Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serras da Lousã - Rota dos Serranos...

15/09/2016

Problema no acesso ás Galerias Fotográficas

Por motivos que nos são alheios algo está a impedir o acesso às nossas Galerias fotográficas, a partir do Blog e das nossas páginas. Esperamos que o problema se resolva o mais brevemente possível.

13/09/2016

Serra da Lousã - Rota dos Serranos


Tendo decidido ir até à Lousã tive como companheiros(as) a Carla, a Sílvia,  o DJ e o Tiago. Começámos a caminhada junto à praia fluvial, logo abaixo do castelo da Lousã.

A zona, muito propícia a fogos, dada a densidade de arvoredo e o solo cheio de resíduos facilmente inflamáveis, felizmente passou incólume ao desastre que assolou outras serras e consumiu imensa floresta.

O trajecto, que já tinha sido percorrido no ano passado, é curto mas bastante agradável. Passa pela central hidroeléctrica da Ermida a que se segue a subida mais rigorosa do percurso até à aldeia de Talasnal.

Na aldeia fizemos a inevitável visita ao "Retalhinho", onde um cafézinho e um pastel de castanhas nos confortaram o estômago. O cheiro a chanfana já de fazia sentir, mas o que estava previsto era almoçarmos no restaurante junto à praia fluvial.

Assim partimos em direcção a Casal Novo. Deixámos no Talasnal um grande grupo de jovens, pertencentes a uma associação, que começavam a preparar uma churrascada para o almoço.

Em Casal Novo tirámos a foto de grupo, parámos um pouco para descansar, e depois iniciámos então a descida para o Castelo. Pelo caminho passámos junto à Capela da Ermida.

No final tivemos uma má surpresa. O restaurante estava fechado para férias. Uns quantos telefonemas para o "Retalhinho" e lá fomos nós até ao Talasnal para comer a dita chanfana que tínhamos cheirado.

Depois da chanfana aproveitámos para conhecer melhor a aldeia, agora muito diferente da primeira vez que a visitei. Na altura só havia um bar “O Curral”, que nem sempre estava aberto, mas abria à pressa quando nos ouvia a percorrer as ruas.

Havemos de lá voltar para fazer outro percurso, mas só quando tivermos a certeza que “O Burgo” se encontra aberto.

Francisco Soares


04/09/2016

Serras de Portugal - A Serra do Caramulo (em novo formato)...


A Serra do Caramulo situa-se na região de transição da Beira Alta para a Beira Litoral, entre os concelhos de Vouzela, Tondela, Oliveira de Frades, Mortágua (no distrito de Viseu) e Anadia e Águeda (no distrito de Aveiro), em Portugal.

Na subida ao Caramulinho, o ponto mais alto da Serra com 1076,57 metros, consegue-se avistar o mar e a Serra da Estrela em dias sem nebulosidade.

Bastante reconhecida pela qualidade das suas águas que brotam nas povoações de Varzielas e Agadão, e pela sua pureza do seu ar, justificada no passado pela instalação de vários sanatórios na povoação de Caramulo, os quais têm vindo a dar lugar a modernas e acolhedoras instalações hoteleiras.

A serra é povoada por aldeias com casas e espigueiros em granito típicos desta região.

 Tendo sido esta zona povoada por romanos, ainda se podem encontrar alguns vestígios dessa época, como os trilhos de pedra.

Serra com enorme potencial turístico, não só pela natureza, mas também pelas aldeias típicas, o Museu do Caramulo, (automóveis e arte), os passeios pedestres temáticos e bem sinalizados e as olarias, entre outros motivos de interesse.

Chegou agora o momento da publicação das páginas, em novo formato, desta serra muito especial, bem como, as Fichas Técnicas das actividades por lá realizadas.


29/08/2016

Trilho dos Moinhos - Sever do Vouga


Tendo lido uma notícia da Câmara de Sever do Vouga, publicada no Diário de Aveiro, sobre o sucesso em número de visitantes no percurso pedestre "Trilho dos Moinhos", decidimos percorrer o dito percurso.

O mesmo começa e acaba junto da Igreja de Paradela, local para onde nos dirigimos.

Os cerca de 9 Km’s que compõe o percurso, com excepção da zona dos moinhos da Ribeira de Carrazeda, pouco tem de interessante.

