Serra da Arada - De Regoufe a Drave
18/11/2012
Serra de Montemuro: Minas de Moimenta
Dia fantástico este em que, por "necessidades" diferentes, fomos levados até às Minas de Moimenta na Serra de Montemuro.
Para o Bruno havia que recuperar uma cache que tinha deixado dentro das minas e para mim era a oportunidade de estrear as novas botas de montanha, acabadas de receber. A acompanhar-nos neste percurso foi connosco o Zeca, companheiro do meu Curso de Montanhismo, ministrado pelo NEUA (Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro) em 2002.
Em vez de fazermos o trilho como sempre fizemos resolvemos seguir o percurso pedestre marcado. Em 2006, data da primeira incursão nas minas, não existia qualquer marcação pela zona.
Partimos da povoação da Tulha Nova em direcção às antigas minas de Volfrâmio. Entrámos numa das galerias para constatarmos que o fio condutor que por lá existia se encontrava cortado (ou partido). Ainda nos aventurámos mais uns metros mas não vimos mais vestígios do mesmo, pelo que, resolvemos sair das minas.
Demos a volta e fomos ao ponto de saída onde descobrimos a outra ponta do fio. Seguimos pela mesma até o Bruno conseguir recuperar a cache. O fio também se encontra rebentado pelo que, a "magia" que este percurso tinha com a travessia das galerias ficou bastante limitada.
Dirige-se então para Moimenta atravessando, agora sim, a povoação e seguindo na direcção do lugar das Levadas, uma povoação abandonada mas em excelente estado de conservação. De arquitectura característica da região, em xisto, a passagem nas Levadas é um dos pontos altos deste percurso.
Este percurso merece ser percorrido, pela beleza das paisagens, pela aldeia das Levadas, pela generalidade dos trilhos e quem sabe, em breve, novamente pela travessia da mina.
27/10/2012
Côto do Boi - Serra da Freita
Hoje fui mais o Francisco e o Bruno até à Serra da Freita para mais uma caminhada. Partimos de Albergaria da Serra, seguindo o PR15 durante alguns quilómetros para depois desviar para o Parque eólico do Côto do Boi.
Já há alguns anos que por lá não passava e resolvi ir averiguar como estaria esta parte da serra.
Até ao local onde antigamente estava o marco geodésico que dá o nome ao local, Côto do Boi, segue-se por trilhos e estradões largos que permitem um bom andamento, mas depois a descida para a linha de água, que abastece a cascata, e o caminho até à aldeia do Cando não tem qualquer trilho.
O mato também cresceu imenso pelo que fomos escolhendo as zonas de rocha para caminhar. As passagens de algumas linhas de água são complicadas pelo mato e pelo tojo agressivo que as rodeia. Por isso lá trouxemos a colecção de arranhões do costume.
Subimos depois a serra pelo antigo trilho de acesso e seguimos depois até Albergaria da Serra por outro trilho que nos levou novamente ao PR15. Pelo caminho ainda encontrámos uma víbora que infelizmente não consegui fotografar. Em tantos anos pela serra já vi diversas cobras, de outras espécies, mas víboras foi a primeira vez. Um momento bonito.
15/10/2012
Trilho do Zêzere
No sábado 13, eu (Vicente) e a Mariana fomos até Pedrogão
Pequeno onde nos instalámos no Hotel da Montanha, e onde fomos recebidos
por uma amiga de longa data que amavelmente nos forneceu toda a
documentação necessária sobre os percursos pedestres e outras ofertas de
interesse disponíveis na região. Decidimos então que iríamos no dia
seguinte fazer o PR2 - Trilho do Zêzere. Aproveitámos o resto do dia
para irmos visitar Sertã e Pedrogão Grande, onde a Mariana fez
fotografia nocturna.
No domingo o dia amanheceu chuvoso, mas não nos desencorajou de pormos os pés ao caminho e irmos conhecer o "PR2 - Trilho do Zêzere". Com inicio em Pedrogão Pequeno, fomos descendo na direcção do rio, vislumbrando-se as belas escarpas que o ladeiam e as suas águas límpidas. Chegados quase ao leito do rio, aparece a famosa ponte filipina, construída durante a ocupação espanhola, entre 1607 e 1610, para substituir uma ponte romana da qual existem ainda alguns vestígios submersos, tendo servido como única ligação rodoviária entre Pedrogão Grande e Pedrogão Pequeno até 1954, altura em que foi inaugurada a Barragem do Cabril, que se encontra um pouco mais a montante. O acesso à ponte é feito por calçada de pedra de granito miúda, construída na altura da ponte.
