23/07/2018
Serra do Arestal - Trilhos da Pedra Moura e dos Amiais
Ontem eu, o Francisco e o Cardoso fomos esticar as pernas nos trilhos de Sever do Vouga.
O percurso decorreu, em grande parte, sob a sombra da muita vegetação existente na serra o que nos ajudou bastante, dado que, o dia esteve bastante quente. No entanto, mesmo à sombra o calor fez-se sentir e suámos bastante.
No regresso a Couto de Cima (Couto de Esteves) passou-se ainda pela povoação de Cerqueira e pela Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Já em Couto de Cima decidimos realizar o 'PR6 - Trilho dos Amiais'.
Continuou-se a descida até Amiais. Pelo caminho a passagem por algumas linhas de água interessantes.
A caminho de Vilarinho atravessou-se o Rio Gresso por um pequeno pontão.
Antes de chegar à povoação entrou-se por um campo de milho até se chegar junto à Igreja Matriz.
Em ambos os trilhos há grandes troços desinteressantes entre eucaliptos. Começa também a haver zonas com alguma vegetação rasteira e agressiva a necessitar de alguma manutenção nestes trilhos. O calor também dificultou a vida aos caminheiros.
No entanto, a actividade foi agradável e valeu a pena pelos aspectos patrimoniais e culturais acima referidos e pelo convívio.
Alberto Calé
11/07/2018
Serra da Arada - Trilhos de Água
Desta vez esta actividade acabou por juntar vinte e seis pessoas, incluindo duas moças da Lituânia.
O facto do grupo ser tão numeroso fez com que o mesmo se alongasse durante as subidas e descidas acentuadas, provocando maior demora na chegada aos objectivos e algum tempo de espera para se conseguir reagrupar.
Após a passagem mais sugestiva, para ultrapassar a represa que forma uma cascata, o grupo chegou finalmente ao leito do rio.Após os avisos dos perigos e como caminhar em segurança pelo rio iniciou-se a caminhada pelo leito do rio, com alguns elementos a tentar evitar a água e outros a caminhar por dentro dela.
É este desafio constante que aliado à paisagem deslumbrante do Rio Paivô e envolvente que torna este percurso um dos mais empolgantes que costumamos fazer.
Demorou-se demasiado tempo a chegar à lagoa principal, onde normalmente se toma um prolongado e refrescante banho. O tempo de demora no reagrupar de todos os caminheiros e o facto de termos hora marcada para o almoço fez-nos, logo que reunimos todos os elementos, iniciar a penosa e longa subida.
Seguiu-se uma pequena hidratação com umas "minis" no cafezito
de Regoufe e depois partimos para Moldes onde chegámos já perto das 18 horas. O “almoço” foi, como sempre, bastante retemperador, fazendo esquecer as agruras das subidas.
Percurso muito bonito, desgastante onde se desaconselha a realização com grupos grandes.
Francisco Soares
15/06/2018
Percursos de Grande Rota - Rota Vicentina
A Rota Vicentina, integrada no Parque Natural do
Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, é um conjunto de percursos
pedestres no Sudoeste de Portugal, interligados entre si, que podem ser
percorridos a pé ou de bicicleta, num total aproximado de 400 km, entre a
cidade de Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, o ponto mais a
Sudoeste da Europa.
Esta rota foi eleita pela ‘Condé Nats Traveller’, a ‘Bíblia’ das
viagens, uma das seis costas litorais mais bonitas do mundo e a última
costa selvagem da Europa.
A Rota Vicentina é constituída pelo Caminho Histórico, o Trilho dos
Pescadores e por vários Percursos Circulares, todos de uma beleza ímpar
em Portugal e no mundo.
Muitos destes trilhos já eram bem conhecidos dos peregrinos que
partiam do Cabo de São Vicente com destino a Santiago de Compostela.
Publicamos assim um conjunto de páginas informativas sobre a Rota Vicentina, na sequência da marcha de travessia que por lá efectuámos.
Mais uma vez pudemos contar com a colaboração do site "A Terceira Dimensão - Fotografia Aérea", ao permitir que as suas fotografias embelezem as nossas galerias fotográficas. Ao seu autor o nosso muito obrigado.
01/06/2018
Ponte da Misarela - Serra da Peneda-Gerês
Em viagem por Boticas e Montalegre, em busca de informação e Património das Serras do Gerês e Larouco, fui finalmente em busca da famosa Ponte da Misarela.
Apreciem a beleza da mesma e do lugar onde se encontra.
Apreciem a beleza da mesma e do lugar onde se encontra.
10/05/2018
Ficha Técnica: Trilho das Levadas (Serra da Freita)
O novo percurso na Serra da Freita é também merecedor de constar nas nossas "Fichas Técnicas".
