é agradável com vista para a parte mais alta da serra ou para o vale que circunda.

Encontrando-se bem sinalizado, com as marcações dos percursos pedestres, não oferece dificuldade na orientação. Com um total de 13 Km de comprimento e algumas subidas e descidas mais acentuadas, tem a exigência necessária para um reinício de actividades.  

No final, como já era intenção acabámos no café local a conviver enquanto deglutíamos algumas das boas e saborosas iguarias que por lá servem.

no ar já ficaram ideias para actividades de longa duração e até em autonomia. 

Há fome de viver novas e boas aventuras!

Alberto Calé


15/10/2017

Serra de São Macário: Da Pena a Covas do Monte




Foi a mais concorrida actividade dos últimos tempos, com a presença de 24 caminhantes, vindos de Aveiro, Porto, Ovar e Lourosa.

Começámos na Aldeia da Pena, já bastante atrasados em relação ao previsto, devido a um rali que decorria perto do Merujal e que bloqueou a estrada por mais de 1 hora.

Este percurso tinha sido percorrido, na última vez, em Novembro de 2015 e por isso sabíamos bem qual a dificuldade que iriamos encontrar. Preocupava-nos o facto do grupo ser tão grande o que normalmente leva a diversos problemas.

Iniciámos o percurso no sentido na bonita aldeia da Pena seguindo na direcção de Covas do Rio, seguindo o percurso conhecido pelo "caminho onde o morto matou o vivo”.

A descida, íngreme, pelas margens da Ribeira da Pena, continua a ser desafiante e bastante interessante. Infelizmente e à semelhança de todo o país, devido à seca, a ribeira tinha pouca água.

Uma pequena paragem em Covas do Rio, para reagrupar e descansar, e lá partimos em direcção a Covas do Monte, percorrendo diversos trilhos até chegarmos ao estradão que nos levou à aldeia. 

Depois de percorrermos a povoação iniciámos a difícil subida em direcção à aldeia da Pena. O calor apertava e a subida fez mossa em diversos elementos que resolveram, por bem, regressar a Covas do Monte e aí aguardar. O almoço estava marcado na antiga escola de Covas do Monte, agora restaurante, pelo que no regresso reuniamo-nos lá.

Com menor ou maior dificuldade os restantes chegaram à estrada e iniciaram o regresso à aldeia da Pena, pelo trilho a meia encosta que proporciona vistas relaxantes sobre as serras envolventes.

Passámos perto do trilho que leva às paredes de escalada e combinámos que lá iríamos voltar mais cedo ou mais tarde.

Já na Pena metemo-nos nos carros e dirigimo-nos à escola/restaurante de Covas do Monte onde, para além dos companheiros que por lá aguardavam, encontrámos um belo dum cabrito e uns bifes que nos deliciaram.

Excelente jornada esta partilhada com um grupo de gente em muito boa forma!

Francisco Soares

07/09/2017

Sanabria: Pelo Canhão do Tera


Devido a ir participar noutro evento local, o Amaral propôs-nos realizar a caminhada pelo Canhão do Tera em Sanabria, percurso que ainda nos faltava percorrer.

