05/05/2018
Puebla de Sanabria - Laguna e Cascata de Sotillo
No passado Sábado, 27 de Abril, o grupo constituído pela
Sãozita, Carla, Amaral, Zé Manel, DJ e eu, partimos para Sotillo, uma pequena povoação a Sul do
Lago de Sanabria, onde começamos um trilho idealizado pelo DJ, com visita à Laguna
de Sotillo, e depois às famosas “Cascadas”.
A previsão meteorológica não ajudava muito, pois indicava frio e
possibilidade de trovoada, pelo que tivemos que ir preparados para todas as
condições.
O início, bastante íngreme, ajudou a aquecer. O surgimento de uns tímidos raios de Sol deram-nos a esperança de que as
previsões não se concretizassem.
Antes da chegada à lagoa já se conseguiam ver as cascatas do
outro lado do vale. Mesmo à distância são imponentes.
Seguimos para as cascatas onde, em comparação com o ano passado, continham muito mais água. A abundância de água que agora caía pela
encosta formava duas quedas de água exuberantes que enchiam os olhos de quem observava tamanho espectáculo.
Passámos algum tempo no local, onde aproveitámos para comer
qualquer coisa, antes de retomarmos o caminho de volta.
No regresso, que decorreu sem qualquer problema, tivemos de atravessar algumas linhas de água. No solo fomos encontrando marcas dos animais que abundam
na zona, tais como, corsos, javalis e lobos.
Regressámos ao "Don Pepe", onde
um banho retemperador e um bom descanso souberam muito bem. A Sãozita, o Amaral, o
Zé e o Bruno regressaram a Portugal, e o grupo restante foi reforçado com a chegada do Joca para a actividade do dia seguinte.
Francisco Soares
25/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Para mim esta etapa foi aquela de que mais gostei.
Este trilho acaba por juntar o melhor dos dois primeiros da rota.
Para os quatro totalistas desta Rota, eu, Francisco, Cardoso e DJ, irão certamente ficar na memória estas paisagens únicas da Costa Vicentina e os momentos vividos em grupo enquanto se percorria o Trilho dos Pescadores.
Venham mais trilhos destes.
24/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Esta foi a mais longa, com cerca de 22 km.
Com início em Almograve o percurso começa por um longo estradão à beira-mar que depois passa a trilho em areia sobre as dunas e falésias da costa.
Assim se mantém até perto de Cavaleiro, uma pequena aldeia perto do Cabo Sardão.
A chegada e a descida ao porto é um bom momento no passeio.
A partir daí e durante 3 Km segue por uma espécie de ciclovia cujo pavimento é formado de pequenas pedras soltas que massacram os pés.
Pessoalmente achei esta etapa a menos interessante do percurso já efectuado. No entanto, não deixa de ter a sua beleza.
Amanhã partimos para a última etapa deste trilho, realizando a ligação de Zambujeira do Mar a Odeceixe. Serão os últimos 17 Km desta nossa aventura.
23/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Iniciámos o percurso de barco na travessia do Rio Mira o que nos poupou cerca de três quilómetros, grande parte por estrada, ficando assim a etapa em 12 Km. Apesar de curta a viagem de barco não deixou de ser diferente e agradável.
De qualquer maneira as vistas para o mar, quando surgiam, foram sempre divinais.
Ao longo do percurso foi ainda necessário atravessar duas ribeiras que obrigaram a meter as botas na água. Valeu que a profundidade era pouca e, de pedra em pedra, quase ninguém molhou os pés.
Amanhã vem a etapa mais longa do percurso, pelo que, todos sabemos que vai custar um bocado. Se for como a primeira, que grande parte do caminho era em areia, então vai mesmo doer.
22/04/2018
Rota Vicentina - Trilho dos Pescadores
Hoje iniciámos o "Trilho dos Pescadores" na Rota Vicentina. Eu, Francisco, Cardoso, Dj e Figueiredo partimos cedo de Porto Côvo para cumprirmos os cerca de 20 Km desta etapa.
Pelo caminho a passagem na Ilha do Pessegueiro e no Forte do Pessegueiro, inúmeras praias e falésias.
Amanhã realizaremos a ligação entre Vila Nova de Milfontes e Almograve num total de 15 km.
Seremos então apenas quatro elementos, uma vez que o Figueiredo apenas nos acompanhou na primeira etapa.
14/04/2018
Serra da Freita - Trilho das Levadas
O percurso começa em Mansores, junto à capela local e durante a parte inicial do mesmo segue ao longo de diversas levadas de água.
