Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

12/05/2013

Pedalando até Sernada do Vouga



Após alguns meses sem pegar nas bicicletas chegou a hora de voltar à BTT.

Para iniciar as hostilidades fomos até Sernada do Vouga, o que para mim contabilizou quase 60 km.

Acho que foi um bocadinho puxado, não pelo desnível acumulado, não pelos quilómetros, mas sim pelo tempo que estive parado. Na parte final já me doía tudo e parecia que tinha levado uma boa sova. O meu companheiro de jornada também se queixava do mesmo.

Só há uma coisa a fazer, é continuar a pedalar!

Já há ideias para em breve fazermos mais umas daquelas aventuras de que gostamos tanto. Venham elas!





04/05/2013

Trilho da Resina - Vouzela


Depois dos momentos agradáveis a percorrer o 'Trilho da Água' decidimos caminhar pelo 'Trilho da Resina'.

O percurso enquanto coincidiu com a parte do Trilho da Água não ofereceu problemas mas depois as marcações desapareceram por completo.

Fomos improvisando pelo meio da mata, escolhendo os caminhos que nos levaram a Vasconha. Por lá procurámos, sem sucesso, as marcas do percurso.

Optámos por um caminho que acompanhava uma pequena linha de água, até que numa bifurcação lá encontrámos finalmente as marcas do famigerado percurso.

Percorremos então uma parte mais interessante, num caminho de pé posto entre arvoredo, até voltarmos a cruzar-nos com o Trilho da Água. Depois foi só regressar a Queirã e dar por terminada mais uma desventura.

Um percurso para esquecer! 

23/04/2013

Linha do Douro: Novamente de Barca d'Alva para o Pocinho


Depois de acabarmos a travessia pela Linha do Sabor, eu e o Francisco, aproveitando o facto de estarmos na zona, decidimos percorrer a Linha do Douro no troço desactivado entre Barca d'Alva e o Pocinho.

Apesar de já ter realizado este percurso em 2010 pretendia voltar a fotografar aquela bonita zona. Aproveitei ainda o facto do Francisco não conhecer o percurso e pretender lá ir.

Seguimos do Pocinho para Barca d'Alva em táxi e iniciámos o percurso junto à antiga e abandonada estação daquela vila.

O dia estava fantástico correndo uma aragem fresca que nos iria facilitar a longa caminhada de quase 28 km. O receio estava no facto de já termos mais de 50 km nas pernas e, em especial, a dureza e as mazelas resultantes da etapa anterior na Linha do Sabor.

Ainda em Barca d'Alva pude constatar que as pontes se encontram barradas com uma viga e um sinal de trânsito proibido. Mais valia gastar o dinheiro a recuperar os passadiços, tornando este percurso mais seguro do que nestas tretas, mas enfim.

Lá fomos ultrapassando também estes novos obstáculos e caminhando ao longo da linha tendo como companhia o Rio Douro que corre preguiçosamente ao nosso lado.

O momento alto é a chegada à ponte ferroviária de Almendra, onde metade desta tem que ser transposta sobre uma das vigas metálicas, uma vez que o passadiço já não existe. É sempre um momento tenso, mais ainda para quem, como eu, não gosta muito de alturas.

Passado este desafio chega o primeiro túnel do percurso e, logo a seguir, a antiga estação de Almendra. 

Continuámos o percurso calcando o balastro que vai dando cabo do corpo e da alma. O mato aumenta e as alternativas a caminhar fora do balastro diminuem, pelo que os pés e os tornozelos cada vez sofrem mais.

Chegámos e atravessámos a ponte de Castelo Melhor sem grandes problemas, uma vez que ainda tem um dos passadiços completos. Logo depois chegámos à antiga estação, também esta abandonada e em ruína. 

Não fizemos grande paragem porque o objectivo era fazer os cerca de 20 km até à estação do Côa e, aí sim, fazer uma paragem mais prolongada.

Continuámos então pelo mato e balastro da linha passando, pouco depois de abandonarmos a estação, pelo segundo e último túnel deste troço abandonado. Dentro dos túneis estava fresco e sabia mesmo bem.