A actividade, realizada no sábado de 12 de Agosto, teve larga participação, contando com os seguintes elementos: Sãozita, Sara, Patrícia, Diana, Amaral, Pina Jorge, Francisco, DJ, Zé Figueiredo e esposa, a Luz, que apenas acompanhou o marido em passeio.
A reunião decorreu na sexta-feira durante o jantar no Don Pepe. Após a refeição deslocámo-nos até ao pub Pilas na Mesquita onde esperámos pelo Amaral que tinha estado em reunião com os companheiros da caça.
Eram 8,30h quando partimos para Ribedelago Viejo, onde deixámos os carros, e iniciámo o percurso, composto de dois trilhos diferentes que permitem tornar o mesmo circular. O trilho do Cañon del Tera acaba perto de S. Martin de Castañeda onde passamos para a Senda dos Monges, caminho que os monges do Convento de Santa Maria usavam para se deslocar a Ribadelago.
No percurso principal, atendendo a época do ano em que nos encontramos, o rio não tem grande caudal mas em 1959 o rio causou uma grande catástrofe que a seguir se relata:
“Construída entre 1954 e 1956, a barragem de Vega de Tera, com 200 metros de comprimento e 33 de altura, foi inaugurada por Francisco Franco em 25 de Setembro de 1956. Esta barragem teve uma vida curtíssima: em 1959, fortes chuvas e temperaturas extremas (-18 °C) abateram-se sobre a Serra de Peña Trevinca. Estas condições, aliadas à muita água acumulada na albufeira da barragem, levaram a que uma brecha de 70 metros de comprimento e 30 de altura se abrisse, deixando que uma torrente de 8 mil milhões de litros de água se abatessem pelo desfiladeiro do rio Tera. Os oito quilómetros do desfiladeiro foram ultrapassados pela água, lama, rochas e árvores da torrente em 20 minutos. Pelo caminho, a aldeia de Ribadelago foi apanhada desprevenida, resultando da imensa torrente a destruição de 145 das 170 habitações que existiam, e a morte de 144 habitantes que não conseguiram refugiar-se em pontos altos. A corrente chegou a atingir nove metros de altura.
Apenas 28 corpos foram resgatados, os restantes desapareceram para sempre no fundo do Lago de Sanábria, onde a imensa torrente desembocou logo a seguir à destruição de Ribadelago.
A aldeia foi reconstruída, sendo hoje bem visíveis testemunhos da noite fatídica: ruínas de casas e da igreja matriz, a par da estrutura da barragem, a montante, no silêncio da serra.”
Fonte: Wikipedia
Voltando ao trajecto este é simplesmente lindíssimo, inclui muitos pontos de interesse junto do curso de água, com diversas lagoas, quedas de água e vegetação que levaram os caminhantes a dar por bem empregue o tempo que ali estavam a passar.
Algumas subidas íngremes, em escalada ligeira não desmotivaram os participantes, na longa subida até aos 1791 m de cota máxima.
Um pouco antes deste pico, e por indicação de outros caminhantes que por nós passaram, desviámos um pouco do trilho e fomos até uma bonita lagoa onde alguns de nós aproveitaram para tomar banho.
Retomado o trilho, continuámos a subir e passámos por alguns abrigos de montanha; o calor começava a apertar e as paragens eram mais frequentes para hidratação e para reagrupar.
No final deste primeiro trilho andámos um bocado por alcatrão que fervia, até encontrarmos o dito Trilho dos Monges, uma longa e penosa descida, por vezes acentuada, que fez as suas mossas.
O grande final foi num bar junto ao Lago de Sanabria onde as cervejas, servidas em canecas “mesmo” geladas, fizeram explodir sorrisos e exclamações de satisfação.
A repetir? Não sei, mas desde a primeira vez que fui para aqueles lados fiquei fã dos percursos naquela zona, pelo que é bem provável.

Francisco Soares

02/08/2017

Por trilhos de Sanabria


6ª feira dia 21/Jul - Barjacoba

Como eu e o DJ fomos com um dia de antecedência. relativamente aos outros parceiros de caminhada, resolvemos fazer na 6ª feira, dia 21 de Julho, um pequeno percurso para nos ambientarmos à montanha. Escolhemos um que não fosse muito difícil, em termos físicos, mas que trouxesse algo de novo em termos de beleza natural uma vez que o lago e as montanhas em redor proporcionam belas paisagens.

Num livro adquirido na última visita à zona, em Abril, descobrimos um caminho rural que partia de uma pequena aldeia, de nome Barjacoba e que parecia interessante. Dirigimo-nos para lá bem cedo e iniciámos o dito percurso. Este tem alguns troços coincidentes com a grande rota (GR) que circunda a zona dos lagos.

No percurso surgiram-nos duas placas, uma  indicativa do circuito aconselhado para os anos pares e outra para os anos ímpares.  Como estamos em 2017 seguimos na direcção indicada pela placa dos anos ímpares.

A primeira dificuldade no caminho apareceu-nos na forma de um enorme bovino que impedia a passagem. Fomo-nos aproximando devagar e reparámos que havia outros três nas proximidades.

Após algum tempo de espera, "Sua Excelência" resolveu permitir a nossa passagem, saindo do trilho na direcção dos seus companheiros.

Mais à frente começou uma subida, não muito íngreme, e começámos a ver algumas das cumeadas em redor. Ficámos com a sensação de irmos chegar a alguma das várias lagoas (embalses) muito frequentes na zona.

Após vários quilómetros percorridos verificámos que a cada cumeada outra se seguia. Resolvemos então voltar regressar não sem antes avistarmos 2 corsos que com facilidade subiam as encostas, numa dança elegante e fácil, como que a gozar connosco.

A ideia era fazer poucos quilómetros mas mesmo assim ainda assim fizemos cerca de 10,5 Km. No regresso viemos por um caminho diferente da ida no qual, tivemos que desbravar mato, o que deu um certo gozo.

