Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

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06/01/2019

De BTT da Gafanha ao Areão


Hoje, um dia extremamente frio, fui com o Cardoso e o Francisco fazer um pequeno treino de BTT.

Com as mãos e os pés a doer lá fomos até ao Areão na tentativa de voltarmos à forma.

Foi a primeira "actividade" deste novo ano, na esperança que este ano seja um bom ano de actividades e aventuras.

Um desejo de um óptimo 2019 para todos os "Espíritos" que por aí vagueiam.

Alberto Calé

28/07/2018

O Regresso à BTT nos passadiços da Ria de Aveiro



 Hoje a convite do Francisco eu e o Cardoso fomos pedalar pelos passadiços da Ria de Aveiro.
Para mim foi o regresso à BTT, algo que já não praticava há já alguns anos.

Primeiro pelos passadiços e depois por estradões entre canais da ria lá chegámos a Estarreja.

O regresso fez-se, mais ou menos, pelo mesmo caminho, que o percurso após os passadiços não se encontra muito bem assinalado.

No regresso, e como mostra da falta de hábito nesta modalidade, um furo fez-me carregar a bicicleta às costas até chegar ao carro. Felizmente já me encontrava a poucos quilómetros dele.

No final o meu corpo sentia apenas uma só dor, por ele todo. Há que continuar a pedalar que com o tempo a coisa melhora.

Alberto Calé

16/07/2015

BTT pelo antigo Ramal de Monção



Ontem voltei à ecopista do Minho partindo de Campos em direcção a Valença.

A manhã estava enevoada e fresca, o que até facilitou a pedalada.

Em Valença segui para a parte da ecopista que segue pelo antigo Ramal de Monção e percorri todo o antigo percurso ferroviário até à antiga estação de Monção.

Aproveitei para dar uma volta pela vila, em especial pela zona muralhada.

Depois efectuei o regresso pelo mesmo caminho, já com Sol e calor em abundância. No final da via, em Valença, visitei o Centro de Interpretação da Ecopista, situado na antiga Casa da Linha.  Aproveitei para obter algumas informações sobre a Ecopista e outros percursos da zona.

Os 55 km da brincadeira, o calor verificado e a falta de hábito em andar de bicicleta, deixaram-me dorido e  bastante cansado. Há que continuar!


12/07/2015

Pela ecopista do Minho


Após mais de ano e meio sem andar de bicicleta aproveitei umas curtas férias pelo Minho para voltar a sentir a sensação de liberdade que sinto quando pedalo.

Estando no Minho fui procurar a tão badalada 'Ecopista do Minho'.

Pedalei por campos e matas até à Praia da Lenta (em Vila Nova de Cerveira) e daí fui pedalando até Valença.

Esta parte da ecopista decorre, na sua maioria junto ao Rio Minho, abandonando-o apenas na parte final já em Valença.

Com a fortaleza já à vista saí da ecopista para poder percorrer um pouco o interior da mesma.

Após a visita à fortaleza regressei a casa, algo dorido e cansado, mas bastante satisfeito.


12/05/2013

Pedalando até Sernada do Vouga



Após alguns meses sem pegar nas bicicletas chegou a hora de voltar à BTT.

Para iniciar as hostilidades fomos até Sernada do Vouga, o que para mim contabilizou quase 60 km.

Acho que foi um bocadinho puxado, não pelo desnível acumulado, não pelos quilómetros, mas sim pelo tempo que estive parado. Na parte final já me doía tudo e parecia que tinha levado uma boa sova. O meu companheiro de jornada também se queixava do mesmo.

Só há uma coisa a fazer, é continuar a pedalar!

Já há ideias para em breve fazermos mais umas daquelas aventuras de que gostamos tanto. Venham elas!





05/01/2013

Mais uma etapa na Linha do Vouga


Mais uma pedalada pela Linha do Vouga. 

Quando partimos, pela manhã, estavam 3 graus, pelo que urgia pedalar rapidamente. Partimos de Ribeiradio e fomos pedalando sem grande velocidade até Arcozelo das Maias, Quintela, Snata Cruz, Nespereira do Vouga, Pinheiro de Lafões e finalmente Oliveira de Frades.

Pelo caminho passámos pelos já sobejamente conhecidos túneis e pontes que abundam por esta antiga via ferroviária.