A fazer fé na dita notícia esperar-se-ia umas paisagens de estarrecer, o que, sinceramente, não nos pareceu.

Também não encontrámos nenhum moinho ainda activo, como consta da descrição oficial do percurso. No entanto, é possível que para se verem ser necessário sair do trilho para mais perto do curso de água. Talvez não o tenhamos feito no lugar certo.

Pelo menos serviu para conviver, fazer um pouco de desporto e para desanuviar um pouco do stress da semana.

24/08/2016

Serra da Estrela - Trilho das Grandes Lagoas


Partimos ainda no Sábado para a Serra da Estrela, tendo pernoitado na Pousada da Juventude, nas Penhas da Saúde. A intenção era poder começar a caminhada bem cedo por um percurso que nos parecia muito aliciante dado percorrer algumas da maiores lagoas da serra. 

O grupo foi formado por sete elementos, a Sara, a Sãozita, o Pina Jorge, o Amaral, o Tiago, o Zé Figueiredo e o Francisco.

Iniciámos a caminhada junto à Lagoa Comprida. O céu limpo e o tempo fresco tornaram a  caminhada muito agradável e a paisagem com vista para a lagoa tornaram o início do passeio espectacular.

Seguimos depois na direcção da barragem do Covão dos Conchos onde aproveitámos para usufruir da paisagem envolvente. Também apreciámos, o agora famoso buraco negro, um poço existente no meio da albufeira que recolhe a água, a partir de determinado nível, encaminhando-a para a Lagoa Comprida. A água corre através de um túnel com mais de 1500 metros de comprimento, construído em 1955.

Retomámos o caminho seguindo para o Vale do Rossim, passando pelo Vale do Conde onde atravessámos a linha de água, seguindo por um trilho bem assinalado. Pelo caminho pudemos observar a Fraga das Penhas Douradas e apreciar a vista deslumbrante para Oeste, podendo ver a Serra do Caramulo.
Nesta fase do dia o calor fazia-se sentir.

A descida até à barragem do Vale do Rossim fez-nos recordar a actividade Guarda – Loriga em autonomia que realizámos em 2014. 

No Vale do Rossim uma pequena paragem para ver as praias fluviais, plenas de pessoas a usufruir das águas frescas da lagoa.

Partimos por um trilho de pedra solta, na direcção do Lagoacho. Este trilho massacrou-nos os pés.

Contornámos a albufeira em busca de um trilho que deveria subir por uma linha de água. Não o tendo encontrado houve que tomar decisões. Apontámos na direcção da Lagoa Seca, subindo a encosta.  

A subida revelou-se bastante difícil em virtude de muitas vezes termos de abrir caminho pela vegetação e outras progredir, quase em escalada, pelas rochas que íamos trepando para evitar o mato.

Depois de uma subida bastante dura pois, para além do esforço e do calor que se fazia sentir, a água começou também a ser escassa.

Finalmente lá chegámos ao cume, onde já se pode avistar a Lagoa Comprida.

Seguimos para a Lagoa Comprida pelo caminho que liga esta lagoa à lagoa do Covão do Forno. Pelo caminho desaconselhámos três casais de jovens estrangeiros que, sem equipamento de montanha nem água suficiente, pretendiam fazer o trilho às 18 horas da tarde.

Já na Lagoa Comprida acabámos por comer umas tapas e beber muitas cervejas, enquanto ouvíamos os doutos conselhos do proprietário do bar sobre trilhos na Serra da Estrela. Não nos convenceu muito!

Actividade complicada e mal descrita, no sítio de onde recolhemos a informação, mas que acabou por ser um excelente teste à capacidade física e ao espírito de grupo de todos os elementos que fazem parte deste grupo. Sinto-me orgulhoso!


Francisco Soares

14/08/2016

Serras de Portugal - A Serra da Estrela (em novo formato)...


A Serra da Estrela é uma cadeia montanhosa de Portugal Continental onde se encontram as maiores altitudes, constituindo a sua segunda mais alta montanha, cuja cota máxima de altitude é atingida aos 1.993 metros junto à Torre, apenas superada pela Montanha do Pico, nos Açores, com 2.351 metros.

Pertence à mais vasta cordilheira denominada Sistema Central, no subsistema designado por Sistema Montanhoso Montejunto-Estrela, que se desenvolve no sentido Sudoeste-Nordeste desde a Serra de Montejunto, e tem, como cume-pai, o Pico Almançor.