Apesar de serem quase 7 km conseguimos atingir a estação do Côa num bom tempo. Antes de lá chegarmos atravessámos a ponte ferroviária sobre o Rio Côa. Esta ponte também tem um passadiço completo simplificando a vida dos caminheiros na sua passagem.

Nesta fase o cansaço acumulado nestes três dias de aventura já começava a dar sinais, principalmente nos pés. Parámos um bom pedaço para comer e beber mas também para tirar as botas e massajar bem os pés.

Já havia algumas mazelas, como bolhas e esfoladelas a causar preocupação.

Depois do descanso havia que continuar. Faltavam quase 9 km para o Pocinho e era hora de andar.

Lá continuámos a viagem, passando pela ponte do Canivais, última ponte do percurso, sempre pelo balastro da linha e com alguns pontos onde o mato é mais intenso. No entanto, em nenhum momento a vegetação impede a marcha durante todo o percurso.

Os últimos 2 km foram feitos já com os pés em franja e a desejar acabar a jornada.

Uma caneca de cerveja gelada no Pocinho ajudaram a animar os caminheiros e a celebrar os cerca de 80 km de linhas férreas percorridos nos últimos 3 dias.



22/04/2013

Linha do Sabor: Entre Carviçais e o Pocinho - Final da travessia


Neste segundo dia da aventura o objectivo era acabar de percorrer a Linha do Sabor, mas a quantidade de quilómetros ainda a percorrer prometia dificuldades na concretização de tal intenção.

Partimos de Carviçais já pela ecopista em direcção a Torre de Moncorvo.

O terreno é propício a caminhar, sem grandes dificuldades, uma vez que se encontra limpo do balastro que normalmente dificulta, e muito, o andamento.

E lá fomos caminhando, hora atrás de hora, com uma paisagem bem interessante, no que já foi, em tempos, uma via ferroviária.

A chegada à antiga Estação do Carvalhal, local onde o minério oriundo das várias minas de ferro era depois carregado e transportado pelo comboio, foi o local para um pequeno descanso e alimentação.

Pouco depois verificámos que, apesar de já termos uma dezena de km's nos pés, ainda nos encontravámos a outros tantos km's  de distância de Torre de Moncorvo. Depois ainda teríamos mais 12 km até ao Pocinho e nem sabíamos em que estado se encontrava este último troço.

A jornada prometia ser complicada.

Já com os pés em brasa chegámos à antiga Estação de Moncorvo e, após algum descanso aproveitado por alguns para massajar os pés doridos, partimos rumo ao Pocinho.

Esta parte da via está ainda em estado selvagem. O balastro, as linhas e a grande quantidade de mato passaram a ser os nossos obstáculos. O calor que se fez sentir nesta parte passou a ser outra das dificuldades que me afectou em particular.

Lá fomos caminhando sobre as pedras, contornando o mato e silvas, até à chamada Estação da Gricha, local onde, devido à subida íngreme entre o Pocinho e Torre de Moncorvo, os comboios tinham que fazer uma paragem técnica para voltar a ganhar vapor.

A chegada à estação é feita entre silvas e pedras. A existência das pedras devem-se a uma grande derrocada.

A partir daqui começou o meu calvário até ao final da jornada. O calor e o racionamento da água contribuíram para a dificuldade física que comecei a sentir. Aliando a isso as dores nos pés e tornozelos, foram uns difíceis 5 km's.

Lá me fui arrastando até à Ponte do Pocinho. Os meus companheiros, embora em melhor estado físico do que eu, também sentiam as dores de 30/32 Km de aventura.

Não arriscámos a passagem na ponte e contornámos pela barragem até à Estação do Pocinho.

Foi bem custoso o final da travessia da Linha do Sabor. Apesar disso, em todos aqueles que participaram ficam as lembranças dos bons momentos, do que vimos e do que vivemos juntos na descoberta deste património, infelizmente, abandonado.

