Pedalando pelo GR28

A serra a arder perto do Merujal, 07 de Agosto de 2010.

Serra do Gerês

Caminhando entre Garranos, de 07 a 08 de Maio de 2005.

Serra de São Macário

Escalada na Pena, 15 de Setembro de 2013.

Serra da Estrela

I Travessia em autonomia total - Guarda - Loriga, de 12 a 16 de Abril de 2004.

Linha do Dão - Ponte de Nagoselas

Travessia BTT pelas Linhas do Dão e Vouga, de 09 a 11 de Abril de 2009.

Caminhos de Santiago

Travessia do Rio Lires no Caminho de Finisterra, de 29 a 31 de Julho de 2010.

Serra de Montemuro

Nas Minas de Moimenta, 29 de Janeiro de 2011.

Linha do Corgo - Ponte do Tanha

Travessia da Linha do Corgo, de 06 a 10 de Outubro de 2013.

Serra do Caramulo

Nas neves do Caramulo com vista para a Serra da Estrela, 04 de Dezembro de 2010.

Aldeias Históricas

De BTT em autonomia total pelo GR22, de 28 de Abril a 01 de Maio de 2006.

Serra da Arada - De Regoufe a Drave

30/05/2010

Linha do Douro - de Barca d'Alva ao Pocinho


Apesar da vontade de efectuar esta actividade há uns anos só agora surgiu, finalmente, a oportunidade de realizar a travessia Barca d'Alva - Pocinho pela parte extinta da Linha Férrea do Douro que ligava estas duas povoações. Para esta travessia contei com a companhia de mais oito companheiros que se juntaram a mim para dois dias de marcha pela linha.
Partimos, no final de sexta-feira, para Vila Nova de Foz Côa para pernoitarmos na Pousada da Juventude. De Aveiro partimos (Calé, Cardoso, DJ e Bruno) e já na Pousada encontrámo-nos com o pessoal do Porto e Ovar (Pina Jorge, Borges, Hugo e Amaral). Chegados à Pousada fomos surpreendidos por uma garrafa de champanhe e um bolo levado pelo Amaral para comemorar o encontro para mais uma actividade.
Depois de uma noite bem dormida (por alguns) tomámos o pequeno-almoço enquanto esperávamos que o último elemento, o Marcelino, se juntasse ao grupo.
Pouco depois chegavam os táxis que nos levariam a Barca d'Alva.
Chegados às ruínas do que em tempos foi uma bela e imponente estação preparámos as mochilas, grandes e pesadas e partimos em direcção à aventura.
Atravessámos a vila, sempre pela linha, e fomos logo percebendo que a tarefa não iria ser fácil, pela pedra e pelo mato que já se verificava existir no trilho.
O calor também se fazia sentir e à medida que os Km's se sucediam, os pés começavam a sentir as pedras da linha, os ombros o peso das mochilas e uns arranhões no mato complementavam o cenário.
Chegámos à primeira ponte da viagem e logo com um início sugestivo, dado que os passadiços nos primeiros metros já não existem. Com cuidado e usando o corrimão para equilibrar lá fomos passando até à parte em que ainda existe passadiço e depois com mais à vontade superámos o resto da ponte.
Mais uns metros e surge na via o primeiro túnel, escondido entre o mato, que atravessámos aproveitando a frescura do mesmo.
Aproximávamo-nos agora da antiga estação de Almendra que atingimos passados uns minutos. Aproveitámos para descansar e beber alguma água e comer qualquer coisa.
A paisagem apesar de bonita tornava-se monótona com o Douro a correr lentamente mesmo ao nosso lado. A linha decorria (ou decorre) sempre ao lado do rio.
Até aí e desde a saída de barca d'Alva nem uma simples alma apareceu no caminho. O silêncio envolvia-nos quebrado apenas pelo ruído causado pelo caminhar no cascalho sempre presente em toda a Travessia. Continuámos então o trilho com destino a Castelo melhor, a próxima estação da linha. Mais cascalho, mato e o mesmo ambiente melancólico, quente e sem vivalma, com excepção dos elementos do grupo.
Uma nova ponte, esta com passadiço completo num dos lados, e surge a primeira presença humana até ao momento num barco turístico que subia o rio até Barca d'Alva.
Pouco depois chegávamos à abandonada e em ruínas estação de Castelo Melhor local onde aproveitámos para descansar.
Retemperadas as forças decidimos continuar até à próxima estação, a do Côa, passando então pelo segundo túnel do percurso.
E lá continuámos a calcar o cascalho da linha, as travessas e os carris, agora com muito mais mato, o que impedia muitas vezes de ver além do espaço que percorria-mos, aumentado o calor e causando mais arranhões nos caminheiros.
Este pedaço tornou-se longo, pela carga que nos massacrava os ombros, pelo cascalho que começava a dar cabo de tornozelos e pés, pelo mato que dificultava a progressão e pelo calor que tornava tudo mais difícil. A paisagem monótona e sem grandes alterações também não ajudava muito. Apenas alguns barcos que iam passando animavam um pouco o momento, com acenos de turistas para caminheiros e vice-versa.
Mais uma ponte, donde alguns jovens mergulhavam para o rio (Rio Côa) e onde sem dificuldade, devido ao bom estado do passadiço, atravessámos em direcção à estação de Côa.
Mais uma ruína do que foi outrora uma estação de comboios.
Decidimos que seria nesta estação que iríamos montar o acampamento.
Após um banho no Rio Côa, com alguns dos elementos mais arrojados do grupo a tomar banhos nas águas frescas deste rio, fomos montar as tendas e preparar o jantar.
Uma bela ideia do Amaral surgiu quando se lembrou de contactar o taxista que nos tinha levado a Barca d'Alva e solicitar que nos levasse duas grades de minis à estação de Côa. E assim foi, passados alguns minutos lá estava o Sr. Rui com duas grades de minis frescas e gelo para as manter nesse estado. Aqui tenho que salientar a simpatia de todas as pessoas com quem contactámos, quer na Pousada da Juventude, quer o pessoal dos táxis, sempre disponíveis para ajudar.
Não vou dizer quantas cervejas bebi porque nem eu sei, mas tirando os adeptos dos Ice-Tea (bem hajam) os outros "mataram" a sedinha toda.
O amigo Pina Jorge com a colaboração de outros elementos fizeram uma fogueira onde assaram umas chouriças e morcelas que complementaram a dieta de todos.
Chegou a noite e aos poucos, não antes de acabar com as bebidas espirituosas que alguns elementos transportaram, cada um recolheu à sua tenda.
Lá pelas 5h30 da manhã os primeiros elementos acordaram e saíram das tendas, acordando os restantes. Nem vos vou contar o que eu e o Amaral ouvimos de reclamações. Mas lá tiveram que sair das tendas.
Material arrumado e pequenos-almoços tomados lá seguimos o caminho, ainda pelo fresco da manhã, em direcção à estação do Pocinho.
Tudo continuava na mesma, silencioso e melancólico com o rio a correr lentamente, aparentando mesmo estar parado. Apenas uns canoístas solitários remavam ao fundo no rio quebrando a nossa solidão.
Passámos por uma ponte em pedra e por algumas casas abandonadas na via, tal como as anteriores em ruína.
O percurso começava a fazer as suas vítimas e alguns de nós aparentavam algumas dificuldades em manter o ritmo, com pés e articulações moídas pelas pedras do caminho.
O percurso aproximava-se do fim e finalmente chegávamos à estação do Pocinho.
Aqui refrescámos com uns cervejolas acompanhadas de umas sandes de presunto e paio e depois seguimos para a Pousada de Foz Côa onde tínhamos os carros.
Para terminar, uma bela refeição retemperou-nos as forças e fez-nos esquecer das bolhas e das dores da jornada realizada.