Integrada no Parque Natural da Serra da Estrela desde a sua instituição, em 16 de Julho de 1976, representa a maior área protegida em solo português.

A Serra da Estrela insere-se em seis municípios: Covilhã, Manteigas, Gouveia, Seia, Celorico da Beira e Guarda.

Os principais pontos de interesse desta serra encontram-se no cume principal, os quais são abrangidos pelos quatro primeiros concelhos supracitados. Situa-se maioritariamente no distrito da Guarda, com cerca de 85% de área, situando-se os restantes 15% no distrito de Castelo Branco.

Povoada desde a Idade Média, encontram-se numerosos vestígios da sua ocupação: os romanos construíram uma via de ligação entre Mérida e Braga, os árabes deixaram sistemas de rega e a cultura das árvores de fruto e os visigodos a organização do espaço rural através do "Código Visigótico".

Actualmente, a economia na Serra da Estrela centra-se no turismo, na agricultura, na pastorícia e no fabrico do famoso queijo da Serra.


A neve, a fauna e flora extraordinárias, a orografia de proporções colossais onde abundam vales em forma de "U", covões e lagoas de origem glaciária, bem como a sua riqueza humana, cultural, histórica e a vasta gastronomia da região, são excelentes polos de atracção turística desta serrania.

Publicamos agora, no novo formato, as páginas desta serra emblemática e de características muito próprias, bem como as Fichas Técnicas de actividades por nós lá realizadas.

06/08/2016

Serras de Portugal - A Serra de São Macário (em novo formato)...


Parte integrante do Maciço da Gralheira juntamente com a Serra da Freita, Serra da Arada e a Serra do Arestal, a Serra de São Macário é uma elevação de Portugal Continental, cujo ponto mais elevado se situa a cerca de 1.052 metros de altitude, cota atingida no Alto de São Macário.

Esta serra encontra-se localizada a pouco mais de 10 km a Norte de São Pedro do Sul.

No ponto mais alto desta serra foi edificada uma primitiva ermida, a de São Macário de Cima. Em 1769 foi edificada uma outra, a uns metros mais abaixo e também dedicada ao mesmo santo, conhecida por ermida de São Macário de Baixo.

Do cume da Serra de São Macário pode observar-se uma bonita e abrangente paisagem que inclui as serras de Montemuro e Caramulo, assim como parte da bacia do Rio Vouga.

Com excelentes trilhos para a prática de diversas actividades é esta serra merecedora de um espaço nas nossas páginas.

Publicamos assim a informação sobre a serra, seu património natural e património histórico/religioso, bem como, os percursos por nós lá realizados.

25/07/2016

Serras de Portugal - A Serra de Montemuro (em novo formato)...


A Serra de Montemuro ainda tem muitos pontos interessantes para explorar. No entanto, tendo já sido palco de algumas boas aventuras, não podia de deixar de constar nas nossas preferências.

Publicamos agora esta serra, no novo formato, apresentando, para além das belezas da serra, a Ficha Técnica de um dos mais fantásticos percursos que já realizámos:  Pedestrianismo nas Minas de Moimenta.

Esperamos que as nossas páginas desta serra sirvam de incentivo a visitá-la e a percorrer os seus inúmeros trilhos.

14/07/2016

Serras de Portugal - A Serra da Arada (em novo formato)...


Publicamos hoje, no novo formato, as páginas referentes à Serra da Arada e seus fantásticos percursos.

Esperamos que as nossas informações e as muitas fotografias, da serra e das aventuras nela realizadas, possam motivar quem nos visita a percorrer e a conhecer este maravilhoso espaço natural.

05/07/2016

Serra da Arada - Trilhos de Água



 No passado Domingo fomos percorrer os "Trilhos de Água", sem dúvida um dos percursos mais bonitos que conheço. 

Ao todos fomos 11 companheiros nesta espectacular jornada. O João Marcelino, que já nos acompanhava há bastante tempo, os gémeos Henrique e Pedro, o Zé Figueiredo e o Francisco de Aveiro, o Pina Jorge do Porto e a Manuela, a Sãozita, a Sara, o Amaral e o Tiago, estes de Ovar.