Depois foi o regresso a Ribeiradio, já com mais velocidade, não fosse a maior parte do percurso descendente. Ainda há muito que pedalar para voltarmos a um nível de forma física adequado a aventuras que queremos fazer durante este ano, mas para começar não está muito mau.

01/12/2012

Regresso à BTT e à Linha do Vouga



Regrssámos à Linha do Vouga para iniciar a nossa preparação para futuras actividades de BTT e pelo caminho aproveitámos  para verificar se existe alguma alteração de vulto no percurso.

Para este primeiro treino de Inverno contei com a companhia do Vicente e da Mariana.

Para além de verificarmos que a forma física está muitos furos abaixo do que esperávamos, constatámos que até as bicicletas estão "enferrujadas".

Os furos abundaram em poucos quilómetros levando-nos a regressar mais cedo do que esperávamos.

Pelo menos os finais continuam em grande forma com umas febras e umas cervejolas a aquecer os corpos gelados. 

Do mal o menos!

25/03/2012

Treino BTT entre Esgueira (Aveiro) e Sernada


Nestas últimas semana temos andado em treinos de BTT, com vista a actividades em autonomia.

Desta vez fui experimentar o trilho que liga Esgueira (Aveiro) até Sernada do Vouga, guiado pelos meus companheiros Vicente e Cardoso, e com isso fazer mais de 50km de bicicleta. Aos poucos vamos voltando à forma.

Esperamos em breve justificar este esforço com uma bela actividade.

Pelo menos ideias já há, mas vou manter o segredo...


21/01/2012

BTT nocturna e Pedestrianismo na Serra da Freita

Já há algum tempo que tinhamos parado com as idas à Sexta-feira à noite para a serra para fazer uma actividade nocturna seguida de outra no Sábado de manhã. Confesso que já tinha saudades.
Partimos ontem, Calé, Vicente e Cardoso, para o Parque de Campismo do Merujal onde fomos os únicos "habitantes" da zona.
Montámos "acampamento" num dos quartos do bugalow grande e partimos de bicicleta pela noite da serra em busca de uns Km's de aventura nocturna.
A noite estava tranquila, com uma temperatura suportável, e fomos improvisando a rota a seguir.
As pernas ainda não estão aptas a grandes esforços, pelo que fizemos um passeio mais curto do que é normal, regressando ao Parque de Campismo cerca das 23h30.
Depois de uma refeição ligeira, uma noite curta e mal dormida deixou-nos aptos para a caminhada diurna.

Optámos por um dos passeios que se inicia junto ao parque de Campismo e iniciámos, agora com um quarto elemento, o Amaral, um passeio que valeu pela descida e subida acentuada que o caracteriza. O PR16 - Caminhada Exótica, vais-se lá saber o porque do nome, não tem grandes, para não dizer nenhum, ponto de interesse. Vale pela longa e íngreme subida da serra.
No final mais um bom momento gastronómico em Chão d'Ave animou as hostes.


14/01/2012

BTT pela Serra do Arestal


Recomeçámos a preparação para novas aventuras, a semana passada em Sernada do Vouga e esta semana pela Serra do Arestal.
O temperatura esteve bastante baixa mas o entusiasmo de voltar às actividades superou o desconforto dos pés gelados.
Seguimos um percurso pedestre marcado, que para BTT ainda tem algum interesse, com alguns bons trilhos e subidas interessantes para um recomeço de temporada. Para fazer a pé deve ser um verdadeiro suplício, sem grandes pontos de interesse, decorrendo por estradões entre eucaliptos. A marcação também deixa a desejar em alguns pontos importantes. Infelizmente abundam percursos destes por esse país fora.
De qualquer modo para nós foi bom por lá pedalar e será uma zona a explorar, no intuito de descobrir novos trilhos.

14/08/2011

Treino em Sernada (em directo)

