Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

21/08/2010

BTT no Caramulo

Teste de envio de fotos e legendas (ou relatos) directamente do telemóvel para o blog a fim de podermos ir dando notícias durante O Caminho de Santiago.


Algures na Serra do Caramulo.


A subir a serra.

O envio de fotografias e pequenos relatos durante as nossas actividade serão, sempre que possível, enviadas directamente para este blog. Pelo facto damos por encerrado o Blog "Aventura-em-Directo".

14/08/2010

Aldeias de Xisto - Serra da Lousã


Fomos até aos arredores da Serra da Lousã para testar os percursos de BTT das "Aldeias de Xisto".
Eu e o Vicente dirigimo-nos até ao "Centro BTT" (local de apoio a betetistas, com lavagem de bikes, oficina, WC's com duche, etc...) localizado em Ferraria de São João e daí partimos por um dos trilhos lá existentes na tentativa de apurar o tipo de trilhos, a sua dificuldade, a marcação dos mesmos, etc.
Após os primeiros metros, onde começámos logo à deriva, percebemos que só pelas marcações que deveriam existir no terreno iriamos ter problemas.
Na fase inicial do percurso ainda contámos com o apoio de dois betetistas de Coimbra que navegavam com GPS, o track está disponível no site das Aldeias de Xisto, mas após uns Km's eles seguiram o passeio deles e nós continuámos a solo até acabarmos por chegar a mais um cruzamento sem marcação.
Sem cartas militares da zona e apenas com o croqui dos percursos, pouco se poderia fazer sem uma sinalização correctamente colocada.
Regressámos umas dezenas de metros atrás e seguimos a sinalética de outro dos trilhos, começando agora a subir a serra. Este trilho sempre tinha umas vistas melhores embora um bocado mais duro.
A sinalização neste trilho existia em todos os cruzamentos e também estava melhor colocada. Ainda voltámos a mudar de percurso, agora para regressar à aldeia e dar por terminada esta nossa primeira incursão pelos trilhos das Aldeias de Xisto.
Para lá voltarmos vamos ter que fazer um melhor trabalho de casa, pelo menos enquanto não tivermos um GPS.

07/08/2010

Aventura pelo GR28 - Maciço da Gralheira

Que grande aventura esta em que eu e o meu amigo Vicente nos metemos.
A ideia era fazer o Gr28 "Por Montes e Vales" que circunda o Maciço da Gralheira.
Sabemos que o percurso foi idealizado para ser efectuado a pé mas à nossa maneira decidimos percorrê-lo de bicicleta. E como se não bastasse empurrar a bike resolvemos também fazê-lo em autonomia levando as bicicletas carregadas com alforges contendo tudo o que nos era necessário durante a travessia.
Atendendo à distância que o Gr28 tem, mais de 80 Km, e à dificuldade que o mesmo oferece, achámos que apenas o fim-de-semana não seria suficiente para o realizar na íntegra pelo que optámos por o dividir em três etapas fazendo a primeira na sexta-feira à noite.
A divisão do percurso não era rígida excepto nesta parte nocturna em que pretendíamos chegar de Arouca ao parque de campismo do Merujal. No Sábado faríamos o maior número de Km's possível em direcção a Alvarenga, passando esta localidade, se possível, ficando o restante caminho até Arouca para o Domingo.
Na primeira noite iríamos aproveitar o "conforto" do parque de campismo e na segunda o "desconforto" da tenda no meio da serra.
E embora com um planeamento em cima da hora do qual resulta sempre em algumas falhas, lá iniciámos a travessia pelas 20 horas de sexta-feira, saindo da Câmara Municipal de Arouca em direcção ao Merujal.
Após encontrarmos as primeiras indicações do percurso, o que só conseguimos através da leitura da carta militar onde tínhamos traçado o percurso, percebemos que a tarefa que nos esperava ia ser mais difícil do que nos parecia inicialmente.
As subidas não tardaram e a falta de sinais em cruzamentos e entroncamentos também. A carga elevada nas bicicletas também dificultava, e de que maneira, nas subidas!
Fomos habituando o corpo ao esforço e em breve a maior preocupação, principalmente após escurecer, era a orientação.
A entrada por trilhos em zona de mata, com vegetação abundante e a escuridão que se verificava

em todos eles, aliada a uma deficiente marcação de algumas zonas do caminho foram-nos complicando a vida.
No entanto a determinação manteve-se forte funcionando muito bem o espírito de corpo nos momentos de maior dificuldade.
Em cada cruzamento duvidoso toda a zona era batida calmamente até encontrarmos o caminho certo e pouco a pouco os Km's iam sendo percorridos.
A passagem em Santa Maria do Monte marca o início das dificuldades quando após um cruzamento, por inexistência ou confusão devido à escuridão, perdemos as marcas do GR28 e passámos a seguir as marcas de um qualquer PR. Algum tempo depois desconfiámos que algo devia estar errado devido à diferença de cor nas marcações mas por motivos de segurança decidimos seguir as mesmas.
Passámos então por um lugar onde as ruas tinham uma inclinação elevada o que nos fez empurrar, com dificuldade, as bicicletas até

