Serra da Arada - Trilhos de Água

24/03/2018

Serras de Portugal - Serra do Arestal



A Serra do Arestal, uma das Serras que constitui o Maciço da Gralheira, está inserida nos concelhos de Sever do Vouga, Vale de Cambra e, em menor escala, no de Albergaria-a-Velha, e orienta-se no sentido Nordeste-Sudoeste, considerado contraforte da Serra da Arada. Com 20 km de extensão, atinge a altura máxima à cota de 869 metros acima do nível do mar.

É delimitada a Norte e Oeste pelo Rio Caima e a Este pelo Rio Teixeira, ambos importantes afluentes do Vouga. A Serra da Arada delimita-a a Nordeste através de uma falha de escarpa, no sentido Noroeste-Sueste.

É constituída por grandes planaltos nas zonas mais elevadas, descendo de forma suave a Este, irrompendo pequenos cabeços das várias plataformas.

Genericamente, as vertentes Norte, Sul e Oeste são mais acentuadas e descem abruptamente para os rios Vouga, Teixeira e Caima, dando origem a vales profundos e encaixados.

Nesta serra, onde existem importantes vestígios megalíticos, avistam-se paisagens deslumbrantes que incluem o litoral, de Espinho até à Serra da Boa Viagem, e o interior montanhoso, da Serra de Montemuro até à Serra da Estrela.

Desta serra avista-se a Ria de Aveiro e as aldeias que se escondem nas cabeceiras do Rio Bom.

Mineralogicamente, o subsolo é rico em cobre, chumbo, estanho e volfrâmio. O complexo mineiro do Braçal, que inclui as minas do Braçal, Malhada e Coval da Mó, permitiu a exploração de um dos maiores jazigos mineiros da região de Aveiro.

Nas culturas cerealíferas encontradas nos planaltos superiores e nas chãs das vertentes predominam o milho e o centeio. O milho, a vinha, a oliveira e a laranjeira predominam nas zonas abrigadas das encostas.

A fauna do Arestal é, predominantemente, constituída por gado bovino, ovino e caprino, sendo essenciais como recurso alimentar para a população da região.

O clima é temperado marítimo, progressivamente mais rigoroso nas zonas de maior altitude. Salienta-se a existência de numerosas cascatas envolvidas por uma vegetação luxuriante, as enigmáticas gravuras de arte rupestre atlântica e os notáveis monumentos megalíticos que testemunham a ancestral ocupação humana deste território.

Quanto ao património religioso, a igreja e cruzeiro de Rôge, são, provavelmente, os monumentos mais populares da região.

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