23/05/2010

Aldeias Históricas em BTT - De Almeida a Castelo Mendo



Já vai longínquo o ano de 2006 onde em conjunto com mais 6 aventureiros iniciei a Travessia das Aldeias Históricas. Na altura a opção tomada foi a de fazer 5 etapas em autonomia total o que, ao longo de 4 dias, nos fez percorrer mais de 260 km carregando a casa nas bikes, dormindo nos montes e passando por inúmeros momentos deliciosos e também dolorosos pelos trilhos das Beiras.
Infelizmente não voltou a surgir a oportunidade de continuar essa Travessia e muito menos em autonomia dada a dificuldade de arranjar um grupo que o possa fazer ao longo de vários dias.
No entanto a ideia de lá voltar e refazer toda a Travessia não morreu e reiniciámos hoje a nova tentativa. O formato é diferente pelo que iremos percorrendo etapa a etapa e ao longo do tempo, até darmos por concluído este velho projecto.
Hoje bem cedo eu e o Cardoso, acompanhados pela Natália e pela Manuela, fomos até Almeida donde partimos os dois de bike a caminho de Castelo Mendo. Sabiamos que iria ser uma etapa relativamente curta, com um grau de dificuldade baixo, ou seja a ideal para quem tem andado um pouco parado, no que diz respeito a actividades.
E enquanto a ala feminina visitava Almeida nós começámos por fazer uma bela descida até ao Rio Côa passando pela histórica Ponte Grande, local de batalha entre luso-britânicos e franceses durante as Invasões Francesas, donde começámos uma bela subida até à Capela de Santa Bárbara. Durante esta subida, que reconheço não ser nada de especial, pudémos apurar que estamos mesmo a precisar de algumas horas de treino.
Passado esse troço o percurso deixou de oferecer grandes dificuldades e calmamente fomos pedalando ao longo destes trilhos espectaculares até chegarmos ao destino, a aldeia de Castelo Mendo.
Foram cerca de 22 Km de trilho de boa qualidade onde com alguma alegria pude constatar que se encontra muito bem marcado, com inúmeras estacas originais de marcação do GR22 e com sinais pintados de fresco (sinal que alguém felizmente se deu ao trabalho de recuperar o trilho).
No final as companheiras juntaram-se a nós para a visita à aldeia.
Continuámos o nosso passeio até a Vilar Formoso, onde aproveitámos para refrescar e confortar o estômago, e depois uma visita à bonita Ciudad Rodrigo em Espanha.
A Travessia recomeçou e esperamos em breve continuar as etapas.

10/04/2010

BTT nocturna e Pedestrianismo nas "Escarpas da Mizarela"


Mais uma actividade das que gostamos. Saída ao final de sexta para a serra, efectuar uma actividade nocturna e depois outra no Sábado de manhã. Em poucas horas ficamos com o "papinho" cheio sem comprometer em demasia o fim-de-semana.
Desta vez só fomos eu, o Vicente e o Cardoso e após termos montado as tendas dedicámo-nos ao tratamento dos estômagos, com uma bifana e uma cervejola.
Depois preparámos as bikes, vestimo-nos a rigor e iniciámos o percurso que tínhamos idealizado (mas não conseguido realizar na totalidade) na última aventura nocturna.
E tudo corria bem, dado que desta vez acertámos no trilho, quando um pau se enfiou no desviador da bike do Vicente, partindo-o.
Tendo o Cardoso como o mecânico do momento, lá se "resolveu" da melhor maneira possível a situação, apenas para permitir que se pedalasse mais um pouco, uma vez que o objectivo estava comprometido.
Mesmo assim pedalámos até ao parque de campismo e daí ainda seguimos um trilho até perto da Frecha da Mizarela e retornámos ao parque pela estrada, que pedalar sem mudanças e com a bicicleta naquelas condições não é fácil.
No parque arrumámos o material, tratámos da higiene pessoal e ainda fomos comer uma sandocha, das que cada um levava na mochila, tendo-nos deitado já para lá da 1h00 da manhã.
A noite na tenda foi fresca, facto que pessoalmente senti lá pelas 6 da manhã, mas nada que não nos permitisse estar em forma na manhã seguinte.
Pelas 09H00 chegaram os outros elementos do grupo (Pina Jorge, Bruno, DJ e por último o Rui) e lá partimos para o PR7 "Nas escarpas da Mizarela".
Já conheço a zona, conhecia parte do percurso, mas mesmo assim não imaginava que a parte que me era desconhecida fosse tão interessante e bonita. É um percurso com um grau de inclinação elevado, mas feito com calma e algum cuidado é, quanto a mim, dos que vale a pena fazer.
Demorámos pouco mais de 3 horas a percorrê-lo o que já denota que a forma está a chegar a todos nós.
Depois para compensar tamanho esforço, acabámos, como de costume a "encher a mula" em Chão d'Ave. Hábitos enraizados...


