Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

24/08/2014

GR28: 8ª Etapa - Arouca - Parque de Campismo do Merujal


  
Acabámos ontem de percorrer o "nosso" GR28, com a realização da 8ª e última etapa ligando Arouca ao Parque de Campismo do Merujal.

O grupo constituído por 6 caminheiros, Calé, Pina Jorge, Francisco, Cardoso, DJ e Joaquim, partiu junto ao edifício da Câmara Municipal de Arouca com direcção ao Merujal por volta das 10 horas da manhã.

Durante 6 horas realizámos os 22 km do percurso com mais de 1100 metros de desnível de subida acumulado.

O dia esteve quente e valeu-nos o facto de grande parte do percurso decorrer por zonas arborizadas.

Em Santa Maria do Monte, a péssima sinalização fez-nos desviar do percurso, tendo-nos desviado para Lourosa de Matos, em vez de seguir directamente para a Portelada. Para corrigir o erro seguimos depois pelo PR2 até à povoação da Portelada e aí retomámos o percurso correcto.

Continuámos o caminho passando pelas povoações de Souto Redondo e Póvoa, após as quais a subida se acentua fortemente até chegar à Via Romana conhecida pelo "Caminho dos Burros".

Daí até à povoação do Merujal foi rápido, aproveitando o grupo para se refrescar no café local.

Demos depois por terminada esta nossa aventura da Travessia do GR28, junto ao Parque de Campismo do Merujal.

No final os totalistas do "nosso" GR28 realizaram oito etapas, tendo percorrido 134,93 Km's, num total de 40 horas e 15 minutos de caminhada. Pelo caminho somaram 6.977 metros de subida acumulada.

Em resumo, muito e bom convívio e camaradagem, paisagens magníficas, trilhos inesquecíveis, lugares fantásticos, algumas dores e sofrimento. Venham outros percursos!


10/08/2014

GR28: 7ª Etapa - Alvarenga - Arouca


Ontem realizámos a 7ª etapa do GR28 ligando Alvarenga a Arouca.

O tempo estava bom, sem grande temperatura o que prometia ajudar na realização de uma etapa longa e com declives acentuados.

Partimos de Alvarenga em direcção a Lourido, descendo depois na direcção do Rio Paiva.

A descida algo acentuada fica marcada pelo início da roptura das minhas velhas botas. O adesivo do kit de primeiros socorros serviu na perfeição para fazer com que as "ditas" conseguissem aguentar a totalidade do percurso.

Chegados ao Rio Paiva deu-se início à parte mais aventureira da etapa, atravessar a vau o rio. Protegidas as roupas, calçados e equipamentos diversos deu-se início a travessia.

Enquanto eu mergulhei e atravessei a nado, os restantes elementos foram tentando evitar ao máximo molhar-se. De rocha em rocha foram procurando evitar a água, o que não conseguiram na totalidade.

Atravessado o rio continuámos então na direcção de Canelas. Já na povoação bebemos uma cervejola no café local. Depois foi subir, subir e subir até ao Centro de Interpretação Geológico de Canelas.

No Centro de Interpretação nem vivalma!

Continuámos então para Gamarão de Cima, onde atestámos os cantis de água fresca.

Após a passagem na aldeia o destino passou a ser a Srª da Mó, capela situada no cimo do monte que se ergue sobre Arouca. Uma boa horita de esforço depois lá chegámos junto da dita capela.

Descansámos um pouco no café local, ao sabor de mais uma cervejola e lá iniciámos a descida para Arouca.

O DJ ficou por lá, que os pés já não aguentavam mais, e os restantes, comigo incluído, lá descemos a caminho de Arouca.

Os meus pés também não gostaram muito da acentuada descida, mas lá me tive que aguentar até chegarmos junto à Câmara Municipal de Arouca, onde finalizámos a etapa.

Depois foi recuperar o DJ e ir a Alvarenga buscar o carro que lá estava. Claro está que estar em Alvarenga e não comer o bife.... 

Regressámos a casa bem almoçados (ou jantados) e também bem regados.

Já só falta uma etapa para acabarmos esta travessia pelo "nosso" GR28.



27/07/2014

GR28: 6ª Etapa - Meitriz - Alvarenga




Depois de um paragem prolongada na realização do GR28 decidimos fazer ontem a 'nossa' 6ª Etapa ligando Meitriz e Alvarenga.