Entusiasmados pela paisagem e já fora do trilho que nos propusemos fazer, iniciamos a subida da encosta que vai na direcção de Pedrogão Grande, onde visitámos dois pontos de interesse: O "Penedo do Granada" em forma de cadeira, local onde Frei Luís de Granada escreveu muita da sua obra, com uma vista magnifica para o rio; e o miradouro mais acima. O caminho segue por calçada com vestígios romanos até á Igreja de Nossa Srª dos Milagres.
Voltámos atrás, tornando a atravessar a ponte filipina e prosseguimos pelo "trilho da levada" que acompanha o rio, na direcção do Moinho das Freiras, passando por um imponente túnel escavado na rocha e que foi construído a fim de possibilitar a passagem de máquinas e camiões para a construção da barragem.
Do Moinho das Freiras apenas ficou o nome, pois só existe um parque de merendas e zona para fazer churrascos.
O trilho afasta-se agora do rio, seguindo a encosta por uma velha estrada de alcatrão e continua por trilho de floresta onde se podem observar diversas espécies de aves, até chegarmos ao lugar de Painho. A etapa final desenrolou-se até Pedrogão Pequeno por floresta sem outros pontos de interesse adicionais, completando o circuito circular.
Passeio interessante, pelos pontos históricos e especialmente pelas paisagens das escarpas sobre esta parte do rio Zêzere, de dificuldade média e que se faz em menos de 3h com uma distância de cerca de 10kms.
No domingo o dia amanheceu chuvoso, mas não nos desencorajou de pormos os pés ao caminho e irmos conhecer o "PR2 - Trilho do Zêzere". Com inicio em Pedrogão Pequeno, fomos descendo na direcção do rio, vislumbrando-se as belas escarpas que o ladeiam e as suas águas límpidas. Chegados quase ao leito do rio, aparece a famosa ponte filipina, construída durante a ocupação espanhola, entre 1607 e 1610, para substituir uma ponte romana da qual existem ainda alguns vestígios submersos, tendo servido como única ligação rodoviária entre Pedrogão Grande e Pedrogão Pequeno até 1954, altura em que foi inaugurada a Barragem do Cabril, que se encontra um pouco mais a montante. O acesso à ponte é feito por calçada de pedra de granito miúda, construída na altura da ponte.
Entusiasmados pela paisagem e já fora do trilho que nos propusemos fazer, iniciamos a subida da encosta que vai na direcção de Pedrogão Grande, onde visitámos dois pontos de interesse: O "Penedo do Granada" em forma de cadeira, local onde Frei Luís de Granada escreveu muita da sua obra, com uma vista magnifica para o rio; e o miradouro mais acima. O caminho segue por calçada com vestígios romanos até á Igreja de Nossa Srª dos Milagres.
Voltámos atrás, tornando a atravessar a ponte filipina e prosseguimos pelo "trilho da levada" que acompanha o rio, na direcção do Moinho das Freiras, passando por um imponente túnel escavado na rocha e que foi construído a fim de possibilitar a passagem de máquinas e camiões para a construção da barragem.
Do Moinho das Freiras apenas ficou o nome, pois só existe um parque de merendas e zona para fazer churrascos.
O trilho afasta-se agora do rio, seguindo a encosta por uma velha estrada de alcatrão e continua por trilho de floresta onde se podem observar diversas espécies de aves, até chegarmos ao lugar de Painho. A etapa final desenrolou-se até Pedrogão Pequeno por floresta sem outros pontos de interesse adicionais, completando o circuito circular.
Passeio interessante, pelos pontos históricos e especialmente pelas paisagens das escarpas sobre esta parte do rio Zêzere, de dificuldade média e que se faz em menos de 3h com uma distância de cerca de 10kms.
07/10/2012
Entre Vilar de Rei e Lagoaça... Linha do Sabor
De novo na Linha do Sabor para percorrer o troço entre Vilar de Rei e Lagoaça.
Após termos percorrido pouco mais de 1,4 quilómetros o leito da via desapareceu e deu lugar a um campo lavrado. Desconhecendo ao certo o ponto da via em que nos encontrávamos tivemos que recorrer a uma carta militar e a um gps de estrada.