Hoje é dia de fazer a Linha do Douro, entre Barca d'Alva e Pocinho.


20/04/2013

Linha do Sabor: 2ª parte da travessia (Lagoaça - Carviçais)


Depois de termos feito a primeira parte da Linha do Sabor estávamos em pulgas para lá voltar e acabar os quilómetros em falta. Infelizmente, o longo Inverno chuvoso que passámos obrigou-nos a adiar essa pretensão.

Hoje eu, Calé, na companhia do Francisco e do Cardoso, lá partimos para a conclusão desta aventura.

Chegámos bem cedo a Vila Nova de Foz Côa e partimos depois para Lagoaça, local onde acabámos a 1ª parte da travessia da Linha do Sabor.

Após mais uma visita à antiga estação iniciámos o percurso pelo antigo leito da via. Não muito depois começaram as dificuldades já nossas conhecidas. O leito está cheio de balastro e o mato, por vezes, impede a passagem pelo mesmo. Recorrendo, em certas alturas, a trilhos que acompanham a via, ou seguindo pelo meio do mato, lá fomos andando até ao apeadeiro de Fornos-Sabor.

Depois continuámos na direcção da estação de Freixo de Espada à Cinta pela parte mais complicada desta etapa. Zonas alagadas, principalmente quando a linha decorria entre taludes, zonas de mato denso, nem sempre com alternativas de passagem. Mas lá fomos conseguindo andar e ultrapassar os obstáculos até chegarmos à estação. Mais um exemplar em completa ruína.

Aproveitámos para comer qualquer coisa junto à estação e também descansámos um pouco. O frio da manhã tinha dado lugar a um dia quente com um Sol a queimar-nos as carecas.
 
Continuámos caminho na direcção de Carviçais. A via aproxima-se agora da estrada e caminhamos com esta quase sempre à vista. Na passagem em Macieirinha nem vestígio do seu apeadeiro. Pensamos que deve ter sido demolido algures no tempo.

O caminho, após a saída da estação de Freixo de Espada à Cinta, mantém as características já conhecidas, balastro e mato que, por vezes, obriga a sair da via. Depois começa a estar mais limpo, permitindo uma passada mais forte até que, já perto de Carviçais, se entra na Ciclovia. Esta parte torna-se logo menos interessante, mas, pelo menos, é em terra batida e não em betuminoso. Vale-nos ao menos isso.

A estação de Carviçais é um bonito exemplar, mantendo-se ainda o depósito da água e o aparelho que servia para fornecer água às locomotivas a vapor. Infelizmente também esta estrutura ferroviária se encontra em decadência.

Já após a passagem na estação e a caminho do carro deparámo-nos com uma pequena víbora que passava pela ciclovia. Bonito espécime.

Amanhã contamos acabar a travessia pela Linha do Sabor com a etapa Carviçais - Pocinho.

14/04/2013

Trilho da Água em Vouzela


 Aproveitando o regresso, à muito tempo esperado, do Sol decidimos fazer mais uma caminhada, tendo a escolha recaído no PR8 - Trilho da Água e da Resina, em Vouzela. 

Este percurso desdobra-se em dois, separando o da água do da resina, tendo nós optado pelo primeiro, dado que a existência de água e moinhos sempre desperta mais a atenção e a curiosidade de conhecer.

Assim bem cedo, o Francisco, o Calé e o Bruno seguiram para Queirã em Vouzela, local onde se inicia o percurso, e lá se reuniram com os restantes elementos do grupo, o Vicente, a Mariana e o Amaral. com o grupo reunido lá iniciámos o percurso.

Confesso que não tinha grandes expectativas e o início por estrada não ajudaram a alterar essa convicção, mas pelo menos ir-se-ia caminhar durante algumas horas dado que o percurso tem cerca de 13 km, no seu total.

A saída do alcatrão e a posterior descida para a primeira ribeira começam a alegrar o percurso e aos poucos começa a agradar aos caminheiros.

