Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - Trilhos de Água

11/07/2018

Serra da Arada - Trilhos de Água


 
  
Este fim de semana realizámos, mais uma vez, aquele que consideramos ser um dos melhores percursos na Serra da Arada. Chamamos-lhe "Trilhos de Água" pelo facto do mesmo consistir, em grande parte, em caminhar pelo leito do Rio Paivô. É mesmo um percurso "quase" obrigatório todos os anos.

Desta vez esta actividade acabou por juntar vinte e seis pessoas, incluindo duas moças da Lituânia.

O facto do grupo ser tão numeroso fez com que o mesmo se alongasse durante as subidas e descidas acentuadas, provocando maior demora na chegada aos objectivos e algum tempo de espera para se conseguir reagrupar.
 
Após a passagem mais sugestiva, para ultrapassar a represa que forma uma cascata, o grupo chegou finalmente ao leito do rio.

Após os avisos dos perigos e como caminhar em segurança pelo rio iniciou-se a caminhada pelo leito do rio, com alguns elementos a tentar evitar a água e outros a caminhar por dentro dela.

 É este desafio constante que aliado à paisagem deslumbrante do Rio Paivô e envolvente que torna este percurso um dos mais empolgantes que costumamos fazer.
 
Demorou-se demasiado tempo a chegar à lagoa principal, onde normalmente se toma um prolongado e refrescante banho. O tempo de demora no reagrupar de todos os caminheiros e o facto de termos hora marcada para o almoço fez-nos, logo que reunimos todos os elementos, iniciar a penosa e longa subida.

O Amaral abriu as hostilidades, sob forte calor, o que não ajudou muito o grupo. A subida foi muito desgastante, subindo os diversos caminheiros a ritmos diferentes.

Seguiu-se uma pequena hidratação com umas "minis" no cafezito de Regoufe e depois partimos para Moldes onde chegámos já perto das 18 horas. O “almoço” foi, como sempre, bastante retemperador, fazendo esquecer as agruras das subidas.

Percurso muito bonito, desgastante onde se desaconselha a realização com grupos grandes.

Francisco Soares 

15/06/2018

Percursos de Grande Rota - Rota Vicentina


A Rota Vicentina, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, é um conjunto de percursos pedestres no Sudoeste de Portugal, interligados entre si, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta, num total aproximado de 400 km, entre a cidade de Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, o ponto mais a Sudoeste da Europa.

Esta rota foi eleita pela ‘Condé Nats Traveller’, a ‘Bíblia’ das viagens, uma das seis costas litorais mais bonitas do mundo e a última costa selvagem da Europa.

A Rota Vicentina é constituída pelo Caminho Histórico, o Trilho dos Pescadores e por vários Percursos Circulares, todos de uma beleza ímpar em Portugal e no mundo.

Muitos destes trilhos já eram bem conhecidos dos peregrinos que partiam do Cabo de São Vicente com destino a Santiago de Compostela.

Publicamos assim um conjunto de páginas informativas sobre a Rota Vicentina, na sequência da marcha de travessia que por lá efectuámos.

Mais uma vez pudemos contar com a colaboração do site "A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea", ao permitir que as suas fotografias embelezem as nossas galerias fotográficas. Ao seu autor o nosso muito obrigado.

01/06/2018

Ponte da Misarela - Serra da Peneda-Gerês

Em viagem por Boticas e Montalegre, em busca de informação e Património das Serras do Gerês e Larouco, fui finalmente em busca da famosa Ponte da Misarela.

Apreciem a beleza da mesma e do lugar onde se encontra.



10/05/2018

Ficha Técnica: Trilho das Levadas (Serra da Freita)


O novo percurso na Serra da Freita é também merecedor de constar nas nossas "Fichas Técnicas".

Um percurso numa parte da serra até agora pouco conhecida, pela nossa parte, mas onde pudemos constatar que também encerra os seus encantos.

Neste percurso, tal como o nome indica, a quantidade de levadas de água é presença constante, bem como, linhas de água, ribeiras e moinhos.