Pequeno treino ao final do dia em Sernada do Vouga

27/07/2011

Pedalando na Ciclovia do Dão


Já andava para ir apurar do estado da Linha do Dão há algum tempo. Umas vezes não podiam uns, outras vezes não podiam outros. Desta vez decidi-me a ir sozinho.
Contei com o apoio da minha mulher e filha que me deixaram em Santa Comba Dão, me esperaram em Tondela para comer e reabastecer e depois me recuperaram em Viseu, após percorrer os cerca de 50Km da antiga via.
Após ter feito em autonomia, em conjunto com mais 4 amigos, toda esta linha e ainda a do Vouga, onde a aventura da descoberta esteve sempre presente, uma vez que nunca por lá tínhamos pedalado, havia agora alguma expectativa em apurar como estaria a via, uma vez que toda ela tinha sido transformada em ciclovia.
O início da ciclovia é junto à estação de Santa Comba Dão e percorri-a calmamente, aproveitando para fotografar todos os pormenores que fui encontrando, até chegar a Tondela.
A presença quase constante do Rio Dão torna bastante agradável esta primeira parte do percurso.
Pude finalmente fazer o troço entre a estação de Santa Comba Dão (Vimioso) e a Ponte de Treixedo e atravessá-la pela primeira vez. Em 2009 tal não era possível devido ao estado de degradação do piso inferior da ponte.
Depois também notei, pela positiva, a falta do balastro que durante uns Km's cobria o solo e que tornava o ciclar sobre ele, uma aventura dolorosa.
As estações foram surgindo sem qualquer sinal de recuperação (Treixedo e Tonda) e algumas Passagens de Nível e casas de apoio à linha completamente em ruínas.
A passagem sobre a ponte de Nagoselas não necessitou do equilibrismo da última aventura nem foi necessário evitar a Ponte de Tinha, em Tondela. Ambas estão recuperadas permitindo a passagem em total segurança.
Em Tondela a família tinha o farnel pronto e aconcheguei o estômago e refresquei a garganta. O dia esteve demasiado quente para esta aventura e tornou-a mais difícil que o esperado.
A estação de Tondela continua recuperada e é a Casa do Povo local (acho que na altura já o era).
Após o apeadeiro/passagem de nível da Naia mais um pontão recuperado, à data também intransponível.
A passagem na estação da Sabugosa contrasta com a passagem na estação de Parada de Gonta. A primeira está recuperada, embora me pareça não estar a ser utilizada, e a segunda em ruínas, embora visse por lá material de construção que indicia a sua recuperação.
O então escuro e comprido túnel da Parada encontra-se agora iluminado e a estação de Farminhão continua abandonada e a degradar-se.
Após a passagem sobre a Autoestrada, onde em 2009 o mato abundava, onde ainda havia carris e a passagem se encontrava bloqueada por grandes blocos de pedra, agora é completamente ciclável.

A chegada a Torredeita continua quase igual. A estação está recuperada, à data também, e o comboio continua na mesma. Já era tempo de recuperar aquele último vagão.
Agora já foi possível passar sobre a imponente ponte de Mosteirinho, pois à data encontrava-se encerrada.
Para fotografar melhor a ponte, após passar sobre ela, desci à estrada e aproveitei para refrescar a goela com duas "mines" frequinhas num cafézito. Que bem souberam! Já não posso dizer o mesmo da subida de regresso à ciclovia.
A passagem no túnel de Figueiró foi um estreia, uma vez que esta parte da via estava impedida por obras e mato e tivemos na altura que contornar os obstáculos por estrada.
A estação de Figueiró estava em obras em 2009, e era o início/fim da ciclovia do Dão. Agora a estação está totalmente recuperada e transformou-se na Junta de Freguesia local.
Daí em diante apenas alguns apeadeiros e passagens de nível e um pontão já na entrada de Viseu.
Já se nota algum vandalismo nesta parte mais antiga da ciclovia, principalmente nas placas indicativas dos Km's.
Quanto aos apoios existentes nas estações, não me apercebi de nenhum. As estações ou estão abandonadas, ou encerradas, ou servem outros objectivos (juntas, clubes, etc). Nem casas de banho, nem informações, nem bares ou outros tipos de apoio.
A chegada a Viseu é descaracterizada, existindo apenas um único vestígio de que em tempos existiu por lá uma estação e o comboio, oriundo de duas linhas distintas, por lá passava.

17/04/2011

Multiactividade na Freita e Pedestrianismo em Oliveira de Frades

Mais uma ida até à Serra da Freita para uma multiactividade. Iniciámos com uma BTT nocturna, subindo até ao parque eólico, sob forte ventania, e depois percorremos o planalto, tendo como pano de fundo as luzes de Arouca e aldeias vizinhas.
Após a actividade sobre rodas estivemos em alegre convívio gastronómico até às 3 e tal da manhã.
Pequeno-almoço tomado, fomos até às paredes de escalada junto a Cabaços, onde pudemos escalar mais umas vias.
Acabada esta parte da actividade fomos almoçar a Chão d'Ave.
A convite do grupo "Pés de Nível" acabámos a fazer uma caminhada num percurso perto de Oliveira de Frades. O percurso foi simples, decorrendo junto ao Rio Vouga, mas permitiu, para além do convívio, relaxar um pouco os músculos das actividades anteriores.