O local é de grande beleza e nem que fosse só por este pedaço de paraíso o passeio já valia a pena.
Após subirmos à estrada é possível visitar o calvário, situado a pouco mais de uma centena de metros fora do percurso.
Atravessámos depois os campos, normalmente sempre junto a levadas de água, até regressarmos novamente a Mansores.
Este percurso dá uma visão diferente da Serra da Freita, onde a serra dá origem a campos e a inúmeras linhas de água.
Não sendo dos melhores trilhos da serra merece, sem dúvida, ser percorrido e apreciado.
Alberto Calé
08/04/2018
Ficha Técnica: Trilho da Pombeira (Serra de Montemuro)
Publicamos uma nova Ficha Técnica da Serra de Montemuro.
O "Trilho da Pombeira" percorre trilhos de Castro Daire, com bonitas paisagens, características desta serra, e o património de lugares como Lamelas de Lá, Lamelas de Cá e Codeçais.
O Rio Vidoeiro e as suas poldras, o Rio Pombeiro e a Cascata e Moinhos da Pombeira, lugares de grande beleza, são os pontos altos deste percurso.
Desvendamos assim mais um pouco desta bonita serra onde, certamente, teremos muito ainda a descobrir.
27/03/2018
Serra da Freita - Pelo planalto da serra
Este Domingo um grupo alargado de amigos composto por: Pina Jorge, Jéssica, Paula, Amaral, Zé, DJ, Zé Figueiredo e eu (Francisco) decidiu percorrer alguns trilhos da Serra da Freita.
Parte do grupo encontrou-se
no café do Parque de Campismo do Merujal.
O tempo apesar de ameaçador, não foi suficiente para desmotivar o grupo. Assim, iniciámos o percurso e seguimos na direcção de Albergaria da Serra, onde subimos pela
estrada que passa na antiga escola. Depois aproximámo-nos do ribeiro que leva à levada que segue na direcção do Rio Caima e de novo à aldeia.
Continuámos pelo trilho do percurso "PR15", pela margem esquerda do Rio Caima,
onde apreciámos a beleza da paisagem, já bem conhecida de alguns de nós.
Daí regressámos à estrada em direcção a Cabaços onde, por sugestão do DJ, em vez de passarmos pela povoação seguimos pelo percurso "PR7", junto ao afloramento de quartzo.
Espreitámos o miradouro
de fugida, pois fazia muito frio, e seguimos depois para o Parque de Campismo, onde
se encontravam os carros.
Aí estavam o Bruno e a Olga que se juntaram a nós apenas
para o almoço.
Acabou por ser uma actividade com alguma improvisação mas
interessante. Acabou no "Nino da Freita" para a merecida
recuperação.
Francisco Soares
24/03/2018
Serras de Portugal - Serra do Arestal
A Serra do Arestal, uma das Serras que constitui o Maciço da
Gralheira, está inserida nos concelhos de Sever do Vouga, Vale de Cambra
e, em menor escala, no de Albergaria-a-Velha, e orienta-se no sentido
Nordeste-Sudoeste, considerado contraforte da Serra da Arada. Com 20 km
de extensão, atinge a altura máxima à cota de 869 metros acima do nível
do mar.
É delimitada a Norte e Oeste pelo Rio Caima e a Este pelo Rio
Teixeira, ambos importantes afluentes do Vouga. A Serra da Arada
delimita-a a Nordeste através de uma falha de escarpa, no sentido
Noroeste-Sueste.
É constituída por grandes planaltos nas zonas mais elevadas, descendo
de forma suave a Este, irrompendo pequenos cabeços das várias
plataformas.
Genericamente, as vertentes Norte, Sul e Oeste são mais acentuadas e
descem abruptamente para os rios Vouga, Teixeira e Caima, dando origem a
vales profundos e encaixados.
Nesta serra, onde existem importantes vestígios megalíticos,
avistam-se paisagens deslumbrantes que incluem o litoral, de Espinho até
à Serra da Boa Viagem, e o interior montanhoso, da Serra de Montemuro
até à Serra da Estrela.
Desta serra avista-se a Ria de Aveiro e as aldeias que se escondem nas cabeceiras do Rio Bom.
Mineralogicamente, o subsolo é rico em cobre, chumbo, estanho e
volfrâmio. O complexo mineiro do Braçal, que inclui as minas do Braçal,
Malhada e Coval da Mó, permitiu a exploração de um dos maiores jazigos
mineiros da região de Aveiro.
Nas culturas cerealíferas encontradas nos planaltos superiores e nas
chãs das vertentes predominam o milho e o centeio. O milho, a vinha, a
oliveira e a laranjeira predominam nas zonas abrigadas das encostas.