03/04/2010

Treino em Sernada do Vouga

Estava planeada a ida à Lousã mas as condições atmosféricas previstas fizeram-nos mudar os planos. Assim e para continuar a manter forma escolhemos ficar perto de casa e fomos (Calé, Amaral, Vicente e DJ) até Sernada pedalar por trilhos já nossos conhecidos.
O frio fez-se sentir, a chuva também, mas a pior parte é que devido às chuvas e aos madeireiros que com as suas máquinas estão a tornar os trilhos impraticáveis.
Assim para além do tempo desagradável tivemos lama até às orelhas.

Esperamos que as condições meteorológicas melhorem em breve, que de chuva já estamos nós fartos, para tentar realizar uma grande quantidade de actividades que temos em ideia realizar este ano.

27/03/2010

BTT noctuno e Pedestrianismo nas Veredas do Pastor

Eram 19 horas de ontem e já estávamos a caminho da Serra da Freita, eu o Cardoso o DJ e o Vicente.
Tínhamos marcado um bugalow para passar a noite e queríamos fazer uma btt nocturna. Ao chegar à serra percebemos logo que o tempo, lá em cima, estava agreste.
Comemos uma sopa quente de cozido e uma bifana regada por umas cervejocas e preparámo-nos para iniciar o passeio. Desta vez, e para variar, resolvemos inverter o percurso e incluir umas nuances novas.
Partimos serra dentro iniciando uma parte do percurso descendente em busca do trilho que depois nos faria subir a serra. E encontrámo-lo pouco depois, mas achámos que não era o pretendido e continuámos a busca.
Mais à frente encontrámos nova opção, que aceitámos como sendo o caminho certo. E em boa hora o fizémos porque rapidamente percebemos que não era o trilho que pretendíamos seguir, e assim fomos "obrigados" a subie o íngreme e degradado trilho, irregular e longo, de pedras soltas e muitos buracos. Lá fomos empurrando e empurrando as bikes pelo infindável trilho, onde curva após curva, continuava teimosamente a subir.
Depois de bastantes e longos minutos a subir e de muito praguejar e arfar lá fomos parar à estrada junto ao desvio para Albergaria da Serra, na estrada que depois deriva para Arouca, Tebilhão e regressa ao Merujal.
Que tempinho se verificava lá pelas bandas. Vento forte e frio, e nevoeiro que rapidamente nos gelou. Pelo menos na subida estivémos sempre abrigados do vento e deu para aquecermos bem.
Optámos então, e inteligentemente, por regressar ao Parque de Campismo, para aquecer e descansar.
Hoje pelas 09 horas da manhã juntaram-se a nós o Pina Jorge, o Rui Correia e o Bruno Gravato, que se juntou a nós pela primeira vez, com o objectivo era fazer um dos trilhos de Vale de Cambra, "Nas Veredas do Pastor".
É sem dúvida um excelente passeio com magníficos trilhos, boas paisagens, aspectos interessantes em algumas das aldeias e com uma dureza já mais a nosso gosto. A descida à aldeida da Lomba é fantástica mas a subida de retorno ao Côvo é de fazer transpirar e arfar.
Pelo caminho O Bruno aproveitou para encontrar umas Caches (GeoCaching) "escondidas" ao longo do percurso.
Levou-nos este passeio, com uma meia-hora para repousar e comer junto à igreja da Lomba, umas boas 3 horas e uns minutos, para o percorrer na totalidade a um bom ritmo de andamento.
No final e com excepção do DJ e do Bruno, que tiveram que regressar a Aveiro, todos os outros regressaram à vitela e à Posta arouquesa de Chão d'Ave.
Notou-se a "fome" de caminhar e este trilho excedeu as minhas expectativas.
Recomendo.



13/03/2010

Trilho das Levadas em Valongo do Vouga

Aproveitando o Sol que finalmente resolveu aparecer decidimos fazer um caminhada ligeira para recomeçar a habituar o corpo a estas andanças.
Depois de muito escolher, e do muito que vi pouco me interessar, acabei por escolher um percurso relativamente perto de casa e que parecia conter alguma beleza e interesse.
Assim partimos de Aveiro pelas 8h15 (Calé, Natália, Cardoso, Manuela e Vicente) e encontrámo-nos em Sernada do Vouga com o Amaral que trazia consigo a Ilda, a Carmo e a Sara e seguimos para Valongo do Vouga, local de início da caminhada, para realizar o "Trilho das Levadas". Partimos calmamente primeiro por estrada e em breve caminhámos por trilhos tipicamente campestres.
O percurso não oferecia grande dificuldade física, na minha opinião também sem grande interesse em especial, excepção feita à parte em que chegámos aos Moinhos do Ribeiro a partir donde fomos acompanhando a ribeira. Algumas pequenas quedas-de-água e a ribeira animaram um pouco o passeio, devido à beleza da zona. Algumas árvores tombadas sobre o caminho obrigaram-nos a exercício extra.
Depois voltámos a atravessar alguns campos e finalmente regressámos à estrada onde caminhámos até chegarmos aos carros.
Duas horas e meia foi o tempo que passeámos por este trilho suave.
No final e como sempre recuperámos, com juros, as poucas calorias gastas, ao devorarmos um conjunto de iguarias, que até me recuso a nomear.
Soube bem o Sol, soube bem ouvir a água a cantar e o verde daquela parte junto ao rio, mas precisamos de percursos mais "a sério".