16/04/2011

Multiactividade... (em directo)


Em Oliveira de Frades com o grupo "Pés de Nível".

No Parque eólico sob forte ventania.
BTT nocturna na Freita.

05/10/2010

Fotografando o património da Linha do Vouga

















Este fim-de-semana aproveitei, na companhia do Vicente e do Cardoso, para treinar ao longo da Linha do Vouga e fotografar todo o património que por lá ainda existe. Algum está recuperado, outro em vias de ser recuperado, algum continua em decadência e muito está perdido para sempre. Detectei que algum fotografado, aquando da nossa "exploração" da linha em 2007, entretanto também já desapareceu.
Espero ficar com muito e bom material para documentar as páginas para a parte da Aventura nas Linhas Férreas Extintas.

06/09/2010

Fotos da aventura nos Caminhos de Santiago


As fotos desta Aventura nos Caminhos de Santiago estão disponíveis nos links abaixo e os relatos das jornadas serão apresentadas em breve nas páginas dedicadas ao caminho Inglês e Fisterra.




21/08/2010

BTT no Caramulo

Teste de envio de fotos e legendas (ou relatos) directamente do telemóvel para o blog a fim de podermos ir dando notícias durante O Caminho de Santiago.


Algures na Serra do Caramulo.


A subir a serra.

O envio de fotografias e pequenos relatos durante as nossas actividade serão, sempre que possível, enviadas directamente para este blog. Pelo facto damos por encerrado o Blog "Aventura-em-Directo".

14/08/2010

Aldeias de Xisto - Serra da Lousã


Fomos até aos arredores da Serra da Lousã para testar os percursos de BTT das "Aldeias de Xisto".
Eu e o Vicente dirigimo-nos até ao "Centro BTT" (local de apoio a betetistas, com lavagem de bikes, oficina, WC's com duche, etc...) localizado em Ferraria de São João e daí partimos por um dos trilhos lá existentes na tentativa de apurar o tipo de trilhos, a sua dificuldade, a marcação dos mesmos, etc.
Após os primeiros metros, onde começámos logo à deriva, percebemos que só pelas marcações que deveriam existir no terreno iriamos ter problemas.
Na fase inicial do percurso ainda contámos com o apoio de dois betetistas de Coimbra que navegavam com GPS, o track está disponível no site das Aldeias de Xisto, mas após uns Km's eles seguiram o passeio deles e nós continuámos a solo até acabarmos por chegar a mais um cruzamento sem marcação.
Sem cartas militares da zona e apenas com o croqui dos percursos, pouco se poderia fazer sem uma sinalização correctamente colocada.
Regressámos umas dezenas de metros atrás e seguimos a sinalética de outro dos trilhos, começando agora a subir a serra. Este trilho sempre tinha umas vistas melhores embora um bocado mais duro.
A sinalização neste trilho existia em todos os cruzamentos e também estava melhor colocada. Ainda voltámos a mudar de percurso, agora para regressar à aldeia e dar por terminada esta nossa primeira incursão pelos trilhos das Aldeias de Xisto.
Para lá voltarmos vamos ter que fazer um melhor trabalho de casa, pelo menos enquanto não tivermos um GPS.