A passagem pelos Moinhos da Barrosa, é quanto a nós o momento alto de todo o percurso. O lugar de grande beleza tem como protagonista a grande quantidade de água, oriunda de várias ribeiras, que se precipita por pequenas cascatas, criando um cenário visual e "musical" ímpar.

Ainda no percurso outro património e outros lugares de grande beleza recomendam a realização deste percurso.

05/05/2018

Puebla de Sanabria - Cáñon da Cardena e Secundera




No passado Domingo, 29 de Abril apenas eu, o DJ e o Joca continuámos em actividade.  
Partimos da Lagoa dos Peixes com a intenção de ir até à Lagoa das Éguas,  numa extensão aproximada de 18 Km.

Quando começamos a subir, ainda de carro, a partir de San Martin de Castañeda, a temperatura exterior era de 0 graus. Havia a possibilidade de queda de neve e até os limpa-neves estavam em alerta na berma da estrada.

Chegados à Lagoa dos Peixes, onde também se inicia o percurso para Peña Trevinca, começou a nevar. A visibilidade diminuiu drasticamente pelo que resolvemos não ter condições para realizar este percurso. Dirigimo-nos para Ribadelajo Viejo para fazermos o Cáñon del Cardena e Secundera que também já se tinha realizado no ano passado. 
Decidimos realizá-lo  em sentido contrário ao do ano anterior para evitar a descida acentuada em pedra solta que existe no final do percurso.

Não foi efectuámos a descer mas tivemos que a fazer a subir. Bem quentinhos pelo esforço, fomoss sendo brindados com alguns raios de sol, muito tímidos, mas que davam algum conforto.

A certa altura começou a nevar com intensidade, o que junto com um vento cortante chegou a assustar. Os flocos de neve vinham na horizontal e batiam nos olhos obrigando a proteger-nos com a colocação de óculos.

Debaixo de neve intensa, fomos passando pelas três lagoas restantes, agora mais cinzentas e agrestes do que me lembro de ver com o tempo solarengo verificado no ano passado.

Começou então a descida para a Lagoa de Sanabria, a lagoa principal, bem como, para o dito Canhão do Secundera.

Apesar de relativamente curto, os cerca de 10,5 Km deste percurso justificam bem a classificação de dificuldade média/alta.

De volta ao "Don Pepe" para o banho retemperador e posterior regresso a Portugal.

Francisco Soares

Puebla de Sanabria - Laguna e Cascata de Sotillo


 

No passado Sábado, 27 de Abril, o grupo constituído pela Sãozita, Carla, Amaral, Zé Manel, DJ e eu, partimos para Sotillo, uma pequena povoação a Sul do Lago de Sanabria, onde começamos um trilho idealizado pelo DJ, com visita à Laguna de Sotillo, e depois às famosas “Cascadas”.
 
A previsão meteorológica não ajudava muito, pois indicava frio e possibilidade de trovoada, pelo que tivemos que ir preparados para todas as condições.

O início, bastante íngreme, ajudou a aquecer. O surgimento de uns tímidos raios de Sol deram-nos a esperança de que as previsões não se concretizassem.

Antes da chegada à lagoa já se conseguiam ver as cascatas do outro lado do vale. Mesmo à distância são imponentes.

À chegada à lagoa constatámos que todos os picos em redor se encontravam cobertos de neve, o que dá sempre origem a excelentes fotos. O local situa-se a cerca de 1600 metros de altitude o que perfaz cerca de 600 metros de desnível desde o início da actividade.

Seguimos para as cascatas onde, em comparação com o ano passado, continham muito mais água. A abundância de água que agora caía pela encosta formava duas quedas de água exuberantes que enchiam os olhos de quem observava tamanho espectáculo.
 
Passámos algum tempo no local, onde aproveitámos para comer qualquer coisa, antes de retomarmos o caminho de volta.

No regresso, que decorreu sem qualquer problema, tivemos de atravessar algumas linhas de água. No solo fomos encontrando marcas dos animais que abundam na zona, tais como, corsos, javalis e lobos.