O ponto alto do percurso chega um pouco mais tarde quando se chega junto dos moinhos e se percorre uma velha levada. Nesta altura do ano a água corre em abundância e a própria levada tem água o que ainda dá mais beleza ao percurso.

O resto do passeio não deixa de ser interessante, percorrendo-se quase todo ele em trilhos onde a beleza campestre e a água estão sempre presentes. As aldeias percorridas ainda têm alguns vestígios da sua antiguidade e da traça antiga.

Ainda no património destacam-se as "Fontes Velhas" de Queirã, Loumão e de Igarei, todas elas brasonadas e que poderão ter sidos construídas pelos anos de 1500 por ordem de D. Luís. 

Um percurso agradável, sem grande dificuldade física, onde mais uma vez a água e o património dão o seu encanto.




Entre a água e os moinhos

06/04/2013

Serra do Caramulo: Rota do Linho


Partimos novamente, Calé, Francisco e Cardoso, para a Serra do Caramulo para percorrer a "Rota do Linho". 

Iniciámos o percurso no Santuário do Coração de Maria subindo de forma acentuada. O trilho, no geral, poucos motivos tem de interesse. Subir e descer entre eucaliptos e pinheiros, em trilhos bons para a BTT, mas nada interessantes para a caminhada.

O Centro de Interpretação do Linho, que dá nome ao percurso, parece estar situado numa antiga escola primária, mas obviamente encontrava-se encerrado.

A passagem em Múceres marca o primeiro contacto com algum património e pouco depois o ponto alto do percurso, a passagem na Ribeira de Múceres, onde a água a saltar sobre as pedras, junto às ruínas de velhos moinhos, animam o passeio. É o melhor do passeio!

Muito pouco para tornar este percurso digno de interesse. Valeu pelas quase três horas de caminhada e convívio, num dia bonito com Sol.

Ribeira de Múceres

As Fotos

30/03/2013

Serra do Caramulo: Rota das Cruzes


Hoje, aproveitando um intervalo no mau tempo que se tem feito sentir nos últimos tempos, resolvemos fazer uma caminhada pela Serra do Caramulo.

A vontade de voltar às serras é grande pelo que, mal foi lançada a ideia de irmos até ao Caramulo logo grande parte do grupo aderiu à ideia. Assim hoje eu, Cardoso, Amaral, Vicente, Mariana, DJ, Pina Jorge e um amigo (Quim) lá nos encontrámos na vila do Caramulo para mais esta actividade.

Escolhemos a Rota das Cruzes para a caminhada e lá partimos.

Sinceramente não contava que este passeio fosse tão interessante e bonito como foi. Talvez o facto de a água ser abundante ao longo de quase todo o percurso, correndo pelos trilhos, linhas de água, ribeiras, tenha contribuído para a beleza do passeio. As cores da mata com os verdes dos musgos que cobrem pedras e árvores. os castanhos, vermelhos e amarelos das folhas e vegetação deram também um toque especial ao percurso.

Não sendo um percurso longo, nem de grande dificuldade, o facto é que se tornou muito agradável para este início de temporada. Pelo menos nesta época é recomendado.

Ponte medieval sobre a Ribeira do Xudruro e via romana a caminho do Carvalhinho



02/03/2013

Rota do Castro do Banho - Termas de São Pedro do Sul


Num dia bonito, com Sol fomos até às Termas de São Pedro do Sul para caminhar no percurso pedestre "Rota do Castro do banho".

Iniciámos  (eu, Vicente. Mariana, Cardoso, Francisco e DJ) o percurso, junto ao edifício do Inatel Palace, atravessando o Rio Vouga por uma ponte metálica.

O percurso na fase inicial não apresenta grandes motivos de interesse, tendo uma ou outra subida mais exigente. Ao longo do mesmo passa por pequenas povoações descaracterizadas. 

O primeiro momento com algum interesse é a passagem pela Casa dos Malafaias, um belo e imponente solar sinal de poder e riqueza de tempos idos.

Já depois de passarmos pela povoação de Serrazes a chegada ao local onde o Rio Zela desagua no Rio Vouga apresenta também grande beleza, com os rios a criarem um rápido de águas turbulentas e rápidas.