Chegados a Regoufe confirmámos que levávamos o equipamento necessário para podermos caminhar dentro do rio. Carregámos também bastante água que a temperatura que se fazia sentir era bastante elevada. 

Após a saída de Regoufe, a subida até ao Alto de Regoufe já deixou alguns dos elementos um pouco abalados. Valeu, para recuperar, a descida para o Pego onde recordámos a saudosa Dª Maria Pinto que vivia sozinha naquele pequeno lugar. 

Recordámos ainda as várias vezes que acampámos junto ao Rio Paivô, as velhas e engraçadas histórias e peripécias desses já longínquos eventos.

Atravessado o rio e contornada a bela represa que forma uma cascata, chegou o momento de caminharmos pela água, que corre pelo leito pedregoso e escorregadio do rio.

Para quem aprecia a aventura na natureza, no seu estado mais puro, a paisagem é de estarrecer. A água límpida, ora corre ligeira entre as pedras, ora forma pequenas lagoas excelentes para frescos e revitalizantes banhos. 

Algumas pedras, escavadas e alisadas pelas águas, permitiram servir de "escorregas" aumentando a diversão de todos os participantes. 

Fomos percorrendo o leito, tomando banho a cada lagoa que aparecia e, de lagoa em lagoa fomos andando ou nadando até à por nós denominada “ponte para lado nenhum”. É pena verificar que esta velha ponte de xisto já tombou parcialmente e em breve desaparecerá.

Uns metros após a passagem na referida ponte surge a melhor lagoa do leito. Como sempre regalámo-nos com um magnífico banho. 

Não sei quanto tempo estivemos neste local mas o banho, a paisagem, o recato do local envolvem-nos de tal maneira que é difícil a despedida.

Um pouco contrariados lá iniciámos a penosa subida ao Alto de Regoufe sob um calor insuportável.

A subida, longa e acentuada, foi bastante difícil de fazer com as condições referidas.  Calmamente e com muitas paragens para descansar lá fomos chegando ao final da subida.

No café de Regoufe matámos a sede e descansámos um pouco antes de nos deslocarmos para Moldes.

Conforme acordo tácito, celebrado entre o grupo, o que acontece em Moldes, em Moldes fica, pelo que o relato fica por aqui.

Faz agora 15 anos que "inventámos" este percurso e continuamos a gostar de o percorrer. É mesmo um daqueles que não se deve perder.

Francisco Soares

26/06/2016

Serras de Portugal - A Serra da Freita (em novo formato)...


Publicamos a conversão das páginas da Serra da Freita para o novo formato.

Uma nova forma de mostrar as nossas aventuras, a informação sobre a serra e os seus melhores percursos. Neste formato mostramos muito mais fotos e conteúdos.

Aproveitamos ainda para publicar uma nova Ficha Técnica de mais uma actividade realizada nesta serra, "BTT - No Planalto da Serra"

Esperamos que gostem e aguardamos as vossas opiniões e, porque não, ideias.

19/06/2016

Percursos de Grande Rota - O GR28 (em novo formato)...


Abrimos hoje mais um Tema nas nossas aventuras, com a publicação, num novo formato, de "Percursos de Grande Rota".

A realização do GR28 - Por Montes e Vales, em Arouca, deu início ao desenvolvimento de páginas informativas sobre actividades longas, por  trilhos de montanha.

O GR28 é um percurso de Grande Rota (GR) que percorre grande parte do Maciço da Gralheira (Serra da Freita, Serra da Arada e Serra de São Macário), uma pequena parte nas "fraldas" da Serra de Montemuro e os Vales dos rios Paiva e Paivô.

Com o objectivo de ultrapassar as dificuldades logísticas que um percurso com estas características apresenta na sua realização por etapas, cerca de 90 quilómetros de extensão em terreno de montanha, com acesso rodoviário por vezes difícil ou limitado, decidimos tentar fazer com que cada etapa linear se transformasse em etapa circular. Para isso, recorreu-se a outros trilhos e/ou outras passagens para regressar ao ponto inicial.

Pelas razões apontadas o "nosso" percurso abrange muitos mais quilómetros (cerca de 136), percorre muitos mais trilhos e engloba muito mais património do que o percurso marcado e identificado como "GR28 - Por Montes e Vales" (Arouca).

Assim, é com base nas actividades realizadas neste percurso que apresentamos nestas páginas a "nossa" versão do GR28.

