Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

05/08/2012

Trilho dos Incas


Partimos para a Serra da Arada na sexta-feira, ao final do dia, e acampámos no Parque da Fraguinha. Pela manhã eu, o Pina Jorge e o Francisco levantámo-nos bem cedo e preparámos o material para uma das mais bonitas caminhadas que se podem fazer na Serra da Arada, O 'Trilho dos Incas'.

Já fizemos este trilho diversas vezes, em ambos os sentidos, de Verão e de Inverno, em autonomia pelo que já sabíamos que não iria ser um percurso fácil, que ia ser um percurso longo e que iriamos penar um bocado para o realizar. A este cenário faltava saber o estado dos trilhos. 

Após a chegada do Amaral e do Luís partimos na direcção do parque eólico que fica em frente à Fraguinha.

Já nas eólicas fizemos a primeira análise do terreno que queríamos percorrer. A decisão foi descer a encosta até ao Pego (a descida é pela famosa formação geológica conhecida pela 'Garra').

A entrada na encosta não foi simpática. Não se vislumbra qualquer trilho, pelo que, fomos escolhendo, por entre o tojo, a melhor forma de descer, utilizando pequenas linhas de água com cascalho, escondidas entre o mato.

Passada esta primeira parte, e já em plena encosta, seguimos pela sua cumeada seguindo algumas mariolas que já não indicam caminho nenhum, mas ajudam  na orientação.

A encosta desce constantemente mas na fase final a descida é mesmo acentuada, já com o Rio Paivô e o lugar do Pego à vista. Nesta parte a descida tem que voltar a ser improvisada por entre o tojo, tendo como objectivo alcançar o rio.

Chegados ao rio e após um breve descanso, para comer e beber qualquer coisa, iniciámos a subida ao Alto de Regoufe, passando pelo Pego, pela velha e degradada ponte de madeira e subindo a longa e íngreme encosta, que fica no lado oposto ao caminho que descemos.

Já no alto descemos para a povoação de Regoufe. Ainda subimos a aldeia para beber uma cervejinha fresquinha e arranjar água, mas o café estava fechado. Isto não ajudou a animar o grupo já cansado.

Continuámos em direcção a Covelo de Paivô pelo trilho empedrado. Esta parte do percurso, apesar de bonita, moeu a paciência do grupo. O facto de ser quase sempre descendente fez doer joelhos e tornozelos. Na passagem em Covelo aproveitámos para encher as garrafas, já quase vazias, com água de um fontanário.
O calor, a subida que se avizinhava e as horas de marcha ainda a fazer aconselhavam vivamente a que todos tivessem água em abundância.

Descemos ao rio Paivô e antes da subida deliciámo-nos com um belo e refrescante banho. Foi um bom momento de relaxe que ajudou a baixar a temperatura dos corpos e a aliviar um pouco os músculos doridos.

O pior viria a seguir, após atravessar o rio e iniciar a subida pela encosta que nos levaria à Póvoa das Leiras (novamente pela famosa 'Garra').

A subida na fase inicial é terrível. Começa num ziguezaguear para depois passar a subir na 'vertical'. Durante uns bons e largos minutos aquela subida interminável desgasta qualquer um. Finalmente começa a contornar a serra dando lugar ao velho trilho de pé posto.

Claro que a subida não acaba ali. Agora só nos restava subir toda a encosta até entrarmos na parte do caminho que dá o nome ao passeio. O 'Trilho dos Incas'.

Esta parte foi delicada, dado que um dos elementos começava com dificuldades acrescidas e com problemas físicos. E o panorama do que faltava não era muito animador.

Com muita força de vontade e com espírito de grupo lá fomos subindo, parando para descansar e refrescar, e voltando a subir até à mariola que nos indica o desvio para o trilho que nos levaria à Póvoa das Leiras. Dado o estado físico do nosso companheiro de aventuras, dois dos elementos seguiram para a Fraguinha enquanto os outros seguiram mais calmamente até à povoação da Póvoa das Leiras.

Para cúmulo até o café da povoação estava fechado. O desejo de uma cervejinha geladinha não era para ser concretizado neste passeio.

Ao todo foram 9 horas de marcha dura para quem ficou na Póvoa das Leiras e 10 horas para os que foram à Fraguinha buscar os carros.