voltarmos a ficar num beco sem saída.
Nova batida à zona e lá descobrimos as marcações numa pequena ruela que nem tínhamos visto à passagem. Suponho agora que a povoação era Adafães dado que na aldeia seguinte verificamos que nos encontrávamos no PR4 e depois confirmámos, junto a umas pessoas que por lá estavam e com quem falámos em francês, que a aldeia se chamava Ameixieira.
Consultado o mapa verificámos que estávamos desviados da rota cerca de 3 Km's. Fizémos a ligação a Souto Redondo por estrada a fim de voltar ao Gr28.
Nessa altura deu-se outro episódio que viria a marcar a aventura que foi ver no cimo de um monte, ainda algo afastado mas na direcção do nosso destino, as labaredas iniciais de um incêndio.
Antes de partirmos de Arouca e dada a quantidade de fumo que se via no ar falámos com os bombeiros para apurar qual a situação dos incêndios na região. Ficámos então a saber que em Alvarenga havia um foco de incêndio mas no resto não se verificava qualquer problema. Agora deparávamo-nos com a possibilidade de pedalar de encontro a um e ainda por cima teríamos que atravessar toda uma zona de mato que, segundo relatos, poderia mesmo estar intransponível em determinadas passagens. Esse pensamento de podermos ser cercados pelo fogo em plena floresta a arrastar bicicletas criou alguma tensão.
Apercebi-me então que a distância a que este se encontrava, a altitude, a ausência de vento e a quase certeza que a vegetação no local seria rasteira e pouca nos daria muito tempo de fuga se tal fosse necessário e numa leitura rápida à carta militar entendi que estávamos no caminho correcto se a evolução do fogo, que mantinhamos à vista, fosse mais rápida que o previsto. Estabeleci assim mentalmente a saída de emergência e convenci o meu companheiro de que era esta a solução.
Pedalávamos então a caminho de Souto Redondo para retomar o GR28 e logo que lá chegámos seguimos para o objectivo seguinte, o lugar da Póvoa.
Nesta fase do percurso nenhum trilho facilitava a vida, subiam, subiam, uns com mato outros com pedras pelo que a evolução era lenta, dolorosa e cansativa.
Não sei que horas seriam quando chegámos à Póvoa mas deveriam ser muito perto da 23h.
O fogo, tal como eu tinha previsto mantinha-se longe e lento na sua evolução o que nos tranquilizou e nos fez continuar pelo GR escolhido.
Acabámos então por entrar na parte crítica do percurso. O trilho já é mau mesmo para caminhar quanto mais para empurrar bicicletas carregadas como as nossas.
O primeiro problema deu-se num cruzamento de caminhos em plena mata. Nem indicações para a esquerda nem para a direita. Fizémos um reconhecimento para ambos os lados e em nenhum aparecia qualquer marca. Marquei mentalmente o ponto de chegada, caso fosse necessário regressar à aldeia e evoluímos por um dos caminhos. Passadas umas dezenas largas de metros nada de marcações e mato cerrado. Numa picada ascendente na qual ainda fiz uns metros a pé também nada, mato cerrado e nada de marcas.
O meu frontal, com pilhas chinesas compradas pelo Vicente já se tinha apagado e dependia das luzes do Vicente e da minha lanterna da bicicleta reduzindo um pouco o meu campo de visão. A noite estava escura e o facto de nos encontrarmos no meio das árvores ainda tornava tudo mais escuro. O mato por vezes elevado dificultava o resto escondendo as marcas.
Resolvemos então regressar ao cruzamento para bater o outro caminho ou regressar à aldeia. Por sorte e já quase a chegar à bifurcação apercebi-me que à minha direita existia uma picada e bingo, lá estava uma marca escondida pelo mato.
Continuámos então a pedalar calmamente. Nesta fase ainda se podia pedalar e assim o fizémos por mais umas dezenas de metros até que tal deixou de ser possível.
Ia começar a fase mais desgastante de toda a etapa e nem imaginávamos o que nos esperava a partir daí.
Empurrando as bikes trilho acima chegámos ao primeiro ponto em que o caminho pareceu desaparecer. Mais uma batida ao lugar e percebi que o hipotético caminho em frente não nos levaria a lugar nenhum. Regressado junto do meu companheiro de aventura resolvi seguir por outra hipótese que me pareceu estar batida pelo calcar de caminheiros e efectuei uma boa centena de metros na esperança de finalmente chegar à estrada que leva à Mizarela.
Compreendi que a partir dali só com trabalho de equipa conseguiríamos subir as bicicletas, mas quanto a estrada nada.
Regressei novamente junto do Vicente e disse-lhe o que tinha obeservado e o trabalho que teríamos que fazer. E assim foi! Pegámos numa das bicicletas e a dois levámo-la por cima de pedras e troncos e mato umas dezenas de metros acima. Regressámos e levámos a outra. Fomos assim galgando metro a metro até mais uma vez encalharmos numa linha de água.
Estávamos estourados, a noite estava abafada, estava calor, suávamos muito e a grande quantidade de água que levávamos diminuia a olhos vistos.
A porcaria da linha de água que se nos deparava ameaçava a progressão e levantava, mais uma vez, o fantasma de termos que regressar à aldeia.
Nesta fase não sabíamos qual a evolução do incêndio e estávamos num posição muito complicada para qualquer fuga se a situação se complicasse. Nem o abandono das bicicletas e material garantiriam que sairíamos a tempo para a aldeia, dado que o trilho era complicado, e a orientação feita às escura poderia, em caso de precipitação, poder tornar-se bastante problemática.
Decidi deixar o Vicente a descansar e embrenhei-me pela linha de água para apurar da viabilidade de prosseguirmos o caminho. Percorridos apenas uns metros verifiquei que por ali era impossível fazê-lo.
Nessa fase a leitura da carta militar era muito difícil. Não sabíamos exactamente onde estávamos, o cansaço impedia a cabeça de pensar correctamente e a possibilidade de termos de regressar carregando as bicicletas picada abaixo abalavam a confiança.
No regresso da batida pela linha de água apercebi-me que à minha esquerda parecia que o mato estava pisado levando-me a suspeitar que poderia estar ali o ponto de passagem que precisávamos. Avisei o Vicente da intenção de bater a zona e embrenhei-me por aquele corredor verificando com alegria que era a solução do nosso problema. Decidi continuar mais um pouco e em breve o caminho alargava e o mato desaparecia e só parei quando encontrei o que me pareceu ser uma campa, com fotografia da vítima e data de nascimento e falecimento.
Convenhamos que naquela situação, à noite e num lugar como aquele não foi muito agradável a visão. No entanto o facto de ter encontrado o caminho de saída deixou-me bastante satisfeito e mais descansado.
Regressei junto do companheiro de aventuras e contei-lhe a novidade. Pude também constatar na carta militar qual era então a nossa posição correcta no terreno e perceber que já estávamos relativamente perto da estrada.
Carregámos as bicicletas para o caminho e passámos novamente a carregar cada um a sua. O caminho já permitia que o fizéssemos. Passámos na campa, que afinal parece ser apenas um memorial a uma vítima que terá falecido naquela zona em 1984.
Voltámos a pedalar por mais uns metros e depois o caminho, agora largo e limpo, segue em direcção à estrada mas com uma inclinação brutal. Extenuados lá fomos empurrando as bicicletas em busca da desaparecida estrada.
Cheirava a fumo e o ar estava pesado e quente. Pensei cá com os meus botões que era mesmo necessário chegar rapidamente à estrada para verificar qual a situação do incêndio e cerrei os dentes arrastando comigo o Vicente. Pouco depois chegávamos finalmente à maldita estrada.
Decidimos seguir pela estrada até ao parque de campismo e ignorar a subida à via Romana. Já chegava de tanto empurrar bicicletas e estava fora de hipótese voltarmos a meter-nos dentro da mata.
Na primeira curva que demos na estrada pudémos então ver as chamas que devoravam a serra lá para os lados do parque de campismo. Surgiu a dúvida de seguirmos nessa direcção ou descermos para Arouca e darmos por finalizada a actividade.
Em conversa com pessoal que descia a serra ficámos a saber que o fogo estava perto do nosso destino mas que os bombeiros já lá tinham um efectivo para combate ao fogo. Continuámos na direcção do parque e ao chegar à Srª da Laje pudémos então verificar que a contra-encosta do parque ardia numa frente bastante larga e todo o aparato de carros do bombeiros, GNR, mirones, aldeãos. A estrada de acesso ao parque estava cortada pelo que tivémos que entrar na aldeia do Merujal e entrar no parque pela estrada que vem da Mizarela. Chegámos pelas 2 horas da manhã após 6 horas de luta pelo mato dos trilhos.
A preocupação estava estampada no rosto de todos aqueles que já se tinham apercebido que o fogo se aproximava do parque.
Fomos para o bugalow onde descansámos um bocado, mas depois fomos ver a evolução do fogo.
E fomos assistindo ao aproximar