O novo formato que apresentamos permite, na nossa modesta opinião, compartimentar melhor a informação disponibilizada, documentar com muito mais fotografias todos os temas publicados e interligar toda a informação de forma mais fácil e funcional. Esperemos que gostem e que a informação sirva para a realização destas actividades. 

Foram criadas as páginas referente ao percurso em si (GR28) e às Fichas Técnicas das oito etapas propostas. Os restantes Temas já estão em reconversão e esperamos, aos poucos, ir substituindo as antigas páginas.

13/06/2016

Pela rota dos Túneis...


Sábado 11 de Junho de 2016

Andávamos há 2 ou 3 anos a pensar em fazer a "Ruta de los Tuneles", um troço da via ferroviária que ligava Salamanca à Linha do Douro em Portugal, mas por esta ou aquela razão ainda não se tinha proporcionado a ocasião.

O troço escolhido para a caminhada liga La Fregeneda, em Espanha, a Barca d'Alva, em Portugal, e tem cerca de 17 quilómetros.

O feriado de sexta-feira (Dia de Portugal) veio permitir a realização desta actividade.

De Aveiro, pelo início da tarde, partiram o Cardoso, o Francisco, o Tiago, a Sara e o Amaral. O grupo ficou completo já na Pousada da Juventude em Foz Côa onde nos juntámos à Sílvia, à Carla e ao Pina Jorge.

Depois de tratarmos do alojamento fomos a pé até ao centro de Foz Côa onde metemos a conversa em dia na companhia de umas cervejitas no Café Baltazar.

Para nossa surpresa o Zé Figueiredo que, apesar de não vir realizar a actividade, resolveu passar o fim de semana na zona.

Por sugestão de um casal que se encontrava no café fomos jantar ao Restaurante Abade em Junqueira. Em boa hora aceitámos a sugestão porque a posta mirandesa estava magnífica e o preço foi bastante simpático.

De volta à Pousada aproveitámos para desenferrujar as habilidades no snooker antes de deitar.

Pelas 7,30 h de sábado, foi tomado o pequeno-almoço e lá partimos para Barca d’Alva onde deixámos um dos carros junto ao cais, onde se encontravam diversos barcos-hotel ancorados. Daqueles que fazem a descida e subida do Rio Douro para fins turísticos.

Os outros 2 carros serviram para nos deslocarmos para Espanha. Encontrar a estação de La Fregeneda não foi fácil, apesar de termos as coordenadas no GPS. A ajuda de um habitante local foi fundamental, pois não existe nenhuma indicação na estrada.

Chegados a La Fregeneda iniciámos então o percurso pela via férrea em direcção a Portugal.

Apareceu o túnel 1, o mais comprido dos 20 existentes neste troço, onde a utilização das lanternas ou frontais é indispensável. Pode-se caminhar pelas travessas entre os carris conforme sugerem a maior parte das descrições que vimos na net mas é bastante mais confortável utilizar o patamar lateral em pedra e cimento, desde que se vá com cuidado para evitar alguns buracos no piso.

Logo a seguir surge um pequeno pontão com passadeiras transitáveis.

O percurso continua e surge o túnel 2, este curto e sem oferecer grande dificuldade.

O túnel 3, comprido e escuro por ser em curva, encontra-se habitado por morcegos. Bem cedo se ouviu o chiar dos ditos, eventualmente incomodados com a luz dos frontais.

Mais um pouco de caminho e eis que surge a primeira ponte, a Ponte do Morgado. Pode-se utilizar a passadeira de madeira situada no seu lado direito, no entanto, todos resolvemos testar a nossa reacção às alturas passando sobre a viga exposta.  A altura da ponte, a viga estreita e o facto do corrimão ser um pouco afastado da passagem, obrigando a uma leve inclinação do corpo no sentido do abismo, tornou a passagem algo desconfortável. O facto do próprio corrimão apenas servir para equilibrar e não para segurança também não ajudou.

Todos passaram no teste mas uns mais confortáveis do que outros.

No fundo do vale, à nossa esquerda, corria o Rio Águeda, que delimita a fronteira com Portugal. A paisagem é deslumbrante.

O túnel 4 desemboca directamente na Ponte de Pollo Rubio, talvez o local mais fotogénico de todo o percurso. A conjugação da ponte com o túnel, aberto por baixo de um pico da montanha, cria uma imagem de grande efeito.

