Serra de São Macário - Da Pena a Covas do Monte...

15/10/2012

Trilho do Zêzere




No sábado 13, eu (Vicente) e a Mariana fomos até Pedrogão Pequeno onde nos instalámos no Hotel da Montanha, e onde fomos recebidos por uma amiga de longa data que amavelmente nos forneceu toda a documentação necessária sobre os percursos pedestres e outras ofertas de interesse disponíveis na região. Decidimos então que iríamos no dia seguinte fazer o PR2 - Trilho do Zêzere. Aproveitámos o resto do dia para irmos visitar Sertã e Pedrogão Grande, onde a Mariana fez fotografia nocturna.

No domingo o dia amanheceu chuvoso, mas não nos desencorajou de pormos os pés ao caminho e irmos conhecer o "PR2 - Trilho do Zêzere". Com inicio em Pedrogão Pequeno, fomos descendo na direcção do rio, vislumbrando-se as belas escarpas que o ladeiam e as suas águas límpidas. Chegados quase ao leito do rio, aparece a famosa ponte filipina, construída durante a  ocupação espanhola, entre 1607 e 1610, para substituir uma ponte romana da qual existem ainda alguns vestígios submersos, tendo servido como única ligação rodoviária entre Pedrogão Grande e Pedrogão Pequeno até 1954, altura em que foi inaugurada a Barragem do Cabril, que se encontra um pouco mais a montante. O acesso à ponte é feito por calçada de pedra de granito miúda, construída na altura da ponte.

Entusiasmados pela paisagem e já fora do trilho que nos propusemos fazer, iniciamos a subida da encosta que vai na direcção de Pedrogão Grande, onde visitámos dois pontos de interesse: O "Penedo do Granada" em forma de cadeira, local onde Frei Luís de Granada escreveu muita da sua obra, com uma vista magnifica para o rio; e o miradouro mais acima. O caminho segue por calçada com vestígios romanos até á Igreja de Nossa Srª dos Milagres.

Voltámos atrás, tornando a atravessar a ponte filipina e prosseguimos pelo "trilho da levada" que acompanha o rio, na direcção do Moinho das Freiras, passando por um imponente túnel escavado na rocha e que foi construído a fim de possibilitar a passagem de máquinas e camiões para a construção da barragem.
Do Moinho das Freiras apenas ficou o nome, pois só existe um parque de merendas e zona para fazer churrascos.

O trilho afasta-se agora do rio, seguindo a encosta por uma velha estrada de alcatrão e continua por trilho de floresta onde se podem observar diversas espécies de aves, até chegarmos ao lugar de Painho. A etapa final desenrolou-se até Pedrogão Pequeno por floresta sem outros pontos de interesse adicionais, completando o circuito circular.

Passeio interessante, pelos pontos históricos e especialmente pelas paisagens das escarpas sobre esta parte do rio Zêzere, de dificuldade média e que se faz em menos de 3h com uma distância de cerca de 10kms.

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