A subida por estrada até Vouzela não é completamente desinteressante, assim como a passagem nessa vila pouco mostra com interesse, sendo o único ponto a Casa das Ameias em avançado estado de ruína.

Depois o percurso junta-se ao Rio Vouga, que parece parado, e percorre a antiga Via Romana do Vau onde se pode encontrar um curioso e velho marco ostentando as 5 quinas nacionais.

Ao longo dos 16Km de percurso são estes os poucos motivos de interesse do mesmo. Vale pelo sossego, pela beleza do Rio Vouga e por estes motivos atrás citados.

Perde muito com passagens longas por estradas em alcatrão. Tem ainda um ou outro ponto do percurso menos bem marcado e onde o cruzamento com outro percurso pode enganar os caminheiros.





24/02/2013

Finalmente caminhando novamente pela serra



Depois deste maldito período interminável de ventos e chuvas onde gripes, constipações, conjuntivites, laringites e mais uma série de maleitas assolaram o pessoal, cá voltámos a caminhar na serra, num dia com algum Sol, mas com muito frio.

Saímos bem cedo em direcção à Serra da Freita, eu o Vicente e a Mariana, sem destino a qualquer percurso em especial. Apenas queríamos caminhar, depois de tão longa ausência de actividades.

O início foi junto ao parque de Campismo do Merujal e os trilhos foram os que iam aparecendo.

De início o vento era bem gelado e fazia doer as mãos e as orelhas. Com o tempo fomos aquecendo e o frio tornou-se menos intenso. Apesar dos trilhos já serem conhecidos soube mesmo bem voltar a caminhar, tendo estas belas paisagens como fundo.

Durante cerca de três horas caminhámos pela serra.

No final encontrámo-nos com um grupo de amigos que por lá também caminhava e regressámos juntos ao Parque de Campismo.

Para acabar em grande lá voltámos a Chão d'Ave para confortar os estômagos.

Se já estávamos com vontade, agora ainda ficámos com mais vontade. Regressaremos em breve.

05/01/2013

Mais uma etapa na Linha do Vouga


Mais uma pedalada pela Linha do Vouga. 

Quando partimos, pela manhã, estavam 3 graus, pelo que urgia pedalar rapidamente. Partimos de Ribeiradio e fomos pedalando sem grande velocidade até Arcozelo das Maias, Quintela, Snata Cruz, Nespereira do Vouga, Pinheiro de Lafões e finalmente Oliveira de Frades.

Pelo caminho passámos pelos já sobejamente conhecidos túneis e pontes que abundam por esta antiga via ferroviária.

Depois foi o regresso a Ribeiradio, já com mais velocidade, não fosse a maior parte do percurso descendente. Ainda há muito que pedalar para voltarmos a um nível de forma física adequado a aventuras que queremos fazer durante este ano, mas para começar não está muito mau.

04/01/2013

Serras de Portugal: Serra do Caramulo

Serra do Caramulo





A Serra do Caramulo situa-se na região de transição da Beira Alta para a Beira Litoral, entre os concelhos de Vouzela, Tondela, Oliveira de Frades, Mortágua (no distrito de Viseu) e Anadia e Águeda (no distrito de Aveiro), em Portugal.

Na subida ao Caramulinho, o ponto mais alto da Serra com 1076,57 metros, consegue-se avistar o mar e a Serra da Estrela em dias sem nebulosidade.

Bastante reconhecida pela qualidade das suas águas que brotam nas povoações de Varzielas e Agadão, e pela sua pureza do seu ar, justificada no passado pela instalação de vários sanatórios na povoação de Caramulo, os quais têm vindo a dar lugar a modernas e acolhedoras instalações hoteleiras.

A serra é povoada por aldeias com casas e espigueiros em granito típicos desta região. Tendo sido esta zona povoada por romanos, ainda se podem encontrar alguns vestígios dessa época, como os trilhos de pedra.