Mais calafrios na passagem sobre a viga metálica, uma vez que o passadiço em madeira está em franco mau estado.

Surgem depois os túneis 5 e 6 continuando a linha a acompanhar o Rio Águeda que corre lá bem abaixo com cenários realmente espectaculares.

Surge agora novo e grande desafio, a Ponte de Pollo Valente. Uma imponente estrutura metálica em curva, em muito mau estado de conservação. No ponto da curva a viga metálica termina, apresentando um espaço vazio, antes de iniciar nova viga. Os travessões de madeira situados entre os carris encontram-se queimados, não oferecendo alternativa ao salto a efectuar para continuar a travessia da ponte. A passagem pelo lado de fora da curva implica um salto bem maior e bem mais sugestivo.

Houve quem escolhesse essa opção para viver momentos de maior intensidade emocional. Saltar no vazio, com cerca de um metro de distância entre as duas vigas, a várias dezenas de metros de altura, é realmente desaconselhável a quem sofrer de vertigens.

No túnel 7 aproveitámos a sombra para parar um pouco, comer e refrescar que o calor começava a apertar. 

Pelo caminho fomos atravessando mais uns túneis, do 8 ao 11, e encontrando outros montanhistas que faziam a mesma rota  em sentido contrário.

Após o túnel 12 eis que surge a Ponte Arroyo del Lugar, muito comprida, muito alta e bastante desafiante. Aconselha-se a passar pela viga do lado esquerdo, pois a da direita tem alguns troços de madeira queimada que podem constituir problema na passagem.

Quem passou as outras também passa esta! Mas é mais fácil dizer que fazer!

A malvada cabeça a trabalhar a 100 à hora, o medo a tolher-nos os movimentos e as pernas a tremer, fazendo-nos hesitar na altura de dar cada passada. Após imensa luta interior, lá cheguei ao fim com um suspiro de alívio.

Mais uns túneis, onde aproveitávamos para nos refrescar, pois a temperatura agora era superior a 30º C.

Após o túnel 15 surge a Ponte de los Pollos. A passadeira de madeira do lado direito estava em bom estado, parecendo ter sido recuperada. Resolvi passar sobre ela. A maior parte dos colegas de aventura optou contudo pelo lado mais emocionante.

A via férrea desenvolvia-se então por um troço estreito cavado na montanha, repleto de cactos e outra vegetação. Aqui perdemos o rio de vista.

A Ponte de las Almas, também com o passadiço recuperado antecede a passagem pelo túnel 19. Finalmente o túnel 20 e a ponte internacional sobre o Rio Águeda. Neste ponto o rio desagua no Rio Douro.

Os pés doridos de tanto pisar balastro e o corpo desidratado clamavam por uns minutos de descanso e por uma cervejita bem fresca. Saciámo-nos no pátio exterior duma mercearia situada após a antiga estação de Barca d'Alva.

De referir que a estação de Barca d’Alva, donde há 3 anos atrás parti com o Calé para fazermos o troço até ao Pocinho, está agora bastante mais degradada com sinais evidentes de vandalismo, o que é de lamentar.

Recomposto o grupo fomos recuperar os carros deixados em Valdenoguera, assim se chama o local onde fica a estação de La Fregeneda.

No regresso dei boleia a um casalinho de escuteiros que estava a fazer o trajecto de retorno até Barca d’Alva a pé. A jovem ergueu os braços ao céu quando parei, tal a alegria de poupar mais 4 horas de caminho a pé sob intenso calor e ao Sol. 

O final foi uma tasquinha em Celorico Gare, conhecida pelo Amaral (quem mais?), onde umas cervejitas e umas sandes de presunto e queijo deram o ânimo para iniciar a viagem de retorno.

Devemo-nos congratular pelo facto da actividade ter decorrido sem problemas e agradecer a todos por mais uma bela tarde de convívio e camaradagem.


Francisco Soares


04/06/2016

De novo em Drave




No Domingo passado, 29 de Maio, fomos caminhar no PR14, entre Regoufe e Drave, uma caminhada já realizada, muitas vezes, por alguns de nós, mas inédita para alguns dos elementos que se juntaram ao grupo mais recentemente.