14/02/2010

Visita a Trás-os-Montes e à Linha do Sabor

Depois de termos adiado a aventura pela linha do Sabor, por motivos de de não me encontrar na melhor fase de saúde e pelo joelho do Vicente, devido a uma queda de bike na linha do Vouga, decidi vir mais a Natália até a Miranda do Douro para conhecer a zona.
Claro que aproveitei para espreitar a Linha do Sabor e deixar aqui algumas fotos para adoçar a boca dos aventureiros.
O frio aqui tem estado em força o que nos iria dar cabo do "cabedal" durante a aventura e as dificuldades de que me apercebi, quer pelo tipo de terreno quer pelo estado da linha, serão também um bom tónico para cá virmos percorrer os 105 Km da via em BTT.
Agora que terminei este passeio pelas terras transmontanas posso dizer que visitei o Mogadouro, Miranda do Douro, Bragança e Vinhais, onde sob temperaturas próximas dos zero graus pude degustar a gastronomia e o vinho desta região e que me curou da gastrite que me incomodava.
Nada como a boa pinga local para fazer este milagre.
Vou deixar aqui um bom conjunto de fotos de património local entre o qual algumas fotos relacionadas com a Linha do Sabor onde em breve espero descobrir todo o trilho sobre duas rodas. Mas para já posso avisar-vos que vai dar luta, o que aliás é o que queremos.


10/01/2010

Minas de Carris - Serra do Gerês


Começámos as aventuras do novo ano e logo como uma ida às Minas de Carris na Serra do Gerês.
A ideia era tentar ver as minas com neve, e apesar de não termos conseguido concretizar este desejo na sua plenitude pudémos vê-las ainda com muitos vestígios de neve e com muita presença de gelo, mesmo ao longo de quase todo o caminho.
Saimos relativamente cedo de Aveiro (Calé, Natália e DJ) e do Porto (Pina Jorge) em direcção ao Gerês e iniciámos o percurso já a hora ia algo adiantada, para aquilo que se recomenda numa actividade longa como esta.
Percorremos o percurso de acesso às antigas minas até as atingirmos sob um bonito dia de Sol, mas com uma temperatura que nos fazia tremer nas partes mais sombrias do caminho. Ao longo do trilho pudémos ver vestígios da neve que nos últimos dias caiu pela zona e que deve ter sido imensa, mesmo a uma altitude mais baixa.
Inúmeras cascatas geladas deram uma beleza especial à caminhada, onde também encontrámos pedaços do caminho em boas condições para a patinagem animando assim o passeio.
A chegada às minas foi, tal como sempre, o momento alto. O gelo predominava na vegetação, nas rochas, no chão e junto aos edifícios.
A lagoa encontrava-se totalmente gelada, com uma boa camada de gelo sólido por cima, proporcionando uma magnífica imagem.
O retorno tornou-se um pouco "doloroso", pelas quase 6 horas de marcha no total e por aquele caminho tortuoso de grandes pedras soltas, que massacraram os pés, tornozelos e joelhos destes pobres caminheiros.
Chegámos ao fim já a noite caía e o frio aumentava.
Depois acabámos a retemperar forças numa mesa bem servida e melhor regada, enquanto na rua o tempo arrefecia e prometia neve para o dia seguinte.
Penso que começámos bem este ano de 2010 e espero que assim continuemos com muitas e boas actividades.



20/12/2009

Por Terras de Granito no Caramulo


Depois de dois meses parado, devido à frequência de um curso que me ocupou o tempo livre, voltei hoje na companhia da Natália, Vicente, Cardoso e Manuela, às actividades.
E que bem me soube sentir o frio no rosto e respirar o ar puro enquanto caminhava por trilhos tranquilos e observava a beleza que me rodeava.
Para começar decidimos não nos afastar muito de casa e fazer qualquer coisa não muito dura, porque dois meses parados fizeram algum estrago.
A escolha recaiu nos percursos de Águeda mais exactamente no seu "PR4 - Trilhos das Terras de Granito" que percorre as fraldas da Serra do Caramulo e onde em determinados pontos do percurso se pode ver, não muito longe, o Caramulinho, ponto mais alto desta serra.
Partimos assim de manhã cedo, com -1º de temperatura em direcção à aldeia de Macieira de Alcôba onde iniciámos o percurso.
Este percorre parte da aldeia, com alguns pontos interessantes, e depois de seguir um pouco por estrada (pena que o tenha que fazer por diversas vezes) entra depois por trlhos de inegável beleza, salientando-se a parte conhecida pelas Hortas Velhas, onde para além da beleza do trilho se encontram inúmeros vestígios de outros tempos, com várias ruínas interessantes e que indiciam tempos rudes e difíceis.
A visita à Srª da Guia com o seu forno comunitário e a vista para o Caramulo no Monte Junqueiro são outros pontos altos deste passeio pedestre.
No final e como os bons hábitos não se devem perder, acabámos por comer no restaurante "A Escola", que foi instalado na antiga escola primária, local com muito bom gosto, onde nos castigámos com um belo cabrito no forno, muito bem regado e acompanhado de outras iguarias e uma aguardente de aquecer as orelhas, que o tempo estava frio.
Foi um excelente recomeço de aventuras e esperamos em breve muitas mais...