Um percurso numa parte da serra até agora pouco conhecida, pela nossa parte, mas onde pudemos constatar que também encerra os seus encantos.
Neste percurso, tal como o nome indica, a quantidade de levadas de água é presença constante, bem como, linhas de água, ribeiras e moinhos.
A passagem pelos Moinhos da Barrosa, é quanto a nós o momento alto de todo o percurso. O lugar de grande beleza tem como protagonista a grande quantidade de água, oriunda de várias ribeiras, que se precipita por pequenas cascatas, criando um cenário visual e "musical" ímpar.
Ainda no percurso outro património e outros lugares de grande beleza recomendam a realização deste percurso.
05/05/2018
Puebla de Sanabria - Cáñon da Cardena e Secundera
Quando começamos a subir, ainda de carro, a partir de San Martin de
Castañeda, a temperatura exterior era de 0 graus. Havia a possibilidade de queda de neve e até os limpa-neves estavam em alerta na berma da estrada.
Chegados à Lagoa dos Peixes, onde também se inicia o
percurso para Peña Trevinca, começou a nevar. A visibilidade diminuiu drasticamente pelo que
resolvemos não ter condições para realizar este percurso. Dirigimo-nos para Ribadelajo
Viejo para fazermos o Cáñon del Cardena e Secundera que também já se tinha realizado no ano
passado.
Decidimos realizá-lo em sentido contrário ao do ano anterior para evitar a descida acentuada em
pedra solta que existe no final do percurso.
Não foi efectuámos a descer mas tivemos que a fazer a subir. Bem quentinhos pelo esforço,
fomoss sendo brindados com alguns raios de sol, muito tímidos, mas que davam algum
conforto.
A certa altura começou a nevar com intensidade, o que junto com um vento cortante chegou a assustar. Os flocos de neve
vinham na horizontal e batiam nos olhos obrigando a
proteger-nos com a colocação de óculos.
Começou então a descida para a Lagoa de Sanabria, a lagoa principal, bem como, para o
dito Canhão do Secundera.
Apesar de relativamente curto, os cerca de 10,5 Km deste percurso
justificam bem a classificação de dificuldade média/alta.
De volta ao "Don Pepe" para o banho retemperador e posterior
regresso a Portugal.
Francisco Soares
Puebla de Sanabria - Laguna e Cascata de Sotillo
No passado Sábado, 27 de Abril, o grupo constituído pela
Sãozita, Carla, Amaral, Zé Manel, DJ e eu, partimos para Sotillo, uma pequena povoação a Sul do
Lago de Sanabria, onde começamos um trilho idealizado pelo DJ, com visita à Laguna
de Sotillo, e depois às famosas “Cascadas”.
A previsão meteorológica não ajudava muito, pois indicava frio e
possibilidade de trovoada, pelo que tivemos que ir preparados para todas as
condições.
O início, bastante íngreme, ajudou a aquecer. O surgimento de uns tímidos raios de Sol deram-nos a esperança de que as
previsões não se concretizassem.
Antes da chegada à lagoa já se conseguiam ver as cascatas do
outro lado do vale. Mesmo à distância são imponentes.
Seguimos para as cascatas onde, em comparação com o ano passado, continham muito mais água. A abundância de água que agora caía pela
encosta formava duas quedas de água exuberantes que enchiam os olhos de quem observava tamanho espectáculo.
Passámos algum tempo no local, onde aproveitámos para comer
qualquer coisa, antes de retomarmos o caminho de volta.
No regresso, que decorreu sem qualquer problema, tivemos de atravessar algumas linhas de água. No solo fomos encontrando marcas dos animais que abundam
na zona, tais como, corsos, javalis e lobos.
Regressámos ao "Don Pepe", onde
um banho retemperador e um bom descanso souberam muito bem. A Sãozita, o Amaral, o
Zé e o Bruno regressaram a Portugal, e o grupo restante foi reforçado com a chegada do Joca para a actividade do dia seguinte.
Francisco Soares
25/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Para mim esta etapa foi aquela de que mais gostei.
Este trilho acaba por juntar o melhor dos dois primeiros da rota.
Para os quatro totalistas desta Rota, eu, Francisco, Cardoso e DJ, irão certamente ficar na memória estas paisagens únicas da Costa Vicentina e os momentos vividos em grupo enquanto se percorria o Trilho dos Pescadores.
Venham mais trilhos destes.
24/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Esta foi a mais longa, com cerca de 22 km.
Com início em Almograve o percurso começa por um longo estradão à beira-mar que depois passa a trilho em areia sobre as dunas e falésias da costa.