O tempo apresentava alguma instabilidade, com muitas nuvens o que não augurava uma actividade tranquila. Logo à chegada a Regoufe começou a chover o que nos obrigou a permanecer nas viaturas durante alguns minutos. 

Terminado o aguaceiro e após confirmarmos que todos tinham protecção contra a chuva lá partimos em direcção à "Aldeia Mágica".

Pelo caminho alguns aguaceiros obrigaram-nos a vestir os impermeáveis, o que se tornou desconfortável atendendo à temperatura algo elevada.

Já em Drave o tempo melhorou e deu para explorar a aldeia e as diversas cascatas da Ribeira de Palhais.
O Tiago, um companheiro de Espinho que se juntou a nós, referiu que já tinha continuado a seguir o rio, e verificou que existem umas pequenas praias fluviais que os escuteiros costumam usar para se banhar.

Alguns dos novos elementos que vieram com o Amaral e que tinham trazido um drone, libertaram-no e fizeram algumas filmagens.

Um montanheiro, que caminhava sozinho pela serra, informou-nos que iria até ao sítio do Pego. Convidou-nos para o  acompanhar.

Sem hesitações, parte do grupo aceitou o convite e acompanharam o Rui, assim se chama o montanheiro, no percurso até ao Pego. O percurso um pouco mais exigente fisicamente tem também mais interesse.

O resto do grupo regressou a Regoufe pelo percurso marcado, o mesmo que percorremos na vinda.

Reagrupámos em Regoufe e lá nos dirigimos a Moldes para acabar a tarde em beleza à volta de uns petiscos bem regados.

05/05/2016

Rota dos Rios e Levadas - Oliveira de Frades


No passado Domingo, 1 de Maio de 2016, dia do trabalhador decidimos conhecer um novo percurso.

O percurso escolhido foi o PRM1 de Oliveira de Frades, Rota dos Rios e Levadas, do qual havia indicações de ser um percurso muito agradável embora não muito exigente em termos físicos.

Os caminhantes que aderiram foram a Sara, a Carla, o Cardoso, o Zé Figueiredo, o DJ e o Francisco.

O início foi em Lavandeira, junto à EN16, e o percurso encontra-se bem sinalizado. Por vezes com indicações até desnecessárias, que podem gerar algumas dúvidas.

Começámos em sentido contrário ao oficial, ou seja, por Vila Chã em direcção a Porcelhe, onde aproveitámos para tirar a foto de grupo junto a um cruzeiro. Também interessante a igreja local, Igreja da Nossa Senhora do Pilar.

Ao passarmos junto a um espigueiro ouvimos um chamamento estranho, numa voz estridente; a curiosidade levou-nos a contornar o espigueiro onde encontrámos o Tomás, um corvo domesticado que aprendeu a repetir as palavras que ouvia. 

Continuando aproximámos-nos da bonita Cascata da Pena Quebrada, situada na confluência do Rio Gaia com a Ribeira de Lavandeira.

Depois de um troço sem grande interesse chegámos à parte mais bonita do percurso. Fomos ladeando os troços de água onde as inúmeras cascatas, cada uma mais bonita que a anterior, justificaram plenamente a escolha deste circuito.

Assim, passámos sucessivamente pelo Cabeço da Feitiça, diversas pontes de madeira, Moinho novo, Mina e Poço dos Mouros, nova ponte de madeira, quedas de água várias e Poça da Falisga.

O ramal sugerido até às quedas de água do Silval, apenas algumas dezenas de metros de desvio, é vivamente aconselhado.

Esta parte final, no sentido em que fizemos o percurso, tem alguma dificuldade técnica quando por vezes temos que caminhar ao lado das levadas em troços muito estreitos. Convém ter muita atenção.

A subida do rio, na parte final do percurso, tem por vezes alguns degraus em madeira e cordas laterais que ajudam a vencer o desnível do terreno.

Mais uma bela jornada de actividade de montanha que acabou em Campia no sítio do costume.


23/04/2016

Hallerbos - A floresta azul (Bélgica)



Este sábado fui com um colega de serviço caminhar na chamada "floresta azul".

A Hallerbos (Madeira de Halle), está localizada no limite entre a Flandres e a Valónia, no município de Halle, a cerca de 30 minutos de Bruxelas, Bélgica.