Estou certo que, tal como das outras vezes, o 'Trilho dos Incas' deixou marcas em todos os participantes, mas também é um passeio de excepção. Vale pela beleza das paisagens, pelos trilhos que percorre, pelas zonas onde não há trilhos e pelo esforço físico e até psicológico a que somos submetidos.

A repetir? Mal seria que não!


28/07/2012

Pelas Veredas do Pastor


O Amaral foi fazer o trilho denominado "Nas Veredas do Pastor", na Serra da Freita, com um grupo de amigos e eu, o Francisco e o Bruno juntámo-nos ao grupo. Com o Bruno foram também dois amigos dele, a Maria e o José Carlos.

Ao todo 13 elementos percorreram este belo trilho, com uma paisagem muito interessante.

A passagem na aldeia da Lomba, que conserva ainda algumas das suas características rurais e rústicas, permitiu refrescar as gargantas no café local.

A subida ao Côvo, lugar donde partimos para este passeio é que foi um pouco mais dura. Inicia-se a subida na aldeia da Lomba para nunca mais parar até chegar ao destino. Em alguns momentos a subida é bastante acentuada o que aliado ao calor que se fez sentir fez transpirar abundantemente os caminheiros.

Para mim, e sendo esta a terceira vez que faço este percurso, o mais importante era apurar do estado do trilho dado que, na última vez que por lá caminhei a serra se encontrava toda queimada. O que pude verificar foi que ainda existem marcações desaparecidas, alguns trilhos tapados com restos de árvores e mato, mas nada que impeça a realização do percurso. No entanto pode dificultar a vida a caminheiros menos experientes e mais dependentes das marcações.

De qualquer modo a actividade correu muito bem e toda a gente esteve bem à altura do desafio. No final a tão tradicional ida a Chão d'Ave para retemperar as forças.





21/07/2012

Trilhos de Água


Este passeio "inventado" por nós em 2001 continua a ser um dos que mais gosto de fazer.

A última vez que por lá passei, em 2011, verifiquei que a antiga saída do Rio Paivô estava tapada por mato denso, facto que nos obrigou a subir a encosta para conseguir passar para o trilho de regresso a Regoufe. Na semana passada pude constatar que tudo se mantém e, por isso, senti a necessidade de arranjar uma nova forma de poder percorrer este trilho saindo por um outro qualquer local. 

Hoje surgiu a oportunidade para verificar a nova saída do rio quando o Francisco me desafiou para uma caminhada. Ainda tentei arranjar mais voluntários mas sem qualquer sucesso.
 
Assim partimos apenas os dois para Regoufe e após a famosa subida ao Alto de Regoufe iniciámos a descida para o lugar do Pego. Pelo caminho constatámos mais umas parvoíces evolucionistas destes (des)governantes locais, que pelos vistos, agora querem fazer estradões pela serra toda. Será que ninguém pára esta gente de vez?

Descemos depois ao Rio Paivô onde as primeiras lagoas nos aguçaram o apetite para um belo banho.

Resistimos mais um pouco, ultrapassando primeiro o obstáculo causado pela represa que forma uma cascata. Já no leito do rio tirámos as botas e equipámos para melhor poder "caminhar" pelo rio e pela água.

A beleza continua a deslumbrar quem por lá passa e a calma e tranquilidade do local apenas é quebrado pelo cantar das cigarras e pelo correr das águas. Divinal!

Fomos caminhando lentamente, umas vezes pelas rochas, outras pela água, sempre com o cuidado que as pedras escorregadias exigem.

A chegada à Ponte de Xisto é sempre um marco do trilho e desta vez era a nossa saída do leito e regresso a Regoufe. Pelo menos era essa a nossa nova solução.

Antes de sairmos decidimos fazer mais umas dezenas de metros para usufruirmos da melhor lagoa do percurso. Assim o fizemos, tomando um belo banho refrescante. Aproveitámos ainda esses momentos para descansar um pouco. A saída do rio prometia um belo esforço.

Regressámos à ponte e iniciámos a longa e íngreme subida. Após a subida de um primeiro patamar rochoso pudemos observar o trilho de Drave lá bem em cima. O calor apertava e, por esse motivo, a subida foi feita devagar e com algumas pequenas paragens. A chegada ao Alto de Regoufe foi recebida com agrado.