Atendendo às características do terreno e ao tipo de percurso que pensávamos encontrar decidimos fazer este de forma linear, seguindo apenas o trilho marcado.

Partimos não de Meitriz mas sim de Além do Barco, do outro lado do Rio Paiva, já um pouco tarde. A volta que tivemos que dar para colocar um carro em Alvarenga e depois o caminho até Além do Barco fez-nos perder bastante tempo. Desconhecíamos a existência de uma nova ligação por estrada e fomos pela estrada antiga, com passagem ainda em estradão de terra batida.

À partida verificámos que a temperatura era elevada o que nos iria, como aconteceu, dificultar a vida.

Saímos na direcção do Sobral caminhando por alcatrão. Pouco mais tarde verificámos que a nova estrada foi construída sobre parte do percurso.

Esta etapa decorre excessivamente em alcatrão e depois entre eucaliptos.

Depois de cinco etapas muito interessantes, com trilhos e paisagens fantásticas esta deixa muito a desejar. Sem grande paisagem, excesso de alcatrão, zonas de eucaliptos, sinalização deficiente. Aliando a isso o calor excessivo que se fez sentir não ficámos com muitas saudades deste troço.

No final valeu o famoso e delicioso bife de Alvarenga bem regado com um verdinho local, que a sede era muita.

13/07/2014

Caminhada pela ciclovia do Vouga


 Sabendo do alargamento da ciclovia do Vouga, que decorre pela antiga Linha do Vouga no antigo percurso Sernada do Vouga - Viseu, fui fazer uma caminhada com o Francisco e com a família, para apurar até onde vai o novo troço.

Partimos da antiga estação de Paradela do Vouga e seguimos na direcção de Cedrim. Ao chegar ao antigo apeadeiro pude constatar que o mesmo se encontra recuperado. No local tem uns bancos onde se pode descansar e um pequeno parque de estacionamento para quem quiser começar por ali a caminhar ou pedalar pela ciclovia.

O recente aumento da ciclovia termina umas centenas de metros após a passagem neste apeadeiro.

A família regressou a Paradela enquanto eu e o Francisco seguimos caminho até Ribeiradio. O objectivo era andar mais um bocado percorrendo assim mais uns quilómetros. O regresso a Paradela foi feito num ritmo bastante acelerado.

O dia esteve muito agradável para caminhar, embora para o final o calor fosse um bocado intenso.

06/07/2014

Caminhando pela Rota das Laranjeiras em Sever do Vouga



Após uma longa paragem iniciámos ontem as actividades com uma caminhada pelo "PR3 - Rota das Laranjeiras" em Sever do Vouga.

Eu, o Francisco, o DJ e o Figueiredo encontrámo-nos junto à antiga estação de Paradela do Vouga para realizar a caminhada.

A estação encontra-se recuperada e tem um bar a funcionar, o que dá alguma vida ao local e pelo menos evitou que o edifício se desmoronasse. A ciclovia agora prolonga-se para os lados de Cedrim e pelo que ouvi dizer, segue até Ribeiradio. Como não é segredo,  colocar betuminoso neste trilho é gastar dinheiro inútilmente, mas a recuperação de algum do património já é muito bom.

Iniciámos o percurso junto à estação e seguimos pela ciclovia na direcção da Ponte do Poço de Santiago. Atravessado o Rio Vouga seguimos ainda um pouco pela antiga linha ferroviária até sairmos da mesma por uma longa e bastante acentuada subida. 

Já não estava habituado a este esforço e custou-me um bocado. Suei e pinguei durante toda a subida, ao longo da qual se pode observar a paisagem circundante na qual a ponte ferroviária se destacava por entre a vegetação.

Após a subida o percurso torna-se desinteressante, seguindo por estradão entre eucaliptos.

Passa depois por diversas localidades, pequenas e sem grande interesse, percorrendo estradas e ruelas até ao Calvário, uma modesta capela com alguns cruzeiros e daí até ao Rio Vouga, atravessando-o pela ponte rodoviária e subindo no final até à estação de Paradela.

O percurso não é muito longo e tem como maior dificuldade a subida acentuada após a saída da ciclovia. Em termos de interesse a melhor parte é o pedaço que segue pela ciclovia, sendo o resto pouco interessante.