Chegados ao Don Pepe, a residencial onde ficámos, onde fomos agradavelmente surpreendidos quando pedimos uma bifana, dado o tamanho da mesma.

Após o  banho aproveitámos para descansar enquanto esperávamos pelos restantes companheiros. O dia seguinte prometia ser duro.


Sábado, 22 de Julho – Peña Trevinca

O jantar tardio da véspera começou já depois das 22 horas com muitas provas de tinto e chupitos.  

Aos poucos lá se juntou o grupo constituído pela Sãozita, Mário Jorge e Maria do Carmo, Zita e Pina Jorge, Ilda e Amaral, o DJ e eu.

Ficando a Zita e a Ilda  a passear na zona os outros partiram para iniciar a Senda de Montaña 7 – Laguna de los Peces a Peña Trevinca.

No parque de estacionamento da Lagoa dos Peixes já se encontravam alguns carros estacionados o que dava a entender que não éramos os únicos a percorrer aquele trilho.

Durante o caminho fomos ultrapassados por um grupo de jovens vigorosos e um adulto solitário, mas também ultrapassámos um casal com quem nos cruzámos mais vezes durante o percurso.

O percurso começa com uma subida que a certa altura se torna acentuada. No final da mesma começa-se a ver o embalse de Vega del Conde. Descemos para o fabuloso vale glaciar onde, para o fim, se começa a descortinar a Peña Trevinca, lá bem alto.

O entusiasmo dos participantes era bem evidente, apesar alguns julgasse que não iriam conseguir. O vale, com os vários riachos que formam o Rio Tera e com os vários cumes à volta é realmente deslumbrante. O mesmo encontra-se repleto de gado a pastar

A parte final, durante a ascenção ao pico de Peña Trevinca, em 1800 metros de caminho sobem-se 477 metros em altura. O final, quase em escalada junto à escarpa, é bastante exigente.

Nada disto porém nos desmotivou pelo que chegámos todos ao cume e festejámos efusivamente. 

Como era espectável encontravam-se outros grupos no cimo, um deles constituído por 3 portugueses que se identificaram quando nos ouviram falar a mesma língua. 



31/07/2017

Serra da Arada - Trilhos de Água




Desta vez os "Trilhos de Água" foram o nosso destino.

O ponto de encontro foi em Arouca, para o café e nata da praxe, e também para conhecer os "novos recrutas" que a Sílvia convidou para uma primeira aventura connosco. O grupo foi assim formado por: Maria dos Anjos, António, Eva, Regina, Gil e Tiago, além dos(as) já conhecidos(as) Sílvia, Carla, José Figueiredo e eu.

Com início em Regoufe o aquecimento ficou completo no fim da subida entre a Ribeira de Regoufe e o alto de Regoufe, no local onde se faz a bifurcação para Drave ou para o lugar do Pego.  

A descida, por vezes acentuada, encontra-se coberta com uma vegetação rasteira, parecendo algodão, nascida após os recentes incêndios.

A ponte, que ainda no ano  passado estava em mau estado, mas utilizável, encontra-se agora toda queimada sem condições de ser atravessada. A passagem implicou um pequeno desvio para ultrapassar o ribeiro.

No Pego parámos um pouco para ver a casa que ainda sobrevive e descemos até ao Rio Paivô. 

Já no leito do rio, após passarmos a cascata, todos nós munidos com sapatos suplementares para caminhar pelo rio, iniciámos a caminhada. Com água pelo joelho ou um pouco mais alta fomos desfrutando da soberba paisagem que o enquadramento do leito nos proporciona.

Uma das participantes era geóloga e foi-nos presenteando com algumas dicas sobre as pedras que íamos encontrando, dando assim uma mais valia cultural ao passeio.

Após bastante tempo de trajecto, lento, chegámos finalmente a "ponte para lado nenhum" assim baptizada por nós há algum tempo. Esta antiga ponte em xisto suportada por duas enormes vigas de madeira está também ela em ruína.

O banho naquela que é a melhor lagoa do rio foi uma delícia, mas apenas quatro dos elementos foram ao banho. O facto de o tempo estar enevoado inibiu os outros de o fazer. Ficaram sem saber o que perderam, pois a água estava excelente.

Após o banho iniciámos a íngreme subida de regresso a Regoufe. Desta vez sem grandes dificuldades dado o tempo não estar muito quente.

Chegados aos carros era visível, no rosto dos novos participantes, o sorriso do dever cumprido e da satisfação que tiveram pela aventura que tinham acabado de viver.