A fauna do Arestal é, predominantemente, constituída por gado bovino,
ovino e caprino, sendo essenciais como recurso alimentar para a
população da região.
O clima é temperado marítimo, progressivamente mais rigoroso nas
zonas de maior altitude.
Salienta-se a existência de numerosas cascatas envolvidas por uma
vegetação luxuriante, as enigmáticas gravuras de arte rupestre atlântica
e os notáveis monumentos megalíticos que testemunham a ancestral
ocupação humana deste território.
Quanto ao património religioso, a igreja e cruzeiro de Rôge, são, provavelmente, os monumentos mais populares da região.
25/02/2018
Serra de Montemuro: Trilho da Pombeira
Ontem eu, o Francisco, o Cardoso, o Dj e o Figueiredo fomos até Lamelas (Castro Daire) para fazer o Trilho da Pombeira.
Iniciámos a actividade junto à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em Lamelas de Cá e seguindo as marcações chegámos e atravessámos parte da povoação de Lamelas de Lá até chegarmos a um miradouro sobre a Cascata da Pombeira.
Deste ponto também foi possível observar algumas aldeias dispersas pela serra, entre as quais uma que se situa sobre a cascata e junto à qual passaríamos mais tarde, a localidade de Codeçais.
A passagem junto ao Rio Vidoeiro trouxe a alegria do ruído da água a correr e a beleza das suas margens. O momento alto no rio é a passagem pelas "Poldras do meio", rochas posicionadas no leito do rio que permitem a sua travessia.
Por trilhos entre campos lavrados chegou-se à entrada de Codeçais. Infelizmente o trilho não entra na povoação, o que penso que poderia ser interessante.
Descemos à barragem de Codeçais que forma uma albufeira. Penso que é a partir daqui que o Rio Vidoeiro se passa a chamar Rio Pombeiro.
Acompanha-se o rio durante um bocado, podendo ver-se as ruínas de alguns moinhos enquanto se segue na direcção de Lamelas de Lá.
Antes de chegar à povoação seguimos por um trilho de pé posto para visitarmos a Cascata e os Moinhos da Pombeira.
A visita a este ponto é obrigatória e de grande beleza.
Regressámos depois pelo mesmo caminho até à Povoação de Lamelas de Lá, a qual atravessámos, e depois pela povoação de Lamelas de Cá até chegarmos à igreja onde começámos o percurso.
O dia esteve magnífico e o percurso foi do agrado de todos, com momentos de grande beleza paisagística e natural. Aconselha-se.
Alberto Calé
28/01/2018
Pelas serras da Freita e Arada
Ontem decidimos percorrer os trilhos daquela que foi a "nossa" segunda etapa do GR28.
O dia estava limpo mas algo fresco quando eu, o Francisco, o Cardoso e o Figueiredo iniciámos a caminhada em Tebilhão.
Na estrada dirigimo-nos na direcção do Candal. Ao chegar à povoação iniciámos a longa e íngreme subida ao parque eólico das Chãs. O trilho empedrado, de grande beleza, tem uma vista fabulosa sobre as Serras da Freita, Arada, São Macário e Montemuro.
Durante a longa subida é possível apercebermo-nos do desnível superado, uma vez que a povoação do Candal vai ficando cada vez mais pequenina, lá no fundo do vale. Por sua vez, a povoação da Póvoa das Leiras, vai ficando cada vez mais perto e à nossa altitude e, depois, também ela vai ficando abaixo de nós.
Atravessámos o parque e seguimos na direcção das Minas das Chãs.
Chegados ao antigo complexo mineiro pudemos observar que as galerias foram seladas e colocados avisos de perigo. Com a instalação do parque eólico sobre as antigas mineiras e com os explosivos usados durante essa mesma instalação, é bem possível que as galerias tenham cedido ou estejam instáveis.
Descemos depois até à povoação de Cabreiros e daí regressámos a Tebilhão por um velho trilho não marcado que segue uma antiga levada, agora um pouco coberta pelo mato na parte inicial do trilho (esta parte do percurso pertence à nossa versão do "Caminho do Carteiro" na Serra da Freita).
A subida é também acentuada e sobre pedras lisas e húmidas, e leva-nos aos campos de Tebilhão. Uma bela vista para a aldeia surge-nos ao lá chegar e olhando no sentido oposto podemos observar Cabreiros e a Serra da Arada.
No final da jornada e para manter a tradição fomos até Moldes matar a fome e a sede.
Este foi a primeira actividade do ano e esperamos que em breve surjam mais.