Assim se mantém até perto de Cavaleiro, uma pequena aldeia perto do Cabo Sardão.
A chegada e a descida ao porto é um bom momento no passeio.
A partir daí e durante 3 Km segue por uma espécie de ciclovia cujo pavimento é formado de pequenas pedras soltas que massacram os pés.
Pessoalmente achei esta etapa a menos interessante do percurso já efectuado. No entanto, não deixa de ter a sua beleza.
Amanhã partimos para a última etapa deste trilho, realizando a ligação de Zambujeira do Mar a Odeceixe. Serão os últimos 17 Km desta nossa aventura.
23/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Iniciámos o percurso de barco na travessia do Rio Mira o que nos poupou cerca de três quilómetros, grande parte por estrada, ficando assim a etapa em 12 Km. Apesar de curta a viagem de barco não deixou de ser diferente e agradável.
De qualquer maneira as vistas para o mar, quando surgiam, foram sempre divinais.
Ao longo do percurso foi ainda necessário atravessar duas ribeiras que obrigaram a meter as botas na água. Valeu que a profundidade era pouca e, de pedra em pedra, quase ninguém molhou os pés.
Amanhã vem a etapa mais longa do percurso, pelo que, todos sabemos que vai custar um bocado. Se for como a primeira, que grande parte do caminho era em areia, então vai mesmo doer.
22/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Hoje iniciámos o "Trilho dos Pescadores" na Rota Vicentina. Eu, Francisco, Cardoso, Dj e Figueiredo partimos cedo de Porto Côvo para cumprirmos os cerca de 20 Km desta etapa.
Pelo caminho a passagem na Ilha do Pessegueiro e no Forte do Pessegueiro, inúmeras praias e falésias.
Amanhã realizaremos a ligação entre Vila Nova de Milfontes e Almograve num total de 15 km.
Seremos então apenas quatro elementos, uma vez que o Figueiredo apenas nos acompanhou na primeira etapa.
14/04/2018
Serra da Freita - Trilho das Levadas
O percurso começa em Mansores, junto à capela local e durante a parte inicial do mesmo segue ao longo de diversas levadas de água.
O local é de grande beleza e nem que fosse só por este pedaço de paraíso o passeio já valia a pena.
Após subirmos à estrada é possível visitar o calvário, situado a pouco mais de uma centena de metros fora do percurso.
Atravessámos depois os campos, normalmente sempre junto a levadas de água, até regressarmos novamente a Mansores.
Este percurso dá uma visão diferente da Serra da Freita, onde a serra dá origem a campos e a inúmeras linhas de água.
Não sendo dos melhores trilhos da serra merece, sem dúvida, ser percorrido e apreciado.
Alberto Calé
08/04/2018
Ficha Técnica: Trilho da Pombeira (Serra de Montemuro)
Publicamos uma nova Ficha Técnica da Serra de Montemuro.
O "Trilho da Pombeira" percorre trilhos de Castro Daire, com bonitas paisagens, características desta serra, e o património de lugares como Lamelas de Lá, Lamelas de Cá e Codeçais.
O Rio Vidoeiro e as suas poldras, o Rio Pombeiro e a Cascata e Moinhos da Pombeira, lugares de grande beleza, são os pontos altos deste percurso.
Desvendamos assim mais um pouco desta bonita serra onde, certamente, teremos muito ainda a descobrir.
27/03/2018
Serra da Freita - Pelo planalto da serra
Este Domingo um grupo alargado de amigos composto por: Pina Jorge, Jéssica, Paula, Amaral, Zé, DJ, Zé Figueiredo e eu (Francisco) decidiu percorrer alguns trilhos da Serra da Freita.
Parte do grupo encontrou-se
no café do Parque de Campismo do Merujal.
O tempo apesar de ameaçador, não foi suficiente para desmotivar o grupo. Assim, iniciámos o percurso e seguimos na direcção de Albergaria da Serra, onde subimos pela
estrada que passa na antiga escola. Depois aproximámo-nos do ribeiro que leva à levada que segue na direcção do Rio Caima e de novo à aldeia.
Continuámos pelo trilho do percurso "PR15", pela margem esquerda do Rio Caima,
onde apreciámos a beleza da paisagem, já bem conhecida de alguns de nós.
Daí regressámos à estrada em direcção a Cabaços onde, por sugestão do DJ, em vez de passarmos pela povoação seguimos pelo percurso "PR7", junto ao afloramento de quartzo.
Espreitámos o miradouro
de fugida, pois fazia muito frio, e seguimos depois para o Parque de Campismo, onde
se encontravam os carros.
Aí estavam o Bruno e a Olga que se juntaram a nós apenas
para o almoço.