Regressámos ao "Don Pepe", onde um banho retemperador e um bom descanso souberam muito bem. A Sãozita, o Amaral, o Zé e o Bruno regressaram a Portugal, e o grupo restante foi reforçado com a chegada do Joca para a actividade do dia seguinte.

Francisco Soares

25/04/2018

Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores

  
Terminámos hoje o trilho dos Pescadores com a realização da etapa que liga Zambujeira do Mar a Odeceixe.

Para mim esta etapa foi aquela de que mais gostei.

Presença constante do mar com diversos trilhos de pé posto, em descidas e subidas acentuadas, que fizeram lembrar alguns dos trilhos de montanha que temos percorrido.

Este trilho acaba por juntar o melhor dos dois primeiros da rota.

Apenas os 4 Km finais, percorridos em alcatrão, não estão ao nível do resto do percurso.

Para os quatro totalistas desta Rota, eu, Francisco, Cardoso e DJ, irão certamente ficar na memória estas paisagens únicas da Costa Vicentina e os momentos vividos em grupo enquanto se percorria o Trilho dos Pescadores.

Venham mais trilhos destes.

Alberto Calé



24/04/2018

Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores



Hoje cumprimos a terceira etapa da Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores.

Esta foi a mais longa, com cerca de 22 km.

Com início em Almograve o percurso começa por um longo estradão à beira-mar que depois passa a trilho em areia sobre as dunas e falésias da costa.

Assim se mantém até perto de Cavaleiro, uma pequena aldeia perto do Cabo Sardão.

Da aldeia segue até ao Farol do Cabo Sardão e daí até ao Porto da Entrada da Barca, já perto de Zambujeira do Mar, decorre novamente em estradão.

A chegada e a descida ao porto é um bom momento no passeio.

A partir daí e durante 3 Km segue por uma espécie de ciclovia cujo pavimento é formado de pequenas pedras soltas que massacram os pés.

À chegada a Zambujeira do Mar o trilho desvia novamente às dunas e falésias até entrar na povoação.

Pessoalmente achei esta etapa a menos interessante do percurso já efectuado. No entanto, não deixa de ter a sua beleza.

Amanhã partimos para a última etapa deste trilho, realizando a ligação de Zambujeira do Mar a Odeceixe. Serão os últimos 17 Km desta nossa aventura.

Alberto Calé

23/04/2018

Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores


Hoje foi a vez de percorrer a distância entre Vila Nova de Milfontes e Almograve.

Iniciámos o percurso de barco na travessia do Rio Mira o que nos poupou cerca de três quilómetros, grande parte por estrada, ficando assim a etapa em 12 Km. Apesar de curta a viagem de barco não deixou de ser diferente e agradável.
Depois seguimos na direcção do mar. Ao contrário da etapa de ontem nesta nem sempre se tem o mar em vista e o trilho segue, ora por campos, ora por zonas com mato.  

De qualquer maneira as vistas para o mar, quando surgiam, foram sempre divinais.

Ao longo do percurso foi ainda necessário atravessar duas ribeiras que obrigaram a meter as botas na água. Valeu que a profundidade era pouca e, de pedra em pedra, quase ninguém molhou os pés.

Amanhã vem a etapa mais longa do percurso, pelo que, todos sabemos que vai custar um bocado. Se for como a primeira, que grande parte do caminho era em areia, então vai mesmo doer.

Alberto Calé


22/04/2018

Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores




Hoje iniciámos o "Trilho dos Pescadores" na Rota Vicentina. Eu, Francisco, Cardoso, Dj e Figueiredo partimos cedo de Porto Côvo para cumprirmos os cerca de 20 Km desta etapa.

Pelo caminho a passagem na Ilha do Pessegueiro e no Forte do Pessegueiro, inúmeras praias e falésias.

A areia sempre presente na maior parte do trilho dificultaram o andamento, mas mesmo assim, realizámos o percurso em 5h30.

Amanhã realizaremos a ligação entre Vila Nova de Milfontes e Almograve num total de 15 km.

Seremos então apenas quatro elementos, uma vez que o Figueiredo apenas nos acompanhou na primeira etapa.