10/06/2014

'Site Survey' na Bélgica (Bruxelas)




Na iminência de partir para terras de Flamengos e Francófonos, onde possivelmente viverei nos próximos três anos, fui acompanhado pela Natália, fazer um 'Site Survey' a Bruxelas.

Por lá pude apurar as condições de vida que me esperam, o novo local de trabalho, o tempo inconstante da região e provar as famosas 'frites' e as belas cervejas belgas (muitas mesmo).

Uns passeios pela cidade permitiram conhecer algum do muito património e alguns dos locais de interesse da capital belga.

Acompanhado pelo meu amigo António Leite, a quem irei substituir no serviço, conheci o local e muitas das pessoas com quem irei privar durante a estadia por essas terras.

Para já deixo apenas algumas das fotos tiradas durante esta minha viagem.

28/04/2014

II Travessia Guarda - Loriga (Serra da Estrela)



Em comemoração do X Aniversário da primeira Travessia da Serra da Estrela resolvemos voltar a percorrer o percurso de ligação entre a Guarda e a Torre, com descida depois para Loriga pela Garganta com o mesmo nome.

Depois de fazermos a preparação física com um conjunto de caminhadas com algum nível de dificuldade, na Serra da Freita, e de tratados os mais pequenos pormenores relacionados com os equipamentos, alimentação, viagens e outros detalhes, partimos na Sexta-feira (25 de Abril), para a cidade da Guarda.

(25/Abr)

De Aveiro partimos (Calé, Francisco e Cardoso) em autocarro para a Guarda onde chegámos pelas 17 horas. Da central de camionagem até à residencial onde pernoitámos pudemos perceber o peso que iríamos carregar durante a jornada que se avizinhava.

Estávamos já instalados na residencial quando chegou o quarto elemento da aventura, o Pina Jorge.

Dos quatro, três tinham estado na 1ª Travessia (Calé, Pina Jorge e Francisco). Na altura, o Francisco abandonou a aventura no segundo dia de actividade por lesão num joelho.

Demos uma volta pela Guarda e jantámos num restaurante local. O dia esteve frio e a ameaçar chuva.

Deitámo-nos cedo.

(26/Abr)

Pelas 8 horas da manhã já estávamos a tomar o pequeno-almoço.

Saímos com frio e chuva. Sabíamos que o dia ia ser chuvoso, mas tínhamos a esperança que para o final as condições atmosféricas melhorassem.

Saímos da Guarda por uma antiga via romana e em breve chegámos ao percurso denominado por T1, onde algumas marcas vermelhas, já bastante "comidas" pelo tempo, nos foram ajudando durante o percurso.

As alterações que entretanto ocorreram, com a construção de uma estrada, modificaram substancialmente o caminho e as marcas desapareceram. A chegada a Chãos e depois a Pêro Soares foi feita sem grande certeza sobre o caminho que percorríamos. Por intuição em alguns pontos e depois perguntando a locais, lá chegámos ao ponto que pretendíamos que era a descida pela antiga via romana, para Vila Soeiro.

Descida a via romana, com uma queda aparatosa do Pina Jorge, que escorregou numa laje molhada, felizmente sem consequências, lá chegámos ao Rio Mondego. Atravessado o rio, descansámos e comemos alguma coisa ao abrigo de uma paragem de autocarro.

Seguimos depois para Vila Soeiro onde o percurso inicia a subida pelas encostas escarpadas. Esta parte do percurso não foi percorrida há dez anos atrás por indicação de um local (o compadre Abade). Na altura o conselho que nos deu custou-nos umas horas a mais de marcha para contornar a serra até chegar ao seu planalto. Desta vez e para evitar essas horas, decidimos seguir pelo caminho indicado.

Percebemos, 10 anos depois, o porquê do conselho do velho compadre. E desta vez pagámos um preço caro por o não termos voltado a seguir.

Passámos então a povoação entrando pela serra. A princípio o caminho era bastante largo e fácil de caminhar. As marcas também foram desaparecendo, obrigando-nos a sair do trilho algumas vezes. Fomos sempre retornando ao trilho, que se tornou de pé posto, com pedra solta, água e cada vez mais estreito e junto a uma pendente, com alguma inclinação e profundidade.

Pelo caminho a chuva foi quase sempre uma constante e o vento, por vezes forte, também não nos ajudou muito durante o percurso. Quer pela água da chuva, quer pelo suor, já íamos todos molhados, mas nesta altura sem qualquer problema de maior.