A coisa resultou bem, porque com alguma rapidez percebemos onde devíamos estar e por onde devia continuar a via. Atravessando o campo lavrado chegámos ao leito da via que se encontrava intransitável devido ao mato que o cobria.
Fomos contornando a via pelos campos até conseguirmos voltar a caminhar sobre ela.
Até Bruçó a via ora é transitável, ora é impossível fazê-lo, pelo que tivemos que recorrer a caminhos paralelos para caminhar. A Linha do Sabor percorre campos, completamente isolada e nós, pontualmente, víamos algum agricultor de tractor a lavrar o campo, normalmente ao longe.
O calor fustigou-nos todo o dia tornando a caminhada ainda mais difícil.
Continuámos
até a uma pedreira que cortava a linha impedindo-nos de seguir pela via.
Tivemos que a contornar e retomar a via mais à frente. A via, nesta fase, está
bem limpa e permite um bom andamento. A recta que se segue à pedreira é bem
longa e permitiu-nos recuperar algum tempo.
Fomo-nos aproximando do final da etapa seguindo a direcção da estrada. A via passa por baixo da estrada sob um pontão e depois segue quase em paralelo à estrada. Torna-se mais um vez intransitável, obrigando-nos a seguir por caminhos paralelos. Este facto fez-nos perder a via de vista. Recuperámos depois o contacto com a mesma mas a chegada a Lagoaça foi complicada. Mato na linha e fora da linha.
Terminámos esta etapa junto à antiga estação.
Está previsto terminarmos as etapas restantes no próximo mês de Novembro.
Está previsto terminarmos as etapas restantes no próximo mês de Novembro.
06/10/2012
Entre Urrós e Vilar de Rei - Linha do Sabor
Percorremos hoje mais uns quilómetros desta linha entre Urrós e Vilar de Rei.
Na fase inicial, logo junto à estação de Urrós, a via desaparece e tivemos que improvisar. Acabámos por perceber que a antiga via passava sob o actual IC5 e após a passagem do túnel sob a estrada percebemos que estávamos no caminho certo.
A via hoje já se encontra suficientemente limpa de mato para se poder caminhar à vontade. O percurso decorre quase todo em zonas afastadas da civilização, por entre campos lavrados. Por vezes lá temos que saltar vedações de arame farpado e muros. Vacas e ovelhas são pontualmente a nossa companhia.
A chegada a Variz foi aproveitada para descansar e "almoçar".
Saímos na direcção do Mogadouro, contornando uma serra. Uma carrinha atravessada na via com um caçador armado em cima deixou-nos alerta. Fomos avisados para termos cuidado porque decorria uma montaria ao javali. Aconselhados pelo mesmo seguimos ainda umas dezenas de metros pela via até se ouvir, já perto, os batedores e os cães.
Decidimos abandonar a via e passar a campo aberto na direcção de outros caçadores. Nada como nos verem para não nos confundirem com um javali. Contornámos os caçadores e voltámos à linha junto ao último caçador da montaria. Confirmámos que daí em diante estávamos seguros e seguimos o caminho. Pouco depois os tiros soavam uns atrás dos outros.
Passámos sobre o IC5 e sobre a estrada antiga e entrámos na estação do Mogadouro. Parecia um filme do farwest, tal o estado de abandono do local. Tudo em ruína e abandonado, incluindo uns enormes silos de cereais que se encontram junto da estação. Que tristeza ver este abandono e degradação.
A via desaparece logo após a estação. Tivemos que atravessar um campo lavrado, onde em tempos foi via-férrea e depois quando a esta aparece está cheia de mato.
Até Vilar de Rei pouco caminhámos pelo leito da via e entrámos na aldeia pela estrada. A antiga estação está degradada, para não variar, e encontra-se quase tomada por alguém. A via volta a desaparecer logo após a estação. Apanhámos o carro junto a uma antiga passagem de nível e graças à boa vontade de um popular ainda pudémos visitar a igreja local datada do século XVII.
Amanhã partimos deste ponto até Lagoaça.
Até Vilar de Rei pouco caminhámos pelo leito da via e entrámos na aldeia pela estrada. A antiga estação está degradada, para não variar, e encontra-se quase tomada por alguém. A via volta a desaparecer logo após a estação. Apanhámos o carro junto a uma antiga passagem de nível e graças à boa vontade de um popular ainda pudémos visitar a igreja local datada do século XVII.