07/08/2010

Aventura pelo GR28 - Maciço da Gralheira

Que grande aventura esta em que eu e o meu amigo Vicente nos metemos.
A ideia era fazer o Gr28 "Por Montes e Vales" que circunda o Maciço da Gralheira.
Sabemos que o percurso foi idealizado para ser efectuado a pé mas à nossa maneira decidimos percorrê-lo de bicicleta. E como se não bastasse empurrar a bike resolvemos também fazê-lo em autonomia levando as bicicletas carregadas com alforges contendo tudo o que nos era necessário durante a travessia.
Atendendo à distância que o Gr28 tem, mais de 80 Km, e à dificuldade que o mesmo oferece, achámos que apenas o fim-de-semana não seria suficiente para o realizar na íntegra pelo que optámos por o dividir em três etapas fazendo a primeira na sexta-feira à noite.
A divisão do percurso não era rígida excepto nesta parte nocturna em que pretendíamos chegar de Arouca ao parque de campismo do Merujal. No Sábado faríamos o maior número de Km's possível em direcção a Alvarenga, passando esta localidade, se possível, ficando o restante caminho até Arouca para o Domingo.
Na primeira noite iríamos aproveitar o "conforto" do parque de campismo e na segunda o "desconforto" da tenda no meio da serra.
E embora com um planeamento em cima da hora do qual resulta sempre em algumas falhas, lá iniciámos a travessia pelas 20 horas de sexta-feira, saindo da Câmara Municipal de Arouca em direcção ao Merujal.
Após encontrarmos as primeiras indicações do percurso, o que só conseguimos através da leitura da carta militar onde tínhamos traçado o percurso, percebemos que a tarefa que nos esperava ia ser mais difícil do que nos parecia inicialmente.
As subidas não tardaram e a falta de sinais em cruzamentos e entroncamentos também. A carga elevada nas bicicletas também dificultava, e de que maneira, nas subidas!
Fomos habituando o corpo ao esforço e em breve a maior preocupação, principalmente após escurecer, era a orientação.
A entrada por trilhos em zona de mata, com vegetação abundante e a escuridão que se verificava

em todos eles, aliada a uma deficiente marcação de algumas zonas do caminho foram-nos complicando a vida.
No entanto a determinação manteve-se forte funcionando muito bem o espírito de corpo nos momentos de maior dificuldade.
Em cada cruzamento duvidoso toda a zona era batida calmamente até encontrarmos o caminho certo e pouco a pouco os Km's iam sendo percorridos.
A passagem em Santa Maria do Monte marca o início das dificuldades quando após um cruzamento, por inexistência ou confusão devido à escuridão, perdemos as marcas do GR28 e passámos a seguir as marcas de um qualquer PR. Algum tempo depois desconfiámos que algo devia estar errado devido à diferença de cor nas marcações mas por motivos de segurança decidimos seguir as mesmas.
Passámos então por um lugar onde as ruas tinham uma inclinação elevada o que nos fez empurrar, com dificuldade, as bicicletas até