As fotos do passeio

17/10/2009

Escalada na Serra da Freita

Aproveitando o bom tempo que ainda se faz sentir partimos para a Serra da Freita com o intuito de fazer mais uma actividade de Escalada.
Chegámos pela manhã, ainda bem fresca, eu a Natália e o Luís, e preparámo-nos para fazer o aquecimento nas vias mais fáceis.

Todos escalámos uma das vias e decidimos depois ir para umas vias mais exigentes que já se encontravam banhadas pelo Sol. Antes de mudarmos para as novas vias chegaram o Pina Jorge mais a esposa e o Hugo com o irmão.
Enquanto o Hugo ficou a iniciar o irmão naquelas vias os restantes iniciaram a escalada nas vias solarengas, onde a temperatura era realmente mais agradável. Um a um lá fomos fazendo as ascensões pelas vias, agora com muito mais dificuldade, esfolando os dedos e mãos.
No final a satisfação da luta estava expressa nos rostos, e nos dedos doridos e esfolados.
Foi mais uma manhã bem passada, em boa companhia.
Para acabar uma feijoada e umas maminhas de vaca bem regadas com o verde da região ainda deixaram o grupo mais animado.

03/10/2009

Aldeias de Xisto - Casal de São Simão


Na impossibilidade de realizar o GR28 em BTT fomos (a Natália e eu) em busca de informações sobre novos trilhos que me permitam pensar e programar novas actividades.
Apesar de já termos realizado várias actividades que passaram por algumas das chamadas "Aldeias de Xisto", nomeadamente pela Serra da Lousã, fomos espreitar esse projecto recente que envolve vários trilhos pedestres e bastantes Km's de trilhos marcados para BTT.
Começámos por passar em Penela onde visitámos o Castelo, que apesar de estar em obras não deixa de ser um belo exemplar de arquitectura militar.
Depois seguimos para a aldeia de Ferraria de São João onde pudémos observar um dos Centros de BTT, edifício de apoio às actividades de bicicleta todo-o-terreno e ficámos agradávelmente surpreendidos ao verificar que este oferece apoio sanitário (sanitários e balneários), oficina para pequenas avarias (com ferramentas e tudo), ar e água, além de alguma informação sobre os percursos. Também estavam visíveis algumas marcações (sinaléctica) dos vários percursos BTT e pedestres que passavam naquela zona.
Na aldeia é bem visível alguma recuperação de casas que nos pareceram poder vir a servir de casas abrigo ou de apoio, em regime de aluguer, a quem quiser fazer as actividades descritas.
A aldeia em si pareceu-nos pobre e algo desinteressante.
Feito este reconhecimento seguimos para Casal de São Simão onde aí sim encontrámos uma aldeia recuperada e muito agradável. Decidimos efectuar o PR1, um percurso pedestre que nos levou até às Fragas de São Simão, local junto ao rio onde se encontra uma praia fluvial e onde pudémos observar algumas ruínas de velhos moinhos de água.
Aproveitei claro para ir espreitar as fragas onde estão equipadas algumas vias de escalada desportiva de vários largos e que me deixaram com água na boca. Talvez porque as vias caiem directamente sobre as águas do rio.
Passada esta bonita zona do percurso continuámos a percorrer o percurso, que segue quase sempre junto ao rio sob as árvores e a vegetação, até que duas horas e meia depois de partirmos nos levou de retorno à aldeia.
O percurso em si é agradável, circular, de grau de dificuldade acessível, embora implique uma preparação mínima atendendo a que apresenta algumas descidas e subidas acentuadas. A parte da aldeia e a passagem nas Fragas, junto ao rio, são quanto a mim as melhores partes do percurso.
Penso que o projecto "Aldeias de Xisto" é interessante, promove um conjunto de valências nacionais (paisagem, património, gastronomia, cultura, artesanato...) que merecem o nosso apoio visitando as aldeias, conhecendo o diverso património, percorrendo a pé ou de bicicleta os seus trilhos e aproveitando o que de bom toda esta zona tem para nos oferecer.
Por nós só posso dizer que em breve exploraremos outras aldeias e outros trilhos.

26/09/2009

Multiactividade na Serra da Freita

A pedido do nosso amigo Amaral fomos até à Serra da Freita para fazer uma pequena caminhada e iniciarmos mais um conjunto de amigas e amigos nas andanças da Escalada.
Após a reunião junto ao Parque de Campismo do Merujal, pelas 09h30, iniciámos então a caminhada em direcção a Albergaria da Serra e daí entrámos pela serra seguindo a levada de água que segue até ao rio Caima e se dirige depois à aldeia atrás citada.
O grupo de caminheiros composto por velhos "espíritos" (Calé, Pina Jorge, Amaral e Hugo) e por novos "espíritos" em fase de iniciação em novas modalidades (Luís, Sara, Fátima, Manuela, Carmo e Ruka) concluíram a caminhada com demasiada rapidez, quase não deixando que os pré-reformados (Natália, Cardoso e Vicente), encarregados de levar os carros com o material até à zona de escalada, se deliciassem com as suas sandochas de presunto e respectivas cervejinhas.
Imagino o quanto dolorosa deve ter sido esta parte, enquanto nós sofríamos a escolher as melhores passagem pelo tojo de modo a que este arranhasse as pernocas das nossas caminheiras (eheheeheheh).
De novo reunidos, agora na escola de escalada e com o material prontinho, lá pusémos o incansável do Pina Jorge a explicar o que se ia passar, o nome dos materiais e as suas funções e iniciámos a abertura da primeira via.
Notava-se a apreensão nos rostos daqueles que nunca se tendo visto nestas andanças viam chegada a hora de se sentirem pendurados por umas corditas tão fininhas numa parede tão alta.
A primeira a aventurar-se foi a Fátima e todos os outros se lhe seguiram com êxito. O medo inicial deu lugar ao prazer do desafio e todos os novatos acabaram por repetir a experiência. No final todos nós acabámos por fazer o gostinho ao dedo "trepando" rocha acima e rocha abaixo, até que chegou a horinha de recompôr o estômago. Assim o fizémos com uns nacos de carne grelhados e muito vinho e cerveja à mistura.
Pareceu-me que temos novos "viciados(as)" na pedra, mas o tempo o dirá...