Como não podia deixar de ser a reposição de calorias foi em Moldes, a contento de todos.

Francisco Soares

Trilho dos 3 Rios




Realizado pela primeira vez no ano passado o Trilho dos 3 Rios (PR2 de Albergaria-a-Velha), pela sua beleza, levou-nos a voltar a percorrer os seus trilhos.

Os caminhantes  foram, para além de mim, o Cardoso, o Amaral e o DJ e, tal como no ano passado, resolvemos começar a actividade em Ribeira de Fráguas.

O início, na direcção ao parque dos Moinhos, é bastante agradável atendendo à presença dos moinhos de água e da abundante vegetação existente nas margens do Rio Fílveda. Durante o percurso passa-se por diversos açudes e cascatas que embelezam o espaço, não deixando ninguém indiferente.

Em Vilarinho de São Roque, onde oficialmente o percurso começa, inicia-se uma subida acentuada e entre eucaliptal, de interesse reduzido. Desta vez estivemos mais atentos para não sairmos do trilho correcto. No ano passado desviámo-nos do percurso o que depois nos obrigou a andar mais um pouco.

Passámos depois por um segundo rio, e na sequência por campos agrícolas, pelo rio Caima e pelas minas do Palhal.

De volta a Ribeira de Fráguas atalhámos caminho evitando a volta pela igreja.

Francisco Soares


10/05/2017

Serra da Freita - Nas Veredas do Pastor



No passado Domingo, dia 7 de Maio, resolvemos regressar à Serra da Freita para voltarmos a realizar um percurso que não percorríamos há já alguns anos, o PR3 de Vale de Cambra denominado como "Nas Veredas do Pastor"

O encontro dos caminheiros, num total de 12, foi no café da Frecha da Mizarela. O grupo foi constituído pelo Cardoso, o DJ, eu (Francisco), o Zé Figueiredo, o Pina Jorge, o Quim, o Amaral, a Sãozita, e 4 novos "recrutas", a Miléna, a Patrícia, o Hugo e o Zé.

Tomado o cafezito matinal, seguimos para a povoação do Côvo, que segundo consta é a  mais alta aldeia do Concelho de Vale de Cambra, situada a 930 m de altitude. Lá se iniciou o percurso.

Este percurso  encontra-se bem marcado, encontrando nós por vezes uns novos postes em material reciclado, com a indicação de "Vale Mágico".

Essencialmente o trilho até Agualva é quase em descida permanente o que nos trouxe à lembrança que "tudo o que desce muito paga-se sempre caro mais tarde".

Em Agualva continuámos a descer tendo a beleza da paisagem, principalmente no sítio onde se começa a ver o local da Lomba, aumentado o que nos deixou mais satisfeitos. Por momentos deixámos de pensar na inevitável subida que depois nos aguardava.

Na povoação fomos até à tasca para beber umas cervejolas. Depois descemos até à igreja. Pelo caminho encontrámos o que parece ser uma nova extensão ao percurso original. Esta extensão segue até à Cascata das Porqueiras que nunca visitámos anteriormente. 

O facto da placa indicar que a cascata ainda ficava a 1 km de distância desmotivou um pouco alguns dos participantes pelo que, levou o grupo a não percorrer o trilho. Mesmo a descida à Capela da Nossa Senhora dos Milagres, muito inclinada, já não foi do agrado de todos.

Começou então a longa e penosa subida para o Côvo, com algumas paragens pelo caminho para reagrupar, pois havia ritmos diferentes entre os participantes.

Com maior ou menor dificuldade lá fomos chegando à povoação. Notou-se que ao contrário do que aconteceu durante a descida, as pessoas foram caminhando muito mais caladas. Por que terá sido?

Parece que a Freita está na moda e arranjar lugar nos restaurantes começa a ser difícil.

Francisco Soares



29/04/2017

Por serras de Sanabria em Espanha





Aproveitando o feriado do 25 de Abril eu o DJ e o Luís Sousa partimos no sábado de manhã rumo a Vigo (de Zamora), um pouco a Norte de Pueblo de Sanabria. 

Chegados à localidade, almoçámos e partimos para fazer a primeira caminhada denominada de "Cascadas de Sotillo".

Baseados na experiência do DJ, que já conhecia a zona e os percursos, para além de estar apetrechado com os mapas, não foi difícil encontrar o início, em Sotillo de Sanabria.