Amanhã partimos deste ponto até Lagoaça.
05/10/2012
Entre Duas Igrejas e Urrós - algures na Linha do Sabor
Hoje iniciámos a travessia da Linha do Sabor a pé.
Após a primeira etapa, Duas Igrejas a Urrós, a pergunta a fazer é 'onde está a linha?'.
Quase 20 km de caminhada onde pontualmente conseguimos andar pelo leito da via. A via está repleta de mato e balastro, por vezes escondida em campos particulares que nos obrigam a saltar muros e arame farpado. Valeu-nos uma antiga Via Romana que acompanha a linha em grande parte do percurso.
O momento alto foi quando um grupo de transmontanos, que fazia a vindima, nos convidou para comer e beber. Um bom momento a recordar e a demonstrar que temos um povo espectacular.
Estamos bem satisfeitos em cá estar e em andar na descoberta do que em tempos foi uma via férrea.
Amanhã temos outra etapa semelhante entre Urrós e Vilar de Rei. Pelo que vimos vamos ter mais mato e balastro. Vai ser mais um bom momento de aventura e convívio.
Até amanhã.
23/09/2012
Pelo planalto da Serra da Freita
Partimos da aldeia de Albergaria da Serra em direcção à Portela da Anta seguindo
pelo PR15, depois desviámos apanhando mais à frente o GR28.
Pouco depois de passarmos o monumento megalítico desviámos para Gestoso, passando pelo que resta da Via Romana.
O caminho entre Gestoso e Gestozinho ficou marcado pela travessia de um campo de milho.
Após a passagem pelo lugar de Gestozinho, apanhámos outro percurso marcado
em direcção a Bondança e, sem passar pelo lugar, iniciámos a subida da
serra, em direcção a Tebilhão.
O caminho de pedra que nos leva ao cimo da serra é bonito, mas o pior é que no alto o mato está alto.
Escolhendo o melhor "caminho" possível lá passámos o obstáculo e apanhámos o velho
trilho, que mais parece uma linha de água, que nos levou até Tebilhão.
Depois de muitos anos de actividades na zona e de passar por aqui inúmeras
vezes, fui espreitar a Carreira de Moinhos de Tebilhão. Três exemplares
de moinhos de água, situados mesmo à entrada do lugar, compõem a dita
carreira.
A subida foi longa e acentuada e causou algum desgaste. Já no cimo e após
descanso decidimos optar pelo plano B que já tínhamos na manga.
Em vez de seguirmos para o lugar do Cando e depois subir ao Côto do Boi
resolvemos abreviar caminho seguindo logo na direcção de Albergaria da
Serra, por um trilho que nos ligou novamente ao PR15 e daí até ao
destino.
17/09/2012
Pela Serra e pela Mata do Buçaco
Ontem fui com a família fazer uma caminhada pela Mata do Buçaco.
Este lugar, verdejante e cheio de história, reúne um vasto conjunto
de património religioso, com ermidas, capelas e outros monumentos que relatam a
vida de Cristo e a subida ao Calvário, património militar resultante da Batalha
do Buçaco aquando da Terceira Invasão Francesa e património arquitectónico
diverso entre o qual sobressai, pela sua beleza, o Palácio do Buçaco,
actualmente um hotel.
Depois de caminhar pela mata fui visitar os Moinhos da Portela da Oliveira, um bonito conjunto de moinhos de vento, alguns ainda em bom estado de conservação. Um dos moinhos foi recuperado e é actualmente o Museu do Moinho.
Uma serra a explorar e com muita coisa interessante para descobrir!
15/09/2012
Alcofra - Serra do Caramulo
Partimos da Torre de Alcofra percorrendo alguns trilhos rurais. Esta fase inicial é agradável, ainda dentro das povoações, com alguns motivos de interesse. Em alguns pontos as marcações deixam um bocado a desejar.
A passagem pela povoação de Nogueira marca o fim da zona povoada e a entrada na serra. Primeiro por um bonito caminho empedrado e depois por um pedaço de estrada alcatroada, de grande declive, que nos moeu o corpo.