Alberto Calé

14/04/2018

Serra da Freita - Trilho das Levadas


Hoje, eu e o Francisco resolvemos ir espreitar o novo percurso da Serra da Freita. O "PR11 - Trilho das Levadas" é um percurso que estava previsto ser inaugurado no dia 8 de Abril mas que pelos vistos, devido a condições atmosféricas, alterou a data mais para o fim deste mês.

O percurso começa em Mansores, junto à capela local e durante a parte inicial do mesmo segue ao longo de diversas levadas de água.

O ponto alto de todo o percurso é a passagem junto aos Moinhos da Barrosa, onde as águas da ribeira se precipitam em diversas cascatas. Era assim que noutros tempos faziam funcionar os diversos engenhos dos moinhos, alguns actualmente em completa ruína, que por lá abundam.

O local é de grande beleza e nem que fosse só por este pedaço de paraíso o passeio já valia a pena.

Após subirmos à estrada é possível visitar o calvário, situado a pouco mais de uma centena de metros fora do percurso.

Depois o percurso torna-se menos interessante até chegarmos à povoação de Mata onde voltamos a seguir uma levada de água que nos levou a outro ponto de grande beleza. Nele pudemos observar mais uma queda de água e um velho moinho.

Atravessámos depois os campos, normalmente sempre junto a levadas de água, até regressarmos novamente a Mansores.

Este percurso dá uma visão diferente da Serra da Freita, onde a serra dá origem a campos e a inúmeras linhas de água. 

Não sendo dos melhores trilhos da serra merece, sem dúvida, ser percorrido e apreciado.

Alberto Calé

As Fotos 

Moinhos da Barrosa
 

Moinho e quedas de água em Mata

08/04/2018

Ficha Técnica: Trilho da Pombeira (Serra de Montemuro)


Publicamos uma nova Ficha Técnica da Serra de Montemuro.

O "Trilho da Pombeira" percorre trilhos de Castro Daire, com bonitas paisagens, características desta serra, e o património de lugares como Lamelas de Lá, Lamelas de Cá e Codeçais.

O Rio Vidoeiro e as suas poldras, o Rio Pombeiro e a Cascata e Moinhos da Pombeira, lugares de grande beleza, são os pontos altos deste percurso.

Desvendamos assim mais um pouco desta bonita serra onde, certamente, teremos muito ainda a descobrir.

27/03/2018

Serra da Freita - Pelo planalto da serra

 

Este Domingo um grupo alargado de amigos composto por:  Pina Jorge,  Jéssica, Paula, Amaral, Zé, DJ, Zé Figueiredo e eu (Francisco) decidiu percorrer alguns trilhos da Serra da Freita.

Apesar de no dia anterior as condições atmosféricas terem sido bastante desfavoráveis, havia a esperança que melhorassem durante o Domingo e, por isso, lá nos deslocámos para a serra.

Parte do grupo encontrou-se no café do Parque de Campismo do Merujal.

O tempo apesar de ameaçador, não foi suficiente para desmotivar o grupo. Assim, iniciámos o percurso e seguimos na direcção de Albergaria da Serra, onde subimos pela estrada que passa na antiga escola. Depois aproximámo-nos do ribeiro que leva à levada que segue na direcção do Rio Caima e de novo à aldeia.

Continuámos pelo trilho do percurso "PR15", pela margem esquerda do Rio Caima, onde apreciámos a beleza da paisagem, já bem conhecida de alguns de nós.

Atravessámos a ponte, comemos qualquer coisa, e seguimos em direcção às Pedras Boroas para tirar a foto de grupo.

Daí regressámos à estrada em direcção a Cabaços onde, por sugestão do DJ, em vez de passarmos pela povoação seguimos pelo percurso "PR7", junto ao afloramento de quartzo.

Algumas passagens mais técnicas, passando pelas vias de escalada de Cabaços, levaram-nos à Frecha da Mizarela.

Espreitámos o miradouro de fugida, pois fazia muito frio, e  seguimos depois para o Parque de Campismo, onde se encontravam os carros.