Enquadramento Biológico

As urzes e a carqueja predominam na flora da serra do Caramulo, salientando-se algumas das espécies vegetais da galeria ripícola, nomeadamente: salgueiro, amieiro, junco, zangarinho, hortelã d'água, entre outras.


São ainda apreciáveis os campos verdes e a beleza das árvores junto à água cristalina dos ribeiros que a atravessa por todos os lados enquanto respira um ar realmente puro e saudável.

Enquadramento Geológico

A Serra do Caramulo dispõe-se segundo uma direcção NE-SW, constituindo um bloco tectónico dissimétrico, balançado para ocidente e limitado por uma importante falha a leste. Deste modo, do lado oriental a serra é limitada por uma importante escarpa, enquanto a vertente ocidental desce progressivamente até dominar a plataforma litoral.


Apesar da sua posição litoral, esta região apresenta acentuados contrastes entre a sua fachada mais litoral e a área mais interior. No que diz respeito aos aspectos geológicos e pelo facto de estarem presentes duas unidades morfoestruturais muito diferentes - a Orla Sedimentar Mesocenozóica e o Maciço Antigo Ibérico - faz com que, além de idade, as rochas apresentem litologias diferenciadas.

Enquanto na Orla predominam as formações sedimentares, essencialmente constituídas por grés, conglomerados, calcários, calcários dolomíticos, calcários mais ou menos margosos, margas, arenitos e areias, pelo contrário, no Maciço Antigo predominam as formações cristalinas, constituídas essencialmente por rochas magmáticas à base de granitóides e por rochas metamórficas, constituídas por xistos, grauvaques, quartzitos e corneanas, estas nas auréolas de metaformismo de contacto.

29/12/2012

Por Terras de Granito


Ontem fizemos provavelmente a última actividade de 2012.

Despedimo-nos assim de forma tranquila a percorrer o Trilho das Terras de Granito em Macieira de Alcôba, nas fraldas da Serra do Caramulo.

O dia esteve fantástico o que permitiu percorrer estes bonitos trilhos com muito prazer.

De 2012 ficam as saudades de bons momentos de convívio e de alguns passeios muito interessantes.

Fica ainda a esperança que 2013 traga um outro dinamismo e muitos e grandes momentos de aventura. A vida não está fácil mas com a nossa força de vontade havemos de conseguir arranjar um tempo e forma de mantermos e até eventualmente reforçarmos as nossas actividades.

A todos os "Espíritos" e amigos um até 2013!

01/12/2012

Regresso à BTT e à Linha do Vouga



Regrssámos à Linha do Vouga para iniciar a nossa preparação para futuras actividades de BTT e pelo caminho aproveitámos  para verificar se existe alguma alteração de vulto no percurso.

Para este primeiro treino de Inverno contei com a companhia do Vicente e da Mariana.

Para além de verificarmos que a forma física está muitos furos abaixo do que esperávamos, constatámos que até as bicicletas estão "enferrujadas".

Os furos abundaram em poucos quilómetros levando-nos a regressar mais cedo do que esperávamos.

Pelo menos os finais continuam em grande forma com umas febras e umas cervejolas a aquecer os corpos gelados. 

Do mal o menos!

18/11/2012

Serra de Montemuro: Minas de Moimenta



Dia fantástico este em que, por "necessidades" diferentes, fomos levados até às Minas de Moimenta na Serra de Montemuro.

Para o Bruno havia que recuperar uma cache que tinha deixado dentro das minas e para mim era a oportunidade de estrear as novas botas de montanha, acabadas de receber. A acompanhar-nos neste percurso foi connosco o Zeca, companheiro do meu Curso de Montanhismo, ministrado pelo NEUA (Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro) em 2002.

Em vez de fazermos o trilho como sempre fizemos resolvemos seguir o percurso pedestre marcado. Em 2006, data da primeira incursão nas minas, não existia qualquer marcação pela zona.