Parámos para comer qualquer coisa e logo continuámos a caminhada. Pouco depois o mato tomou conta do caminho, o que começou a ser complicado, ainda mais porque íamos bastante carregados e manobrar com as mochilas grandes e pesadas não estava a ser fácil.

Eu e o Pina Jorge tirámos as mochilas e fizemos mais umas dezenas de metros pelo caminho mas percebemos que continuar por ali estava fora de questão.

Resolvemos regressar a Vila Soeiro e arranjar nova solução para chegarmos a Videmonte.

No regresso as coisas correram mal mas, apesar de tudo, temos a considerar que a coisa até acabou por não ser assim tão grave.

Regressávamos ainda pelo trilho de pé posto quando eu (Calé), ao pousar o pé, a pedra cedeu, provocando uma entorse no pé direito e, ao desequilibrar-me, o peso da mochila atirou-me para a vertente mais exposta.

Ainda escorreguei alguns metros pela pendente até me conseguir agarrar a umas rochas. Percebi logo que o meu pé direito não estaria nas melhores condições, tendo-me valido as botas. Provavelmente teria partido o pé e a situação seria muito mais complicada.

Subi novamente até ao trilho e lá fui descendo até Vila Soeiro. O pé não estava bom mas não me causava grande problema a caminhar. Talvez porque ainda estivesse quente.

Decidimos continuar em busca de uma solução para chegarmos a Videmonte. Em conversa com alguns locais decidimos ir na direcção de Trinta, uma aldeia antes de Videmonte.

Seguimos então por um trilho junto ao Rio Mondego que nos levou até a uma pequena central eléctrica. Pensámos pernoitar por lá, mas a mesma encontrava-se encerrada e o único barracão aberto era um curral para gado, cheio de dejectos animais. Descansámos ao seu abrigo enquanto decidíamos o que fazer.

Decidimos seguir a caminho da povoação dos Trinta procurando um caminho para o fazer. Depois de uma tentativa que abortámos quando verificámos que a direcção do caminho não era a que nos interessava, seguimos as marcas de um percurso pedestre. 

Este levou-nos por uma levada, primeiro em equilíbrio por um estreito muro, com apoio de uns arames, facto que não me agradou em especial, mas depois seguiu por um caminho de pé posto junto à levada.

A meio da levada o percurso obrigou-nos a subir toda a encosta, com forte declive, seguindo algumas mariolas por entre o mato. Foi uma subida árdua, longa e bastante desgastante devido à carga que lavávamos às costas. Aí o meu pé teve que suportar mais esforço do que o que devia, mas portou-se bem.

No final da subida a aldeia de Trinta apareceu-nos ao fundo, mas o caminho para lá chegar não foi fácil. Era um caminho de pé posto, entre mato molhado e escorregadio a obrigar-nos a andar meio inclinados. As ervas travavam o andamento, fazendo-nos tropeçar nelas. 

Depois, já em estradão, lá chegámos à povoação e ao seu café. 

Molhados, cansados, doridos, aleijados mas contentes de chegar à civilização, depois de quase 9 horas de marcha por caminhos duros e nada fáceis, ainda para mais bastante carregados.

Devido às condições atmosféricas que se mantinham, com frio, vento forte e chuva, e ao estado em que estávamos, decidimos arranjar um lugar para dormir.

Assim o fizemos ficando num alojamento local. 

O banho quente e depois uma boa refeição ajudaram a recuperar o ânimo. O mesmo não aconteceu comigo quando vi o meu tornozelo. Percebi que a aventura teria terminado para mim.

Fiz o tratamento possível, ligando depois o pé.

(27/Abr)

Depois de uma boa noite de descanso, os meus três companheiros de aventura continuaram a Travessia e eu regressei à Guarda de táxi e depois a Aveiro de autocarro.

Sei que eles tiveram um dia bem melhor, com Sol, e chegaram à Portela, na base da subida ao São Tiago, onde acamparam.



ACTUALIZAÇÃO (29/Abr): O grupo já terminou a Travessia da Serra da Estrela com a chegada a Loriga pelas 14h30. Cansados e doridos, com os rostos marcados pelo esforço e pelo Sol, mas com a satisfação de mais uma actividade concluída com êxito.