A entrada na zona do parque eólico fez-se por
estradões de terra batida que nos acompanharam por muito tempo, tornando pouco
interessante o percurso. É agradável a vista para a serra da Estrela e para o
vale que se encaixa entre esta serra e a do Caramulo, bem como a passagem pela
capela de São Barnabé. Esta pequena capela surge encaixada entre as rochas num
ponto alto e panorâmico.
Observado este bonito e tranquilo local, decidimos seguir o "PR2 -
Um olhar sobre o mundo rural", evitando, assim, voltar pelo mesmo
caminho.
Seguimos a caminhada por caminhos antigos até à povoação da Abelheira e daí por estrada até Cabo de Vila onde tínhamos a viatura.
Esta parte foi longa e bastante tortuosa. O calor, o alcatrão e a longa descida deram cabo dos nossos tornozelos e pés.
Esta parte foi longa e bastante tortuosa. O calor, o alcatrão e a longa descida deram cabo dos nossos tornozelos e pés.
No geral o percurso vale por algum património e pontualmente alguma paisagem.
09/09/2012
Trilho Medieval - Cambra - Vouzela
Eu, o Francisco e o Cardoso fomos ontem até Cambra para fazer um percurso pedestre denominado de "Trilho Medieval".
O percurso é bastante agradável, com muitos aspectos rurais e bastante património.O passeio correu de forma tranquila, num dia quente mas agradável, e foi percorrido em pouco mais de duas horas.
Pelo caminho, para além dos aspectos rurais da zona, pudemos ver a Igreja Paroquial de Cambra e o Solar de Cambra, com origem no século XVIII, ambos em excelente estado de conservação. A Torre Medieval de Cambra, datada dos finais do século XIII, as ruínas da Fábrica do Queijo (início do século XX) e a Ponte de Confulcos sobre o Rio Alfusqueiro (Século XVIII) foram outros dos monumentos que visitámos durante a caminhada. Não esquecer a Cova do Lobisomem, uma gruta onde a besta devorava as vítimas que atacava (lendas).
Os aspectos religiosos da população também estão bem marcados nos trilhos através de um conjunto vasto de alminhas, algumas datadas de 1800 (e qualquer coisa).
Não sendo o tipo de percurso que mais gostamos tenho que reconhecer que é um percurso bastante agradável, relaxante e muito interessante a nível patrimonial. O percurso ideal para descontrair ou para levar a família.
09/08/2012
Escalada no Caramulo
Após diversas caminhadas e marchas já estávamos com algumas saudades de fazer uma actividade de Escalada.
Decidimos ir até ao Caramulo para apurar o estado da "Nação" escaladora, após tanto tempo sem ir à rocha.
Assim o grupo constituído por mim, Pina Jorge, Francisco, Cardoso, Bruno e DJ, iniciou a escalada nas vias mais fáceis, onde o pessoal, menos experiente, recordou como se fazia uma via a abrir.
Até aí a coisa correu bem, depois quando se chegou a vias um pouco mais complicadas já a coisa não foi tão fácil. Mas com mais ou menos luta lá se foram cumprindo os objectivos. Ainda deu para "brincar" em duas vias de graus acima das nossas habilidades, o que é sempre interessante.
No final o que interessava estava realizado e todos estavam satisfeitos e com vontade de repetir. Mais um dia de diversão, bom convívio e de regresso à escalada.
07/08/2012
Nas Escarpas da Mizarela
Aproveitando as férias e para retirar alguns ácidos que ainda habitavam os músculos das pernas, devido ao 'Trilho dos Incas', fui mais o Francisco fazer o percurso 'Nas Escarpas da Mizarela'.
Eu já o fiz algumas vezes, em ambos os sentidos, mas o Francisco nunca tinha percorrido este magnífico trilho.
A travessia do Rio Caima, junto à povoação, marca o início da longa e árdua subida de regresso à Mizarela.
A Frecha da Mizarela, a queda de água que é o ex-libris da Serra da Freita, passa a ser a imagem que se nos depara durante esta parte do trajecto. À medida que vamos subindo maior vai ficando a cascata, aos nossos olhos.
Já quase no topo resolvemos descer até ao rio, aproveitando uma espécie de caminho que, de Inverno, será mais uma linha de água. Descemos e acabámos uns poucos metros abaixo da cascata, cujas águas se precipitavam no precipício. Maravilhoso!