Depois foi só descer até à povoação de Regoufe e parar no novo café para beber uma cervejinha bem gelada. 

Mais um bom momento nesta serra, para repetir sempre que possível.

16/07/2012

De Covelo de Paivô a Regoufe e regresso à aventura


Partimos, eu, o Vicente e o Cardoso, ontem a meio da tarde para a Serra da Freita para acampar no Parque de Campismo da Mizarela. 

Quando chegámos o céu estava um bocado encoberto e o vento que se fazia sentir era forte e frio. Optámos então por fazer uma pequena escalada junto ao Parque de Campismo. Apenas fizemos o gosto ao dedo e regressámos ao parque para jantar. 

Depois tentámos descansar um bocado no bugalow que alugámos. 

De manhã preparámos as coisas e fomos até Arouca para nos encontrarmos como restantes elementos do grupo, Pina Jorge, Francisco e Amaral que trazia um amigo, o Luís, para experimentar as nossas caminhadas. 

O objectivo desta aventura era fazer o trilho que liga Covelo de Paivô a Regoufe e regressar do outro lado da Ribeira de Regoufe até ao Rio Paivô e, pelo leito deste, regressar a Covelo.

A primeira parte decorreu sem qualquer problema por este belo trilho de antigas lajes, até à povoação de Regoufe. O trilho é muito paisagístico e proporciona momentos de grande beleza. O percurso está completamente marcado com a sinalética dos percursos pedestres.

O dia estava quente e quando chegámos a Regoufe ainda tentámos ir até à tasca, mas a mesma encontra-se em obras e, talvez por isso, estava fechada. Desilusão.

Agora vinha a parte de improviso que trazia a emoção do desconhecido. Passámos a Ribeira de Regoufe para o outro lado, através de umas poldras sobre um leito quase seco. Não muito depois começaram os problemas. Não foi fácil encontrar o antigo caminho que nos levaria ao Rio Paivô.

Perdemos uns bons minutos em campos lavrados de que não me lembro num passado recente, para depois, numa busca mais cuidada, descobrir o velho trilho meio escondido em ervas altas e muito pouco visível a quem não fosse com muita atenção.

Seguimos por ele, atravessando algumas zonas de tojo até o mesmo desaparecer. O rio estava lá em baixo mas o mato e a inclinação do terreno prometia dificuldades acrescidas. Seguimos a linha de cumeada mas em breve estávamos entre matos cerrados e com falésias nas proximidades.

Perdemos muito tempo na escolha do caminho, com dificuldades várias, escorregadelas, muitos picos cravados, algumas zonas perigosas para quem tivesse o azar de escorregar e muito esforço físico para conseguir ultrapassar os obstáculos. Ao fim de muito tempo percorrido, ora para um lado, ora para outro, lá conseguimos chegar ao rio junto a um velho moinho de água.

Finalmente estávamos no rio e na água. Já conhecemos o Rio Paivô de outras aventuras, mas deste ponto para a frente desconhecíamos o que nos esperava. Protegemos os equipamentos fotográficos e outros em saco estanque e, por esse motivo, esta parte não tem grande documentação fotográfica. E lá entrámos no rio.

Umas vezes dentro de água, outras pelas rochas, fomos progredindo lentamente e com muito desgaste físico, dentro do rio. Estas aventuras carecem do máximo de cuidado. As rochas são escorregadias, as botas vão molhadas e qualquer queda pode causar lesões graves, e o local não é de fácil acesso a socorro.

Por isso fomos caminhando, nadando e saltando de rocha em rocha com o máximo de atenção e cuidado, não fosse o Diabo tecê-las. A marcha era lenta mas o desgaste físico era elevado, assim como a tensão que cada um sofre ao saltar nas pedras, a "escalar" algumas rochas e a andar dentro de água sem escorregar.

Mas tudo corria bem até nos surgir uma cascata cuja transposição não se tornou muito fácil. As botas molhadas da maioria dos elementos e algum desconforto pelas alturas começaram a minar a confiança de alguns elementos.