Aí estavam o Bruno e a Olga que se juntaram a nós apenas para o almoço.

Acabou por ser uma actividade com alguma improvisação mas interessante. Acabou no "Nino da Freita" para a merecida recuperação.

Francisco Soares

24/03/2018

Serras de Portugal - Serra do Arestal



A Serra do Arestal, uma das Serras que constitui o Maciço da Gralheira, está inserida nos concelhos de Sever do Vouga, Vale de Cambra e, em menor escala, no de Albergaria-a-Velha, e orienta-se no sentido Nordeste-Sudoeste, considerado contraforte da Serra da Arada. Com 20 km de extensão, atinge a altura máxima à cota de 869 metros acima do nível do mar.

É delimitada a Norte e Oeste pelo Rio Caima e a Este pelo Rio Teixeira, ambos importantes afluentes do Vouga. A Serra da Arada delimita-a a Nordeste através de uma falha de escarpa, no sentido Noroeste-Sueste.

É constituída por grandes planaltos nas zonas mais elevadas, descendo de forma suave a Este, irrompendo pequenos cabeços das várias plataformas.

Genericamente, as vertentes Norte, Sul e Oeste são mais acentuadas e descem abruptamente para os rios Vouga, Teixeira e Caima, dando origem a vales profundos e encaixados.

Nesta serra, onde existem importantes vestígios megalíticos, avistam-se paisagens deslumbrantes que incluem o litoral, de Espinho até à Serra da Boa Viagem, e o interior montanhoso, da Serra de Montemuro até à Serra da Estrela.

Desta serra avista-se a Ria de Aveiro e as aldeias que se escondem nas cabeceiras do Rio Bom.

Mineralogicamente, o subsolo é rico em cobre, chumbo, estanho e volfrâmio. O complexo mineiro do Braçal, que inclui as minas do Braçal, Malhada e Coval da Mó, permitiu a exploração de um dos maiores jazigos mineiros da região de Aveiro.

Nas culturas cerealíferas encontradas nos planaltos superiores e nas chãs das vertentes predominam o milho e o centeio. O milho, a vinha, a oliveira e a laranjeira predominam nas zonas abrigadas das encostas.

A fauna do Arestal é, predominantemente, constituída por gado bovino, ovino e caprino, sendo essenciais como recurso alimentar para a população da região.

O clima é temperado marítimo, progressivamente mais rigoroso nas zonas de maior altitude. Salienta-se a existência de numerosas cascatas envolvidas por uma vegetação luxuriante, as enigmáticas gravuras de arte rupestre atlântica e os notáveis monumentos megalíticos que testemunham a ancestral ocupação humana deste território.

Quanto ao património religioso, a igreja e cruzeiro de Rôge, são, provavelmente, os monumentos mais populares da região.

25/02/2018

Serra de Montemuro: Trilho da Pombeira

Ontem eu, o Francisco, o Cardoso, o Dj e o Figueiredo fomos até Lamelas (Castro Daire) para fazer o Trilho da Pombeira.

Situado na Serra de Montemuro, serra que julgamos ter muito ainda a explorar e conhecer, temos, provavelmente, por motivos de acessibilidade, deixado fora das nossas escolhas.

Iniciámos a actividade junto à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em Lamelas de Cá e seguindo as marcações chegámos e atravessámos parte da povoação de Lamelas de Lá até chegarmos a um miradouro sobre a Cascata da Pombeira. 

Deste ponto também foi possível observar algumas aldeias dispersas pela serra, entre as quais uma que se situa sobre a cascata e junto à qual passaríamos mais tarde, a localidade de Codeçais.

Iniciámos depois uma subida à serra tendo como vista a Sul das Serras de São Macário, Arada e Freita e a Noroeste a de Montemuro e a povoação de Codeçais. 

A passagem junto ao Rio Vidoeiro trouxe a alegria do ruído da água a correr e a beleza das suas margens. O momento alto no rio é a passagem pelas "Poldras do meio", rochas posicionadas no leito do rio que permitem a  sua travessia. 