Aproveitámos para nos refrescarmos nas águas bem frias, aproveitando uma pequena lagoa. Já no retorno descobrimos uma lagoa bem maior e funda, a aproveitar na próxima ida a este percurso.
Depois foi a íngreme subida até ao miradouro da Mizarela, e daí até ao parque de campismo.
Mais um dia muito bem passado.
05/08/2012
Trilho dos Incas
Partimos para a Serra da Arada na sexta-feira, ao final do dia, e acampámos no Parque da Fraguinha. Pela manhã eu, o Pina Jorge e o Francisco levantámo-nos bem cedo e preparámos o material para uma das mais bonitas caminhadas que se podem fazer na Serra da Arada, O 'Trilho dos Incas'.
Já fizemos este trilho diversas vezes, em ambos os sentidos, de Verão e de Inverno, em autonomia pelo que já sabíamos que não iria ser um percurso fácil, que ia ser um percurso longo e que iriamos penar um bocado para o realizar. A este cenário faltava saber o estado dos trilhos.
Após a chegada do Amaral e do Luís partimos na direcção do parque eólico que fica em frente à Fraguinha.
Já nas eólicas fizemos a primeira análise do terreno que queríamos percorrer. A decisão foi descer a encosta até ao Pego (a descida é pela famosa formação geológica conhecida pela 'Garra').A entrada na encosta não foi simpática. Não se vislumbra qualquer trilho, pelo que, fomos escolhendo, por entre o tojo, a melhor forma de descer, utilizando pequenas linhas de água com cascalho, escondidas entre o mato.
A encosta desce constantemente mas na fase final a descida é mesmo acentuada, já com o Rio Paivô e o lugar do Pego à vista. Nesta parte a descida tem que voltar a ser improvisada por entre o tojo, tendo como objectivo alcançar o rio.
Já no alto descemos para a povoação de Regoufe. Ainda subimos a aldeia para beber uma cervejinha fresquinha e arranjar água, mas o café estava fechado. Isto não ajudou a animar o grupo já cansado.
Continuámos em direcção a Covelo de Paivô pelo trilho empedrado. Esta parte do percurso, apesar de bonita, moeu a paciência do grupo. O facto de ser quase sempre descendente fez doer joelhos e tornozelos. Na passagem em Covelo aproveitámos para encher as garrafas, já quase vazias, com água de um fontanário.
O calor, a subida que se avizinhava e as horas de marcha ainda a fazer aconselhavam vivamente a que todos tivessem água em abundância.
Descemos ao rio Paivô e antes da subida deliciámo-nos com um belo e refrescante banho. Foi um bom momento de relaxe que ajudou a baixar a temperatura dos corpos e a aliviar um pouco os músculos doridos.
O pior viria a seguir, após atravessar o rio e iniciar a subida pela encosta que nos levaria à Póvoa das Leiras (novamente pela famosa 'Garra').
A subida na fase inicial é terrível. Começa num ziguezaguear para depois passar a subir na 'vertical'. Durante uns bons e largos minutos aquela subida interminável desgasta qualquer um. Finalmente começa a contornar a serra dando lugar ao velho trilho de pé posto.
Claro que a subida não acaba ali. Agora só nos restava subir toda a encosta até entrarmos na parte do caminho que dá o nome ao passeio. O 'Trilho dos Incas'.
Com muita força de vontade e com espírito de grupo lá fomos subindo, parando para descansar e refrescar, e voltando a subir até à mariola que nos indica o desvio para o trilho que nos levaria à Póvoa das Leiras. Dado o estado físico do nosso companheiro de aventuras, dois dos elementos seguiram para a Fraguinha enquanto os outros seguiram mais calmamente até à povoação da Póvoa das Leiras.
Para cúmulo até o café da povoação estava fechado. O desejo de uma cervejinha geladinha não era para ser concretizado neste passeio.
Ao todo foram 9 horas de marcha dura para quem ficou na Póvoa das Leiras e 10 horas para os que foram à Fraguinha buscar os carros.
Estou certo que, tal como das outras vezes, o 'Trilho dos Incas' deixou marcas em todos os participantes, mas também é um passeio de excepção. Vale pela beleza das paisagens, pelos trilhos que percorre, pelas zonas onde não há trilhos e pelo esforço físico e até psicológico a que somos submetidos.