voltarmos a ficar num beco sem saída.
Nova batida à zona e lá descobrimos as marcações numa pequena ruela que nem tínhamos visto à passagem. Suponho agora que a povoação era Adafães dado que na aldeia seguinte verificamos que nos encontrávamos no PR4 e depois confirmámos, junto a umas pessoas que por lá estavam e com quem falámos em francês, que a aldeia se chamava Ameixieira.
Consultado o mapa verificámos que estávamos desviados da rota cerca de 3 Km's. Fizémos a ligação a Souto Redondo por estrada a fim de voltar ao Gr28.
Nessa altura deu-se outro episódio que viria a marcar a aventura que foi ver no cimo de um monte, ainda algo afastado mas na direcção do nosso destino, as labaredas iniciais de um incêndio.
Antes de partirmos de Arouca e dada a quantidade de fumo que se via no ar falámos com os bombeiros para apurar qual a situação dos incêndios na região. Ficámos então a saber que em Alvarenga havia um foco de incêndio mas no resto não se verificava qualquer problema. Agora deparávamo-nos com a possibilidade de pedalar de encontro a um e ainda por cima teríamos que atravessar toda uma zona de mato que, segundo relatos, poderia mesmo estar intransponível em determinadas passagens. Esse pensamento de podermos ser cercados pelo fogo em plena floresta a arrastar bicicletas criou alguma tensão.
Apercebi-me então que a distância a que este se encontrava, a altitude, a ausência de vento e a quase certeza que a vegetação no local seria rasteira e pouca nos daria muito tempo de fuga se tal fosse necessário e numa leitura rápida à carta militar entendi que estávamos no caminho correcto se a evolução do fogo, que mantinhamos à vista, fosse mais rápida que o previsto. Estabeleci assim mentalmente a saída de emergência e convenci o meu companheiro de que era esta a solução.
Pedalávamos então a caminho de Souto Redondo para retomar o GR28 e logo que lá chegámos seguimos para o objectivo seguinte, o lugar da Póvoa.
Nesta fase do percurso nenhum trilho facilitava a vida, subiam, subiam, uns com mato outros com pedras pelo que a evolução era lenta, dolorosa e cansativa.
Não sei que horas seriam quando chegámos à Póvoa mas deveriam ser muito perto da 23h.
O fogo, tal como eu tinha previsto mantinha-se longe e lento na sua evolução o que nos tranquilizou e nos fez continuar pelo GR escolhido.
Acabámos então por entrar na parte crítica do percurso. O trilho já é mau mesmo para caminhar quanto mais para empurrar bicicletas carregadas como as nossas.
O primeiro problema deu-se num cruzamento de caminhos em plena mata. Nem indicações para a esquerda nem para a direita. Fizémos um reconhecimento para ambos os lados e em nenhum aparecia qualquer marca. Marquei mentalmente o ponto de chegada, caso fosse necessário regressar à aldeia e evoluímos por um dos caminhos. Passadas umas dezenas largas de metros nada de marcações e mato cerrado. Numa picada ascendente na qual ainda fiz uns metros a pé também nada, mato cerrado e nada de marcas.
O meu frontal, com pilhas chinesas compradas pelo Vicente já se tinha apagado e dependia das luzes do Vicente e da minha lanterna da bicicleta reduzindo um pouco o meu campo de visão. A noite estava escura e o facto de nos encontrarmos no meio das árvores ainda tornava tudo mais escuro. O mato por vezes elevado dificultava o resto escondendo as marcas.
Resolvemos então regressar ao cruzamento para bater o outro caminho ou regressar à aldeia. Por sorte e já quase a chegar à bifurcação apercebi-me que à minha direita existia uma picada e bingo, lá estava uma marca escondida pelo mato.
Continuámos então a pedalar calmamente. Nesta fase ainda se podia pedalar e assim o fizémos por mais umas dezenas de metros até que tal deixou de ser possível.
Ia começar a fase mais desgastante de toda a etapa e nem imaginávamos o que nos esperava a partir daí.
Empurrando as bikes trilho acima chegámos ao primeiro ponto em que o caminho pareceu desaparecer. Mais uma batida ao lugar e percebi que o hipotético caminho em frente não nos levaria a lugar nenhum. Regressado junto do meu companheiro de aventura resolvi seguir por outra hipótese que me pareceu estar batida pelo calcar de caminheiros e efectuei uma boa centena de metros na esperança de finalmente chegar à estrada que leva à Mizarela.
Compreendi que a partir dali só com trabalho de equipa conseguiríamos subir as bicicletas, mas quanto a estrada nada.
Regressei novamente junto do Vicente e disse-lhe o que tinha obeservado e o trabalho que teríamos que fazer. E assim foi! Pegámos numa das bicicletas e a dois levámo-la por cima de pedras e troncos e mato umas dezenas de metros acima. Regressámos e levámos a outra. Fomos assim galgando metro a metro até mais uma vez encalharmos numa linha de água.
Estávamos estourados, a noite estava abafada, estava calor, suávamos muito e a grande quantidade de água que levávamos diminuia a olhos vistos.
A porcaria da linha de água que se nos deparava ameaçava a progressão e levantava, mais uma vez, o fantasma de termos que regressar à aldeia.
Nesta fase não sabíamos qual a evolução do incêndio e estávamos num posição muito complicada para qualquer fuga se a situação se complicasse. Nem o abandono das bicicletas e material garantiriam que sairíamos a tempo para a aldeia, dado que o trilho era complicado, e a orientação feita às escura poderia, em caso de precipitação, poder tornar-se bastante problemática.
Decidi deixar o Vicente a descansar e embrenhei-me pela linha de água para apurar da viabilidade de prosseguirmos o caminho. Percorridos apenas uns metros verifiquei que por ali era impossível fazê-lo.
Nessa fase a leitura da carta militar era muito difícil. Não sabíamos exactamente onde estávamos, o cansaço impedia a cabeça de pensar correctamente e a possibilidade de termos de regressar carregando as bicicletas picada abaixo abalavam a confiança.
No regresso da batida pela linha de água apercebi-me que à minha esquerda parecia que o mato estava pisado levando-me a suspeitar que poderia estar ali o ponto de passagem que precisávamos. Avisei o Vicente da intenção de bater a zona e embrenhei-me por aquele corredor verificando com alegria que era a solução do nosso problema. Decidi continuar mais um pouco e em breve o caminho alargava e o mato desaparecia e só parei quando encontrei o que me pareceu ser uma campa, com fotografia da vítima e data de nascimento e falecimento.
Convenhamos que naquela situação, à noite e num lugar como aquele não foi muito agradável a visão. No entanto o facto de ter encontrado o caminho de saída deixou-me bastante satisfeito e mais descansado.
Regressei junto do companheiro de aventuras e contei-lhe a novidade. Pude também constatar na carta militar qual era então a nossa posição correcta no terreno e perceber que já estávamos relativamente perto da estrada.
Carregámos as bicicletas para o caminho e passámos novamente a carregar cada um a sua. O caminho já permitia que o fizéssemos. Passámos na campa, que afinal parece ser apenas um memorial a uma vítima que terá falecido naquela zona em 1984.
Voltámos a pedalar por mais uns metros e depois o caminho, agora largo e limpo, segue em direcção à estrada mas com uma inclinação brutal. Extenuados lá fomos empurrando as bicicletas em busca da desaparecida estrada.
Cheirava a fumo e o ar estava pesado e quente. Pensei cá com os meus botões que era mesmo necessário chegar rapidamente à estrada para verificar qual a situação do incêndio e cerrei os dentes arrastando comigo o Vicente. Pouco depois chegávamos finalmente à maldita estrada.
Decidimos seguir pela estrada até ao parque de campismo e ignorar a subida à via Romana. Já chegava de tanto empurrar bicicletas e estava fora de hipótese voltarmos a meter-nos dentro da mata.
Na primeira curva que demos na estrada pudémos então ver as chamas que devoravam a serra lá para os lados do parque de campismo. Surgiu a dúvida de seguirmos nessa direcção ou descermos para Arouca e darmos por finalizada a actividade.
Em conversa com pessoal que descia a serra ficámos a saber que o fogo estava perto do nosso destino mas que os bombeiros já lá tinham um efectivo para combate ao fogo. Continuámos na direcção do parque e ao chegar à Srª da Laje pudémos então verificar que a contra-encosta do parque ardia numa frente bastante larga e todo o aparato de carros do bombeiros, GNR, mirones, aldeãos. A estrada de acesso ao parque estava cortada pelo que tivémos que entrar na aldeia do Merujal e entrar no parque pela estrada que vem da Mizarela. Chegámos pelas 2 horas da manhã após 6 horas de luta pelo mato dos trilhos.
A preocupação estava estampada no rosto de todos aqueles que já se tinham apercebido que o fogo se aproximava do parque.
Fomos para o bugalow onde descansámos um bocado, mas depois fomos ver a evolução do fogo.
E fomos assistindo ao aproximar

