Serra do Alvão - Fisgas do Ermelo...

28/08/2011

Trilho do Carteiro - Serra da Freita


Estava a apetecer-me fazer uma caminhada longa e dura e para isso escolhi o "Trilho dos Incas". Infelizmente o companheiro desta aventura, o Bruno, teve uma noite difícil e sentia-se menos bem para uma caminhada dessas.
Enquanto se decidia qual o percurso a fazer o Bruno também reparou que ao sair de casa, meio a dormir, também se tinha esquecido do camel-back e por isso apenas tinha uma garrafita de água das pequenas.
Decidimos então ir fazer o "Trilho do Carteiro", que é bem mais curto e cuja maior dificuldade reside na subida de regresso a Cabreiros.
Partimos de Cabreiros em direcção a Tebilhão, uma vez que a nossa versão deste trilho não segue apenas o trilho marcado.
Por entre o arvoredo e percorrendo uma velha levada fomos caminhando calmamente até a um velho moinho abandonado. De lá subimos até aos campos que antecedem a chegada à aldeia.
Aí sim entramos no PR assinalado, de retorno a Cabreiros, onde pudemos observar uma bela cobra junto ao muro que acompanha o caminho.
Iniciámos depois a longa e íngreme descida até às minas, percorrendo eu, pela enésima vez, o velho trilho mineiro.
Como não era neste trilho que tínhamos planeado caminhar eu não ia munido de frontal e o do Bruno quase não tinha bateria pelo que não entrámos na mina, que normalmente visitamos.
Continuámos a descida e desviámos em direcção ao túnel que atravessa a serra para junto do rio. Para o fazer mais confortavelmente utilizámos a fraca luz do frontal do Bruno e a luz do seu telemóvel.
Saímos junto à cascata e seguimos calmamente pelo leito do rio. A ideia era evitar voltar para trás subindo para o trilho através de uma zona de cascalho (e velhas derrocadas).
Assim o fizemos sem problemas uma vez que o pequeno trilho está quase limpo de mato.
Retornámos ao caminho junto a grandes rochas que se encontram tombadas sobre ele, num local que deve ter sido depósito do cascalho resultante da limpeza do minério.
Começámos o regresso a Cabreiros não sem parar junto à ponte sob a qual o rio corre para descansar e molhar os pés. A água estava gelada.
Enquanto descansávamos passaram vários grupos de praticantes de Canyoning, dado que aquele rio é excelente para a prática dessa modalidade.
A subida a Cabreiros, com o calor que se fazia sentir à altura, fez transpirar e arfar bastante. O ritmo que imprimimos na subida foi talvez um pouco forte demais pelo que ao chegar ao muro, onde se inicia a descida, tivemos que parar para descansar.
Depois foi continuar até Cabreiros e beber uma cervejola fresquinha no café local.


3 comentários:

Ainda não foi desta que fui fazer o trilho dos incas... mas sem dormir e sem água também não tinha sido muito boa ideia...

Gostei de conhecer aquele caminho alternativo junto à levada e foi um bom treino fazer aquela subida a um ritmo mais puxado. Que venham mais iguais :)

Tem muito bom aspecto esse trilho. Algum site com as referências desses trilhos? Tenho sempre dificuldade de encontrar os "panfletos".

Caro amigo, pode consultar e obter o panfleto no site da Câmara Municipal de Arouca:

http://www.cm-arouca.pt/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=79&Itemid=158

Bom passeio!