28/07/2012
Pelas Veredas do Pastor
O Amaral foi fazer o trilho denominado "Nas Veredas do Pastor", na Serra da Freita, com um grupo de amigos e eu, o Francisco e o Bruno juntámo-nos ao grupo. Com o Bruno foram também dois amigos dele, a Maria e o José Carlos.
Ao todo 13 elementos percorreram este belo trilho, com uma paisagem muito interessante.
A passagem na aldeia da Lomba, que conserva ainda algumas das suas características rurais e rústicas, permitiu refrescar as gargantas no café local.
A subida ao Côvo, lugar donde partimos para este passeio é que foi um pouco mais dura. Inicia-se a subida na aldeia da Lomba para nunca mais parar até chegar ao destino. Em alguns momentos a subida é bastante acentuada o que aliado ao calor que se fez sentir fez transpirar abundantemente os caminheiros.
Para mim, e sendo esta a terceira vez que faço este percurso, o mais importante era apurar do estado do trilho dado que, na última vez que por lá caminhei a serra se encontrava toda queimada. O que pude verificar foi que ainda existem marcações desaparecidas, alguns trilhos tapados com restos de árvores e mato, mas nada que impeça a realização do percurso. No entanto pode dificultar a vida a caminheiros menos experientes e mais dependentes das marcações.
De qualquer modo a actividade correu muito bem e toda a gente esteve bem à altura do desafio. No final a tão tradicional ida a Chão d'Ave para retemperar as forças.
21/07/2012
Trilhos de Água
Este passeio "inventado" por nós em 2001 continua a ser um dos que mais gosto de fazer.
A última vez que por lá passei,
em 2011, verifiquei que a antiga saída do Rio Paivô estava tapada por mato
denso, facto que nos obrigou a subir a encosta para conseguir passar para o
trilho de regresso a Regoufe. Na semana passada pude constatar que tudo se
mantém e, por isso, senti a necessidade de arranjar uma nova forma de poder
percorrer este trilho saindo por um outro qualquer local.
Hoje surgiu a oportunidade para verificar a nova saída do rio quando o Francisco me desafiou para uma caminhada. Ainda tentei arranjar mais voluntários mas sem qualquer sucesso.
Assim partimos apenas os dois para Regoufe e após a famosa subida ao Alto de Regoufe iniciámos a descida para o lugar do Pego. Pelo caminho constatámos mais umas parvoíces evolucionistas destes (des)governantes locais, que pelos vistos, agora querem fazer estradões pela serra toda. Será que ninguém pára esta gente de vez?
Resistimos mais um pouco, ultrapassando primeiro o obstáculo causado pela represa que forma uma cascata. Já no leito do rio tirámos as botas e equipámos para melhor poder "caminhar" pelo rio e pela água.
A beleza continua a deslumbrar quem por lá passa e a calma e tranquilidade do local apenas é quebrado pelo cantar das cigarras e pelo correr das águas. Divinal!
A chegada à Ponte de Xisto é sempre um marco do trilho e desta vez era a nossa saída do leito e regresso a Regoufe. Pelo menos era essa a nossa nova solução.
Regressámos à ponte e iniciámos a longa e íngreme subida. Após a subida de um primeiro patamar rochoso pudemos observar o trilho de Drave lá bem em cima. O calor apertava e, por esse motivo, a subida foi feita devagar e com algumas pequenas paragens. A chegada ao Alto de Regoufe foi recebida com agrado.
Depois foi só descer até à povoação de Regoufe e parar no novo café para beber uma cervejinha bem gelada.
Mais um bom momento nesta serra, para repetir sempre que possível.
16/07/2012
De Covelo de Paivô a Regoufe e regresso à aventura
Partimos, eu, o Vicente e o Cardoso, ontem a meio da tarde para a Serra da Freita para acampar no Parque de Campismo da Mizarela.
Quando chegámos o céu estava um bocado encoberto e o vento que se fazia sentir era forte e frio.
Optámos então por fazer uma pequena escalada junto ao Parque de Campismo.
Apenas fizemos o gosto ao dedo e regressámos ao parque para jantar.
Depois tentámos descansar um bocado no bugalow que alugámos.
De manhã preparámos as coisas e fomos até Arouca para nos encontrarmos como restantes elementos do grupo, Pina Jorge, Francisco e Amaral que trazia um amigo, o Luís, para experimentar as nossas caminhadas.