das chamas e ao combate levado a cabo pelos bombeiros que acabaram por fazer contra-fogo e assim evitaram que as chamas evoluissem no sentido do parque.
Eram 6 horas quando finalmente nos deitámos para dormir e 9 quando nos levantámos. Os aviões Canadair voavam sobre o parque a caminho dos diversos fogos que assolavam a serra.
Decidimos que as condições de segurança para a continuação da travessia não estavam reunidas e que aventurarmo-nos numa serra a arder e dormir algures no monte sujeitos a esse flagelo não era muito inteligente.
Regressámos a Arouca pela estrada e acabámos em Chão d'Ave a recuperar do esforço da noite anterior.
Esperamos continuar o Gr28 logo que tal seja possível, fazendo as duas etapas que faltam.

01/08/2010

De bicicleta por terras da Serra do Caramulo


Não nos foi possível ir até Castelo Mendo para fazer a travessia desta aldeia até Sortelha e daí até Belmonte pelo que tivémos que arranjar uma alternativa.
Ontem uma ida a Mira mais o Cardoso deram-me mais 55 Km's de preparação.
Hoje eu e o meu amigo Vicente decidimos fazer qualquer coisa de improviso. Assim bem cedo fomos até Rebordinho, lá para os lados do Caramulo, e partimos à aventura usando como meio de orientação uma Carta Militar de 1977.

Descemos então até ao Rio Alcofra que atravessámos em direcção a Albitelhe e com alguma dificuldade na interpretação da carta lá chegámos a Silvares onde iniciámos a constante subida pelo estradão que nos levou a Arca.

Era chegada a hora de regressar a Rebordinho pelo que nos lançámos estrada abaixo até passar de novo o Rio Alcofra e depois subir até à povoação.

Soube bem fazer um novo percurso e voltar a partir para o desconhecido com uma carta militar na mão. O percurso é na generalidade muito bom, com uma dureza perfeitamente suportável e nesta altura do Verão vale também pelas sombras frescas que abundam durante todo ele.

11/07/2010

De bicicleta pela Serra do Buçaco


Mais uma ida ao Buçaco, desta vez 3 anos após a última aventura sobre rodas por esta bela serra.
Para mim mais um treino de preparação para a ida a Santiago e para os meus dois companheiros de jornada (Vicente e Luís) mais um treino para recuperar a forma.
A subida à Cruz Alta, ponto mais alto desta serra, a partir do palácio e seguindo o caminho do Calvário é algo desgastante. Ao chegarmos lá acima verificámos que estávamos acima das nuvens, que encobriam a mata do Buçaco, e o Sol que ali se verificava indiciava que o calor nos iria acompanhar ao longo do trajecto.
Seguimos então a nossa viajem por trilhos cheios de paus e pinhas, resultantes do corte de eucaliptos e pinheiros por parte dos madeireiros, o que aliado a algum relevo do terreno tornaram os primeiros Km's do passeio um pouco duros. Depois da visita da praxe ao local onde o General Wellington comandou as tropas luso-britânicas durante a Batalha do Buçaco, em 27 de Setembro de 1810, continuámos, agora a descer, na direcção dos moinhos da Portela da Oliveira onde não chegámos sem efectuar a boa subida que os antecede.
No local verificámos que o bar estava aberto e não perdemos a oportunidade para refrescar a goela.
Descansados e hidratados voltámos a pedalar pelos trilhos da serra onde à passagens pelas várias aldeias aproveitávamos as diversas fontes existentes para nos banharmos, que o calor era intenso dificultando a actividade.
Por fim chegámos ao palácio e demos por terminada a parte física e preparámo-nos para a parte cultural, que dada a localização do Buçaco só poderia ser na Mealhada onde um leitãozinho regado com um castiço geladinho nos ajudou a recuperar do esforço.
No final um bom momento de conversa e cultura com o proprietário do restaurante, onde a temática dominante, como não podia deixar de ser, foram os vinhos da Bairrada.
Agora ficámos de planear e organizar um passeio por esta serra que resolvemos denominar de "Rota dos Moinhos". A ver vamos para quando...

As Fotos (poucas que me esqueci de levar a máquina fotográfica)

03/07/2010

BTT das Minas do Braçal à queda de água da Cabreia


Na impossibilidade de irmos até à Serra da Freita onde pretendíamos fazer escalada e BTT, fomos até a Paradela do Vouga para o habitual treino. Decidimos seguir a ciclovia e o trilho até às Minas do Braçal e daí percorrer o Percurso Pedestre que leva à queda de água da Cabreia.