Acabou por ser uma actividade com alguma improvisação mas
interessante. Acabou no "Nino da Freita" para a merecida
recuperação.
Francisco Soares
24/03/2018
Serras de Portugal - Serra do Arestal
A Serra do Arestal, uma das Serras que constitui o Maciço da
Gralheira, está inserida nos concelhos de Sever do Vouga, Vale de Cambra
e, em menor escala, no de Albergaria-a-Velha, e orienta-se no sentido
Nordeste-Sudoeste, considerado contraforte da Serra da Arada. Com 20 km
de extensão, atinge a altura máxima à cota de 869 metros acima do nível
do mar.
É delimitada a Norte e Oeste pelo Rio Caima e a Este pelo Rio
Teixeira, ambos importantes afluentes do Vouga. A Serra da Arada
delimita-a a Nordeste através de uma falha de escarpa, no sentido
Noroeste-Sueste.
É constituída por grandes planaltos nas zonas mais elevadas, descendo
de forma suave a Este, irrompendo pequenos cabeços das várias
plataformas.
Genericamente, as vertentes Norte, Sul e Oeste são mais acentuadas e
descem abruptamente para os rios Vouga, Teixeira e Caima, dando origem a
vales profundos e encaixados.
Nesta serra, onde existem importantes vestígios megalíticos,
avistam-se paisagens deslumbrantes que incluem o litoral, de Espinho até
à Serra da Boa Viagem, e o interior montanhoso, da Serra de Montemuro
até à Serra da Estrela.
Desta serra avista-se a Ria de Aveiro e as aldeias que se escondem nas cabeceiras do Rio Bom.
Mineralogicamente, o subsolo é rico em cobre, chumbo, estanho e
volfrâmio. O complexo mineiro do Braçal, que inclui as minas do Braçal,
Malhada e Coval da Mó, permitiu a exploração de um dos maiores jazigos
mineiros da região de Aveiro.
Nas culturas cerealíferas encontradas nos planaltos superiores e nas
chãs das vertentes predominam o milho e o centeio. O milho, a vinha, a
oliveira e a laranjeira predominam nas zonas abrigadas das encostas.
A fauna do Arestal é, predominantemente, constituída por gado bovino,
ovino e caprino, sendo essenciais como recurso alimentar para a
população da região.
O clima é temperado marítimo, progressivamente mais rigoroso nas
zonas de maior altitude.
Salienta-se a existência de numerosas cascatas envolvidas por uma
vegetação luxuriante, as enigmáticas gravuras de arte rupestre atlântica
e os notáveis monumentos megalíticos que testemunham a ancestral
ocupação humana deste território.
Quanto ao património religioso, a igreja e cruzeiro de Rôge, são, provavelmente, os monumentos mais populares da região.
25/02/2018
Serra de Montemuro: Trilho da Pombeira
Ontem eu, o Francisco, o Cardoso, o Dj e o Figueiredo fomos até Lamelas (Castro Daire) para fazer o Trilho da Pombeira.
Iniciámos a actividade junto à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em Lamelas de Cá e seguindo as marcações chegámos e atravessámos parte da povoação de Lamelas de Lá até chegarmos a um miradouro sobre a Cascata da Pombeira.
Deste ponto também foi possível observar algumas aldeias dispersas pela serra, entre as quais uma que se situa sobre a cascata e junto à qual passaríamos mais tarde, a localidade de Codeçais.
A passagem junto ao Rio Vidoeiro trouxe a alegria do ruído da água a correr e a beleza das suas margens. O momento alto no rio é a passagem pelas "Poldras do meio", rochas posicionadas no leito do rio que permitem a sua travessia.
Por trilhos entre campos lavrados chegou-se à entrada de Codeçais. Infelizmente o trilho não entra na povoação, o que penso que poderia ser interessante.
Descemos à barragem de Codeçais que forma uma albufeira. Penso que é a partir daqui que o Rio Vidoeiro se passa a chamar Rio Pombeiro.
Acompanha-se o rio durante um bocado, podendo ver-se as ruínas de alguns moinhos enquanto se segue na direcção de Lamelas de Lá.
Antes de chegar à povoação seguimos por um trilho de pé posto para visitarmos a Cascata e os Moinhos da Pombeira.
A visita a este ponto é obrigatória e de grande beleza.
Regressámos depois pelo mesmo caminho até à Povoação de Lamelas de Lá, a qual atravessámos, e depois pela povoação de Lamelas de Cá até chegarmos à igreja onde começámos o percurso.
O dia esteve magnífico e o percurso foi do agrado de todos, com momentos de grande beleza paisagística e natural. Aconselha-se.
Alberto Calé
