A floresta  cobre-se, entre Abril e Maio, de jacintos selvagens chamados Bluebell, que devido à sua cor entre o azul e o violeta acabam por dar um tom azulado à floresta.

A beleza da mata, a limpeza da mesma, e o sempre agradável contacto com a natureza tornaram muito agradável as quase 3 horas de caminhada que fizémos.


Penso que no Outono, as cores invernais serão mais um bom motivo para fazer outra caminhada e fotografar.

11/03/2016

Serra do Caramulo: Rota dos Caleiros



No fim de semana passado resolvemos percorrer um trilho na Serra do Caramulo onde já não caminhávamos há alguns anos. Devido ao facto de na semana anterior a serra ter sido coberta por um manto de neve íamos com a esperança de ainda encontrar alguns vestígios pelo percurso.

Apesar do dia estar frio e pelo caminho se vissem muitos ramos de árvores caídos pelo peso da neve o facto é que infelizmente já não havia sinais de neve.

Foi já no Caramulo que grupo se reuniu composto pelo DJ, Figas, Cardoso e Francisco,  vindos de Aveiro, e a Sílvia,  a Carla,  a São Zita e o Amaral, vindos de Ovar e Matosinhos.

Iniciámos o percurso na povoação do Pedrogão e seguimos na direcção do Caramulinho.

Dada a proliferação de torres eólicas na zona, o percurso encontra-se descaracterizado devido aos muitos estradões abertos durante a montagem dos parques eólicos. Por esse motivo as marcas do percurso quase desapareceram.

A chegada à base do Caramulinho dividiu o grupo, entre os que quiseram subir os duzentos e tal degraus e os que preferiram esperar. Os corajosos que subiram ao ponto mais alto desta serra puderam deliciar-se com a vista que rodeia este ponto elevado.

Na ausência de marcas durante o percurso valeram as novas tecnologias do DJ. Foram fundamentais para conseguirmos seguir o percurso.

Esta fase do percurso torna-se interessante pela enorme quantidade de pedras e pelas formas mais estranhas e por vezes sugestivas que as mesmas tomam, fruto da acção natural dos ventos e águas.

Em Jueus tirámos a tradicional foto de grupo junto à Capela. Nesta povoação encontrámos um edifício novo, uma casa de turismo rural, cujo restaurante pareceu ter bastante sucesso atendendo ao número de carros e pessoas que por lá estava.

Regressámos a Pedrogão onde revimos o curioso penedo do equilíbrio,  na sua aparente instabilidade, mas que por lá permanece há muitos anos.

O repasto foi em Mourisca do Vouga, com um rodízio à brasileira.

10/02/2016

Pelo "Trilho dos 3 Rios" em Albergaria-a-Velha



Apesar do início do percurso ser no Centro de Actividades Radicais e Ambientais de Vilarinho de São Roque, dada a dificuldade de estacionamento na zona,  resolvemos começar em Ribeira de Fráguas. O facto de ser um circuito circular permite iniciá-lo em qualquer ponto do mesmo. 

Os grupo de caminhantes foi constituído pelo Francisco, pela Carla, e pelos já habituais  DJ, Cardoso e Zé Figueiredo.

Iniciámos então o percurso no Parque dos Moinhos, subindo pelas margens do Rio Fílveda. Ao longo do rio podem ser apreciados diversos açudes e pequenas cascatas que formam cenários de grande beleza. Durante vários quilómetros este é o cenário. É sem dúvida um local a revisitar noutras alturas do ano.

Chegando a Vilarinho de São Roque surgem os pouco interessantes eucaliptais. Após uma longa subida o trilho regressa aos cursos de água, desta vez ao Rio Pequeno. No caminho surgem as ruínas de um antigo Lagar de Azeite.

Seguindo ao longo da margem direita do rio reencontramos as paisagens deslumbrantes desenhadas pelas diversas pequenas cascatas, passamos pelo lugar de Telhadela, encontramos diversos moinhos desactivados e passamos pelas abandonadas Minas de Palhal.

No regresso a Ribeira de Fráguas acompanha-se o Rio Caima, também este com diversos pontos de interesse.

O percurso, com cerca de 16 km de distância está, regra geral, bem sinalizado, com um ou outro ponto mais duvidoso. 

Apesar de relativamente frio esteve um bom dia para caminhar.

O repasto foi em Albergaria-a-Velha num restaurante sugerido pelo Cardoso.