Fomos pedalando calmamente até chegar ao parque de merendas, local onde a água se precipita de algumas dezenas de metros, criando uma cascata de grande beleza onde a água corre depois entre velhos moinhos.










Nesse pedaço do percurso apenas restou a possibilidade de carregar as bicicletas às costas enquanto se subia até à linha de água que alimenta a dita cascata.

De retorno aos trilhos cicláveis em breve descíamos de novo até às minas e daí subíamos à casa do guarda, para aumentar a dureza do treino.

Já no cimo e retomadas as forças a descida até à ciclovia foi feita a grande velocidade e o regresso à estação de Paradela em bom ritmo.

Depois foram as já tradicionais bifanas e cervejolas, que o corpo estava desidratado.


23/06/2010

O meu Caminho... (Continuação)



...Passa cada vez mais pessoal de bike, cumprimentam e desejam "Bom Caminho".
Este é um bom começo, sinto que o Caminho estimula a solidariedade que todos vamos perdendo no dia a dia.
O percurso é duro mas eu gosto, chego rapidamente ao Albergue de Rubiães.
Tratado e lavado dedico-me ao tratamento dos equipamentos e depois procuro um local para jantar. A cerca de 1 km no "Constantino" delicio-me com vinho verde tinto da casa e um frango caseiro. Gostei, simples e saboroso.
Um casal ao lado meteu conversa, são franceses de Nantes, e tambem estão a fazer o seu Caminho. Depois de terem criado 5 filhos chegou a altura deles voltarem a viver a sua vida.
Quando chego ao Albergue sou convidado por uns casais Brasileiros a juntar-me a eles e beber um copo de vinho, adoram vinho Português e ficamos a beber e falar de vinhos até a hora de deitar.
Levantei-me cedo e saí cerca das 6h30, desta vez a saída sozinho foi uma opção. Tomei o pequeno almoço em São Bento da Porta Aberta com um peregrino já conhecido, o Fran de Alicante. Perguntei-lhe se não carimbava a credencial ao que me respondeu que já tinha feito os outros Caminhos e que já não precisava de carimbos na vida dele. Recomeço e mais além encontro outro conhecido, um rapaz alemão, aquem pergunto se esta tudo bem obtendo uma resposta positiva.
Chego cedo a Valença e cedo vou almoçar. Depois vou até ao Albergue para ver se consigo enviar as fotos para o Vicente o que só consigo fazer após comprar um adaptador nos chineses.
Começo a sentir o Caminho, sinto-me bem sozinho, sinto-me forte e determinado e o corpo reage bem. E até me sabe bem ouvir o silêncio.
Chego cedo a Fronteira e fico à espera da Inês e companhia. Demoram a chegar e avisam que estão atrasados o que me leva a dicidir a continuar sozinho.
Tui, cidade antiga que continua a causar admiração. O trilho é bonito mas o pior está na famosa recta da zona Industrial de Porriño. Cinco (5) km debaixo de um Sol abrasador apenas com a vantagem de ser Domingo e por isso não haver tráfego de camiões.
Começo a perder o andamento e sinto os pés a ferver. Afinal acho que vou ficar em Mós. Algum tempo depois começam a chegar os conhecidos do costume, os brasileiros, as Austríacas, o alemão e tambem a Inês com os pais, a Dª Helena e o Sr. João. Finalmente conhecemo-nos.

Saída cedo, passo por Redondela e depois entramos num trilho de floresta muito bonito com a ria de Vigo à vista. Arcade e as suas famosas ostras ficam para trás e entro no rio Verdugo através da famosa ponte Sampaio, que foi palco de batalhas sangrentas contra as tropas de Napoleão.
Finalmente chego a Pontevedra e ao seu bem equipado Albergue. Trato do equipamento e vou beber umas "cañas" ao Gambrinus que o meu mal é sede.
A Inês começar a presentar bolhas. Não vai ser fácil continuar assim, ainda para mais está começar a chover. Esta jornada debaixo de chuva não dá direito a fotos nem grandes recordações e se não fosse o bom material de montanhismo estava tramado.
O que importa é que fomos a uma tasca "Muiño" depois de chegarmos a Caldas de Reis e foi uma sinfonia de petiscos e tintol Rioja com 13.5º. Saimos bem tratados e prontos para outro dia. Reencontro Fran, cumprimentamo-nos e ele na calma que lhe é característica diz que o Caminho se faz pouco a pouco, caminhando.
Encontro tambem os italianos que conheci no 1º dia, o Angelo e o Luigi, dois velhotes castiços.
Outro dia de chuva que começa durante o pequeno-almoço e não pára de cair. Decidimos ir até o Albergue de TEO.
Começo a ficar preocupado com a Inês, vejo-lhe no rosto o sofrimento causado pelas bolhas nos pés e tento animá-la. Não vai desistir, parece que sai à mãe. Gosto de pessoas com coragem.
Almoçamos em Padron onde fazemos a visita turística da ordem e seguimos até Teo. Depois dos trabalhos habituais à chegada vamos às compras. Decidimos fazer uma sopa para o jantar e claro que para acompanhar lá consegui desencantar um Rioja tinto "EL COTO", muito razoável para aquecer o corpo depois de mais um dia mohado da água da chuva.
Ultima jornada até Santiago, percorro os 13 km com calma enquanto revejo tudo o que tinha passado e visto nos últimos dias. Era a hora de começar a fazer contas ao meu Caminho.
Chegámos cedo e fomos buscar a Compostela e de seguia fomos assistir à missa na Catedral.
Daí seguimos para o almoço que estava na hora de planear o regresso a Portugal, primeiro de comboio entre Santiago a Vigo, e depois de Vigo até Valença onde os pais da Inês tinham o carro. Disponibilizaram-se a dar-me boleia até Ovar terminando assim este meu acto de Peregrinar.
Manuel Amaral