das chamas e ao combate levado a cabo pelos bombeiros que acabaram por fazer contra-fogo e assim evitaram que as chamas evoluissem no sentido do parque.
Eram 6 horas quando finalmente nos deitámos para dormir e 9 quando nos levantámos. Os aviões Canadair voavam sobre o parque a caminho dos diversos fogos que assolavam a serra.
Decidimos que as condições de segurança para a continuação da travessia não estavam reunidas e que aventurarmo-nos numa serra a arder e dormir algures no monte sujeitos a esse flagelo não era muito inteligente.
Regressámos a Arouca pela estrada e acabámos em Chão d'Ave a recuperar do esforço da noite anterior.
Esperamos continuar o Gr28 logo que tal seja possível, fazendo as duas etapas que faltam.

01/08/2010

De bicicleta por terras da Serra do Caramulo


Não nos foi possível ir até Castelo Mendo para fazer a travessia desta aldeia até Sortelha e daí até Belmonte pelo que tivémos que arranjar uma alternativa.
Ontem uma ida a Mira mais o Cardoso deram-me mais 55 Km's de preparação.
Hoje eu e o meu amigo Vicente decidimos fazer qualquer coisa de improviso. Assim bem cedo fomos até Rebordinho, lá para os lados do Caramulo, e partimos à aventura usando como meio de orientação uma Carta Militar de 1977.

Descemos então até ao Rio Alcofra que atravessámos em direcção a Albitelhe e com alguma dificuldade na interpretação da carta lá chegámos a Silvares onde iniciámos a constante subida pelo estradão que nos levou a Arca.

Era chegada a hora de regressar a Rebordinho pelo que nos lançámos estrada abaixo até passar de novo o Rio Alcofra e depois subir até à povoação.

Soube bem fazer um novo percurso e voltar a partir para o desconhecido com uma carta militar na mão. O percurso é na generalidade muito bom, com uma dureza perfeitamente suportável e nesta altura do Verão vale também pelas sombras frescas que abundam durante todo ele.