13/04/2014

GR28 por etapas (5ª etapa)

 
Partimos ontem para a 5ª etapa do 'nosso' GR28 por etapas. O grupo formado por mim, Pina Jorge, Francisco, Cardoso, DJ e Joaquim iniciou a caminhada em Silveiras, seguindo na direcção de Cortegaça.

O calor fez-se sentir desde cedo e aquele início formado por uma descida acentuada e depois uma subida ainda mais acentuada e longa serviram logo de aviso e alertou-nos para o que nos esperava.

A descida 'sobre' a povoação de Cortegaça é um momento bastante bonito, em termos da paisagem. As cores amarela e lilás da urze, que começa a cobrir a serra , dão nesta altura do ano grande beleza à serra.

Após a povoação mais uma pequena subida e depois longa descida para Meitriz por um estradão em terra batida.

Após passagem pela vila, o grupo separou-se em dois, não voluntariamente, tendo alguns dos elementos descido até ao Rio Paiva.

Depois de reagrupar, o retorno a Cortegaça decorreu por um trilho ascendente, com declive muito acentuado, o que a juntar ao calor que se fazia sentir fez a subida ser bastante custosa para quase todos os caminheiros. Mas a etapa não ficou por aí, porque depois de Cortegaça a subida continuou, também ela bastante acentuada.

Já no alto a aldeia de Silveiras surge do outro lado da encosta. O trilho obriga-nos a uma longa descida até à passagem num riacho e depois voltamos a subir até à povoação.

Foram mais 5 horas de caminhada exigente, aliás ao nível das quatro etapas anteriores.

No final, Chão d'Ave foi o local onde retemperámos as forças.

Agora só voltaremos a calçar as botas para a tão esperada Travessia da Serra da Estrela, em comemoração do X aniversário da primeira travessia.

Para a actividade quatro "Espíritos de Aventura", Cardoso, Pina Jorge, Francisco e Calé começaram  já a preparar as grandes mochilas. Durante cinco dias ligaremos, a pé, a cidade da Guarda à Torre e daí a Loriga. Partimos nesta aventura a 25 de Abril.

06/04/2014

GR28 por etapas (3ª etapa)


Como o dia de ontem não teve as melhores condições atmosféricas, para a realização desta etapa em autonomia total, realizámos hoje todo o percurso entre o Candal e Covelo de Paivô e o respectivo regresso.

Partimos junto à Igreja do Candal, caminhando por um largo estradão, quase sempre descendente, até Covelo de Paivô. À nossa direita corria, lá bem no fundo, a Ribeira do Paivô e do outro lado da ribeira a encosta da Serra da Ribeira. O grupo hoje era ligeiramente maior com a minha presença e a do Cardoso, Francisco, Pina Jorge, Dj, Amaral e uma amiga deste a São.

Deixámos para trás a povoação e fomo-nos aproximando de Covelo de Paivô. Pelo caminho apenas um Licranço quebrou a monotonia da descida.

Para chegar à povoação atravessámos o Rio Paivô por uma ponte relativamente moderna. Na povoação desviámos do GR28 descendo para perto do Rio Paivô, o qual atravessámos por umas poldras, nas quais algumas ligeiramente submersas pelo rio.

Descansámos um pouco junto ao rio, comendo qualquer coisa, que a subida que se avizinhava iria ser dura. 

A subida da Serra da Ribeira é um dos trilhos que está englobado no "Trilho dos Incas", bem nosso conhecido. Por isso já sabíamos com o que nos esperava.

Subimos toda a serra, de forma lenta mas decidida, arfando e suando em todo o percurso. No final percorremos o trilho empedrado, que percorre a encosta a caminho da Póvoa das Leiras, e que dá o nome ao "Trilho dos Incas".

Na Póvoa das Leiras seguimos pelo percurso "PR2 - Rota das Bétulas" (São Pedro do Sul)  percorrendo uma descida acentuada até à passagem sobre a Ribeira do Paivô, um local de grande beleza, com as águas revoltas da Ribeira a correr sobre uma pequena ponte. Depois foi subir ligeiramente até à povoação do Candal, terminando a etapa junto à sua igreja.

O final foi em Moldes para o já habitual repasto de Domingo.

30/03/2014

GR28 por etapas (4ª etapa)



Devido às más condições atmosféricas previstas para hoje (Domingo) realizámos ontem a 4ª etapa do GR28. Propositadamente deixámos a 3ª etapa para trás para a realizarmos em dois dias e em autonomia.