05/06/2010

Amaral a caminho de Santiago


Por Manuel Amaral :
Nunca foi o meu forte traduzir as emoções que me vão na alma, no entanto vou tentar relatar acontecimentos e sensações que me acompanham nesta minha solitária jornada de mochila às costas pelos Caminhos de Santiago.
Comecei ontem (04/Junho) o meu Caminho, aliás já andava atrás dele faz algum tempo. Cheguei a Ponte de Lima, graças à boleia dos meus amigos Mário Jorge e Carmo.
Depois do registo no albergue e cumprimentos a um amigo que ia iniciar tambem o caminho, mas em BTT, fui pagar uma promessa à tasca "Fodinhas Quentes" (Pina Jorge a culpa do nome não é minha, levo o talão de caixa para comprovar). Feitas as despedidas dos meus amigos da boleia virei-me para uns rojões e um tinto da Bairrada, graças ao convite do Daniel e dos seu amigos (betetistas). Obrigado malta e boa viagem!
Retiro para descanso. Albergue. Portas fechadas às 22h, mas sono nem vê-lo.
São 5h da manhã e começa a agitação dos preparativos de todos os que se iam fazer ao caminho. Primeiro saiu um grupo de italianos, depois os franceses, a seguir os americanos.
Eu estava na expectativa de ver com quem iria sair. Deu-se um click, carreguei a mochila nos costados e sai... a porta fechou-se... Senti-me só. Dei os os primeiros passos. Entrei finalmente no meu caminho... E senti paz. Continuei como sempre só.
De repente sinto a aproximar-se a malta das bikes que passa por mim sempre a acelerar.
São 7h da manhã e encontro um café no meio do mato. Tratei logo de tomar um frugal pequeno almoço que consistiu numa sandes de bom presunto e uma bejeca. Recomecei a caminhada e notei que o percurso estava consideravelmente mais difícil. A dor alertava-me os sentidos.
Cheguei a Rubiães eram 10.15h da manhã. Agora vou descansar até amanhã de madrugada para mais outro dia de caminho até Valença.

30/05/2010

Linha do Douro - de Barca d'Alva ao Pocinho


Apesar da vontade de efectuar esta actividade há uns anos só agora surgiu, finalmente, a oportunidade de realizar a travessia Barca d'Alva - Pocinho pela parte extinta da Linha Férrea do Douro que ligava estas duas povoações. Para esta travessia contei com a companhia de mais oito companheiros que se juntaram a mim para dois dias de marcha pela linha.
Partimos, no final de sexta-feira, para Vila Nova de Foz Côa para pernoitarmos na Pousada da Juventude. De Aveiro partimos (Calé, Cardoso, DJ e Bruno) e já na Pousada encontrámo-nos com o pessoal do Porto e Ovar (Pina Jorge, Borges, Hugo e Amaral). Chegados à Pousada fomos surpreendidos por uma garrafa de champanhe e um bolo levado pelo Amaral para comemorar o encontro para mais uma actividade.
Depois de uma noite bem dormida (por alguns) tomámos o pequeno-almoço enquanto esperávamos que o último elemento, o Marcelino, se juntasse ao grupo.
Pouco depois chegavam os táxis que nos levariam a Barca d'Alva.
Chegados às ruínas do que em tempos foi uma bela e imponente estação preparámos as mochilas, grandes e pesadas e partimos em direcção à aventura.
Atravessámos a vila, sempre pela linha, e fomos logo percebendo que a tarefa não iria ser fácil, pela pedra e pelo mato que já se verificava existir no trilho.
O calor também se fazia sentir e à medida que os Km's se sucediam, os pés começavam a sentir as pedras da linha, os ombros o peso das mochilas e uns arranhões no mato complementavam o cenário.
Chegámos à primeira ponte da viagem e logo com um início sugestivo, dado que os passadiços nos primeiros metros já não existem. Com cuidado e usando o corrimão para equilibrar lá fomos passando até à parte em que ainda existe passadiço e depois com mais à vontade superámos o resto da ponte.
Mais uns metros e surge na via o primeiro túnel, escondido entre o mato, que atravessámos aproveitando a frescura do mesmo.
Aproximávamo-nos agora da antiga estação de Almendra que atingimos passados uns minutos. Aproveitámos para descansar e beber alguma água e comer qualquer coisa.
A paisagem apesar de bonita tornava-se monótona com o Douro a correr lentamente mesmo ao nosso lado. A linha decorria (ou decorre) sempre ao lado do rio.
Até aí e desde a saída de barca d'Alva nem uma simples alma apareceu no caminho. O silêncio envolvia-nos quebrado apenas pelo ruído causado pelo caminhar no cascalho sempre presente em toda a Travessia. Continuámos então o trilho com destino a Castelo melhor, a próxima estação da linha. Mais cascalho, mato e o mesmo ambiente melancólico, quente e sem vivalma, com excepção dos elementos do grupo.
Uma nova ponte, esta com passadiço completo num dos lados, e surge a primeira presença humana até ao momento num barco turístico que subia o rio até Barca d'Alva.
Pouco depois chegávamos à abandonada e em ruínas estação de Castelo Melhor local onde aproveitámos para descansar.
Retemperadas as forças decidimos continuar até à próxima estação, a do Côa, passando então pelo segundo túnel do percurso.
E lá continuámos a calcar o cascalho da linha, as travessas e os carris, agora com muito mais mato, o que impedia muitas vezes de ver além do espaço que percorria-mos, aumentado o calor e causando mais arranhões nos caminheiros.
Este pedaço tornou-se longo, pela carga que nos massacrava os ombros, pelo cascalho que começava a dar cabo de tornozelos e pés, pelo mato que dificultava a progressão e pelo calor que tornava tudo mais difícil. A paisagem monótona e sem grandes alterações também não ajudava muito. Apenas alguns barcos que iam passando animavam um pouco o momento, com acenos de turistas para caminheiros e vice-versa.
Mais uma ponte, donde alguns jovens mergulhavam para o rio (Rio Côa) e onde sem dificuldade, devido ao bom estado do passadiço, atravessámos em direcção à estação de Côa.
Mais uma ruína do que foi outrora uma estação de comboios.
Decidimos que seria nesta estação que iríamos montar o acampamento.
Após um banho no Rio Côa, com alguns dos elementos mais arrojados do grupo a tomar banhos nas águas frescas deste rio, fomos montar as tendas e preparar o jantar.
Uma bela ideia do Amaral surgiu quando se lembrou de contactar o taxista que nos tinha levado a Barca d'Alva e solicitar que nos levasse duas grades de minis à estação de Côa. E assim foi, passados alguns minutos lá estava o Sr. Rui com duas grades de minis frescas e gelo para as manter nesse estado. Aqui tenho que salientar a simpatia de todas as pessoas com quem contactámos, quer na Pousada da Juventude, quer o pessoal dos táxis, sempre disponíveis para ajudar.
Não vou dizer quantas cervejas bebi porque nem eu sei, mas tirando os adeptos dos Ice-Tea (bem hajam) os outros "mataram" a sedinha toda.
O amigo Pina Jorge com a colaboração de outros elementos fizeram uma fogueira onde assaram umas chouriças e morcelas que complementaram a dieta de todos.
Chegou a noite e aos poucos, não antes de acabar com as bebidas espirituosas que alguns elementos transportaram, cada um recolheu à sua tenda.
Lá pelas 5h30 da manhã os primeiros elementos acordaram e saíram das tendas, acordando os restantes. Nem vos vou contar o que eu e o Amaral ouvimos de reclamações. Mas lá tiveram que sair das tendas.
Material arrumado e pequenos-almoços tomados lá seguimos o caminho, ainda pelo fresco da manhã, em direcção à estação do Pocinho.
Tudo continuava na mesma, silencioso e melancólico com o rio a correr lentamente, aparentando mesmo estar parado. Apenas uns canoístas solitários remavam ao fundo no rio quebrando a nossa solidão.
Passámos por uma ponte em pedra e por algumas casas abandonadas na via, tal como as anteriores em ruína.
O percurso começava a fazer as suas vítimas e alguns de nós aparentavam algumas dificuldades em manter o ritmo, com pés e articulações moídas pelas pedras do caminho.
O percurso aproximava-se do fim e finalmente chegávamos à estação do Pocinho.
Aqui refrescámos com uns cervejolas acompanhadas de umas sandes de presunto e paio e depois seguimos para a Pousada de Foz Côa onde tínhamos os carros.
Para terminar, uma bela refeição retemperou-nos as forças e fez-nos esquecer das bolhas e das dores da jornada realizada.