O percurso tem cerca de 8 km com um desnível não muito elevado até um máximo de 1375m de altitude. O caminho é empedrado até às cascatas que dão origem ao nome do percurso. A cascata, segundo o DJ, encontrava-se com pouca água o que, no entanto, não retirou a beleza ao local.

O regresso foi uma excelente surpresa devido à diversidade e à beleza da flora e dos riachos e penedos por onde passávamos. Creio que é considerado um dos percursos mais bonitos da zona e com razão.

Acabado o percurso era hora de passar no supermercado para adquirir alguns mantimentos necessários, o que fizemos da povoação de El Puente. Por lá aproveitámos para beber uma caña (cerveja).

O jantar foi no Bar La Terraza em San Martin, onde nos deliciámos com um chuletón de ternera depois duma entrada de habones de sanabria, realmente espectaculares.

Decidimos no domingo fazer a caminhada mais dura, "De Peces a Peña Trevinca".

Bem cedo, que as indicações eram de 10 horas de caminhada, partimos para a lagoa dos Peixes, onde deixámos o carro. Iniciámos o percurso, com 25 kms de extensão (ida e volta) e com grau de dificuldade muito elevado. Viríamos a perceber o porquê mais tarde.

Os primeiros quilómetros são em subida ligeira tendo passado por algumas manadas de vacas que pastavam sossegadamente.

Quando começámos a descer, uns quilómetros depois, apareceu, do nosso lado esquerdo, um lago muito bonito que recebe e contém as águas do Rio Tera, o qual se estende por um vale glaciar lindíssimo, a fazer lembrar algumas cenas do filme "O Senhor dos Anéis".

A paisagem é realmente de estarrecer!

A descida até ao vale ainda demorou algum tempo, o qual aproveitamos para ir apreciando a beleza do lago e do próprio vale. Lá encontrámos uma nascente, com indicação de água não tratada, que nos viria a ser muito útil na vinda.

Passámos por um refúgio de montanha e seguimos pela parte mais baixa do vale, onde atravessámos uma ponte de pedra e vários pequenos regatos que formam o Rio Tera.

No fim do vale já se viam as montanhas, ainda com neve, e o pico mais elevado, Peña Trevinca com 2127 m de altitude.
 
A grande dificuldade começou quando faltavam apenas 1800 m para o cume, onde passamos de uma cota de 1650 m para os tais 2127m. A subida é muito acentuada, o frio começa a apertar e o ar a rarear, o que torna penosa esta parte do percurso. 

Já sem a presença do guia DJ, optámos por subir pelo lado esquerdo até ao cume, numa zona onde ficamos mesmo ao lado da enorme escarpa e onde tivemos, por vezes, que escalar as pedras para vencer os desníveis.

Tendo o DJ ficado um pouco para trás, eu e o Luís chegámos vitoriosos ao cume, onde as fotos da conquista foram tiradas.

Apreciada a paisagem a 360º, era altura de esperar ou procurar o DJ, cujo último contacto visual tinha sido junto a um pedaço de gelo a meio da encosta, onde dois casais jovens se lhe tinham juntado. Como estava atrasado, resolvemos almoçar um pouco abaixo do cume, numa zona mais abrigada. 

Depois de mais de meia hora de espera, sem sinais do DJ, começamos a ficar preocupados e desatámos aos gritos chamando pelo seu nome, sem obter qualquer resposta.

Descemos mais um pouco, cada vez mais preocupados e a pensar o que fazer. Tínhamos ainda várias horas de caminhada para regressar e sendo então 15 horas a situação poderia ficar complicada.

Finalmente vi um vulto a cerca de 200/300 metros, numa encosta acima de nós, que me pereceu o nosso companheiro. Mais uns largos minutos de espera e lá apareceu o desejado DJ a quem abraçámos.

Tinha ido até ao cimo, chegando primeiro que os dois casais que o tinham ultrapassado e a quem deu indicações de como lá chegar. Na volta, decidiu vir por um sítio mais complicado, entre duas placas de neve, o que o fez demorar mais tempo.

Juntos de novo e agora inseparáveis, regressámos pelo vale, onde começámos a pagar o desgaste físico sofrido na íngreme subida a Peña Trevinca. A velocidade de progressão era cada vez menor.

Chegámos ao fim da caminhada, embora o DJ e o Luís tivessem que reabastecer na nascente de água não tratada depois do abrigo de montanha.

Chegados a casa, um bom banho e o tratamento de algumas mazelas, fizeram esquecer a dureza do percurso. Fomos jantar a outro restaurante de San Martin, onde assistimos ao Real Madrid - Barcelona que passava na TV. 