19/09/2009

BTT nocturno e diurno na Serra da Freita


Ontem (Sexta-feira) partimos (Calé, Cardoso, Vicente, Amaral e Hugo) para a Serra da Freita para mais uma actividade nocturna e outra diurna no Sábado.
A ideia era fazer uma BTT nocturna na sexta e escalar no Sábado mas as condições atmosféricas previstas e depois verificadas no local excluiram logo a hipótese da escalada, pelo que concentrámo-nos na BTT.
Chegados ao Parque de Campismo do Merujal tratámos de comer qualquer coisa e tomámos a decisão de alugar um bugalow, dado que ficar nas tendas parecia ser pouco agradável.
Um nevoeiro cerrado e uma chuvinha miúdinha tinham-se instalado na serra e a noite prometia ser fresca e molhada.
Comidas umas sandochas e bebidas umas cervejolas, lá fomos para o bugalow arrumar as tralhas e preparar os equipamentos para a actividade nocturna.
Preparativos efectuados e bikes prontas faltava apenas que o Marco e o Pompílio chegassem para que o grupo ficasse completo e pudéssemos partir para uma aventura nocturna com uma visibilidade a tender para o zero.
Reunido todo o grupo lá partimos cerca das 22h20. A primeira parte decorreu por estrada numa longa subida, que serviu para aquecer bem os participantes, seguida de uma longa descida feita em ritmo lento e cuidadoso atendendo a que a dificuldade em ver a estrada era grande.
As luzes das bikes e dos frontais eram reflectidas pelo nevoeiro e ainda dificultavam mais a visão, obrigando-nos a desligar as de maior potência.
Acabada a descida entrámos pelo trilho que nos permitiu regressar à Mizarela, mas onde por entre as giestas a visão ainda se complicou. A chuva caía certinha sobre nós encharcando-nos e o trilho com pontos de pedra solta implicava cuidados redobrados. O Vicente a certa altura substituiu-me na função de primeiro do grupo, dado que a atenção em perceber por onde passava o caminho e evitar os obstáculos me começava a cansar.
Calmamente fomos evoluindo no trilho até que cerca das 23h45 chegámos ao Parque de Campismo, sãos e salvos, e encharcadinhos até aos ossos.
Despedimo-nos do Marco e do amigo que regressaram a casa e fomos tratar da higiene e vestir roupa seca e quente.
Uns rissóis, umas cervejas, melão e whisky ajudaram a retemperar as forças.
Chegou a hora de dormir, enfiados nos sacos-cama sobre as camas dos beliches, e cada um tentou dormir como pôde.
Hoje (Sábado) acordámos cedo com um dia aparentemente mais bonito, onde o Sol chegava a espreitar por entre a névoa.
A chuva que se verificou deixou-nos como alternativa à escalada a BTT. E assim o fizémos. Tomado o pequeno-almoço partimos em direcção a Albergaria-da-Serra e daí à Portela da Anta. Seguimos então em direcção ao Couto do Boi onde efectuámos uma boa descida até à estrada e daí seguimos a caminho de Espinho e dos viveiros da Granja, onde parámos para recuperar forças e comer qualquer coisa. Depois foi seguir o trilho percorrido na noite anterior e ver a cara daqueles, que o não reconheciam, ao saber que era o mesmo trilho da véspera. Nem parecia o mesmo, pelo menos agora via-se bem o trilho, a serra e as aldeias ao fundo no vale.
Chegados ao parque de campismo, mudámos de roupa e arrumámos o material e fomos todos comer uma bela vitelinha, bem regada, que isto de andar de bike para além de cansativo abre também o apetite e dá cá uma sede...


13/09/2009

Caminhada pela Mata do Buçaco




Hoje eu a Natália e os nossos cães fomos fazer uma bela caminhada (ou cãominhada) pela Mata do Buçaco. Aproveitei para fotografar o inúmero património que se encontra pelo caminho e que infelizmente se encontra muito degradado.
As inúmeras espécies de árvores, arbustos e plantas que por lá abundam, e que segundo dizem algumas raras, também me parece que mereciam melhor tratamento.

Parece-me que mais uma vez temos nesta mata um valioso património cultural, monumental, histórico e natural que se degrada dia a dia sem que haja algum tipo de intervenção.

Fotos

12/09/2009

Passeio BTT "Slowdown" - Águeda

Por Vicente.
Este passeio BTT, por amável convite da Loja de Bikes "SLOWDOWN" de Águeda, contou com dois elementos do núcleo duro do "espírito", eu e o Amaral, mas também com alguns elementos que já nos têm acompanhado nas actividades que realizamos.

Assim, o nosso grupo teve a participação dos seguintes elementos: Carmo, Fátima, Manuela, Sara, Mário Jorge, Hugo, Rui, Ruca, Amaral e Vicente.
Iniciámos o evento com uma visita à espectacular loja, que representa algumas das melhores marcas de bikes e acessórios do universo BTT, acompanhado com um pré-reforço de café e bolos.
Pelas 10h começou o passeio que nos levou pelos excelentes trilhos da região, sempre bem apoiados pela organização, que fez questão que não faltasse nada (nem minis) para acalmar o pó que se fez sentir duramente durante a actividade.
Depois de alguns trilhos por zonas rurais acompanhando o rio, seguimos até um parque de merendas onde, por volta do meio-dia, nos esperava um autêntico banquete, o que pelos vistos agradou imenso aos elementos que estão habituados a
estas andanças e que referiram que nem nas melhores maratonas as condições são melhores.