Felizmente o nosso "alpinista" Amaral tinha um corda de 8mm, com uns 30 metros de comprimento, que nos valeu para ultrapassar o obstáculo. Perdemos muito tempo a arranjar uma solução que garantisse a segurança da descida a todos os elementos, uma vez que não havia nem arneses, oitos nem outro equipamento que teria dado jeito, mas a improvisação permitiu que todos descessem em segurança e se recuperasse a corda sem perda de material.

Ultrapassado o obstáculo continuámos a descer o Rio, entre saltos sobre as rochas e caminhada por dentro de água até encontrarmos o caminho de saída do mesmo. Foi um alívio, dado que já íamos bem cansados e com alguma apreensão, não fosse aparecer algum obstáculo mais complicado de ultrapassar.

Seguimos então esse trilho até Covelo de Paivô, local onde tínhamos os carros à espera.

Parámos depois em Moldes para beber, pois havia gente bastante desidratada, e comer uns petiscos. Saímos de lá já bem hidratados e bem cheios. Estas aventuras desgastam muito e implicam depois uma dose de sacrifício gastronómico extra para compensar.

Na próxima, porque certamente haverá próxima, já não cometeremos os mesmos erros de palmatória e consoante o tipo de aventura prevista carregaremos o material adequado. 

 Sempre a aprender!



15/07/2012

Covelo de Paivô - Regoufe e volta (em directo...)

Finalmente no Rio Paivô.

A tentar descer para o Rio Paivô num terreno difícil e com mato muito complicado.

02/07/2012

De Regoufe a Covas do Monte por Drave

Partimos de Regoufe em direcção a Drave pelas 22h30 de Sábado passado. A noite estava um pouco fria mas, apesar das nuvens, o luar iluminava o caminho pelo que caminhámos muito tempo sem necessidade de ligar os frontais.

Depois da subida ao Alto de Regoufe entrámos pelo estradão que segue para Drave para constatarmos que o mesmo já foi aumentado umas dezenas de metros.

Não sabemos bem o que se pretende com este estradão mas deve ser mais uma das muitas ideias que iluminam estas brilhantes mentes que nos (des)governam.

Se calhar a ideia é fazer mais uma SCUT e meter portagens até a Drave para ajudar na recuperação da crise. O problema é que com isto vão acabar por destruir o belo trilho que liga estes dois lugares acabando de vez com um dos mais bonitos lugares desta serra e, quem sabe, do país.

Chegámos a Drave por volta da 00h30 onde, "guiados" por uma escuteira, montámos o acampamento.

Após a curta noite partimos pelas 07h40 em direcção ao Portal do Inferno.

O incêndio do ano passado limpou o muito mato que por lá havia o que nos permitiu caminhar sem problemas de maior até perto da cascata. Algumas mariolas mostraram-nos o ponto da saída da linha de água e subimos calmamente, mas com esforço, a íngreme encosta até à estrada.

A primeira parte do percurso estava feita mas ainda faltava a ida a Covas do Monte e o regresso a Regoufe, dado que o objectivo era procurar a ligação entre Regoufe e Covas do Monte.
Descemos pela linha de água que vai ter a Covas do Monte, num longo e bastante íngreme percurso com muito cascalho solto. A carga às costas e a inclinação do percurso em alguns pontos desgastaram-nos bastante.

Pelo caminho tivemos que dar passagem a um enorme rebanho de cabras que subia a serra.

Chegámos a Covas do Monte apenas para fotografar a aldeia, ou apenas a entrada desta, e regressámos ao Portal do Inferno.
A longa subida, apesar de ter sido percorrida em metade do tempo, abalou alguns dos elementos do grupo.

Continuámos a subir depois por estrada até ao planalto onde entrámos no trilho que nos leva ao Alto de Regoufe e daí até à povoação, onde chegámos 7h20 depois de termos partido de Drave.


12/05/2012

Caminhos do Sol Nascente

Sob um dia magnífico de Sol e de calor eu e os meus amigos Cardoso e Pina Jorge fomos até à Serra da Freita para fazer uma caminhada e desfrutar de bons momentos de convívio e de ar livre.

Escolhemos um PR que nunca tínhamos percorrido, "PR3 - Caminhos do Sol Nascente". Iniciámos a caminhada na Igreja Matriz de Moldes seguindo depois para Ribeiro, Póvoa, Fuste, Adaúfe, Bustelo, regressando novamente a Moldes.