Partimos da povoação da Tulha Nova em direcção às antigas minas de Volfrâmio. Entrámos numa das galerias para constatarmos que o fio condutor que por lá existia se encontrava cortado (ou partido). Ainda nos aventurámos mais uns metros mas não vimos mais vestígios do mesmo, pelo que, resolvemos sair das minas.

Demos a volta e fomos ao ponto de saída onde descobrimos a outra ponta do fio. Seguimos pela mesma até o Bruno conseguir recuperar a cache. O fio também se encontra rebentado pelo que, a "magia" que este percurso tinha com a travessia das galerias ficou bastante limitada.

Seguimos depois em direcção à povoação do Sobrado, subindo uma longa e íngreme encosta que me fez perceber que a forma física está uns furos abaixo do necessário. O percurso continua na direcção de Sobreda, não passando dentro destas povoações.

Dirige-se então para Moimenta atravessando, agora sim, a povoação e seguindo na direcção do lugar das Levadas, uma povoação abandonada mas em excelente estado de conservação. De arquitectura característica da região, em xisto, a passagem nas Levadas é um dos pontos altos deste percurso.

Este percurso merece ser percorrido, pela beleza das paisagens, pela aldeia das Levadas, pela generalidade dos trilhos e quem sabe, em breve, novamente pela travessia da mina.

27/10/2012

Côto do Boi - Serra da Freita



Hoje fui mais o Francisco e o Bruno até à Serra da Freita para mais uma caminhada. Partimos de Albergaria da Serra, seguindo o PR15 durante alguns quilómetros para depois desviar para o Parque eólico do Côto do Boi.
Já há alguns anos que por lá não passava e resolvi ir averiguar como estaria esta parte da serra. 

Até ao local onde antigamente estava o marco geodésico que dá o nome ao local, Côto do Boi, segue-se por trilhos e estradões largos que permitem um bom andamento, mas depois a descida para a linha de água, que abastece a cascata, e o caminho até à aldeia do Cando não tem qualquer trilho.

O mato também cresceu imenso pelo que fomos escolhendo as zonas de rocha para caminhar. As passagens de algumas linhas de água são complicadas pelo mato e pelo tojo agressivo que as rodeia. Por isso lá trouxemos a colecção de arranhões do costume.

Na chegada ao Cando lá descobrimos o velho trilho empedrado que leva à estrada que liga Arouca à serra.

A passagem na povoação do Cando vale sempre a pena e também já por lá não passava à uns anos valentes. Não há muitas alterações naquele pequeno lugar onde, pelo menos na altura, o gado ainda era guardado por baixo das habitações das pessoas. Nessa altura a estrada não passava pela aldeia havendo apenas trilhos e estradões em terra batida.

Subimos depois a serra pelo antigo trilho de acesso e seguimos depois até Albergaria da Serra por outro trilho que nos levou novamente ao PR15. Pelo caminho ainda encontrámos uma víbora que infelizmente não consegui fotografar. Em tantos anos pela serra já vi diversas cobras, de outras espécies, mas víboras foi a primeira vez. Um momento bonito.

15/10/2012

Trilho do Zêzere




No sábado 13, eu (Vicente) e a Mariana fomos até Pedrogão Pequeno onde nos instalámos no Hotel da Montanha, e onde fomos recebidos por uma amiga de longa data que amavelmente nos forneceu toda a documentação necessária sobre os percursos pedestres e outras ofertas de interesse disponíveis na região. Decidimos então que iríamos no dia seguinte fazer o PR2 - Trilho do Zêzere. Aproveitámos o resto do dia para irmos visitar Sertã e Pedrogão Grande, onde a Mariana fez fotografia nocturna.

No domingo o dia amanheceu chuvoso, mas não nos desencorajou de pormos os pés ao caminho e irmos conhecer o "PR2 - Trilho do Zêzere". Com inicio em Pedrogão Pequeno, fomos descendo na direcção do rio, vislumbrando-se as belas escarpas que o ladeiam e as suas águas límpidas. Chegados quase ao leito do rio, aparece a famosa ponte filipina, construída durante a  ocupação espanhola, entre 1607 e 1610, para substituir uma ponte romana da qual existem ainda alguns vestígios submersos, tendo servido como única ligação rodoviária entre Pedrogão Grande e Pedrogão Pequeno até 1954, altura em que foi inaugurada a Barragem do Cabril, que se encontra um pouco mais a montante. O acesso à ponte é feito por calçada de pedra de granito miúda, construída na altura da ponte.