Para o dia de 2ª feira, o DJ optou por se reservar de fazer qualquer actividade mas eu e o Luís fomos fazer a última caminhada, de dificuldade média/alta, denominada "Los Cañones del Cárdena y Segundera" com cerca de 12,5 Km, com partida e chegada em Ribadelago, na ponta Oeste do Lago de Sanabria.

Esta povoação sofreu uma catástrofe em 9 de Janeiro de 1959, quando uma ruptura na barragem de Vega de Tera inundou e arrasou a povoação ceifando a vida a 144 dos seus habitantes.

Partindo duma cota de cerca de 1000 metros fomos subindo a montanha pelo lado esquerdo do Rio Cárdena até ao embalse do mesmo nome, seguido da passagem pela Lagoa Roya e pelo embalse Guarandones. Chegámos a atingir uma cota de 1637 m com vistas muitos bonitas sobre os lagos e arredores.

A descida, mais curta em comprimento portanto mais inclinada, foi penosa devido à maior parte do piso ser em pedra solta o que obrigou os joelhos a esforço redobrado e os pés a ficarem massacrados.

No fim o DJ, que tinha ficado a recuperar em casa, veio-nos buscar e levou-nos de volta para um merecido descanso antes do jantar.

Para a refeição da noite, demos uma volta por El Puente mas resolvemos ir até Puebla de Sanabria onde optámos pela Posada de Sanabria, um restaurante junto ao Castelo, onde não nos arrependemos do belo solomillo de corzo com boletus, uns cogumelos típicos da zona.

No último dia fizemos novamente uma visita a Puebla de Sanabria, agora com mais detalhe, incluindo uma visita ao castelo/museu e aproveitámos para comprar uns produtos típicos da terra, habones e boletus.

Ficámos com grande curiosidade de fazer outros percursos na zona, nomeadamente o canhão do Tera, actividade a programar para outro fim de semana comprido.

Francisco Soares

 

13/04/2017

Serra de Montemuro - Minas de Moimenta



No passado Domingo reunimo-nos em Arouca para mais uma actividade.

O grupo foi constituído pelo DJ,  Zé Figueiredo,  Francisco, Tiago e, pela primeira vez connosco, a Fernanda e o Coelho.

Tomado o café e o inevitável pastel de nata, partimos em direcção a Tulha Nova, início do percurso que resolvemos fazer, o "PR2 de Castro Daire".

O percurso está bem marcado e ainda bem vivo na nossa memória, uma vez que o realizámos em Novembro de 2015. 

Passámos pela Capela de São Martinho, situada no cima do monte, e de seguida chegámos à ponte sobre o Rio Tenente e ao caminho empedrado que antecede as Minas de Moimenta.

Na entrada das Minas verificámos que o fio condutor ainda se mantinha por lá, pelo que, resolvemos entrar e explorar algumas galerias mineiras. Por vezes o fio encontra-se partido, mas procurando com atenção e com cuidado volta a surgir mais à frente. Esta parte do percurso é sempre entusiasmante, requer alguma agilidade e algum cuidado quando as galerias ficam mais baixas.

Não fosse ter ido de capacete e teria ferido a cabeça quando bati com ela num dos tectos baixos da galeria. Aconteceu isso da última vez.

O trajecto dentro das galerias ainda demora cerca de 20 minutos e, tal como esperávamos, na parte final da galeria, onde já não existe o fio condutor, encontrámos a luz que indica a saída das galerias. 

Algumas galerias encontram-se cheias de água valendo umas pedras no solo para quase conseguirmos passar sem molhar os pés.

À saída das galerias retomámos o trilho para iniciar a penosa subida para a povoação de Sobrado. Durante a subida tem-se uma vista esplêndida sobre todo o vale e as várias aldeias vizinhas.

Até Moimenta a caminhada continuou sem problemas de maior a não ser o calor que começava a apertar. Na aldeia resolvemos fazer uma paragem estratégica no Café "O Emigrante" para uma merecida e refrescante cervejola.

Após descansarmos seguimos na direcção da povoação das Levadas, uma aldeia com casas em xisto, supostamente abandonada. Um cão serra da estrela recebeu-nos com ar agressivo, mas afinal apenas queria “meter conversa”.

O caminho seguiu depois pelas várias levadas que provavelmente deram nome à localidade e, sem dificuldade de maior, chegámos junto dos carros.

Partimos depois para Alvarenga para o merecido bife.

Francisco Soares