23/05/2010

Aldeias Históricas em BTT - De Almeida a Castelo Mendo



Já vai longínquo o ano de 2006 onde em conjunto com mais 6 aventureiros iniciei a Travessia das Aldeias Históricas. Na altura a opção tomada foi a de fazer 5 etapas em autonomia total o que, ao longo de 4 dias, nos fez percorrer mais de 260 km carregando a casa nas bikes, dormindo nos montes e passando por inúmeros momentos deliciosos e também dolorosos pelos trilhos das Beiras.
Infelizmente não voltou a surgir a oportunidade de continuar essa Travessia e muito menos em autonomia dada a dificuldade de arranjar um grupo que o possa fazer ao longo de vários dias.
No entanto a ideia de lá voltar e refazer toda a Travessia não morreu e reiniciámos hoje a nova tentativa. O formato é diferente pelo que iremos percorrendo etapa a etapa e ao longo do tempo, até darmos por concluído este velho projecto.
Hoje bem cedo eu e o Cardoso, acompanhados pela Natália e pela Manuela, fomos até Almeida donde partimos os dois de bike a caminho de Castelo Mendo. Sabiamos que iria ser uma etapa relativamente curta, com um grau de dificuldade baixo, ou seja a ideal para quem tem andado um pouco parado, no que diz respeito a actividades.
E enquanto a ala feminina visitava Almeida nós começámos por fazer uma bela descida até ao Rio Côa passando pela histórica Ponte Grande, local de batalha entre luso-britânicos e franceses durante as Invasões Francesas, donde começámos uma bela subida até à Capela de Santa Bárbara. Durante esta subida, que reconheço não ser nada de especial, pudémos apurar que estamos mesmo a precisar de algumas horas de treino.
Passado esse troço o percurso deixou de oferecer grandes dificuldades e calmamente fomos pedalando ao longo destes trilhos espectaculares até chegarmos ao destino, a aldeia de Castelo Mendo.
Foram cerca de 22 Km de trilho de boa qualidade onde com alguma alegria pude constatar que se encontra muito bem marcado, com inúmeras estacas originais de marcação do GR22 e com sinais pintados de fresco (sinal que alguém felizmente se deu ao trabalho de recuperar o trilho).
No final as companheiras juntaram-se a nós para a visita à aldeia.
Continuámos o nosso passeio até a Vilar Formoso, onde aproveitámos para refrescar e confortar o estômago, e depois uma visita à bonita Ciudad Rodrigo em Espanha.
A Travessia recomeçou e esperamos em breve continuar as etapas.

10/04/2010

BTT nocturna e Pedestrianismo nas "Escarpas da Mizarela"


Mais uma actividade das que gostamos. Saída ao final de sexta para a serra, efectuar uma actividade nocturna e depois outra no Sábado de manhã. Em poucas horas ficamos com o "papinho" cheio sem comprometer em demasia o fim-de-semana.
Desta vez só fomos eu, o Vicente e o Cardoso e após termos montado as tendas dedicámo-nos ao tratamento dos estômagos, com uma bifana e uma cervejola.
Depois preparámos as bikes, vestimo-nos a rigor e iniciámos o percurso que tínhamos idealizado (mas não conseguido realizar na totalidade) na última aventura nocturna.
E tudo corria bem, dado que desta vez acertámos no trilho, quando um pau se enfiou no desviador da bike do Vicente, partindo-o.
Tendo o Cardoso como o mecânico do momento, lá se "resolveu" da melhor maneira possível a situação, apenas para permitir que se pedalasse mais um pouco, uma vez que o objectivo estava comprometido.
Mesmo assim pedalámos até ao parque de campismo e daí ainda seguimos um trilho até perto da Frecha da Mizarela e retornámos ao parque pela estrada, que pedalar sem mudanças e com a bicicleta naquelas condições não é fácil.
No parque arrumámos o material, tratámos da higiene pessoal e ainda fomos comer uma sandocha, das que cada um levava na mochila, tendo-nos deitado já para lá da 1h00 da manhã.
A noite na tenda foi fresca, facto que pessoalmente senti lá pelas 6 da manhã, mas nada que não nos permitisse estar em forma na manhã seguinte.
Pelas 09H00 chegaram os outros elementos do grupo (Pina Jorge, Bruno, DJ e por último o Rui) e lá partimos para o PR7 "Nas escarpas da Mizarela".
Já conheço a zona, conhecia parte do percurso, mas mesmo assim não imaginava que a parte que me era desconhecida fosse tão interessante e bonita. É um percurso com um grau de inclinação elevado, mas feito com calma e algum cuidado é, quanto a mim, dos que vale a pena fazer.
Demorámos pouco mais de 3 horas a percorrê-lo o que já denota que a forma está a chegar a todos nós.
Depois para compensar tamanho esforço, acabámos, como de costume a "encher a mula" em Chão d'Ave. Hábitos enraizados...