Alberto Calé
25/12/2017
Vale de Cambra - Percurso de Trebilhadouro
Este Sábado, para abrir o apetite para o bacalhau e para as rabanadas, eu, o Francisco, o Figueiredo e o Luís fomos até Vale de Cambra para realizar o percurso pedestre "PR4 - Trebilhadouro".
Percurso situado entre as serras do Arestal e da Freita, tem cerca de 11 km e é, em geral, muito agradável.
Iniciámos a actividade em Trebilhadouro, uma aldeia típica que esteve abandonada durante mais de uma década, mas que entretanto foi recuperada e é umas das Aldeias de Portugal.
Durante o percurso visitámos as Gravuras Rupestres do Trebilhadouro, um pequeno núcleo rochoso onde se podem observar algumas manifestações gráficas datadas do 4º ao 1º milénio antes de Cristo.
Depois desce-se abundantemente até ao Rio Caima. Pelo caminho é possível apreciar as paisagem para as serras do Arestal e Freita e para o vale, onde é possível ver diversas povoações e, num dia límpido como foi o de Sábado, até se consegue ver o mar.
A passagem pela Ponte do Castelo dá-se num lugar de grande beleza onde o Rio Caima alegra o lugar com o ruído das suas águas.
Ainda antes de se iniciar a subida a Trebilhadouro surge a Barragem Duarte Pacheco que infelizmente, por se encontrar vazia perdeu certamente alguma da sua beleza.
A chegada a Trebilhadouro e percorrer as suas ruelas é um final muito interessante para a actividade.
Mais um momento bem passado que culminou com o almoço convívio, desta vez apelidado de Natal, e contou, para além dos caminheiros com a presença do DJ e do Cardoso.
Alberto Calé
06/12/2017
Serra do Alvão - Fisgas do Ermelo
Depois de algumas desistências de última hora constatámos que ainda havia quórum
suficiente para fazer esta actividade, pelo que bem cedo
eu, o DJ e o Cardoso partimos para Trás-os-Montes a fim de realizarmos o percurso pedestre denominado "PR3 – Fisgas do Ermelo", que começa e acaba na povoação de Ermelo, em Mondim de Basto.
Os
terrenos à volta ainda se encontravam cobertos da geada matinal.
Chegámos ao primeiro "leitor de paisagem" que tem informação sobre a Lomba do Bulhão. Ao longo do percurso existem diversos placards informativos que ajudam a interpretar a paisagem envolvente.
Seguiu-se novo miradouro e a aproximação ao leito do Rio Olo, que alimenta as Fisgas. Neste havia zonas geladas que aguentavam o nosso peso sem partir.
Pelo caminho encontrámos
um moinho antigo, na margem do rio, e chegámos ao lugar de Varzigueto onde atravessamos o
rio por uma ponte asfaltada. Saímos logo depois para o trilho de
montanha. Um pouco mais à frente existe um desvio para as "Piocas de Cima", pequenas
lagoas no rio onde haveremos de tomar refrescantes banhos quando
fizermos o percurso no Verão.
Pela inclinação do terreno, percebemos o porquê da dureza da etapa da volta a Portugal
em bicicleta que aqui se realiza.
Descendo em direcção ao local de Fojo, aparece-nos ainda uma vista
deslumbrante das "Piocas de Baixo", outra possibilidade para os banhos de Verão.
Descemos novamente em direcção ao Rio Olo atravessando-o na ponte da
Abelheira onde iniciámos a subida até Ermelo e aos carros lá estacionados.
O repasto foi num restaurante da aldeia onde, a preços
justos, nos deliciámos com iguarias locais.
Francisco Soares
01/12/2017
Ficha Técnica - Caminhos do Sol Nascente (Serra da Freita)
Publicamos hoje mais uma Ficha Técnica de um percurso da Serra da Freita.
Este percurso pertencente à rede de percursos de Arouca e é denominado "PR3 - Caminhos do Sol Nascente" de Arouca.
Não sendo dos percursos mais marcantes da Freita não deixa, contudo, de ser agradável. Com início em Moldes, junto à sua igreja, percorre antigos caminhos, a maioria sob intensa vegetação, e atravessa diversas linhas de água. Em algumas delas é possível observar diversos moinhos, a maioria em ruína, que marcaram o modo de vida das populações em tempos idos.
A paisagem para a serra e para o vale, que percorre também, tornam interessante este percurso.
Em algumas das povoações por onde passa são ainda visíveis aspectos característicos da construção nesta região.
