Entusiasmados pela paisagem e já fora do trilho que nos propusemos fazer, iniciamos a subida da encosta que vai na direcção de Pedrogão Grande, onde visitámos dois pontos de interesse: O "Penedo do Granada" em forma de cadeira, local onde Frei Luís de Granada escreveu muita da sua obra, com uma vista magnifica para o rio; e o miradouro mais acima. O caminho segue por calçada com vestígios romanos até á Igreja de Nossa Srª dos Milagres.

Voltámos atrás, tornando a atravessar a ponte filipina e prosseguimos pelo "trilho da levada" que acompanha o rio, na direcção do Moinho das Freiras, passando por um imponente túnel escavado na rocha e que foi construído a fim de possibilitar a passagem de máquinas e camiões para a construção da barragem.
Do Moinho das Freiras apenas ficou o nome, pois só existe um parque de merendas e zona para fazer churrascos.

O trilho afasta-se agora do rio, seguindo a encosta por uma velha estrada de alcatrão e continua por trilho de floresta onde se podem observar diversas espécies de aves, até chegarmos ao lugar de Painho. A etapa final desenrolou-se até Pedrogão Pequeno por floresta sem outros pontos de interesse adicionais, completando o circuito circular.

Passeio interessante, pelos pontos históricos e especialmente pelas paisagens das escarpas sobre esta parte do rio Zêzere, de dificuldade média e que se faz em menos de 3h com uma distância de cerca de 10kms.

07/10/2012

Entre Vilar de Rei e Lagoaça... Linha do Sabor

De novo na Linha do Sabor para percorrer o troço entre Vilar de Rei e Lagoaça.

Após termos percorrido pouco mais de 1,4 quilómetros o leito da via desapareceu e deu lugar a um campo lavrado. Desconhecendo ao certo o ponto da via em que nos encontrávamos tivemos que recorrer a uma carta militar e a um gps de estrada.

A coisa resultou bem, porque com alguma rapidez percebemos onde devíamos estar e por onde devia continuar a via. Atravessando o campo lavrado chegámos ao leito da via que se encontrava intransitável devido ao mato que o cobria.

Fomos contornando a via pelos campos até conseguirmos voltar a caminhar sobre ela.

Até Bruçó a via ora é transitável, ora é impossível fazê-lo, pelo que tivemos que recorrer a caminhos paralelos para caminhar. A Linha do Sabor percorre campos, completamente isolada e nós, pontualmente, víamos algum agricultor de tractor a lavrar o campo, normalmente ao longe.

O calor fustigou-nos todo o dia tornando a caminhada ainda mais difícil.
Entre mato encontrámos novamente caçadores na zona, pelo que cuidámos de nos tornar bem visíveis. Ainda conversámos com alguns que, curiosos, queriam saber o que por ali fazíamos.
 
Continuámos até a uma pedreira que cortava a linha impedindo-nos de seguir pela via. Tivemos que a contornar e retomar a via mais à frente. A via, nesta fase, está bem limpa e permite um bom andamento. A recta que se segue à pedreira é bem longa e permitiu-nos recuperar algum tempo.


Fomo-nos aproximando do final da etapa seguindo a direcção da estrada. A via passa por baixo da estrada sob um pontão e depois segue quase em paralelo à estrada. Torna-se mais um vez intransitável, obrigando-nos a seguir por caminhos paralelos. Este facto fez-nos perder a via de vista. Recuperámos depois o contacto com a mesma mas a chegada a Lagoaça foi complicada. Mato na linha e fora da linha.

Terminámos esta etapa junto à antiga estação.

Está previsto terminarmos as etapas restantes no próximo mês de Novembro.