Depois de saciados, o passeio continuou por trilhos rurais, onde os trabalhadores dos campos, amavelmente sempre paravam para nos dar passagem e saudar-nos, o que retribuíamos com alegria e respeito.
Na parte final uma pequena subida técnica fez a delicia dos mais habituados as estas andanças.
Refira-se que apesar de o grupo ser relativamente grande (50/60), houve sempre a preocupação de fazer os devidos reagrupamentos de modo a ninguém ficar para trás.
O nosso destino final era a "Festa do Leitão", em Águeda, onde tínhamos já lugar marcado pela organização. Chegámos cerca das 15h e depois de uma breve lavagem do pó acumulado na cara, fomos dar umas dentadas ao excelente leitão que nos serviram.
Num passeio de cerca de 50Kms e que contou com imensas meninas, as "nossas meninas", como já é habitual, estiveram muito bem e merecem o nosso aplauso.
Excelente Passeio/convivio BTT. Um agradecimento especial ao Pedro e à Susana pela organização e simpatia. Até à próxima.


06/09/2009

Marcha de Montanha na Serra da Estrela

O Pina Jorge desafiou-nos para mais uma Marcha em autonomia na Serra da Estrela e para além dos habituais tivémos a presença de outros amigos que já não marchavam connosco à algum tempo e uma estreia no grupo.
Assim estiveram presentes nesta actividade o Pina Jorge, Calé, Cardoso, Vicente, Rui, Borges, Marcelino, Amaral, DJ, Zé Carlos (de regresso a estas andanças) e o Hugo (em estreia com este grupo no que diz respeito a Marchas, uma vez que já esteve connosco numa BTT). Assim à partida batiamos todos os records no número de presenças numa marcha em autonomia.

Dia 0 (Sexta-feira 4/Set)
Partimos cerca das 20 horas em direcção à Pousada da Juventude das Penhas da Saúde. De Aveiro sairam o Calé, DJ, Vicente, Cardoso e Zé Carlos e do Porto/Ovar o Rui, Borges, Amaral e Hugo.
Por essa hora já o Pina Jorge estava pela serra a "espreitar" os pontos chave da nossa marcha.
Os aveirenses ao chegar ao Sabugueiro aproveitaram para comer umas sandes de queijo da serra e presunto, regado com cerveja ou tinto e finalizado com umas ginjinhas e aguardente de zimbro.
Já no final do repasto chegaram os homens do "Nuorte carago" e juntaram-se a nós na ginjinha.
Seguimos depois para a pousada onde o Pina Jorge nos aguardava, na companhia da esposa e do filho que gentilmente se deslocara à serra para nos apoiar no início da actividade.
Depois de tratadas as formalidades na pousada o Pina Jorge passou ao briefing da actividade onde falámos sobre o que iriamos fazer no dia seguinte.
Após este esclarecimento e já elucidados sobre o que nos esperava fomo-nos deitar na camarata de 10 camas que nos aguardava (bom alguns vadios ainda foram ver a noite da serra).

Dia 1 (Sábado 05/Set)
Alvorada às 6 horas, e às 7h00 partimos em direcção ao Covão d'Ametade, local de início da actividade. Aqui foi importante o apoio do filho do Pina Jorge que levou o pessoal ao local, poupando-nos uns Km's de caminhada pelo alcatrão.
Reunido o grupo partimos serra acima, primeiro em direcção à parede dos fantasmas e depois embrenhando-nos na serra a caminho da Lagoa da Paixão.
Ao chegarmos ao Ribeiro da Candeira o Borges decidiu pregar-nos um susto com uma queda que nos deixou apreensivos. Felizmente não se confirmou a entorse que temíamos.
Depois de algum descanso naquele prado, avançámos para a longa subida que nos levaria à lagoa.
O grupo demonstrou estar bem preparado e pelas 11h30 chegou à dita lagoa. Devido ao facto de lá termos chegado cedo, decidimos almoçar e descansar até às 13 horas.
Tinhamos previsto a possibilidade de estabelecer o acampamento nesta lagoa, se lá chegássemos tarde ou cansados, mas como o grupo chegou rápido e fresco partimos para o segundo ponto previsto, a lagoa das Salgadeiras.
Mais uma vez o grupo se portou bem e pelas 14h30 chegávamos ao local pretendido. Ainda se levantou a hipótese de nos aproximarmos da torre e acampar mais perto desta, mas pessoalmente acho que imperou o bom senso e cumprimos o que estava previsto.
Montámos o acampamento cedo e fomos espreitar a lagoa. Os primeiros a lá chegar logo mergulharam e nadaram nas suas águas frescas, sendo imitados, logo de seguida, pelos restantes elementos do grupo.
Depois fomos preparar o jantar, comer e contar as velhas histórias.
Bem cedo ainda nos deitámos e passámos umas longas horas deitados nas tendas, a descansar o corpo moído da marcha e das mochilas pesadas.

