Linha do Vouga...

19/09/2009

BTT nocturno e diurno na Serra da Freita


Ontem (Sexta-feira) partimos (Calé, Cardoso, Vicente, Amaral e Hugo) para a Serra da Freita para mais uma actividade nocturna e outra diurna no Sábado.
A ideia era fazer uma BTT nocturna na sexta e escalar no Sábado mas as condições atmosféricas previstas e depois verificadas no local excluiram logo a hipótese da escalada, pelo que concentrámo-nos na BTT.
Chegados ao Parque de Campismo do Merujal tratámos de comer qualquer coisa e tomámos a decisão de alugar um bugalow, dado que ficar nas tendas parecia ser pouco agradável.
Um nevoeiro cerrado e uma chuvinha miúdinha tinham-se instalado na serra e a noite prometia ser fresca e molhada.
Comidas umas sandochas e bebidas umas cervejolas, lá fomos para o bugalow arrumar as tralhas e preparar os equipamentos para a actividade nocturna.
Preparativos efectuados e bikes prontas faltava apenas que o Marco e o Pompílio chegassem para que o grupo ficasse completo e pudéssemos partir para uma aventura nocturna com uma visibilidade a tender para o zero.
Reunido todo o grupo lá partimos cerca das 22h20. A primeira parte decorreu por estrada numa longa subida, que serviu para aquecer bem os participantes, seguida de uma longa descida feita em ritmo lento e cuidadoso atendendo a que a dificuldade em ver a estrada era grande.
As luzes das bikes e dos frontais eram reflectidas pelo nevoeiro e ainda dificultavam mais a visão, obrigando-nos a desligar as de maior potência.
Acabada a descida entrámos pelo trilho que nos permitiu regressar à Mizarela, mas onde por entre as giestas a visão ainda se complicou. A chuva caía certinha sobre nós encharcando-nos e o trilho com pontos de pedra solta implicava cuidados redobrados. O Vicente a certa altura substituiu-me na função de primeiro do grupo, dado que a atenção em perceber por onde passava o caminho e evitar os obstáculos me começava a cansar.
Calmamente fomos evoluindo no trilho até que cerca das 23h45 chegámos ao Parque de Campismo, sãos e salvos, e encharcadinhos até aos ossos.
Despedimo-nos do Marco e do amigo que regressaram a casa e fomos tratar da higiene e vestir roupa seca e quente.
Uns rissóis, umas cervejas, melão e whisky ajudaram a retemperar as forças.
Chegou a hora de dormir, enfiados nos sacos-cama sobre as camas dos beliches, e cada um tentou dormir como pôde.
Hoje (Sábado) acordámos cedo com um dia aparentemente mais bonito, onde o Sol chegava a espreitar por entre a névoa.
A chuva que se verificou deixou-nos como alternativa à escalada a BTT. E assim o fizémos. Tomado o pequeno-almoço partimos em direcção a Albergaria-da-Serra e daí à Portela da Anta. Seguimos então em direcção ao Couto do Boi onde efectuámos uma boa descida até à estrada e daí seguimos a caminho de Espinho e dos viveiros da Granja, onde parámos para recuperar forças e comer qualquer coisa. Depois foi seguir o trilho percorrido na noite anterior e ver a cara daqueles, que o não reconheciam, ao saber que era o mesmo trilho da véspera. Nem parecia o mesmo, pelo menos agora via-se bem o trilho, a serra e as aldeias ao fundo no vale.
Chegados ao parque de campismo, mudámos de roupa e arrumámos o material e fomos todos comer uma bela vitelinha, bem regada, que isto de andar de bike para além de cansativo abre também o apetite e dá cá uma sede...


2 comentários:

Já não estava habituado a fazer duas BTT's seguidas e estou todo dorido. Há que repetir a dose em breve.
Gostei em particular da paisagem na actividade nocturna, onde entre o nevoeiro se deslumbrava 2 metros de caminho e se descobriam as pedras soltas quando se batia nelas... ehehehheeh

aahhhh!
A chuva também soube bem a escorrer pela cabeça abaixo e pedalar de botas de montanha também foi uma experiência alucinante.

Esta(s) actividade(s) tocaram-me de uma forma especial (e não estou a falar do rabo dorido da BTT).
Foi bom regressar à Freita, tanto tempo depois, e logo para uma actividade assim.
Foi pena a escalada mas fica para a próxima.