O objectivo desta aventura era fazer o trilho que liga Covelo de Paivô a Regoufe e regressar do outro lado da Ribeira de Regoufe até ao Rio Paivô e, pelo leito deste, regressar a Covelo.
A primeira parte decorreu sem qualquer problema por este belo trilho de antigas lajes, até à povoação de Regoufe. O trilho é muito paisagístico e proporciona momentos de grande beleza. O percurso está completamente marcado com a sinalética dos percursos pedestres.
O dia estava quente e quando chegámos a Regoufe ainda tentámos ir até à tasca, mas a mesma encontra-se em obras e, talvez por isso, estava fechada. Desilusão.
Agora vinha a parte de improviso que trazia a emoção do desconhecido. Passámos a Ribeira de Regoufe para o outro lado, através de umas poldras sobre um leito quase seco. Não muito depois começaram os problemas. Não foi fácil encontrar o antigo caminho que nos levaria ao Rio Paivô.
Perdemos uns bons minutos em campos lavrados de que não me lembro num passado recente, para depois, numa busca mais cuidada, descobrir o velho trilho meio escondido em ervas altas e muito pouco visível a quem não fosse com muita atenção.
Seguimos por ele, atravessando algumas zonas de tojo até o mesmo desaparecer. O rio estava lá em baixo mas o mato e a inclinação do terreno prometia dificuldades acrescidas. Seguimos a linha de cumeada mas em breve estávamos entre matos cerrados e com falésias nas proximidades.
Perdemos muito tempo na escolha do caminho, com dificuldades várias, escorregadelas, muitos picos cravados, algumas zonas perigosas para quem tivesse o azar de escorregar e muito esforço físico para conseguir ultrapassar os obstáculos. Ao fim de muito tempo percorrido, ora para um lado, ora para outro, lá conseguimos chegar ao rio junto a um velho moinho de água.
Finalmente estávamos no rio e na água. Já conhecemos o Rio Paivô de outras aventuras, mas deste ponto para a frente desconhecíamos o que nos esperava. Protegemos os equipamentos fotográficos e outros em saco estanque e, por esse motivo, esta parte não tem grande documentação fotográfica. E lá entrámos no rio.
Umas vezes dentro de água, outras pelas rochas, fomos progredindo lentamente e com muito desgaste físico, dentro do rio. Estas aventuras carecem do máximo de cuidado. As rochas são escorregadias, as botas vão molhadas e qualquer queda pode causar lesões graves, e o local não é de fácil acesso a socorro.
Por isso fomos caminhando, nadando e saltando de rocha em rocha com o máximo de atenção e cuidado, não fosse o Diabo tecê-las. A marcha era lenta mas o desgaste físico era elevado, assim como a tensão que cada um sofre ao saltar nas pedras, a "escalar" algumas rochas e a andar dentro de água sem escorregar.
Mas tudo corria bem até nos surgir uma cascata cuja transposição não se tornou muito fácil. As botas molhadas da maioria dos elementos e algum desconforto pelas alturas começaram a minar a confiança de alguns elementos.
Felizmente o nosso "alpinista" Amaral tinha um corda de 8mm, com uns 30 metros de comprimento, que nos valeu para ultrapassar o obstáculo. Perdemos muito tempo a arranjar uma solução que garantisse a segurança da descida a todos os elementos, uma vez que não havia nem arneses, oitos nem outro equipamento que teria dado jeito, mas a improvisação permitiu que todos descessem em segurança e se recuperasse a corda sem perda de material.
Ultrapassado o obstáculo continuámos a descer o Rio, entre saltos sobre as rochas e caminhada por dentro de água até encontrarmos o caminho de saída do mesmo. Foi um alívio, dado que já íamos bem cansados e com alguma apreensão, não fosse aparecer algum obstáculo mais complicado de ultrapassar.
Seguimos então esse trilho até Covelo de Paivô, local onde tínhamos os carros à espera.
Parámos depois em Moldes para beber, pois havia gente bastante desidratada, e comer uns petiscos. Saímos de lá já bem hidratados e bem cheios. Estas aventuras desgastam muito e implicam depois uma dose de sacrifício gastronómico extra para compensar.
Na próxima, porque certamente haverá próxima, já não cometeremos os mesmos erros de palmatória e consoante o tipo de aventura prevista carregaremos o material adequado.





