O percurso em si não se compara a vários existentes nesta mesma serra mas não deixa de ter os seus pontos de passagem interessantes.

O ponto alto surge junto a uma ribeira, onde a água vai caindo em pequenas cascatas e onde podemos observar um velho moinho abandonado.

Fisicamente o percurso tem alguma exigência, com algumas subidas longas e com alguma inclinação.

No final a satisfação era grande, pela actividade e pelo convívio, e mais uma vez acabámos em Chão d'Ave numa aventura gastronómica.


02/04/2012

Escalada na Aldeia da Pena


Ontem, enquanto eu e o Vicente nos íamos preparando para aventuras em BTT, uma grande parte do grupo (Pina Jorge, Borges, Rui, Bruno, DJ, Sousa e Isabel)foi escalar na Aldeia da Pena (São Macário).


25/03/2012

Treino BTT entre Esgueira (Aveiro) e Sernada


Nestas últimas semana temos andado em treinos de BTT, com vista a actividades em autonomia.

Desta vez fui experimentar o trilho que liga Esgueira (Aveiro) até Sernada do Vouga, guiado pelos meus companheiros Vicente e Cardoso, e com isso fazer mais de 50km de bicicleta. Aos poucos vamos voltando à forma.

Esperamos em breve justificar este esforço com uma bela actividade.

Pelo menos ideias já há, mas vou manter o segredo...


28/01/2012

Pela Serra do Caramulo

Decidi ir ao Caramulo para tentar fazer um velho trilho que devo ter percorrido pela última vez, faz no mínimo uns 7 anos. É claro que suspeitava que o mato pudesse ter tapado alguma passagem, mas nada como ir ao locar e ver.
Partimos de Aveiro 5 elementos, Calé, Vicente, Bruno, DJ e Francisco e seguimos para Jueus, ponto de partida do percurso.
A primeira parte do percurso correu bem, por trilhos empedrados e sob um vento gelado. Ao fundo a Serra da Estrela, este ano apenas com um pouco de neve no seu topo.
Chegámos à parte crítica do trilho e a imagem não era muito animadora. Mas como a teimosia também é coisa que "nos assiste" começámos a percorrer o antigo trilho de pé posto. Primeiro com tojo médio, depois mato alto e de difícil progressão, de seguida silvas, etc, etc...
A aproximação de uma linha de água dificultou ainda mais o avanço e tivemos que retirar regressando pelo trilho que tínhamos aberto. Devemos ter andado mais de duas horas para fazer umas centenas de metros.
Quem disse que a vida de Montanheiro era fácil?
No entanto não deixou de ser divertido, apesar dos inúmeros arranhões e esfoladelas adquiridos nesta luta contra o mato.
Estou certo que lá vamos voltar para arranjar uma alternativa àquela passagem.


21/01/2012

BTT nocturna e Pedestrianismo na Serra da Freita

Já há algum tempo que tinhamos parado com as idas à Sexta-feira à noite para a serra para fazer uma actividade nocturna seguida de outra no Sábado de manhã. Confesso que já tinha saudades.
Partimos ontem, Calé, Vicente e Cardoso, para o Parque de Campismo do Merujal onde fomos os únicos "habitantes" da zona.
Montámos "acampamento" num dos quartos do bugalow grande e partimos de bicicleta pela noite da serra em busca de uns Km's de aventura nocturna.
A noite estava tranquila, com uma temperatura suportável, e fomos improvisando a rota a seguir.
As pernas ainda não estão aptas a grandes esforços, pelo que fizemos um passeio mais curto do que é normal, regressando ao Parque de Campismo cerca das 23h30.
Depois de uma refeição ligeira, uma noite curta e mal dormida deixou-nos aptos para a caminhada diurna.

Optámos por um dos passeios que se inicia junto ao parque de Campismo e iniciámos, agora com um quarto elemento, o Amaral, um passeio que valeu pela descida e subida acentuada que o caracteriza. O PR16 - Caminhada Exótica, vais-se lá saber o porque do nome, não tem grandes, para não dizer nenhum, ponto de interesse. Vale pela longa e íngreme subida da serra.
No final mais um bom momento gastronómico em Chão d'Ave animou as hostes.


Caminhando pela Freita (em directo)...