Começámos o percurso junto à capela de Covelo de Paivô subindo pela estrada de acesso à povoação. Só após subirmos umas boas centenas de metros é que chegámos ao ponto em que o GR28 se junta à estrada. Pouco depois saímos por um velho trilho, entre arvoredo, e cheio de pedra solta.

O trilho sobe durante bastante tempo até acabar junto a um estradão aberto pelos madeireiros. Esse ponto é um bocado confuso porque no alargamento do caminho, e à boa maneira portuguesa, os madeireiros arrancaram placas e removeram as pedras onde se encontrava a sinalética do GR28.

Percorremos uma parte do percurso com o trilho cheio de restos de eucaliptos e apenas encontrámos uma ou outra pedra com sinais, mas viradas ao contrário e fora do sítio.

Chegados à estrada seguimos no caminho situado em frente e em breve a sinalética voltava a surgir aos nossos olhos.

A povoação de Silveiras aparecia ao fundo. Descemos até à povoação, completando a parte que dizia respeito ao GR28.

Para completarmos a nossa etapa o destino passou a ser Regoufe, pelo que subimos um longo e, por vezes, íngreme percurso até à estrada, junto ao desvio para Regoufe. Na fase inicial o trilho era bastante empedrado, mas depois desviámos para um caminho menos definido no terreno na direcção de uma torre de alta tensão, situada no topo de um cabeço. Daí até à estrada foi fácil.

Para evitarmos seguir por alcatrão subimos junto às ruínas de uma casa situada junto à estrada, mesmo em frente ao trilho donde chegámos. Subimos para o planalto e daí seguimos por ele até estarmos sobre Regoufe.

Deviamos ter voltado à estrada um pouco antes mas quando demos conta já nos situávamos sobre o complexo mineiro de Regoufe. Iniciámos a descida junto às ruínas de uns edifícios e depois começámos a descer sobre as minas, pela enorme quantidade de cascalho existente.

A situação envolveu algum risco, uma vez que estando situados sobre galerias mineiras há sempre a hipótese de haver chaminés de ventilação das galerias, o terreno é instável, com as pedras soltas e com uma inclinação apreciável sobre as ruínas dos antigo complexo mineiro.

Com muita calma e cautela fomos descendo a encosta, tentando evitar quedas e escorregadelas pouco aconselhadas, nesse momento.

Chegámos sem problemas ao complexo mineiro que percorremos até chegarmos à povoação de Regoufe.

Visitámos o café local para a tão desejada cervejinha da jornada.

Continuámos depois pelo percurso que liga Regoufe a Covelo de Paivô,

Descendo sem grandes problemas até à povoação e concluindo assim mais uma etapa da nossa aventura.


23/03/2014

GR28 por etapas (2ª etapa)


A semana passada não me encontrava nas melhores condições físicas pelo que apenas este fim-de-semana pude realizar, na companhia do Pina Jorge, Francisco e DJ a segunda etapa do GR28.

Iniciámos o percurso em Tebilhão, onde ficámos na primeira etapa, e seguimos a sinalética até Cabreiros acompanhando o "Trilho do Carteiro". Em Cabreiros seguimos por estrada até ao Candal, onde terminámos a parte relativa ao GR28.

No Candal o GR28 vai para Covelo de Paivô, o que em termos logísticos é bastante complicado devido ao facto de se passar para o outro lado da serra. Para gerir este aspecto com viaturas seria necessário dar uma longa volta de carro para colocação das mesmas em dois lados opostos da serra. Assim decidimos fazer esta etapa, na parte que diz respeito ao GR28, bastante curta, compensando na subida às eólicas das Chãs, seguindo a "Rota da Bétulas".
 
Nas eólicas abandonámos o percurso marcado e seguimos na direcção das Minas das Chãs, onde passámos junto às ruínas do complexo mineiro, e daí descemos a Cabreiros.

Em Cabreiros, pelo trilho que utilizamos na nossa versão do "Trilho do Carteiro", fora do percurso marcado, regressámos a Tebilhão.
 
Com um total de 13 km, com mais de 700m de desnível de subidas acumulado, demos por concluída mais esta etapa.

Para a semana contamos fazer a 4ª etapa, deixando a 3ª etapa para daqui a duas semanas, em versão autonomia total, para começar a habituar o corpo à mochila grande e carregada, a dois dias seguidos de actividade e ao desconforto de dormir numa tenda.