Por trilhos antigos e empedrados, onde as marcas dos rodados dos antigos carros de bois se encontram gravadas nas pedras, chegámos a um cruzeiro junto à estrada que leva a Codeçais.

Por trilhos entre campos lavrados chegou-se à entrada de Codeçais. Infelizmente o trilho não entra na povoação, o que penso que poderia ser interessante.

Descemos à barragem de Codeçais que forma uma albufeira. Penso que é a partir daqui que o Rio Vidoeiro se passa a chamar Rio Pombeiro. 
Acompanha-se o rio durante um bocado, podendo ver-se as ruínas de alguns moinhos enquanto se segue na direcção de Lamelas de Lá.

Antes de chegar à povoação seguimos por um trilho de pé posto para visitarmos a Cascata e os Moinhos da Pombeira.

O trilho com cerca de 600 metros tem uma excelente panorâmica sobre o vale do Rio Pombeiro. Na fase final é possível ver os moinhos, agora em ruínas, e a cascata. As águas do Rio Pombeiro lançam-se pelo leito acidentado da cascata em diversas quedas de belo efeito.

A visita a este ponto é obrigatória e de grande beleza.

Regressámos depois pelo mesmo caminho até à Povoação de Lamelas de Lá, a qual atravessámos, e depois pela povoação de Lamelas de Cá até chegarmos à igreja onde começámos o percurso.

O dia esteve magnífico e o percurso foi do agrado de todos, com momentos de grande beleza paisagística e natural. Aconselha-se.

Alberto Calé


28/01/2018

Pelas serras da Freita e Arada




Ontem decidimos percorrer os trilhos daquela que foi a "nossa" segunda etapa do GR28.

O dia estava limpo mas algo fresco quando eu, o Francisco, o Cardoso e o Figueiredo  iniciámos a caminhada em Tebilhão. 

Seguimos na direcção de Cabreiros, descendo à linha de água que separa as duas povoações e rapidamente verificámos, durante a subida a Cabreiros, que a forma física não está pelo melhor. Mesmo a passagem por dentro da povoação, a caminho da estrada principal, é sempre em subida.

Na estrada dirigimo-nos na direcção do Candal. Ao chegar à povoação iniciámos a longa e íngreme subida ao parque eólico das Chãs. O trilho empedrado, de grande beleza, tem uma vista fabulosa sobre as Serras da Freita, Arada, São Macário e Montemuro.

Durante a longa subida é possível apercebermo-nos do desnível superado, uma vez que a povoação do Candal vai ficando cada vez mais pequenina, lá no fundo do vale. Por sua vez, a povoação da Póvoa das Leiras, vai ficando cada vez mais perto e à nossa altitude e, depois, também ela vai ficando abaixo de nós.

Finalmente chegámos ao parque eólico já com as pernas a tremer do esforço.

Atravessámos o parque e seguimos na direcção das Minas das Chãs. 

Chegados ao antigo complexo mineiro pudemos observar que as galerias foram seladas e colocados avisos de perigo. Com a instalação do parque eólico sobre as antigas mineiras e com os explosivos usados durante essa mesma instalação, é bem possível que as galerias tenham cedido ou estejam instáveis.

Descemos depois até à povoação de Cabreiros e daí regressámos a Tebilhão por um velho trilho não marcado que segue uma antiga levada, agora um pouco coberta pelo mato na parte inicial do trilho (esta parte do percurso pertence à nossa versão do "Caminho do Carteiro" na Serra da Freita). 

Na passagem pelas linhas de água, lugar de grande beleza, podem-se observar pequenas quedas de água e as ruínas de diversos moinhos.

A subida é também acentuada e sobre pedras lisas e húmidas, e leva-nos aos campos de Tebilhão. Uma bela vista para a aldeia surge-nos ao lá chegar e olhando no sentido oposto podemos observar Cabreiros e a Serra da Arada.

No final da jornada e para manter a tradição fomos até Moldes matar a fome e a sede.

Este foi a primeira actividade do ano e esperamos que em breve surjam mais.

Alberto Calé