14/01/2012

BTT pela Serra do Arestal


Recomeçámos a preparação para novas aventuras, a semana passada em Sernada do Vouga e esta semana pela Serra do Arestal.
O temperatura esteve bastante baixa mas o entusiasmo de voltar às actividades superou o desconforto dos pés gelados.
Seguimos um percurso pedestre marcado, que para BTT ainda tem algum interesse, com alguns bons trilhos e subidas interessantes para um recomeço de temporada. Para fazer a pé deve ser um verdadeiro suplício, sem grandes pontos de interesse, decorrendo por estradões entre eucaliptos. A marcação também deixa a desejar em alguns pontos importantes. Infelizmente abundam percursos destes por esse país fora.
De qualquer modo para nós foi bom por lá pedalar e será uma zona a explorar, no intuito de descobrir novos trilhos.

No Arestal - Sever do Vouga (em directo)

Pelos Trilhos da Serra.

Alminha curiosa no caminho.

Junto à Capela de São Tiago no Arestal.

08/12/2011

Trilho das Poldras - Vouzela

Aproveitando o feriado e o bonito dia que esteve rumámos a Vouzela e daí a Fataunços para fazer o Trilho das Poldras.
Eu, o Cardoso e o Bruno chegámos cedo e começámos a caminhar sob um nevoeiro frio que nos gelou as mãos.
O primeiro ponto de interesse chega na primeira passagem de um ribeiro com um moinho de água imponente e de grande dimensão (na foto) e a passagem da ribeira pelas Poldras (pedras colocadas na ribeira para permitir a sua travessia). O local era muito agradável e o ruído da água a correr dava mais encanto ao local.
Decidimos pouco depois fazer a versão longa do percurso e acabámos a caminhar no antigo leito ferroviário da nossa já sobejamente conhecida Linha do Vouga.
Este pedaço longo, com cerca de 5Km é excelente para a BTT mas demasiado monótono para caminhar. Não tem pontos de interesse e serve só mesmo para caminhar.
Passámos depois por Figueiredo das Donas e chegámos a outro ponto de interesse. O belo troço da via romana que vinha de Viseu para São Pedro do Sul. Umas centenas de metros de via bem preservada.
Logo abaixo a Ponte Pedrinha, um belo exemplar medieval de um arco, tristemente escondida pela actual ponte rodoviária. Quase não se dá pela existência da velha ponte pelo que poderia ter havido algum cuidado na construção da nova passagem.
Nova travessia da ribeira por uma espécie de albufeira empedrada e uns quilómetros depois uma nova passagem por Poldras, numa outra ribeira.
O percurso tem realmente alguns pontos de interesse, mas a versão longa é completamente desinteressante, destinando-se apenas a caminhar por caminhar. Na versão curta implica desviar um pouco para ver a Via Romana.



Em Fataunços (Vouzela) - Trilho das Poldras (em directo...)

Mais uma ribeira a atravessar e novamente as poldras

Belo troço de via Romana

Poldras

Início da actividade

06/11/2011

Ainda há muito para Escalar no Caramulo...

Ontem de manhã, eu e mais o meu amigo Cardoso, levámos um belo banho enquanto pedalávamos durante um treino de BTT. Por esse motivo a esperança que eu tinha em escalar hoje ficou seriamente abalada.

No entanto o bom tempo que se fez sentir na tarde de ontem e confirmada hoje de manhã (Domingo) fez-nos rumar até ao Caramulo para enfrentarmos mais uns desafios nas vias de Escalada do Caramulinho.

Eu, o DJ, Bruno e Francisco lá equipámos e começámos por umas vias fáceis para aquecer. Depois fui abrir a via da chaminé, conforme tinha prometido a mim mesmo na última visita ao local. Confesso que me deu mais luta do que esperava, mas lá consegui. Seguiram-se os companheiros de cordada.

Aproveitámos o facto do top estar montado para nos divertirmos numa via ao lado, um 6b+ (salvo erro). Claro que foi mesmo apenas para diversão e para passar uns momentos bem interessantes na via.

Acabámos num V+ interessante onde a fase inicial e a final deram muitas dores de cabeça aos meus parceiros de aventura.

Saímos das rochas já o frio tinha tomado conta da zona e regressámos cansados mas bem satisfeitos a casa.


Regresso ao Caramulo (Em directo)