03/04/2010

Treino em Sernada do Vouga

Estava planeada a ida à Lousã mas as condições atmosféricas previstas fizeram-nos mudar os planos. Assim e para continuar a manter forma escolhemos ficar perto de casa e fomos (Calé, Amaral, Vicente e DJ) até Sernada pedalar por trilhos já nossos conhecidos.
O frio fez-se sentir, a chuva também, mas a pior parte é que devido às chuvas e aos madeireiros que com as suas máquinas estão a tornar os trilhos impraticáveis.
Assim para além do tempo desagradável tivemos lama até às orelhas.

Esperamos que as condições meteorológicas melhorem em breve, que de chuva já estamos nós fartos, para tentar realizar uma grande quantidade de actividades que temos em ideia realizar este ano.

27/03/2010

BTT noctuno e Pedestrianismo nas Veredas do Pastor

Eram 19 horas de ontem e já estávamos a caminho da Serra da Freita, eu o Cardoso o DJ e o Vicente.
Tínhamos marcado um bugalow para passar a noite e queríamos fazer uma btt nocturna. Ao chegar à serra percebemos logo que o tempo, lá em cima, estava agreste.
Comemos uma sopa quente de cozido e uma bifana regada por umas cervejocas e preparámo-nos para iniciar o passeio. Desta vez, e para variar, resolvemos inverter o percurso e incluir umas nuances novas.
Partimos serra dentro iniciando uma parte do percurso descendente em busca do trilho que depois nos faria subir a serra. E encontrámo-lo pouco depois, mas achámos que não era o pretendido e continuámos a busca.
Mais à frente encontrámos nova opção, que aceitámos como sendo o caminho certo. E em boa hora o fizémos porque rapidamente percebemos que não era o trilho que pretendíamos seguir, e assim fomos "obrigados" a subie o íngreme e degradado trilho, irregular e longo, de pedras soltas e muitos buracos. Lá fomos empurrando e empurrando as bikes pelo infindável trilho, onde curva após curva, continuava teimosamente a subir.
Depois de bastantes e longos minutos a subir e de muito praguejar e arfar lá fomos parar à estrada junto ao desvio para Albergaria da Serra, na estrada que depois deriva para Arouca, Tebilhão e regressa ao Merujal.
Que tempinho se verificava lá pelas bandas. Vento forte e frio, e nevoeiro que rapidamente nos gelou. Pelo menos na subida estivémos sempre abrigados do vento e deu para aquecermos bem.
Optámos então, e inteligentemente, por regressar ao Parque de Campismo, para aquecer e descansar.
Hoje pelas 09 horas da manhã juntaram-se a nós o Pina Jorge, o Rui Correia e o Bruno Gravato, que se juntou a nós pela primeira vez, com o objectivo era fazer um dos trilhos de Vale de Cambra, "Nas Veredas do Pastor".
É sem dúvida um excelente passeio com magníficos trilhos, boas paisagens, aspectos interessantes em algumas das aldeias e com uma dureza já mais a nosso gosto. A descida à aldeida da Lomba é fantástica mas a subida de retorno ao Côvo é de fazer transpirar e arfar.
Pelo caminho O Bruno aproveitou para encontrar umas Caches (GeoCaching) "escondidas" ao longo do percurso.
Levou-nos este passeio, com uma meia-hora para repousar e comer junto à igreja da Lomba, umas boas 3 horas e uns minutos, para o percorrer na totalidade a um bom ritmo de andamento.
No final e com excepção do DJ e do Bruno, que tiveram que regressar a Aveiro, todos os outros regressaram à vitela e à Posta arouquesa de Chão d'Ave.
Notou-se a "fome" de caminhar e este trilho excedeu as minhas expectativas.
Recomendo.



13/03/2010

Trilho das Levadas em Valongo do Vouga

Aproveitando o Sol que finalmente resolveu aparecer decidimos fazer um caminhada ligeira para recomeçar a habituar o corpo a estas andanças.
Depois de muito escolher, e do muito que vi pouco me interessar, acabei por escolher um percurso relativamente perto de casa e que parecia conter alguma beleza e interesse.
Assim partimos de Aveiro pelas 8h15 (Calé, Natália, Cardoso, Manuela e Vicente) e encontrámo-nos em Sernada do Vouga com o Amaral que trazia consigo a Ilda, a Carmo e a Sara e seguimos para Valongo do Vouga, local de início da caminhada, para realizar o "Trilho das Levadas". Partimos calmamente primeiro por estrada e em breve caminhámos por trilhos tipicamente campestres.
O percurso não oferecia grande dificuldade física, na minha opinião também sem grande interesse em especial, excepção feita à parte em que chegámos aos Moinhos do Ribeiro a partir donde fomos acompanhando a ribeira. Algumas pequenas quedas-de-água e a ribeira animaram um pouco o passeio, devido à beleza da zona. Algumas árvores tombadas sobre o caminho obrigaram-nos a exercício extra.
Depois voltámos a atravessar alguns campos e finalmente regressámos à estrada onde caminhámos até chegarmos aos carros.
Duas horas e meia foi o tempo que passeámos por este trilho suave.
No final e como sempre recuperámos, com juros, as poucas calorias gastas, ao devorarmos um conjunto de iguarias, que até me recuso a nomear.
Soube bem o Sol, soube bem ouvir a água a cantar e o verde daquela parte junto ao rio, mas precisamos de percursos mais "a sério".