Dia 2 (Domingo 06/Set)
Alvorada às 6 horas, mas atendendo a que ainda era noite todos aproveitámos para ficar mais uns minutos nas tendas. Depois de preguiçar mais um pouco lá começámos, um-a-um, a sair das tocas e a começar a preparar as coisas para mais um dia de marcha.
Partimos assim em direcção à Torre e antes de lá chegar desviámos em direcção à estrada que se dirije à Covilhã.
Começava aqui a parte da aventura que se prendia com a descida para a barragem do Covão do Ferro.
Os penhascos que caracterizam aquela zona não deixavam antever qualquer facilidade e todos se sentiam um pouco apreensivos com as dificuldades que se adivinhavam.
Prevendo uma descida complicada três dos elementos, que apresentavam algumas dificuldades a nível dos joelhos decidiram, e bem, seguir pela estrada em direcção à pousada enquanto os outros oito aventureiros iniciaram a descida.
E que descida! Sob a batuta do mestre Pina Jorge, fomos descendo de rocha em rocha, escalando e destrepando passo-a-passo, pendurados nas ervas e nas raízes, pulando por cimas de buracos, passando por entre fendas das rochas e num verdadeiro trabalho de equipa, lá fomos passando e descendo os montanheiros e as suas enormes e pesadas mochilas, patamar em patamar.
Os restante montanheiros aguardavam, também eles apreensivos, que o grupo reaparecesse por detrás das massas rochosas que envolvem a linha de água. Mais de uma hora depois lá nos viram aparecer a todos, sãos e salvos, e lá respiraram de alívio. No entanto apesar da parte mais difícil e perigosa estar ultrapassada ainda não tínhamos chegado à barragem e ainda tinhamos algumas dificuldades pela frente.
Felizmente a calma, o trabalho de equipa e a mestria do mestre Pina Jorge, levou-nos para baixo
sem qualquer problema.
Já na barragem, descemos à estrada e aproveitámos para encher os cantis numa das casas que por lá existem, onde fomos muito bem recebidos e onde ainda conversámos um pouco sobre a actividade e outras possibilidades interessantes.
Entretanto o outro grupo tentava chegar à pousada para trazer os carros e recolher-nos.
Subimos então até à estrada que vem da torre onde o Zé Carlos nos aguardava com várias garrafas de água recolhida numa fonte. O Dj e o Borges tinham seguido a pé até à pousada.
Ficámos então à espera que eles regressassem com as viaturas. O Rui conseguiu também uma boleia até à Pousada.
Neste espaço de tempo pudémos fazer a boa acção do dia. Na casa onde abastecemos os cantis vive um cãozito que fugiu da mesma para perseguir o carro dos donos, acabando por vir ter connosco cá acima à estrada. Prendemos o cão e quando chegaram os carros fomos devolvê-lo aos donos levando-o a casa.
Após os carros chegarem fomos todos até à pousada onde tomámos um delicioso banho.
Acabada a actividade estava na hora do convívio gastronómico que nos é habitual. O lugar escolhido foi o Restaurante "O Camelo", onde comemos umas doses de cabritinho, bem regado com várias "Casas de Santar" e finalizado com uma aguardente de Zimbro.
Foi uma boa actividade, com todos os ingredientes que gostamos, boa camaradagem, espírito de grupo e que esperamos repetir, noutro qualquer lugar em breve.

02/09/2009

Visita ao Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga


Já por duas vezes tinha ido até Macinhata para visitar este pólo museológico, mas bati sempre com o nariz na porta. À terceira foi de vez e apesar de modesto vale a pena a visita. Por lá pude observar algumas locomotivas usadas nas "vias estreitas" do Douro, Dão e Vouga e algumas carruagens e automotoras, entre outro espólio ferroviário.
Acabei por me "perder" por duas horas entre a visita a solo, visita guiada e na conversa com o funcionário do museu, que soube bem acompanhar e estimular o meu interesse.
Pena não terem alguns artigos que pudessem ajudar a documentar-me sobre as linhas e material ferroviário, mas com a nova direccção do museu pode ser que as coisas mudem.
Também pena o espaço apertado que não me permitiu, sem uma máquina fotográfica adequada e possuidora de uma grande angular, fazer fotos mais completas das locomotivas e restantes peças ferroviárias. Para a próxima já sei e também não me vou esquecer do bloco de notas, que nestes sítios aprende-se sempre muita coisa.

25/08/2009

Barragem da Bravura - 2009

Por vicente.
Consegui tirar uma semana de férias e aproveitei para vir para sul, mais exactamente para a zona de Lagos, de onde os meus genes são originários, apesar de ter nascido na Gafanha na Nazaré. Assim, indeciso entre a maravilhosa praia e uma volta de BTT, decidi-me pela segunda e parti à aventura num projecto que já estava há algum tempo na minha mente, mas que só agora foi possível realizar. Sem os meus habituais companheiros destas andanças que têm muito mais experiência de orientação/navegação, e sem qualquer recurso a mapas ou GPS, resolvi contornar a albufeira da barragem da Bravura, a partir de Odiáxere. Os primeiros 10 kms foram feitos por uma estrada secundária de asfalto, aliás o unico acesso à barragem propriamente dita. A partir daí começou a aventura para mim. Tendo em conta o tipo de navegação que ia fazer, à vista, sem recurso a mapas nem outros auxiliares, sempre com a albufeira à vista, nem todos os trilhos que encontrei levavam ao meu objectivo que era contornar completamente a albufeira. Assim e após alguns trilhos em que tive de voltar atrás lá dei com a direcção certa. Os trilhos fantásticos, para a BTT e certamente para caminhada, não estão inseridos em nenhum percurso oficial, pelo menos a avaliar pela falta de informação no terreno. No entanto já tenho visto trilhos sinalizados noutras partes do país com muito menos condições para a prática destas actividades. Com o passar dos Kms de navegaçao por intuição, acabei por me encontrar em plena Via Algarviana, na qual os meus amigos Calé e Cardoso fizeram duas etapas há cerca de 2 meses. Tendo seguido por esta via durante alguns Kms, e como sei que a mesma se dirige a Vila do Bispo e depois Sagres, resolvi continuar a minha navegação à vista e continuar a contornar a albufeira da Barragem da Bravura, algo um pouco difícil, dada a configuração tentacular da mesma, onde fiz alguns trilhos descendentes sem continuidade. Acabei por conseguir contornar totalmente a albufeira, passando a cerca de 3 Kms de Monchique, o que me deu vontade de efectuar outra aventura que será a subida à Fóia na Serra de Monchique, pelo lado mais próprio para "todo o terreno", que conheci há dias.
Até um dia destes.