14/02/2010

Visita a Trás-os-Montes e à Linha do Sabor

Depois de termos adiado a aventura pela linha do Sabor, por motivos de de não me encontrar na melhor fase de saúde e pelo joelho do Vicente, devido a uma queda de bike na linha do Vouga, decidi vir mais a Natália até a Miranda do Douro para conhecer a zona.
Claro que aproveitei para espreitar a Linha do Sabor e deixar aqui algumas fotos para adoçar a boca dos aventureiros.
O frio aqui tem estado em força o que nos iria dar cabo do "cabedal" durante a aventura e as dificuldades de que me apercebi, quer pelo tipo de terreno quer pelo estado da linha, serão também um bom tónico para cá virmos percorrer os 105 Km da via em BTT.
Agora que terminei este passeio pelas terras transmontanas posso dizer que visitei o Mogadouro, Miranda do Douro, Bragança e Vinhais, onde sob temperaturas próximas dos zero graus pude degustar a gastronomia e o vinho desta região e que me curou da gastrite que me incomodava.
Nada como a boa pinga local para fazer este milagre.
Vou deixar aqui um bom conjunto de fotos de património local entre o qual algumas fotos relacionadas com a Linha do Sabor onde em breve espero descobrir todo o trilho sobre duas rodas. Mas para já posso avisar-vos que vai dar luta, o que aliás é o que queremos.


10/01/2010

Minas de Carris - Serra do Gerês


Começámos as aventuras do novo ano e logo como uma ida às Minas de Carris na Serra do Gerês.
A ideia era tentar ver as minas com neve, e apesar de não termos conseguido concretizar este desejo na sua plenitude pudémos vê-las ainda com muitos vestígios de neve e com muita presença de gelo, mesmo ao longo de quase todo o caminho.
Saimos relativamente cedo de Aveiro (Calé, Natália e DJ) e do Porto (Pina Jorge) em direcção ao Gerês e iniciámos o percurso já a hora ia algo adiantada, para aquilo que se recomenda numa actividade longa como esta.
Percorremos o percurso de acesso às antigas minas até as atingirmos sob um bonito dia de Sol, mas com uma temperatura que nos fazia tremer nas partes mais sombrias do caminho. Ao longo do trilho pudémos ver vestígios da neve que nos últimos dias caiu pela zona e que deve ter sido imensa, mesmo a uma altitude mais baixa.
Inúmeras cascatas geladas deram uma beleza especial à caminhada, onde também encontrámos pedaços do caminho em boas condições para a patinagem animando assim o passeio.
A chegada às minas foi, tal como sempre, o momento alto. O gelo predominava na vegetação, nas rochas, no chão e junto aos edifícios.
A lagoa encontrava-se totalmente gelada, com uma boa camada de gelo sólido por cima, proporcionando uma magnífica imagem.
O retorno tornou-se um pouco "doloroso", pelas quase 6 horas de marcha no total e por aquele caminho tortuoso de grandes pedras soltas, que massacraram os pés, tornozelos e joelhos destes pobres caminheiros.
Chegámos ao fim já a noite caía e o frio aumentava.
Depois acabámos a retemperar forças numa mesa bem servida e melhor regada, enquanto na rua o tempo arrefecia e prometia neve para o dia seguinte.
Penso que começámos bem este ano de 2010 e espero que assim continuemos com muitas e boas actividades.



20/12/2009

Por Terras de Granito no Caramulo


Depois de dois meses parado, devido à frequência de um curso que me ocupou o tempo livre, voltei hoje na companhia da Natália, Vicente, Cardoso e Manuela, às actividades.
E que bem me soube sentir o frio no rosto e respirar o ar puro enquanto caminhava por trilhos tranquilos e observava a beleza que me rodeava.
Para começar decidimos não nos afastar muito de casa e fazer qualquer coisa não muito dura, porque dois meses parados fizeram algum estrago.
A escolha recaiu nos percursos de Águeda mais exactamente no seu "PR4 - Trilhos das Terras de Granito" que percorre as fraldas da Serra do Caramulo e onde em determinados pontos do percurso se pode ver, não muito longe, o Caramulinho, ponto mais alto desta serra.
Partimos assim de manhã cedo, com -1º de temperatura em direcção à aldeia de Macieira de Alcôba onde iniciámos o percurso.
Este percorre parte da aldeia, com alguns pontos interessantes, e depois de seguir um pouco por estrada (pena que o tenha que fazer por diversas vezes) entra depois por trlhos de inegável beleza, salientando-se a parte conhecida pelas Hortas Velhas, onde para além da beleza do trilho se encontram inúmeros vestígios de outros tempos, com várias ruínas interessantes e que indiciam tempos rudes e difíceis.
A visita à Srª da Guia com o seu forno comunitário e a vista para o Caramulo no Monte Junqueiro são outros pontos altos deste passeio pedestre.
No final e como os bons hábitos não se devem perder, acabámos por comer no restaurante "A Escola", que foi instalado na antiga escola primária, local com muito bom gosto, onde nos castigámos com um belo cabrito no forno, muito bem regado e acompanhado de outras iguarias e uma aguardente de aquecer as orelhas, que o tempo estava frio.
Foi um excelente recomeço de aventuras e esperamos em breve muitas mais...

As fotos do passeio

17/10/2009

Escalada na Serra da Freita

Aproveitando o bom tempo que ainda se faz sentir partimos para a Serra da Freita com o intuito de fazer mais uma actividade de Escalada.
Chegámos pela manhã, ainda bem fresca, eu a Natália e o Luís, e preparámo-nos para fazer o aquecimento nas vias mais fáceis.

Todos escalámos uma das vias e decidimos depois ir para umas vias mais exigentes que já se encontravam banhadas pelo Sol. Antes de mudarmos para as novas vias chegaram o Pina Jorge mais a esposa e o Hugo com o irmão.
Enquanto o Hugo ficou a iniciar o irmão naquelas vias os restantes iniciaram a escalada nas vias solarengas, onde a temperatura era realmente mais agradável. Um a um lá fomos fazendo as ascensões pelas vias, agora com muito mais dificuldade, esfolando os dedos e mãos.
No final a satisfação da luta estava expressa nos rostos, e nos dedos doridos e esfolados.
Foi mais uma manhã bem passada, em boa companhia.
Para acabar uma feijoada e umas maminhas de vaca bem regadas com o verde da região ainda deixaram o grupo mais animado.